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  1. EUA proíbem algodão do Turquemenistão
  2. Liocel reciclado chega ao denim
  3. Vestuário do Myanmar cresce, mas com riscos
  4. La Redoute ataca empresas
  5. Marcas devem ganhar a confiança dos consumidores
  6. Bapho Brasil lança-se online

1EUA proíbem algodão do Turquemenistão

Os serviços aduaneiros e de proteção de fronteiras dos EUA (CBP) emitiram uma ordem de retenção contra todo o algodão com origem no Turquemenistão, o que significa que as marcas e retalhistas terão que identificar rapidamente e eliminar esta matéria-prima com origem neste país das suas cadeias de produção. A ordem cobre todos os produtos produzidos total ou parcialmente no Turquemenistão, devido a suspeitas de que são fabricados com recurso a trabalho forçado. Serão, assim, apreendidos em qualquer ponto de entrada nos EUA. A firma internacional de advogados Sandler, Travis & Rosenberg adiantou que a CBP referiu que os importadores de carregamentos apreendidos têm uma oportunidade de provar que os bens que transportam não foram produzidos com recurso a trabalho forçado. Se não conseguirem, as empresas podem ser alvo de um processo criminal nos EUA. O Turquemenistão é o nono maior exportador de algodão do mundo e segundo o International Labor Rights Forum (ILRF). O governo turquemeno obriga os agricultores a cumprir quotas de produção e força milhares de cidadãos a apanhar algodão, sob ameaça.

2Liocel reciclado chega ao denim

A Cone Denim fechou uma parceria com a produtora de fibras de celulose austríaca Lenzing para o desenvolvimento de novos materiais sustentáveis usando a marca Refibra, que foi desenvolvida no ano passado, sendo a primeira fibra deste tipo a usar material reciclado numa escala comercial. Deste modo, a empresa torna-se a única fabricante da América do Norte a usar fibra de liocel reciclada a partir de resíduos de algodão e madeira na produção de tecidos denim. «Os consumidores de denim querem produtos autênticos e inovadores que maximizem o conforto, estilo e performance», afirma Kara Nichols, vice-presidente de marketing e design de produto da Cone Denim. «Também querem saber que os seus jeans favoritos são fabricados de forma responsável e que se mantêm sustentáveis no fim do seu ciclo de vida, quando se deitam fora», explica. Estes novos tecidos da Cone Denim serão produzidos em unidades norte americanas, sendo que os produtos terão sempre uma identificação independente, para que possam ser rastreáveis por marcas e retalhistas.

3Vestuário do Myanmar cresce, mas com riscos

As exportações de vestuário de Myanmar continuam a crescer rapidamente e são agora o segundo maior sector de vendas externas do país. No entanto, segundo um relatório do Banco Mundial, este segmento está exposto a flutuações na procura por parte de grandes parceiros como a China, assim como a problemas de aprovisionamento. A economia daquele país asiático melhorou no ano de 2017/2018, com uma aceleração de crescimento modesta, que reverteu, em parte, a deterioração que tinha acontecido no ano anterior. Do lado do aprovisionamento, o crescimento foi conduzido por uma recuperação na agricultura, uma performance de produção industrial forte e acesso a novos mercados. O sector do vestuário cresceu 40% em valor nos primeiros três trimestres do ano fiscal de 2017/2018, comparado com o período homólogo do ano fiscal anterior. Contudo, o Banco Mundial alerta para o ritmo lento das reformas e vulnerabilidades do sector financeiro e para as questões humanitárias em torno da crise com os Rohingya como fatores que podem contribuir para uma baixa confiança no país. Além disso, a flutuação nos pedidos de grandes clientes como a China pode complicar o futuro das exportações de vestuário de Myanmar.

4La Redoute ataca empresas

A La Redoute está a lançar o espaço B2B – La Redoute para Profissionais, dedicado às empresas, onde os profissionais de diversas áreas de negócio poderão encontrar as ferramentas para realizar os projetos de decoração. A nova área destinada aos negócios inclui artigos de têxteis-lar, mobiliário e decoração, pensados para servir empresas na área da hotelaria, restauração e comércio, assim como escritórios, espaços de receção e exteriores. «Este é um passo muito importante para a afirmação da estratégia atual da La Redoute. Entramos no mercado B2B com muito entusiasmo e com a certeza de que ajudará muitos profissionais a concretizarem as suas ideias. As marcas La Redoute Intérieurs e AMPM oferecem uma vasta gama de artigos de qualidade e de acordo com as mais recentes tendências de decoração», assume, em comunicado, Paulo Pinto, CEO da La Redoute Portugal.

5Marcas devem ganhar a confiança dos consumidores

Uma abordagem multimédia à comunicação do compromisso de uma marca ou retalhista em termos de responsabilidade social e ambiental é a melhor forma de ganhar a confiança dos consumidores atuais, de acordo com um novo estudo. Com efeito, o inquérito global da Oeko Tex chegou à conclusão que os consumidores estão interessados no que as marcas dizem em websites, na publicidade e nas redes sociais. Mas também querem uma validação de terceiros, com certificações e marcas de organizações em que confiam, assim como informação disponível enquanto andam às compras, nas etiquetas e embalagens, que providenciem informação relevante. Este trabalho traça o perfil de dois dos grupos de consumidores mais poderosos, os millennials e os pais, que irão influenciar os mercados têxteis globais nas próximas décadas. Da amostra total, 64% dos consumidores que conhecem a existência de têxteis amigos do ambiente referem que algumas vezes verificam se o que a empresas advogam em público em termos de sustentabilidade é verdade. O número aumenta para 69% dos millennials e 74% dos pais de crianças pequenas. Muitos dos compradores escolhem fazer o seu trabalho de casa antes de ir às lojas.

6Bapho Brasil lança-se online

A Bapho Brasil, marca da ilustradora e artista brasileira Marina Widmar Lamounier, está agora à distância de um clique, com a coleção de lenços de seda com desenhos originais a poderem ser adquiridos através do website da marca. O trabalho da artista tem vindo a absorver a vivência e a cultura de Portugal e, em partiular, de Lisboa, onde a ilustradora vive há dois anos, espelhando-se nas ilustrações que são estampadas em lenços de seda com as cores do arco-íris. Elementos como a cortiça, os caretos ou até a gíria portuguesa estão presentes nos lenços, que se encontram à venda por preços entre os 20 e os 90 euros. «Mais do que abraçar uma tendência, a Bapho Brasil está ligada às artes, às pessoas e às experiências. Quer ser uma marca para o mundo, para todos e usa a moda para derrubar as paredes que ainda nos separam», resume a marca em comunicado.