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  1. A geração Z matou o dinheiro
  2. Diesel marca passo em 2017
  3. Valentino fecha parceria com Alibaba
  4. EUA e UE insistem em benefícios ao Camboja
  5. Homens compram mais ecológico
  6. Rihanna prepara linha de lingerie

1A geração Z matou o dinheiro

Ainda que gostem de frequentar os espaços do retalho tradicional, as carteiras dos Z’s são tudo menos tradicionais. De acordo com os analistas, os membros da geração Z serão os responsáveis pelo fim do papel do dinheiro e do plástico dos cartões e, consequentemente, pelo boom das novas tecnologias de pagamento no retalho. Todavia, a maioria dos retalhistas ainda não está preparada para dar o salto. Quase 2,1 mil milhões de consumidores à escala global deverão usar as chamadas “carteiras móveis” (pagamentos através do smartphone) para pagar ou transferir dinheiro até ao próximo ano, representando um crescimento de quase 30% face aos 1,6 mil milhões registados no ano passado, de acordo com a Juniper Research. No entanto, muitos retalhistas não estão preparados para os pagamentos sem dinheiro ou cartões. «Os retalhistas que não aderirem porque acreditam que ainda não é tendência, estão errados e vão perder vendas», afirma Ralph Dangelmaier, CEO da BlueSnap, fornecedora de serviços de pagamento para plataformas de comércio eletrónico.

2Diesel marca passo em 2017

As vendas da Diesel continuam a marcar passo, ainda que os ganhos das áreas principais tenham subido, adiantou o grupo OTB, que detém a marca e que registou uma queda de 2,4% nas vendas, para 1,52 mil milhões de euros no ano fiscal de 2017. No entanto, uma melhoria nas margens e um maior controlo de custos ajudou a que o EBIT da empresa subisse para 21,5 milhões de euros, face aos 5,1 milhões de euros do ano anterior. Os resultados consolidados mantiveram-se em três milhões de euros. O grupo, que além da Diesel inclui a Marni, Maison Margiela, Viktor & Rolf, Paula Cademartori, Staff International e Brave Kid, não divulgou os resultados individuais, mas referiu que está a levar a cabo uma «transformação organizacional no contexto de desenvolvimentos macroeconómicos sempre em evolução». No entanto, a Diesel, a insígnia mais conhecida do grupo e que ainda não conseguiu substituir Nicola Formichetti como diretor artístico, continua em dificuldades. Segundo a casa-mãe, a marca tem dado passos para melhorar o marketing de produto, que inclui melhores coleções e comunicações. Já a Marni cresceu a dois dígitos, assim como a Maison Margiela. A Viktor & Rolf viu o ano ser marcado por colaborações novas para mercados em que não estava presente. Por sua vez, a Paula Cademartori, conhecida pelas malas, está a levar a cabo um projeto na área do calçado.

3Valentino fecha parceria com Alibaba

A casa de moda de luxo Valentino fechou uma parceria com o gigante chinês de comércio eletrónico Alibaba para o lançamento de uma loja virtual 3D, no site Tmall Luxury Pavilion. Esta plataforma foi criada para melhorar a experiência de compras online, com uma vertente omnicanal, tendo como objetivo replicar o conceito de uma loja pop-up física, que abre em Pequim ainda este mês de abril. Esta iniciativa faz parte da estratégia para impulsionar a marca Garavani Candystud, que pertence à casa de moda italiana, com o lançamento de vários produtos exclusivos para este evento, incluindo diversas malas e sapatilhas. O Tmall Luxury Pavilion foi lançado no ano passado e é uma peça fundamental na estratégia do Alibaba para chegar ao mercado de luxo e às marcas mais apelativas para este tipo de consumidor. Além disso, a empresa chinesa lançou o Luxury Pavilion Club, um programa de fidelização que concorre com o rival JD.com, parceiro da Farfetch. A presidente do Tmall Fashion and Luxury, Jessica Liu, considera que «o facto de a Valentino estar com uma loja online e outra física mostra como as marcas de luxo podem usar o Alibaba para criar envolvimento com os consumidores».

4EUA e UE insistem em benefícios ao Camboja

Os EUA e a União Europeia estão relutantes em remover os benefícios concedidos ao comércio com o sector do vestuário do Camboja, segundo adiantou a unidade de pesquisa da Fitch, isto apesar dos repetidos pedidos de grupos de defesa dos direitos humanos para a aplicação de sanções, devido à repressão política que tomou conta do país antes das eleições governamentais de julho. Preocupações em torno das exportações do sector do vestuário têm aumentado com o clima mais agitado e muitos países ocidentais acreditam que as eleições não serão livres, com acusações de intimidação por parte do governo aos opositores políticos e de contribuição para a degradação dos direitos civis, depois de ter dissolvido um partido da oposição. O crescimento da economia do Camboja deve-se sobretudo às vendas para o exterior da indústria do vestuário, sendo que cerca de 30% da produção é destinada à União Europeia. No relatório, a Fitch realçou que «a União Europeia e os EUA parecem relutantes em retirar os benefícios comerciais que concederam à indústria do vestuário do Camboja, o que sugere que o cenário mais complicado, de perturbações na indústria e de encerramentos de fábricas não se irá concretizar». Entre as preocupações com a aplicação de sanções está o futuro dos trabalhadores da indústria no país.

5Homens compram mais ecológico

Um inquérito levado a cabo pela Timberland concluiu que os homens pensam mais no ambiente quando gastam dinheiro em roupa do que as mulheres. O mesmo estudo refere ainda que os homens gastam mais do que as mulheres em roupa. Para uma média de 250 dólares nos EUA, os consumidores do sexo masculino despendem 310,50 dólares, face aos 187,20 dólares contabilizados pelo sexo feminino. Este relatório contou com a opinião de cerca de mil pessoas e descobriu que, no geral, 67% dos consumidores «estão pelo menos um pouco preocupados» com a moda amiga do ambiente, mas que os homens têm uma probabilidade de mais 52% do que as mulheres de referirem que «estão muito preocupados». 55% dos consumidores garantiram que pelo menos uma parte do seu guarda-roupa foi comprado com preocupações ambientais e 41% foram motivados a fazê-lo porque se sentem bem em adquirir algo que ajuda a uma causa. Ainda que os homens tenham maiores probabilidades de comprar ecológico, isso também acontece por interesse próprio, ou seja, 28% compra estes produtos porque quer que as pessoas saibam que se interessam pelo ambiente, em comparação com 17% das mulheres. Uma percentagem igual de homens diz que esta opção traz «reconhecimento social e gostam de partilhar os estilos nas redes sociais», diz o estudo. Entre os materiais mais procurados está o algodão orgânico e outros recicláveis. As mulheres lideram no que diz respeito à reciclagem de roupas. Têm mais 14% de probabilidades de doar vestuário antigo do que os homens.

6Rihanna prepara linha de lingerie

A cantora Rihanna poderá estar a preparar uma linha de lingerie, depois de prometer aos seus fãs nas redes sociais que está a avançar com este projeto, chamado SavageXFenty. A informação segue-se a notícias de que a artista fechou um acordo para lingerie com o TechStyle Fashion Group, que está também por trás da marca de athleisure de Kate Hudson, a Fabletics. Rihanna está gradualmente a transformar-se numa empreendedora em vários segmentos, tendo entrado no mundo da moda pela primeira vez em 2014, quando foi nomeada diretora criativa da Puma, com a coleção Fenty X Puma. Também desenhou duas coleções de sapatos para a Manolo Blahnik e de meias para a Stance. No ano passado lançou a marca de cosméticos Fenty Beauty by Rihanna.