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  1. Prodsmart converte Ponto Treze à digitalização
  2. UE aplica tarifas aos EUA a partir de julho
  3. Hugo Boss faz sapatos de folha de ananás
  4. Tecnologia conduz ao sucesso no retalho
  5. Nike recruta Virgil Abloh e Kim Jones
  6. Marcas unem-se no apoio a fibras mais sustentáveis

1Prodsmart converte Ponto Treze à digitalização

A confeção Ponto Treze, especializada na produção de roupa interior e sportswear para homem e senhora, adotou a solução Prodsmart para a gestão da produção na fábrica. «Para controlar os tempos reais de produção tentámos que as nossas costureiras introduzissem num Excel, de hora a hora, os dados dos contadores das máquinas. Esta tarefa tornou-se complexa e com uma margem de erro elevada, por vezes os dados eram mal preenchidos, perdíamos tempo e informação, dificultando o cálculo real dos preços», explica Paulo Fontes, responsável da Ponto Treze. Com a solução da Prodsmart, os cerca de 40 colaboradores da confeção começaram a registar o seu trabalho em dispositivos móveis e, segundo a Ponto Treze, a digitalização dos processos produtivos deverá permitir uma poupança de quatro horas diárias. A empresa espera ainda, além do controlo de produção, usar a solução para analisar a rentabilidade de cada produto e de cada tarefa. «Ao automatizarmos o controlo da produção, ajudamos as fábricas a conhecerem em tempo real o que estão a fazer, com base em dados exatos e com uma margem de erro muito reduzida comparativamente ao registo manual. Os processos tornam-se mais simples também porque se eliminam algumas etapas, como o registo em papel e introdução posterior numa folha de cálculo», explica Gonçalo Fortes, CEO da Prodsmart.

2UE aplica tarifas aos EUA a partir de julho

A Comissão Europeia aprovou a decisão de impor tarifas mais elevadas aos produtos dos EUA, incluindo roupa, como parte da sua resposta às taxas que Trump resolveu impor às importações de aço (25%) e alumínio (10%). A União Europeia deliberou assim colocar uma tarifa adicional em 2,8 mil milhões de euros de importações americanas, incluindo têxteis, vestuário, calçado, sumo de laranja, whiskey, tabaco, cosmética, aço, alumínio, barcos, motas e mesmo baralhos de cartas. E pode não ficar por aqui, com o bloco europeu a analisar mais taxas em produtos que totalizam cerca de 3,6 mil milhões de euros, com aumentos entre 10% e 50% em 2021. Bruxelas conta começar a aplicas as tarifas em julho, depois de um desacordo com os EUA, que justificam as suas próprias taxas com a necessidade de impulsionar o sector do aço e alumínio doméstico para que consiga fornecer o exército, um argumento que a União Europeia rejeita por ser aliada do país liderado por Trump. O sector do vestuário americano critica a políticas da administração. Julia Hughes, presidente da United States Fashion Industry Association (USFIA), afirmou que estão «desapontados com o uso de tarifas pelo Governo de Trump».

3Hugo Boss faz sapatos de folha de ananás

A alemã Hugo Boss desenvolveu um novo sapato para homem produzido com Piñatex, um material natural obtido a partir de fibras de folha de ananás. O projeto faz parte de um compromisso para a inovação por parte da empresa, que está à procura de uma oferta mais sustentável, assim como de processos de design e fabricação que tenham menos impacto no ambiente. Deste modo, um dos componentes destes sapatos é Piñatex, um material inovador da responsabilidade da britânica Ananas Anam. As folhas de ananás, um subproduto da cultura deste fruto, não precisam de recursos extra para crescer e são fonte de receitas adicionais para a comunidade agrícola. O calçado, com uma sola reciclada, é 100% vegan e usa corantes naturais; está disponível em quatro cores e é embalado numa caixa de papel reciclável e biodegradável, feita de fibra recuperada a 100%.

4Tecnologia conduz ao sucesso no retalho

As tecnologias 3D e a chamada Voz do Consumidor (VoC), que implica um feedback constante por parte de quem compra, são essenciais para o sucesso dos negócios na área da produção e do retalho, de acordo com dados publicados pela consultora Kalypso. Deste modo, se as marcas conseguirem aproveitar o potencial das duas ferramentas irão aumentar a velocidade com que novos produtos chegam ao mercado, tendo em conta as preferências mais atuais dos clientes e aos preços certos. A Kalypso irá, por isso, juntar-se à First Insight, que providencia soluções de VoC à Browzwear, fornecedora de soluções 3D para o vestuário, com o objetivo de debater a melhor forma de obter ganhos com a transformação digital num webinar promovido pelo portal just-style.com. O recurso a estas ferramentas irá levar, acreditam as empresas, a uma redução do custo de protótipos, aumento de receitas e margens.

5Nike recruta Virgil Abloh e Kim Jones

A Nike recrutou os designers Virgil Abloh e Kim Jones para colaborações ligadas ao futebol, numa altura em que se aproxima o Campeonato do Mundo. O primeiro, fundador da Off-White, foi escolhido como diretor criativo de moda masculina da Louis Vuitton em março e concebeu uma coleção denominada «Football, Mon Amour», que se inspirou nas próprias memórias de Abloh quando criança. Esta série, lançada a 14 de junho, celebra a estética da moda ligada ao jogo, desde tipos de letras a logótipos, entre outros. O designer criou várias peças de vestuário e um tipo de sapatilhas, as Flyknit Zoom Fly cor de laranja. Já, Kim Jones, que assumiu o cargo de diretor criativo da Dior Homme, escolheu uma abordagem mais abstrata para a sua coleção, intitulada «Football Reimagined». O designer britânico alterou peças de roupa tradicionalmente associadas ao desporto, como calções e camisolas, bebendo inspiração no estilo punk.

6Marcas unem-se no apoio a fibras mais sustentáveis

Insígnias como a H&M, Carvico, Vaude, e Balsan, num total de 12, estão a participar no projeto Effective (ver Projeto Effective une Aquafil e Genomatica), uma colaboração entre várias empresas para a produção de fibras mais sustentáveis para uso comercial, através do aprovisionamento de materiais reutilizáveis e tecnologias com base biológica. Um dos objetivos principais desta iniciativa é o desenvolvimento de uma poliamida mais sustentável, que será validada pelas marcas para aplicar têxteis e vestuário usados, por exemplo, em tapetes. Este projeto é financiado, em parte, através de uma bolsa concedida pela Bio-Based Industries Joint Undertaking, uma parceria público-privada entre o programa Horizonte 2020, da União Europeia, e o consórcio Bio-based Industries. As 12 entidades que participam na iniciativa, de oito países, querem mudar a forma como funciona a cadeia de aprovisionamento do sector têxtil. «Mais produtos renováveis na cadeia de fabrico do produto quer dizer que o impacto é maior», destaca Christophe Schilling, CEO da Genomatica, uma das empresas que colaboram.