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  1. Modatex Barcelos promove confeção
  2. Esforços internacionais não travam abusos
  3. H&M testa espelhos ativados por voz
  4. E o campeão dos logótipos é…
  5. K11 Musea quer atrair millennials abastados
  6. Portuguese Soul celebra sete anos

1Modatex Barcelos promove confeção

O Modatex Barcelos dedica parte do mês de julho à confeção, com duas iniciativas direcionadas para quem se interessa por esta área, quer esteja a iniciar uma carreira profissional ou simplesmente tenha a costura como passatempo. No dia 13 de julho realiza-se o Open Day de Modelação e Confeção, gratuito mas de inscrição obrigatória, onde os participantes podem visitar as instalações e ficar a conhecer melhor a oferta do polo de Barcelos do centro de formação. No final, os formadores do Modatex irão ainda ajudar na confeção de um brinde. Já no dia seguinte, 14 de julho, as portas abrem-se para o workshop “Cria o teu saco de praia”, dedicado ao desenvolvimento de técnicas de costura para transformar uma tolha num saco de praia. Este workshop tem o custo de 15 euros e as inscrições estão abertas no site do Modatex. «Numa região em que a indústria do têxtil e do vestuário tem grande importância e tradição, estas atividades que vão decorrer no polo de Barcelos são uma forma de dar a conhecer o centro, bem como a sua oferta formativa, desafiando também a criatividade dos participantes», explica, em comunicado, o Modatex.

2Esforços internacionais não travam abusos

Os esforços internacionais para tornar mais fácil para os trabalhadores da indústria de vestuário da Índia apresentarem queixa contra o assédio sexual, condições de trabalho perigosas e abusos diversos estão a falhar. «As organizações estão a violar as regras dos mecanismos que criaram ao não despenderem tempo a garantir ações em relação às queixas que recebem», afirma S. James Victor, diretor da Serene Secular Social Service Society, que trabalha para capacitar os trabalhadores do vestuário. «Estão muito afastados da realidade. O facto é que todos os dias um trabalhador continua a enfrentar assédio no local de trabalho nas fiações e confeções de Tamil Nadu», sublinha. Muitas das 1.500 fábricas no estado de Tamil Nadu – o maior centro da indústria têxtil e vestuário da Índia, responsável por um volume de negócios anual de 40 mil milhões de dólares – operam informalmente, com poucas regras e poucos mecanismos de queixa formal para os trabalhadores, a maior parte dos quais são mulheres. «Os trabalhadores estão a ser vitimizados, assediados e as administrações estão literalmente a ir atrás deles por fazerem qualquer queixa», refere Sujata Mody, do Sindicato de Trabalhadores do Vestuário e Moda, que tem cerca de 3.000 membros ativos. Depois de terem surgido relatórios de que meninas de 14 anos estavam a ser atraídas de zonas rurais para trabalhar muitas horas em fábricas sem contratos, e muitas vezes eram mantidas presas em hostels geridos pelas próprias empresas, grupos de direitos humanos tentaram melhorar a responsabilização. Os produtores que cumprem os padrões de trabalho voluntários estipulados pela agência americana de certificação Social Accountability International (SAI) recebem a certificação, estando atualmente certificadas cerca de 300 empresas no sul da Índia, que dão trabalho a 64 mil trabalhadores, segundo Rochelle Zaid, diretora sénior da SAI. Mas o trabalho forçado, o assédio sexual e a repressão sindical não estão a ser devidamente abordados, afirmam os grupos holandeses India Committee of the Netherlands e o Centre for Research on Multinational Corporations. Depois destes grupos terem denunciado os abusos praticados em duas fábricas com certificação SAI, uma perdeu a certificação após um procedimento de 20 meses mas a outra continuou a operar, indicam. Para combater o problema, a SAI aumentou o número de auditorias surpresa, referiu Zaid à Thomson Reuters Foundation, mas Sujata Mody, do Sindicato de Trabalhadores do Vestuário e Moda, garante que os comités de trabalhadores criados para lidar internamente com as queixas não funcionam. «É apenas no papel», afirma. «Temos pelo menos 10 queixas por escrito de assédio sexual que estão pendentes no governo de Tamil Nadu», acrescenta.

3H&M testa espelhos ativados por voz

A H&M está a testar espelhos ativados pela voz na sua loja flagship em Nova Iorque, oferecendo ainda a possibilidade de obter 20% de desconto para quem experimentar. A tecnologia funciona bem para os utilizadores de iPhone, que têm apenas de ativar a sua câmara para acederem ao código QR, que lhes dá o desconto ou uma selfie em alta resolução desenhada para se assemelhar à capa de uma revista. Segundo um estudo da Ericsson Consumer and IndustryLab, há uma procura emergente por assistentes de vendas digitais, que poderão ajudar a tomar decisões de compra com base em escolhas de estilo e preço. Por outro lado, os consumidores esperam que estas tecnologias tratem de tarefas mais mundanas, como devoluções, embora haja ainda questões relacionadas com a privacidade que preocupam os clientes, nomeadamente na forma como a informação pessoal é usada. Por agora, os espelhos da H&M estão em loja, não nos telefones dos consumidores, onde estes esperam encontrá-los no futuro. De acordo com a Ericsson, os consumidores têm a expectativa de que a tecnologia de realidade aumentada e realidade virtual traga os benefícios das lojas físicas para os seus dispositivos, com mais de metade a afirmar que irão ter mais entregas em casa das suas compras como resultado. Por enquanto, contudo, é mais uma experiência para atrair os consumidores às lojas, algo que a H&M espera conseguir, tendo em conta a estagnação das vendas que tem sentido.

4E o campeão dos logótipos é…

O logótipo da Adidas é o que aparece mais vezes, segundo um estudo da Brandwatch, que indica que, em termos mensais, a marca Adidas é visualizada 6,6 milhões de vezes graças a imagens partilhadas no Twitter e no Instagram. A Nike surge em segundo lugar, com 5,1 milhões de visualizações, provando que as marcas de desporto são as líderes no marketing de logótipo. Em terceiro lugar aparece a Google, com cerca de 3,9 milhões de visualizações, à frente da companhia aérea Emirates (2,8 milhões). A Puma fecha o top 5 com 2,7 milhões. O estudo Image Insights da Brandwatch usa reconhecimento de imagem para procurar logótipos partilhados nas redes sociais este mês a Adidas viu 154 imagens únicas a serem partilhadas a cada minuto. Esta enorme taxa de partilha está a ser impulsionada pelo envolvimento da marca no futebol e os seus contratos de patrocínio com grandes nomes como Cristiano Ronaldo. O resto do top 10 é composto pela Coca-Cola, Starbucks, McDonald’s, Disney e Apple.

5K11 Musea quer atrair millennials abastados

Hong Kong vai ter um novo espaço, batizado K11 Musea, pensado para atrair especificamente millennials abastados. O investimento, no valor de 2,6 mil milhões de dólares, vai abrir no outono de 2019 e é um complexo de retalho e museu que promete transformar a Victoria Dockside em Tsim Sha Tsui numa experiência «ultra topo de gama» de retalho, arte, cultura e restauração. Os promotores afirmam que o objetivo é atrair os millennials asiáticos, apelidados de “superconsumidores”, cujo poder de compra deverá atingir os 6 biliões de dólares até 2020. O projeto ocupará uma área de cerca de 4.650 metros quadrados e terá uma das maiores paredes “vivas” do mundo, com plantas a crescerem na fachada do edifício. O K11 Musea contemplará ainda um anfiteatro ao ar livre que desce abaixo do nível do chão e um ecrã LED de sete metros de altura para experiências imersivas.

6Portuguese Soul celebra sete anos

A revista Portuguese Soul, editada semestralmente pela Apiccaps – Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos, está a celebrar sete anos de existência com uma edição que tem Daniela Ruah na capa. Distribuída em mais de 97 países, a revista «é um elemento essencial na estratégia de promoção e internacionalização do calçado nacional e um suporte essencial para a divulgação da criatividade portuguesa no mundo», afirma a associação em comunicado. «Com um alinhamento estético e editorial focado na inovação e excelência, a Portuguese Soul veio definir um espaço de vanguarda para que designers, fotógrafos, jornalistas e criativos contem as suas histórias, contrariando a ideia de que toda a informação contemporânea é puramente digital. Em edições de colecionador, cujo rigor estético se desdobra em múltiplas capas, editoriais e grafismo depurado, a revista Portuguese Soul excede cada vez mais o seu propósito inicial», acrescenta a Apiccaps.