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  1. Espanha segura retoma
  2. Alta-costura invade Paris
  3. Ikea aposta na Coreia do Sul
  4. Paul Smith regressa ao “verde”
  5. River Island ganha tamanhos grandes
  6. Consumidores franceses fecham a carteira

1Espanha segura retoma

Os números continuam a dar um sinal positivo para a recuperação económica em Espanha. As vendas a retalho continuaram a crescer em novembro, pelo 16.º mês consecutivo, e os retalhistas contrataram mais pessoas. As vendas a retalho subiram 3,3% em termos mensais e ajustadas em termos de calendário em novembro, um crescimento mais lento do que o ganho de 6% em outubro, de acordo com os dados do instituto de estatística do país. Os analistas, contudo, antecipavam um crescimento de 4,6% das vendas em novembro. As vendas de produtos não-alimentares subiram 4,7% em termos anuais. As lojas espanholas contrataram ainda ao ritmo mais elevado dos últimos oito anos, para se prepararem para o melhor Natal desde 2008, segundo muitos retalhistas. As contratações subiram 1,8% em termos anuais, uma taxa conseguida pela última vez em dezembro de 2007. A baixa inflação, redução de impostos e a queda do preço dos combustíveis ajudaram a aumentar o rendimento disponível das famílias, com a economia a recuperar da recessão profunda que sofreu nos últimos anos.

2Alta-costura invade Paris

O mundo da moda vai parar para assistir à Semana de Alta-Costura, que terá lugar em Paris de 24 a 28 de janeiro, onde cerca de 30 casas de moda irão revelar as suas criações especiais para a primavera-verão 2016. As propostas do Atelier Versace serão as primeiras a pisar a passerelle, sendo o único desfile agendado para 24 de janeiro. Já a designer chinesa Guo Pei, que se estreia nesta edição como convidada, irá encerrar o calendário a 27 de janeiro. O último dia, como habitualmente, é dedicado à joalharia.

3Ikea aposta na Coreia do Sul

A sueca Ikea planeia investir cerca de mil milhões de dólares (918,5 milhões de euros) para construir mais cinco lojas na Coreia do Sul até 2020. A Ikea abriu a sua maior loja no mundo em Gwangmyeong, a sudoeste de Seul, que registou vendas de 308 mil milhões de won (240,5 milhões de euros) desde que abriu há um ano. Três das novas lojas serão implantadas em Seul e arredores e duas na região central e do sul do país. Uma segunda loja deverá abrir em Paju, no norte de Seul, em 2017. O edifício com dois pisos tem uma área de 59 mil metros quadrados, sendo quase 10 vezes maior do que um campo de futebol, e tem uma oferta de 8.600 produtos e 65 showrooms.

4Paul Smith regressa ao “verde”

O negócio de Paul Smith, que tem passado por momentos difíceis, está a recuperar. A retoma surge após um grande relançamento e a quebra dos lucros anuais que registaram a pior performance em termos percentuais nos 40 anos de história da casa de moda. O designer ainda detém uma quota de 60% da empresa, sendo o restante detido pela holding Itochu. Depois de ter melhorado a oferta, ter encerrado duas lojas e reduzido alguns papéis administrativos, as vendas subiram 5,6% nos primeiros seis meses do atual ano fiscal, de acordo com o Daily Mail. A empresa está também a tentar impulsionar as vendas online, aumentar a sua presença internacional e desenvolver o negócio do feito à medida, depois de ter registado um ano positivo para a venda de fatos de homem. Uma boa notícia depois dos números para o ano fiscal terminado em 30 de junho terem revelado uma queda do lucro bruto de 20,7 milhões de libras (28,2 milhões de euros) para 9,7 milhões de libras, resultado também de uma quebra das vendas, que passaram de 209 milhões de libras para 191 milhões de libras. Apesar da recuperação das vendas desde 30 de junho, Paul Smith afirmou ao Daily Mail que a empresa precisa de planear «os próximos 40 anos e não pode ser muito complacente». Entre os problemas que afetaram a empresa no último ano fiscal, foram apontados a concorrência intensa, assim como algumas questões relacionadas com o negócio de vendas por grosso, nomeadamente devido à incapacidade dos pequenos retalhistas em Itália e noutras partes da Europa de atrair os consumidores. Ao mesmo tempo, os grandes armazéns com maior poder de compra negociaram acordos mais favoráveis que prejudicaram as margens da Paul Smith. Como resultado a empresa registou uma quebra de 11,3% do volume de negócios nas vendas por grosso, para 95 milhões de libras. Em resposta, a empresa teve de se ajustar à nova realidade, tendo acabado com as linhas que anteriormente oferecia especificamente para atrair os pequenos retalhistas e está agora a focar-se na linha epónima de gama mais alta e na linha mais acessível PS by Paul Smith.

5River Island ganha tamanhos grandes

A River Island planeia lançar uma gama de tamanhos grandes em março, batizada RI Plus, que irá incluir peças do tamanho 50 ao 56. Inicialmente disponível em lojas selecionadas e online, a gama irá incluir estilos de todas as áreas de oferta da retalhista, incluindo básicos, denim, vestuário de trabalho e vestuário de festa. Os preços irão variar entre 6 e 80 libras (entre 8,2 e 109 euros). A diretora de marketing, Josie Roscop, afirmou que a River Island está «entusiasmada por dar moda fantástica a mais mulheres. Sentimos que esta é a altura certa para a marca expandir a gama de tamanhos. Em último caso, tem a ver com moda e ser inclusivo». A manequim plus-size Candice Huffine será o rosto da campanha. A modelo fez história quando se tornou a primeira modelo de tamanhos grandes a surgir no prestigiado Calendário Pirelli e já foi capa das revistas i-D e Vogue Italia.

6Consumidores franceses fecham a carteira

O consumo em França caiu inesperadamente 1,1% em termos mensais em novembro, a quebra mais acentuada desde janeiro de 2014, de acordo com a agência de estatística Insee. Os analistas tinham previsto uma subida de 0,1%. A quebra ficou a dever-se sobretudo a uma descida de 5,6% no consumo de energia e a um declínio de 4,7% nas compras de vestuário de inverno devido às temperaturas anormalmente elevadas. Foi, de resto, o terceiro mês consecutivo em que as vendas de vestuário caíram. O declínio segue-se a uma descida de 0,2% em outubro, que foi revista em alta de uma estimativa inicial que apontava para uma quebra de 0,7%.