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  1. SGS lança testes para athleisure
  2. Berg Outdoor oferece viagem
  3. Pele artificial ganha sentido do tato
  4. Adolescentes valorizam empresas de causas
  5. Adidas e Reebok têm campanhas no feminino
  6. Retalhistas desperdiçam dinheiro no digital

1SGS lança testes para athleisure

A empresa de ensaios e certificação SGS lançou uma série de serviços de testes e aconselhamento para ajudar os produtores de athleisure a compreenderem as características de conforto dos seus produtos, incluindo critérios relacionados com o conforto, performance e funcionalidade. «O athleisure é a mais recente tendência no vestuário», explica a SGS. «Incorpora um novo nível de inovação, usando fibras, matérias-primas e acabamentos de alta tecnologia para criar produtos que são funcionais e têm moda. Com os consumidores a já não estarem dispostos a mudar de roupa várias vezes ao longo do dia, o athleisure tem de assumir, de forma eficiente, as funções de muitos tipos diferentes de vestuário e continuar a ser confortável em todos os momentos», acrescenta a empresa. A SGS propõe ensaios à malha ou tecido e aos produtos acabados, avaliando os vários aspetos da performance que afetam o conforto do utilizador. «O conforto é uma questão de perceção pessoal. Cabe, por isso, à indústria têxtil e vestuário, definir um padrão comum para o conforto que responda às necessidades do consumidor. Para criar um conceito padronizado de conforto em relação ao athleisure, o novo serviço da SGS definiu conforto em termos de termorregulação, sensação na pele, movimento do corpo e conforto psicológico», resumiu a empresa.

2Berg Outdoor oferece viagem

A marca de artigos para desporto e ar livre está a promover um passatempo alusivo ao Ultra-Trail du Mont-Blanc, com o vencedor a ganhar uma viagem à sua escolha no valor de 1.000 euros. Para concorrer, os interessados terão de, até 23 de julho, fazer o download da t-shirt modelo na página dedicada ao passatempo e criar um design original inspirado no Ultra-Trail du Mont-Blanc, a ultramaratona de montanha que decorre anualmente nos Alpes, atravessando França, Itália e Suíça. As cinco melhores propostas passam à segunda fase, que acontece de 23 a 29 de julho, com a votação pública no site. A 30 de julho será anunciado o vencedor, nas redes sociais e no site da Berg Outdoor. Além da viagem, o vencedor verá a t-shirt que desenhou a ser concretizada e colocada à venda na loja online da Berg Outdoor e no stand da marca no Salon Ultra Trail. «O novo passatempo sublinha o desejo da Berg Outdoor de proporcionar aos seus clientes oportunidades únicas, reforçando igualmente a sua ligação com o trail Running, modalidade que a marca tem vindo a apoiar vários atletas, equipas e eventos em Portugal e internacionalmente», destaca a marca em comunicado.

3Pele artificial ganha sentido do tato

Cientistas da Universidade de Glasgow estão a desenvolver uma mão robótica coberta por uma “pele sensitiva” que mimetiza o sentido humano do tato. A pele desenvolvida no âmbito do projeto neuPrintskin «pensa virtualmente por si», afrma o professor Ravinder Dahiya e pode no futuro ser usada para fazer próteses mais reativas para amputados ou para construir robôs com o sentido do tato. Esta pele é feita com transístores neuronais impressos numa base de silicone e grafeno. Nesta fase, os investigadores da equipa de eletrónica flexível e tecnologias sensitivas estão a adicionar uma nova camada neuronal à pele eletrónica que já tinha sido desenvolvida com recurso a nanofios de silicone. Este avanço mais recente significa que os dados táteis são recolhidos de áreas maiores pelo sistema computacional da pele sintética, em vez de serem enviados ao cérebro para serem interpretados. «Inspirado pela pele real, este projeto vai juntar os avanços tecnológicos na engenharia eletrónica para mimetizar algumas características da pele humana, como a maciez, flexibilidade e agora também o toque. Esta pele não irá apenas mimetizar a morfologia da pele mas também a sua funcionalidade», explica Ravinder Dahiya, acrescentando que o projeto pode «despoletar transformações em várias áreas, incluindo robótica, prostética, inteligência artificial, sistemas wearable, computação de próxima geração e eletrónica impressa e flexível».

4Adolescentes valorizam empresas de causas

Os adolescentes estão mais sensíveis às causas, pelo que o marketing de causas deve ser um investimento a considerar por marcas e retalhistas. De acordo com um estudo da agência Fuse, que abrangeu 2.000 adolescentes americanos entre os 14 e os 17 anos, concluiu que 67% dos inquiridos afirmam ter mais tendência para comprar a uma empresa que defenda uma causa do que a uma outra que não o faça. As duas principais preocupações dos adolescentes são a educação, seguida do emprego, preconceito/racismo, ambiente e terrorismo. A Fuse aponta ainda que os adolescentes estão mais assertivos em termos de ativismo, com mais de um quarto dos inquiridos a indicar ter estado «num protesto ou manifestação» ou ter «boicotado uma empresa» no último ano. Neste mesmo período, 60% afirmou reciclar regularmente, 42% informou a família ou amigos sobre uma causa, 33% fez voluntariado e 22% doou dinheiro para uma causa. Estes adolescentes acreditam ainda que as empresas têm obrigação de contribuir para solucionar problemas sociais (68%) e apenas 28% acredita que as empresas estão a fazer o suficiente. Há, por isso, o potencial para as empresas ganharem mais consumidores adolescentes com o apoio a uma causa, já que depois de descobrirem que uma empresa apoia uma causa social, 69% dizem que confiam mais na empresa, 62% afirmam que têm mais tendência a comprar os seus produtos e 66% indicam que tomam mais atenção ao marketing dessa empresa. Entre as empresas mais valorizadas nesta área atualmente estão o Walmart, pela sua parceria com a Feeding America, a McDonald’s pelas suas bolsas de estudo Hacer e pela casa Ronald McDonald e a Microsoft pelos seus programas K12 Stem.

5Adidas e Reebok têm campanhas no feminino

As mulheres ocupam o papel principal nas novas campanhas da Adidas e da Reebok. A Adidas escolheu a treinadora de boxe Julie ‘Jaws’ Nelson para dar a cara pela coleção de praia, desenhada para os treinos durante o verão e na qual a combinação de performance com estilo está em destaque. Como frase de posicionamento, a Adidas escolheu “deixa o mundo ser o teu recreio e a praia o teu ginásio, com as escadas a tornarem-se o treino cardio e a areia o de resistência”. Na campanha, Julie Nelson incentiva as consumidoras que vivem perto da praia a irem com um amigo treinar. «A areia é incrível para treinar resistência, melhor a coordenação e estabilizar os músculos», afirma. Entre os produtos em evidência estão as leggings Adidas Alphaskin Sport Tight, com compressão, e o soutien Don’t Rest Alphaskin Bra. Já a Reebok está a endereçar a sua nova campanha para um consumidor menos atlético, com a modelo Gigi Hadid a surgir com os ténis Freestyle Hi Nova em branco, com uma sola que os torna mais num artigo de moda do que de desporto.

6Retalhistas desperdiçam dinheiro no digital

Os retalhistas e marcas britânicos estão a desperdiçar mais de um milhão de euros em projetos de transformação digital que falharam ou foram cancelados devido à falta de estratégia e de capacidade interna. O estudo Digital Transformation PACT da Fujitsu indica que os retalhistas estão a reconhecer a necessidade de se transformarem digitalmente e assumem que a capacidade de mudar será fundamental para a sobrevivência do seu negócio nos próximos cinco anos, mas 74% confessaram ter iniciado projetos que não estão ligados à sua estratégia de negócio. Como tal, os retalhistas estão ainda a debater-se para acertarem no que diz respeito ao digital e já gastaram cerca de 827 mil libras(cerca de 936 mil euros) em projetos que falharam e 663 em projetos que foram cancelados. Quase seus em cada 10 (58%) afirma que este custo os desmotivou a perseguir projetos digitais no futuro. «Os retalhistas enfrentam a pressão dos consumidores, dos concorrentes e dos novos players digitais que estão a entrar no mercado, o que os tem levado a acorrer a todos os lados para tentarem competir», afirma Jat Sahi, diretor de retalho digital para a região Emeia na Fujitsu. «Contudo, muitos retalhistas fizeram projetos que falharam. Até agora isso custou muito dinheiro e, consequentemente, deixou-os relutantes em embarcar em novos projetos. O número de projetos falhados ou cancelados deveria ser de quase zero se eles tivessem usado abordagens modernas, mas o que se tornou evidente é que eles não têm os componentes certos para tornar os seus planos de transformação digital num sucesso», resume. Como tal, «precisam de conhecimento externo para os ajudar a concretizar a sua visão digital», indica Jat Sahi. «Os retalhistas precisam das capacidades, dos processos e das parcerias certas para assegurar que a tecnologia que estão a implementar tem as pessoas certas e a estratégia por detrás para que seja um sucesso», conclui.