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  1. Gala do Met em contagem decrescente
  2. Chineses boicotam Balenciaga
  3. Lionel Richie para o lar
  4. Vestuário sobe online
  5. Wrangler elogia cultivo sustentável de algodão
  6. Pele de cobra na rua

1Gala do Met em contagem decrescente

A gala do Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque começou a ser celebrada na década de 1970 e hoje é um dos eventos mais mediáticos do ano. Na primeira segunda-feira de maio (este ano, dia 7), assinala a abertura oficial da grande exposição de primavera do Costume Institute, em Nova Iorque. Este ano, o certame cruza a moda e a religião e, como sempre, a passadeira vermelha é aguardada com expectativa. “Corpos celestes: moda e imaginação católica” é o tema de 2018, sendo que a exposição será composta por 150 peças e terá como modelo central o traje papal, cedido pela sacristia da Capela Sistina. O certame inclui peças de Coco Chanel, Donatella Versace e John Galliano, que materializam a influência da religião na moda. Além de estar representada com a casa que dirige criativamente, Donatella Versace será uma das anfitriãs de ‘“Corpos celestes: moda e imaginação católica’, juntamente com Rihanna e Amal Clooney. «A moda e a religião sempre estiveram interligadas, inspirando-se e informando-se mutuamente», afirmou Andrew Bolton, curador do The Costume Institute. «Embora esta relação seja complexa e muitas vezes contestada, deu origem a algumas das criações mais inventivas e inovadoras na história da moda», explicou.

2Chineses boicotam Balenciaga

A casa de moda de luxo, cuja direção criativa está nas mãos do designer Demna Gvasalia, encontra-se no centro de uma polémica que envolve acusações de discriminação aos consumidores chineses. O incidente que terá despoletado estas acusações aconteceu no Printemps, em Paris, quando vários clientes franceses avançaram na fila para comprar as cobiçadas sapatilhas “Speed”, lançadas pela Balenciaga no ano passado e em liquidação nestes grandes armazéns da Cidade-Luz. Um grupo de chineses que esperava para entrar na loja sentiu-se desrespeitado e respondeu ao grupo de locais com violência, obrigando à intervenção dos seguranças. Tudo ficou registado em vídeo e publicado nas redes sociais. A gravidade da situação levou a própria Balenciaga a emitir um comunicado no qual pede desculpas pelo ocorrido, assegurando que lamenta «o incidente da manhã da última quarta-feira. A equipa de segurança agiu imediatamente para restaurar a calma. Pedimos as nossas sinceras desculpas aos envolvidos e reafirmamos o nosso compromisso de tratar igualmente todos os nossos clientes». A situação escalou porque muitos consumidores asiáticos aproveitaram a polémica para revelar alegados casos de tratamento diferenciado por parte de funcionários da casa de moda criada pelo designer espanhol e alguns até se reuniram para organizar um boicote à mesma. «Deixem de comprar os produtos da Balenciaga. A partir de agora, comprem Li Ning [marca de sportswear chinesa]», defenderam alguns em vídeo.

3Lionel Richie para o lar

O artista norte-americano vencedor de prémios Grammy tem outro talento escondido, descoberto quando andava em tour. As viagens internacionais do célebre cantor e compositor levaram-no a alguns dos melhores hotéis do mundo e, agora, motivaram uma coleção de têxteis-lar com a sua assinatura, à venda na J.C. Penney. Lionel Richie desenhou uma coleção para a retalhista que inclui edredons, colchas, lençóis, almofadas decorativas e toalhas de banho, com preços entre os 40 e os 130 dólares (aproximadamente entre os 33 e os 108 euros). «Considerando que grande parte da minha carreira foi passada na estrada, a minha casa é, para mim, uma espécie de retiro. É um lugar onde posso relaxar e passar o tempo com minha família e amigos», revelou Richie. «Gostei de transportar as minhas experiências nalguns dos melhores hotéis do mundo para os tecidos e designs da minha coleção de têxteis-lar, para que os clientes da J.C. Penney possam transformar a sua casa num retiro tranquilo e luxuoso, sem precisarem de gastar uma fortuna», garantiu.

4Vestuário sobe online

As vendas de vestuário no canal online cresceram a uma taxa anual de 14% desde 2012, em forte contraste com o crescimento de 1% registado offline, de acordo com um relatório da Forrester. No ano passado, o aumento das vendas de moda online (20%) superou o crescimento global do retalho online (13%), segundo o mesmo relatório. A moda é, atualmente, a segunda maior subcategoria de compras no retalho, saltando de 375,6 mil milhões de dólares (aproximadamente 309,9 mil milhões de euros) em 2012 para os 433,6 mil milhões no ano passado, quando representou 12% do mercado global de retalho, aponta a Forrester. Apesar do crescimento das vendas de vestuário online, os gastos por família na categoria assistiram a uma quebra entre 1990 e 2016, com o agregado familiar médio a cortar as compras de moda para metade durante o período, refere o relatório da Forrester.

5Wrangler elogia cultivo sustentável de algodão

O uso de técnicas de cultivo sustentável de algodão pode resultar na eliminação de três vezes mais gases de efeito de estufa face a métodos convencionais, segundo um relatório da fabricante de jeans americana Wrangler. A marca detida pela VF Corp avaliou 45 trabalhos científicos, como parte de uma tentativa de realçar aquilo a que chama impactos ambientais e económicos significativos das técnicas de cultivo sustentáveis. Os consultores que trabalharam com a Wrangler, especializados na área dos solos, reviram e validaram as conclusões do relatório. «A marca acredita que a cadeia de aprovisionamento não começa nem com algodão nem com tecido e sim com solo e água», explicou Roian Atwood, diretor de sustentabilidade da Wrangler. Nos EUA há milhões e milhões de hectares de algodão cultivados um pouco por toda a região sul do país, sendo que as práticas de cultivo tradicionais podem perturbar e degradar o solo. Mas com as técnicas que estão a surgir, a terra consegue funcionar melhor como ecossistema vital que sustenta plantas, animais e humanos. A Wrangler introduziu, no ano passado, um programa piloto para impulsionar o fornecimento de algodão sustentável.

6Pele de cobra na rua

Depois do leopardo e do crocodilo, o próximo animal selvagem a tomar conta do guarda-roupa estival é a cobra. As calças de pele de cobra, de fitting justo ou largo, de silhueta cropped ou boca de sino, são o objeto de cobiça da primavera-verão 2018. A tendência surgiu nas ruas e foi confirmada na recente edição do festival de música Coachella que, às calças, adicionou vestidos tubo e minissaias com fecho central no popular padrão. A pele de cobra garante coordenados sensuais ou, se combinada com malhas oversized e t-shirts, looks casuais. No ambiente de trabalho, as calças com o padrão animal podem ser combinadas com a intemporal camisa branca.