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  1. Comércio mundial abranda
  2. Egito exportou mais 17% de vestuário
  3. Retalho britânico com ano difícil
  4. A&E cose-se com linhas que repelem água
  5. Tingimento biológico chega à roupa
  6. Bangladesh é o país que menos paga aos trabalhadores?

1Comércio mundial abranda

O comércio mundial deverá desacelerar em 2018 no que diz respeito ao volume, segundo novos dados divulgados pela OMC (Organização Mundial do Comércio) cujo indicador que mede esta atividade se fixou em 101.8 no segundo trimestre, abaixo dos 102.3 registados anteriormente. Ainda assim, está acima da base de 100 que sugere um crescimento sólido. Esta queda reflete encomendas de exportação mais contraídas, que a OMC diz poderem estar relacionadas com tensões crescentes no comércio mundial. A organização já tinha previsto um crescimento de 4,4% no volume de trocas, face a 4,7% em 2017. A entrada de encomendas nos portos também está a abandar, ainda que continue em trajetória ascendente.

2Egito exportou mais 17% de vestuário

As exportações de vestuário do Egito subiram 17% no primeiro trimestre de 2018, com os EUA a serem os maiores compradores, de acordo com os dados divulgados pela organização Ready Made Garments Export Council. Deste modo, as vendas do país para o exterior ascenderam aos 385 milhões de dólares (326 milhões de euros) face a 330 milhões de dólares (279 milhões de euros) registados no ano anterior. Desses, 48% foram vendidos ao mercado americano, um aumento de 16% face a 2017. Só em janeiro, as exportações aumentaram 24%, em fevereiro 21% e em março 6%. A entidade espera que no final do ano o crescimento se situe nos 20%, para 1,8 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros). O presidente da Ready Made Garments Export Council admitiu que o país perdeu competitividade com o aumento dos custos, mas Mohamed Hunter realçou a necessidade de expandir a educação técnica no país, para aumentar a mais valia dos produtos fabricados no Egito.

3Retalho britânico com ano difícil

Os retalhistas britânicos deverão ter um ano complicado, com vários analistas a preverem uma redução de 0,8% do sector em 2017, sendo que não irá recuperar novamente até 2019. Segundo os dados da GlobalData, o aumento de custos de produção e de importação, devido à queda da libra, levou a uma subida de 2,4% da inflação no ano passado, o que reduziu o volume de vendas, tendo em conta que os preços mais elevados acabaram por passar para os consumidores. Apesar das estimativas apontarem para uma redução da inflação para este ano, os orçamentos irão manter-se sob pressão porque os consumidores ainda não têm capacidade para fazer face aos aumentos. O cenário poderá melhorar em 2023, com a recuperação dos volumes de vendas, ainda que os gastos se mantenham cuidadosos. «A preferência por gastos no lazer e experiências em vez de bens materiais vai levar os consumidores a ir às compras nos seus próprios guarda-roupas, usando peças que já têm e só gastando dinheiro quando acharem que se justifica», afirmou Mamequa Boafo, analista da GlobalData. Já as vendas online de roupa e calçado deverão situar-se em 10,8% este ano, apenas abaixo do sector da saúde e beleza.

4A&E cose-se com linhas que repelem água

A americana American & Efird (A&E), especialista em fios para bordar e linhas de costura, desenvolveu uma melhoria nos seus produtos, livres de PFC e com propriedades que repelem a água, que alega ser ideal para vestuário outdoor e de desporto. Esta tecnologia pode ser aplicada às marcas globais da empresa e é também recomendada para mochilas, calçado, uniformes e roupa de trabalho, revelou a A&E. Estas características, que a empresa batizo Repel, incluem a designação PFC-Zero por não conterem perfluocarbonetos, considerados gases que aumentam o efeito de estufa. Estas novas valências não afetam a cor, esclareceu a empresa. «O Repel é um exemplo de inovação enquanto a A&E continua a expandir as fronteiras do que os fios mais avançados conseguem fazer», explicou Chris Alt, vice-presidente de vendas da empresa. A A&E anunciou ainda recentemente que tinha produzido alguns fios a partir de fibra de poliéster reciclada, obtida a partir de garrafas de plástico.

5Tingimento biológico chega à roupa

As marcas Filippa K, da Suécia, e Eurojersey, de Itália, irão adotar um processo de tingimento biológico na produção do vestuário confecionado pelas empresas, numa iniciativa realizada em parceria com a britânica Colorfix. A técnica converte compostos que sobram de processo agrícolas em corantes para o processo de tingimento têxtil, recorrendo a microrganismos que produzem pigmentos naturais. Estes pequenos seres vivos também transferem a cor para um tecido ou peça de roupa, o que resulta em poupanças de água e energia. A Colorfix garante que o consumo de água é 10 vezes menor comparativamente aos métodos tradicionais e não usa produtos perigosos nem tóxicos, recorrendo a processos biológicos que criam uma paleta de cores produzidas naturalmente por plantas e animais. A empresa afirma ser a primeira a aplicar com sucesso estes métodos no tingimento de jersey de poliéster e algodão, estando a trabalhar para alargar o tipo de tecidos e malhas em que pode usar estes corantes. Este tipo de tecnologia já é usado em outras indústrias, como por exemplo na química.

6Bangladesh é o país que menos paga aos trabalhadores?

O salário mínimo para os trabalhadores na indústria do vestuário do Bangladesh é de cerca de 68 dólares por mês (57,6 euros), um valor que a plataforma Garment Workers Coordination Parishad, que apoia quem trabalha neste sector, diz ser o mais baixo da Ásia. No país são muitos os pedidos para aumentar os vencimentos dos trabalhadores das unidades de produção de vestuário. A plataforma, que inclui 52 organizações, quer que o salário mínimo seja de 159 euros. De acordo com a entidade, que apresentou as suas reivindicações numa conferência de imprensa em Dhaka, capital do Bangladesh, e revelou que na Índia o salário mínimo no sector é de 168 dólares (148 euros) e no Camboja de 170 dólares (144 euros). No Paquistão, os trabalhadores levam 124 dólares (105 euros) para casa e no Vietname e Myanmar 154 dólares (130 euros) e 86 dólares (72 euros), respetivamente. Os líderes da plataforma exigiram um aumento anual de 10%, três meses de aprendizagem com salário básico e seis meses de licença de maternidade.