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Breves

  1. Happypunt aposta em soluções Gerber
  2. Patrick de Pádua na Berlin Fashion Week
  3. Modatex divulga cursos no Porto
  4. Benneton procura criativos
  5. Mercado britânico de moda em queda
  6. Nike com resultados mistos

1Happypunt aposta em soluções Gerber

A Happypunt, empresa espanhola, sediada em Barcelona, especializada em serviços de design, desenvolvimento e confeção de vestuário de senhora, implementou o PLM e as soluções 3D da Gerber Technology para ser mais rápida no processo de produção. «A implementação do AccuMark 3D e do YuniquePLM da Gerber vai ajudar-nos a responder de imediato às tendências de consumo, assegurando que temos o estilo certo com o fit certo à medida que a procura muda», justifica Marta Bosch, diretora de operações da Happypunt. Além da rapidez, a empresa espera ainda reduzir os custos e fazer a integração com o seu sistema de ERP para garantir eficiência no design e prototipagem dos artigos. «Esperamos uma redução significativa nas amostras que irá diretamente afetar os nossos custos de produção», acrescenta Marta Bosch. A Happypunt usava já, desde 2013, o software de modelagem e gradação AccuMark, mas a adição da versão 3D do programa e do YuniquePLM deverá permitir atingir benefícios adicionais, uma vez que a transmissão de dados de um programa para outro é fácil, diminuindo, assim, o tempo de design dos produtos. «Estamos entusiasmados por ajudar a Happypunt a conectar os seus processos para responder às necessidades e aos ciclos da fast fashion», afirma Bill Brewster, vice-presidente e diretor-geral de soluções de software da Gerber Technology. «A conectividade é um conceito chave das nossas soluções digitais para ajudar as empresas a atingir os seus objetivos de Indústria 4.0», assegura.

2Patrick de Pádua na Berlin Fashion Week

O jovem designer português está até hoje na Berlin Fashion Week, integrado no projeto United Fashion EU, um projeto de intercâmbio entre sete países da União Europeia e os seus especialistas em moda, representado em Portugal pela ModaLisboa. Até 2021, o United Fashion EU vai organizar reuniões, workshops, mesas redondas e showrooms de designers, para permitir que uma seleção de criadores aceda a vários mercados europeus e conheça compradores, produtores, jornalistas e consumidores locais. «Além da mobilidade dos designers e do seu acesso a novos mercados europeus, o projeto visa incentivar o intercâmbio, o empreendedorismo, a inovação e a criatividade», explica, em comunicado, a ModaLisboa. A primeira iniciativa tem lugar em Berlim, onde nove marcas selecionadas da Alemanha, Bélgica, França, Portugal, Letónia e Eslovénia estão a expor na Premium Exhibition, no United Fashion TradeFair Showroom. Patrick de Pádua foi o designer português escolhido para estar presente na mostra e participar em vários workshops e conferências. Além da coleção para a primavera-verão 2019, o designer está ainda a apresentar a linha de calçado desenvolvida em parceria com a marca Ambitious. Depois de Berlim, os designers dos países que integram o projeto United Fashion EU serão convidados a apresentar o seu trabalho em Riga (outubro de 2018), Skopje (março de 2019), Lille (setembro de 2019), Lisboa (março de 2020), Antuérpia (novembro de 2020), Bruxelas (março de 2021) e Londres (junho de 2021). «Este projeto dará a alguns dos designers que integram o calendário da ModaLisboa – Lisboa Fashion Week a oportunidade de mostrar o seu trabalho em sete países diferentes», destaca a ModaLisboa.

3Modatex divulga cursos no Porto

O centro de formação Modatex vai abrir as portas da sua sede, no Porto, para dar a conhecer os cursos de confeção, estamparia e modelação. A iniciativa tem lugar no próximo dia 13 de julho e «tem como objetivo mostrar, a quem tem interesse pela área têxtil ou procura uma profissão com futuro, várias opções de cursos com elevado índice de empregabilidade depois de concluída a formação», explica, em comunicado, o Modatex. Entre as 14h e as 17h, os participantes neste Open Day irão visitar as salas de formação, atelier e oficina, até porque «são formações com uma forte componente prática», assim como conhecer as equipas de formação e os formandos e obter informações detalhadas sobre os cursos e métodos de ensino em cada uma destas áreas. A participação é gratuita mas está sujeita a inscrição, que pode ser feita através do site do Modatex (aqui).

4Benneton procura criativos

A Fabrica, o centro de investigação na área da comunicação do grupo Benetton, está à procura de jovens «talentosos, curiosos, ambiciosos e livre pensadores, com menos de 25 anos», para integrar a equipa. Localizado perto de Veneza, em Itália, a Fabrica «oferece uma abordagem de aprendizagem inspirada no renascimento. Aprender através da experiência, a criar comunicação contemporânea, com artistas internacionais e profissionais visionários», destaca a marca italiana em comunicado. Os interessados poderão submeter a sua candidatura online, incluindo um portefólio, uma autoapresentação e uma prova da sua imaginação. Os selecionados terão a oportunidade de passar um ano na Fabrica, tal como fizeram os criativos portugueses Joana Astolfi, Pedro Ferreira e Rita João (Pedrita), Gonçalo Campos, Catarina Carreiras e Mariana Fernandes.

5Mercado britânico de moda em queda

O mercado de moda do Reino Unido pode cair 350 milhões de libras (mais de 395 milhões de euros) nos próximos 12 meses, de acordo com novas projeções que dão conta que os descontos e a diminuição da frequência das compras podem pesar sobre a indústria. Apesar do número de consumidores ter aumentado 228 mil no ano até 3 de junho, o mercado de moda caiu 0,4%, constituindo o oitavo período consecutivo de crescimento estagnado ou negativo. Apenas cerca de 65% do vestuário, calçado e acessórios de moda vendidos no último ano foram adquiridos a preço toral, pelo que o valor das vendas diminuiu 443 milhões de libras, segundo os dados avançados pela Kantar Worldpanel. Já o vestuário vendido com desconto somou mais 303 milhões de libras no mesmo período, embora o número de peças vendidas tenha registado um declínio, o que mostra que os descontos não estão a aumentar a quantidade que os consumidores compram. «Apesar dos desafios atuais, os consumidores estão a começar a regressar ao mercado da moda. Contudo, a frequência de compra é menor (menos uma viagem por ano), o que faz uma diferença significativa em toda a população», explica Glen Tooke, diretor de inteligência de consumidor na Kantar Worldpanel, citado pelo just-style.com. «Dar a volta a isto será o próximo grande teste para os retalhistas. A não ser que as coisas mudem, a nossa atual projeção de mercado sugere um declínio de 1% no mercado na mesma altura do próximo ano, o que equivale a cerca de 350 milhões de libras», resume.

6Nike com resultados mistos

A empresa norte-americana de artigos de desporto obteve uma dupla vitória com os resultados do quarto trimestre, conseguindo aumentar tanto as vendas como os lucros, mas os bons resultados dos últimos três meses não foram suficientes para garantir o crescimento anual em toda a linha. Nos três meses até ao final de maio, a Nike registou um aumento de 13% do volume de negócios, para 9,8 mil milhões de dólares, e de 13% do lucro líquido, que ascendeu a 1,14 mil milhões de dólares. As margens brutas também subiram (+44,7%), graças a um aumento do preço médio de venda. Entre os destaques dos resultados da gigante americana está o crescimento a dois dígitos do volume de negócios nos mercados internacionais na divisão Nike Direct, assim como o regresso ao crescimento na América do Norte. No que diz respeito à marca Nike, as vendas aumentaram 9%, para 9,3 mil milhões de dólares, impulsionadas pelo crescimento do negócio na Nike Direct e nos mercados externos, mas também pelos bons resultados obtidos com o sportswear, que registou valores recorde no trimestre, com mais de 2,6 mil milhões de dólares no período. As vendas da Converse, pelo contrário, caíram 14%, para 512 milhões de dólares, com o crescimento na Ásia a não ser suficiente para compensar o declínio noutros territórios. Os números anuais, contudo, são menos positivos, com o volume de negócios a crescer 6%, para 36,4 mil milhões de dólares, mas com o lucro líquido a cair 54%, para 1,93 mil milhões de dólares, fruto do impacto da nova lei fiscal. O CEO da Nike, Mark Parker, acredita, no entanto, que a empresa criou as bases para crescer no futuro. «Alimentado por uma transformação digital completa da nossa empresa de uma ponta a outra, este ano criou as fundações para a próxima onda de crescimento e rentabilidade da Nike a longo prazo, de forma sustentável», explicou, colocando ainda a tónica na inovação. «A nossa inovação está a conquistar os consumidores, gerando um dinamismo significativo nas nossas geografias internacionais e um regresso ao crescimento na América do Norte», afirmou Parker. A inovação gerou mais de 80% do crescimento da Nike ao longo do ano, alimentado pelas plataformas Air VaporMax, React, AirMax 270 e ZoomX, o que agrada a analistas como Susan Anderson, da FBR & Co. «Gostámos do ritmo de inovação da Nike, do caminho internacional, dos catalisadores das margens a longo prazo e da reviravolta que estamos a assistir na América do Norte», destacou a analista.