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  1. LVMH abandona Edun
  2. Mundial de futebol vende
  3. Homens impulsionam compras de moda
  4. Millennials otimistas com o futuro
  5. Asos investe em tecnologia
  6. Chineses preferem qualidade ao preço

1LVMH abandona Edun

O grupo LVHM vendeu a sua participação na marca de cariz ecológico Edun, fundada por Bono, da banda U2, e pela sua esposa, Ali Hewson. O gigante francês do luxo anunciou que devolveu a quota minoritária de 49% aos fundadores, pondo fim ao período de nove anos de investimento no negócio. O LVMH afirmou em comunicado que a Edun está «a reestruturar as suas operações em preparação para o seu próximo capítulo», depois de uma revisão conjunta do negócio. O comunicado refere ainda que os fundadores continuam empenhados na sustentabilidade da oferta da Edun. A marca, que está sediada em Nova Iorque mas registada na Irlanda por questões fiscais, vai terminar as operações nos EUA, tendo já encerrado, em maio, a única loja que detinha no país. A Edun, que está à venda online e em 15 lojas, indicou que a sua atual coleção primavera-verão será a última, enquanto decide o futuro. Os documentos submetidos na Irlanda mostram que a Edun tem registado prejuízos nos últimos anos, com os números mais recentes a revelarem um prejuízo de 6,3 milhões de dólares em 2016 e um prejuízo acumulado de 80,6 milhões de dólares.

2Mundial de futebol vende

A publicidade está a ter um grande impacto nos espectadores dos jogos do Campeonato Mundial de Futebol, segundo o estudo 2018 World Cup Ad Performance Study da empresa de serviços na “nuvem” Instart. O estudo a mais de 1.000 adultos conclui que os americanos são mais impactados pela publicidade do que os consumidores britânicos, justificado pelo facto dos primeiros verem mais os anúncios do que os segundos (37% veem pelo menos 60 segundos de publicidade, em comparação com 32% dos britânicos). Cerca de 65% dos americanos afirmam que os anúncios do Campeonato Mundial estão a afetar o seu comportamento em comparação com 52% dos que vivem no Reino Unido, com 28% dos americanos a indicarem ainda que os anúncios que viram durante as transmissões dos jogos os levam a visitar o website de uma marca. No que diz respeito às celebridades, os anúncios com David Beckham têm uma maior probabilidade de influenciar o consumo – o ex-jogador de futebol é o que tem mais possibilidades de convencer os fãs deste desporto a comprar um produto (29%). Cristiano Ronaldo (19%) e Lionel Messi (14%) compõem o pódio das estrelas de futebol mais populares. Para além das celebridades, criatividade (25%), repetição (23%) e “sex appeal” (23%) são as principais características dos anúncios que mais captam a atenção durante o Campeonato do Mundo. Pela negativa, 18% dos americanos afirmam que basta ver um anúncio online para desligarem e 25% dizem que deixam de prestar atenção ao segundo anúncio. Os números são ainda mais gravosos para os britânicos: 31% e 21%. A Instart questionou ainda os inquiridos sobre as três marcas que mais gostariam de ver a patrocinar o Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, que se realiza na América do Norte, e as respostas foram: Amazon, Apple e Microsoft.

3Homens impulsionam compras de moda

Embora as mulheres continuem a gastar mais em moda – em 2017, as vendas de vestuário de senhora atingiram 642,8 mil milhões de dólares, em comparação com 419,4 mil milhões de dólares de vendas de vestuário masculino –, são os homens que mais estão a impulsionar o crescimento do mercado. Os dados do Euromonitor mostram que as vendas de vestuário, tanto para homem como para mulher, estão a abrandar, mas desde 2016, quando as duas categorias estavam a expandir-se ao mesmo ritmo, o crescimento das vendas de moda para homem tem vindo a ultrapassar as de moda para senhora. O Euromonitor prevê que a tendência continue, antecipando que as vendas de vestuário de homem vão crescer 1,9% em 2021, comparativamente a 1,4% para o vestuário de senhora. De acordo com a Reuters, o streetwear e a mudança generalizada para vestuário mais casual estão a impulsionar as vendas de vestuário de homem, incluindo na área do luxo. «É mais do que momentâneo. É uma tendência mais profunda», afirmou Sidney Toledano, CEO do grupo de luxo LVMH. «Há uma forte procura em toda a indústria de moda de homem, em todas as formas e tamanhos, que, em parte, vem de uma clientela mais jovem. Vemos isso muito claramente nas vendas», revelou.

4Millennials otimistas com o futuro

O estudo TD Ameritrade 2018 Millennials and Money Survey revela que os millennials americanos demonstram uma combinação de otimismo e realismo, ambição e vontade de se acomodar. Os jovens mostram-se otimistas em relação ao seu futuro após a faculdade, apesar de, em conjunto, terem uma dívida de um bilião de dólares resultante dos empréstimos de estudante e cartões de crédito. «Os millennials estão a licenciar-se a taxas recorde e é ótimo ver que, tal como a maior parte das gerações anteriores de estudantes universitários, os jovens estão otimistas em relação ao futuro. Em média, os inquiridos esperam conseguir um emprego na sua área de formação e serem completamente independentes aos 25 anos. Este é um grupo financeiramente otimista que se está a sentir positivo em relação à economia, ao mercado laboral e aos seus próprios planos», afirmou JJ Kinahan, diretor de estratégia da TD Ameritrade. Kinahan destacou ainda que este grupo etário tem atitudes muito diferentes das gerações anteriores. Cerca de 53% não só tem esperança como conta mesmo ser milionário. 25% não espera casar-se e 24% não tem a expectativa de ser dono de uma casa. 30% não antecipa ter filhos. Apesar de serem financeiramente otimistas, 20% pensa que nunca será capaz de pagar os empréstimos estudantis e 17% ainda não é financeiramente independente. Em média, os millennials americanos esperam reformar-se aos 56 anos, em média, com os homens a apontar para mais cedo, para os 53 anos. Contudo, 28% antecipa que nunca se irá reformar, embora o estudo não especifique se tal será por necessidade ou escolha.

5Asos investe em tecnologia

A Asos anunciou uma parceria com a empresa israelita Re:Tech, que permitirá ligar-se a start-ups na área do retalho e vendas online no país para ajudar a «resolver desafios do negócio e criar novas oportunidades». No próximo ano, a Re:Tech vai «fazer a curadoria e gerir uma série de laboratórios de desenvolvimento estruturados e eventos dedicados», onde os representantes da Asos vão encontrar-se com start-ups que oferecem soluções para desafios específicos da indústria que serão enumerados pela gigante do retalho eletrónico. A parceria surge numa altura em que vários grandes nomes da moda estão a investir em incubadoras para desenvolver novas tecnologias que contribuam para a diferenciação do negócio. LVMH, Farfetch, John Lewis, Asics e Perry Ellis são apenas alguns dos nomes que têm apostado nesta área.

6Chineses preferem qualidade ao preço

Os consumidores chineses estão a mudar da quantidade para a qualidade, à medida que um número crescente faz compras no estrangeiro e, sobretudo, através de canais duty-free. Segundo um estudo da Counter Intelligence Retail, a qualidade está agora no topo das prioridades dos consumidores chineses que viajam. Os dados do Chinese Shopper Tracker de março colocam a qualidade como o principal motor das compras, ocupando o primeiro lugar da lista para 40% dos consumidores, em comparação com 38% há um ano. O preço, que era o principal fator o ano passado, com 41%, ficou nos 34% este ano, atrás da autenticidade dos artigos (36%). «Os retalhistas de viagem têm de perceber esta mudança subtil no comportamento de compra para conseguirem obter o máximo destes consumidores fulcrais», sublinha o estudo. Garry Stasiulevicuis, president da Counter Intelligence Retail, explica que «a mudança pode refletir uma maior confiança dos consumidores devido à força sustentada do crescimento do PIB na China, que se traduz num maior poder de compra. Pode também refletir o maior consumo que se regista atualmente no mercado chinês, onde houve uma recuperação nas vendas de cuidados pessoais, joalharia, cosméticos e vestuário no primeiro trimestre».