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Breves

  1. Next lucra com bom tempo
  2. Fashion SVP prepara novidades
  3. Li & Fung com aprovisionamento 100% digital
  4. UE regulamenta nanomateriais
  5. Helly Hansen muda de mãos
  6. Arte à solta em Lisboa

1Next lucra com bom tempo

O clima quente de abril levou a um forte início de ano para a Next, com a retalhista a registar vendas que superaram as expectativas dos analistas para o primeiro trimestre. As vendas a preço total para as 14 semanas terminadas a 7 de maio subiram 6% em relação ao ano passado, de acordo com a Next. As vendas online conheceram uma performance particularmente forte, assinalando um aumento de 18,1%. A retalhista reconheceu que as vendas no trimestre foram melhores do que o esperado, alcançando um valor próximo dos 40 milhões de libras (aproximadamente 46 milhões de euros), resultados alavancados pelo tempo excecionalmente quente das últimas semanas. Para o ano na sua globalidade, espera-se que o lucro da Next antes de impostos atinja os 717 milhões de libras, em comparação com a orientação anterior de 705 milhões. Sofie Willmott, analista da GlobalData, afirmou que os resultados garantiram um arranque de ano fiscal muito positivo para a retalhista. «Embora os resultados da Next possam deixar uma nota de esperança aos retalhistas do Reino Unido, a transferência do consumo para a Internet é evidente, com o canal online a impulsionar as vendas totais», apontou. «A Next gere agora quase metade das suas receitas no comércio eletrónico, pelo que uma boa performance online é suficiente para garantir vendas globais positivas», assegurou.

2Fashion SVP prepara novidades

Vários profissionais de sourcing, incluindo Angelica Sergi, vice-presidente de cadeia de aprovisionamento e produção da Temperley London, vão partilhar as suas opiniões com os expositores e visitantes da Fashion SVP, que regressa a Londres este verão. Fundado em 2012, o salão oferece, aos compradores, a oportunidade de conhecer produtores de vestuário de aproximadamente 20 países. Os oradores deste ano incluem Estelle Williams, responsável de coleção e desenvolvimento da Roland Mouret, Richard Benson, diretor da Guide London, e Liz Leffman, diretora da Clothesource. Juntamente com outros líderes do sector, os oradores vão partilhar soluções valiosas para os atuais problemas de sourcing. As sessões abertas ao público terão como foco questões como a natureza mutável das marcas, retalho e sourcing, redução dos lead times, o futuro do retalho, o fim do planeamento de longo prazo e a compra orientada por dados, entre outras. «Os nossos “Sourcing Briefings” costumam atrair muitos interessados e estão sempre lotados nos dias da feira. Estas sessões gratuitas que fazem parte da experiência da Fashion SVP dão conselhos práticos e deixam soluções para os desafios enfrentados por executivos em situações reais», afirmou o diretor de eventos, Buzz Carter. A Fashion SVP envolve mais de 120 fornecedores globais e cobre todos os aspetos de compra e produção de vestuário. O salão acontece de 26 a 27 de junho, no Londres Olympia, e decorre paralelamente à Source Denim, que oferece o melhor do denim, incluindo tecidos, confeção e marca própria.

3Li & Fung com aprovisionamento 100% digital

A Li & Fung está a preparar-se para criar a primeira cadeia de aprovisionamento de t-shirts totalmente digitalizada através de um acordo de cooperação com a empresa americana de robótica SoftWear Automation. Ainda que, inicialmente, os Sewbots da SoftWear Automation se concentrem apenas na cadeia de aprovisionamento de t-shirts, há potencial de expansão para outras categorias de produtos. Exigindo apenas um operador, as linhas de trabalho automatizadas produzem uma t-shirt completa em 22 segundos – duas vezes mais rápido do que o processo atual. Como explicou a Li & Fung em comunicado, a digitalização da cadeia de aprovisionamento representa uma oportunidade de mudança das regras do jogo para produtores e fornecedores. As soluções tecnológicas como a automação permitem que os fabricantes ofereçam maior produtividade e eficiência e gerem novas oportunidades de emprego qualificado. Em março, o presidente do grupo Li & Fung, Marc Compagnon, lançou uma nova luz sobre a atual estratégia da gigante de sourcing, que pretende reorganizar o seu modelo de negócios segundo três eixos: velocidade, inovação e digitalização. «Já fizemos progressos substanciais na nossa jornada digital para criar a cadeia de aprovisionamento do futuro e esta parceria com a SoftWear Automation é outro dos alicerces da nossa cadeia de aprovisionamento totalmente digitalizada», sublinhou Spencer Fung, CEO do grupo Li & Fung.

4UE regulamenta nanomateriais

A Comissão Europeia tomou recentemente novas medidas contra os produtos químicos perigosos em têxteis, vestuário e calçado, votando pela inclusão de requisitos de informação específicos para nanomateriais no texto jurídico do seu programa REACH (Registo, Avaliação, Autorização e Restrição de Produtos Químicos). As mudanças propostas, acordadas pelos membros da UE, vão especificar como os nanomateriais devem ser regulamentados. Como tal, vários anexos do programa REACH serão alterados para esclarecer os requisitos de registo em relação aos materiais controversos. Os requisitos, refere a Comissão Europeia, vão resolver a «lacuna de conhecimento». Irão também providenciar informações sobre características básicas, utilizações, técnicas de manuseamento, riscos potenciais para a saúde humana e o meio ambiente e métodos de controlo de risco. O projeto de regulamentação está agora sujeito a um escrutínio de três meses pelo Parlamento e pelo Conselho antes de ser adotado pela Comissão. A Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) já começou a avaliar a necessidade de atualizar as orientações existentes ou emitir novas orientações para apoiar no cumprimento dos novos requisitos.

5Helly Hansen muda de mãos

A marca de outdoor norueguesa Helly Hansen foi recentemente adquirida pelo grupo de retalho canadiano Canadian Tire Corporation (CTC), num negócio avaliado em mil milhões de dólares (aproximadamente 841 milhões de euros). As categorias de outdoor e workwear são fundamentais para as bandeiras de retalho da CTC sendo que, através das marcas Mark e FGL, a empresa tem já uma longa história com a Helly Hansen como um dos seus maiores clientes. A aquisição veio consolidar o core business da CTC, aumentando o seu portefólio de marcas no Canadá e a sua capacidade de expansão à escala internacional. «Ao juntar as nossas capacidades à equipa global de gestão da Helly Hansen teremos excelentes oportunidades para a CTC e para a Helly Hansen, no Canadá e internacionalmente», admitiu Stephen Wetmore, presidente e CEO da Canadian Tire Corporation. A Helly Hansen é conhecida por apresentar produtos de performance inovadores e de alta qualidade, desenvolvidos para condições extremas. Dentro das suas principais categorias, que incluem a vela, montanhismo, urban, rainwear e workwear, entre outros, a Helly Hansen desenvolve e distribui produtos usados por profissionais e entusiastas do outdoor nos quatro cantos do mundo. A marca é distribuída no retalho grossista em mais de 40 países.

6Arte à solta em Lisboa

De 17 a 20 de maio, Lisboa volta a estar no centro das atenções de colecionadores, galerias, artistas e profissionais de arte à escala global. A Cordoaria Nacional recebe a terceira edição da ARCO – Feira Internacional de Arte Contemporânea, organizada pela IFEMA e pela câmara municipal de Lisboa, que este ano conta com a presença de 72 galerias provenientes de 14 países. A descoberta de novos artistas, lugares e pessoas são os grandes motores da ARCO e, nesta edição, a ARCOlisboa tem novidades para todos os públicos. Pela primeira vez, haverá um espaço dedicado aos mais pequenos, com workshops ARCOkids criados pela Operação Nariz Vermelho, que irão aproximar as crianças do mundo da arte contemporânea. A ARCOlisboa tem novos conteúdos, como a apresentação dos projetos individuais de 10 artistas portugueses e internacionais, no Torreão Poente da Cordoaria. A secção principal da ARCOlisboa contará com a presença de 51 galerias. Além dos principais espaços portugueses, que têm estado com o projeto desde o início, haverão novas galerias como a Krinzinger (Viena), Helga de Alvear (Madrid), Carreras Mugica (Bilbau), Millan (São Paulo) ou Greengrassi (Londres). O Opening, espaço dedicado a galerias jovens, vai apresentar 12 projetos selecionados pelo curador João Laia, incluindo a galeria lisboeta Balcony e a catalã Bombon, entre outras.