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  1. DEMO’18 apresenta os finalistas de Design de Moda da FAUL
  2. China aumenta importações de algodão
  3. Prada prepara sucessão familiar
  4. Estrelas influenciam tendências de swimwear
  5. Robôs não ameaçam emprego de humanos
  6. Sapatilhas 3D simulam corrida em areia

1DEMO’18 apresenta os finalistas de Design de Moda da FAUL

Os finalistas do curso de Design de Moda da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa vão apresentar os seus trabalhos amanhã, 21 de junho, a partir das 21 horas. Batizado de DEMO, o evento, que irá decorrer no Mercado de Santa Clara, junto à Feira da Ladra, tem com objetivo dar a conhecer a criatividade e o engenho dos finalistas da licenciatura em Design de Moda e dos alunos do 1.º ano do mestrado em Design de Moda, ao mesmo tempo que propicia uma experiência em ambiente profissional aos alunos. Nesta edição, contudo, o DEMO apresenta-se num novo formato, com a realização simultânea de vários happenings, incluindo a exibição de um filme de moda, quadros vivos e sessões fotográficas ao vivo. «Esta nova composição procura explorar novos territórios de comunicação em moda, de uma forma dinâmica e interativa, distanciando-se do tradicional desfile das edições anteriores, também prática comum de outras instituições de ensino nacional», revela, em comunicado, a Faculdade de Arquitetura.

2China aumenta importações de algodão

A China deverá voltar a ser um grande importador de algodão, aumentando as suas compras de 10 milhões de fardos para 15 milhões de fardos (de 2 milhões de toneladas para 3 milhões de toneladas) por ano em 2019/2020, acredita Tim Bourgois, diretor da plataforma de algodão na trading Louis Dreyfus Company. A estimativa surge após a associação da indústria de algodão da China ter revelado que Pequim vai aumentar a quota de importação de algodão para impulsionar as compras no exterior. No passado, a China já foi o maior importador de algodão, mas as importações diminuíram mais de 5 milhões de toneladas em 2011/2012, para cerca de um milhão de toneladas no ano passado, devido aos seus esforços para reduzir os stocks estatais da fibra. Agora, após vários anos de leilões e com a procura a melhorar, os compradores deverão regressar ao mercado para compensar o défice produtivo no país. A utilização de algodão deverá crescer em 1,5 milhões de fardos, para 41,5 milhões de fardos em 2018/2019, indica Bourgois. A China Cotton Association tem feito pressão junto do governo chinês para aumentar as quotas de importação de forma a responder à procura das empresas têxteis, adiantou Gao Fang, vice-presidente executivo, à Reuters. A indústria está ainda a pressionar para impedir um aumento considerável dos preços, que poderia levar os produtores têxteis a optarem por fibras sintéticas, mais baratas. A produção de fibras descontínuas de viscose, de resto, deverá subir novamente em 2018, fazendo baixar os preços, admitiu Zu Beina, presidente da China Cotton Textile Association. A associação prevê que o sector têxtil algodoeiro processe 4 milhões de toneladas de fibra de viscose em 2019.

3Prada prepara sucessão familiar

O CEO da Prada, Patrizio Bertelli, anunciou que a casa de moda com gestão familiar não tem intenções de vender e que o seu filho mais velho, juntamente com a co-CEO e diretora criativa Miuccia Prada, está a ser formado para assumir a liderança. Lorenzo Bertelli, de 30 anos, ingressou na Prada para gerir a comunicação digital no ano passado. «O Lorenzo está a ser preparado para se tornar um dia – se assim o desejar – o diretor da Prada», revelou o CEO, embora, com 72 anos, tenha afirmado que «é demasiado cedo para me reformar». Patrizio Bertelli confirmou ainda que «não tenho intenções de vender», nem está a procurar expandir o grupo Prada – que além da marca epónima, inclui a Miu Miu, as marcas de calçado Church’s e Car Shoe e a empresa de pastelaria Marchesi – com aquisições.

4Estrelas influenciam tendências de swimwear

Com o verão a chegar, as atenções estão todas voltadas para o swimwear e as estrelas da música, televisão, moda e cinema acabam por ser as grandes ditadoras das tendências. De acordo com a plataforma de pesquisa de moda Lyst, há cinco mulheres que estão a dominar as pesquisas de swimwear este ano. A plataforma analisou os picos de procura criados por 30 “estrelas”, as pesquisas e vendas em 12 mil lojas online e comparou com os momentos em swimwear dessas personalidades nos últimos três anos para compilar a lista. A primeira posição é ocupada por Kim Kardashian West, que provocou um aumento de 109% nas pesquisas por biquínis cor-de-rosa em abril, depois de ter publicado uma foto sua em férias com uma versão em rosa-choque. No mesmo mês publicou uma foto com a parte de baixo de um biquíni Chanel, levando a mais de 17 mil pesquisas por biquínis da marca francesa. A modelo plus-size Ashley Graham está em segundo lugar, graças ao lançamento da campanha para a sua coleção Swimsuits for All Summer 2018, levando a mais de mil pesquisas por “Ashley’s swimsuit” nas 24 horas após a imagem ter sido colocada no Instagram. A cantora Nicki Minaj continua a ser uma referência nas pesquisas por swimwear, depois de no ano passado uma foto sua com um fato de banho vermelho com tachas Norma Kamali ter levado a um aumento de 205% das pesquisas por “fatos de banho com tachas” na semana seguinte. A modelo Bella Hadid aparece na terceira posição desta lista, graças a uma foto publicada em maio com um biquíni bege ter impulsionado as pesquisas e levado a que os biquínis beges ocupassem uma posição no top 5 da Lyst dos produtos mais desejados no mês passado. Em último lugar surge a modelo, atriz e designer de swimwear Emily Ratajkowski, que levou a que as pesquisas por biquínis “off the shoulder” tenham aumentado 105% numa semana. Já um biquíni às bolinhas que usou em abril levou a um incremento das vendas de 39% na semana seguinte.

5Robôs não ameaçam emprego de humanos

O mercado de trabalho nos EUA está menos dinâmico do que há algumas décadas atrás e, apesar da narrativa comum de que os robôs, a digitalização e a automatização irão acabar com milhares de empregos, as estatísticas atuais parecem desmentir essa perceção. No início dos anos 80, 16% a 18% de todos os empregos eram destruídos anualmente nos EUA. Em 2014, esse número era inferior a 12%. A taxa de pessoas que muda de emprego também caiu, assim como a percentagem de pessoas que muda de residência por causa de um trabalho. Um novo estudo do Gabinete de Estatística do Trabalho dos EUA revela que a proporção de americanos que pensa que o seu posto de trabalho não durará mais um ano continua a descer. Em 2017, apenas 3,8% dos trabalhadores pensavam que o seu emprego ia acabar, uma descida em comparação com 4,1% em 2005 e 4,9% em 1995. Os economistas não avançam com respostas concretas sobre os motivos que levaram à estabilização tão acentuada do mercado de trabalho. Entre as possíveis explicações estão a melhor relação entre patrões e trabalhadores, o declínio dos apoios sociais e a falta de concorrência entre empresas.

6Sapatilhas 3D simulam corrida em areia

Um recém-licenciado do Art Center College of Design criou umas sapatilhas de corrida que dão ao utilizador os mesmos benefícios que as corridas na areia, independentemente do piso em que estão a correr. Aarish Netarwala respondeu ao desafio lançado pela Adidas para que os estudantes imaginassem o futuro do desporto com o Grit, um modelo de sapatilhas impressas em 3D compostas por entrelaçados complexos que fornecem apoio quando necessário e colapsam quando não são precisos, forçando os utilizadores a gastar mais energia quando correm. Para criar o protótipo, Netarwala começou por adicionar bolsas de materiais granulosos, como areia magnética, na sola das sapatilhas e a tentar correr com elas, mas a solução, devido à instabilidade que causava, mostrou poder ser perigosa e causar lesões. O recém-licenciado criou então, com recurso à impressão 3D, um entrelaçado com um padrão mais denso no calcanhar, para conferir estabilidade, e um padrão colapsável perto da almofada do antepé para tornar mais difícil avançar. O protótipo, feito num elastómero termoplástico, envolve completamente o pé e é constituído por duas peças: uma exterior impressa em 3D e uma espécie de meia para o interior. Netarwala antecipa ainda a possibilidade de customizar o calçado com base no estilo de corrida de cada pessoa, com o entrelaçado mais denso na parte onde o corredor tende a apoiar mais o pé. O Grit, contudo, é ainda um conceito em bruto que, segundo o seu criador, necessita ainda de testes mais extensivos e parceiros de produção para se tornar num produto real.