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  1. H&M é a mais popular na Internet
  2. UE e China juntas contra os EUA
  3. Burberry colabora com Vivienne Westwood
  4. Uzbequistão e Alemanha estreitam laços
  5. Wrangler apoia sustentabilidade no algodão
  6. Amazon vende vestuário, não moda

1H&M é a mais popular na Internet

Os números podem não estar a ser brilhantes em termos de vendas (ver H&M otimista apesar dos desafios), mas na Internet ninguém bate a H&M. A retalhista sueca ocupa a primeira posição como marca de moda mais popular, segundo os dados compilados pela SEMrush, que indicam que, em média, a H&M é procurada mais de 30 milhões de vezes por mês no Google. O ranking da SEMrush baseia-se nas pesquisas no Google em todo o mundo entre junho de 2017 e junho de 2018. Atrás da H&M surgem a Zara (25 milhões de pesquisas) e a Adidas, a Nike e a Asos (todas com mais de 15 milhões de pesquisas). Os números confirmam ainda a popularidade das marcas francesas, com a Louis Vuitton a ser a marca de luxo francesa mais popular, com mais de 6 milhões de pesquisas, à frente da Balenciaga (mais de 2 milhões) e da Chanel (1,8 milhões).

2UE e China juntas contra os EUA

A União Europeia e a China parecem estar a dar passos no sentido do reforço da sua relação face ao aumento do protecionismo dos EUA, incluindo a cooperação para rever as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Autoridades de ambos os lados expressaram, à margem de uma reunião preparatória da Cimeira China-UE, o apoio ao sistema de comércio com base em regras multilaterais da OMC e concordaram em criar um grupo de trabalho para cooperar numa reforma para ajudar a OMC a responder a novos desafios em áreas relevantes para equilibrar o “campo de jogo” para todos, como os subsídios industriais. «Os dois lados comprometeram-se a defender um sistema de comércio multilateral que está centrado na OMC e tem por base regras, para promover uma globalização económica mais aberta, inclusiva e benéfica para todos, equilibrada, mutualmente benéfica e win-win para rever o sistema de comércio multilateral e mantê-lo a par dos tempos, e melhorar as instituições mundiais para a governança económica. A China acredita que tudo isto está em linha com o roadmap e os prazos da reforma da China», afirmou Liu He, vice-primeiro-ministro do Conselho de Estado da China. As discussões na reunião incluíram ainda o compromisso em trocar ofertas de acesso ao mercado na próxima Cimeira em Pequim, que se realiza a 16 e 17 de julho, para dar um impulso político a um Acordo Abrangente do Investimento entre a UE e a China, tanto em termos de liberalização do investimento como da sua proteção.

3Burberry colabora com Vivienne Westwood

O novo diretor criativo da Burberry, Riccardo Tisci, e a mítica designer britânica Vivienne Westwood vão trabalhar em conjunto numa coleção de edição limitada, que chegará em dezembro ao mercado. A coleção vai «re-imaginar os estilos do lendário arquivo» de Westwood, afirmou Tisci. O designer, recém-chegado à casa de moda britânica, afirmou na sua conta de Instagram que «Vivienne Westwood foi uma das primeiras designers que me fez sonhar em ser designer e quando comecei na Burberry, sabia que seria a oportunidade perfeita para a abordar a fazer alguma coisa. Ela é uma rebelde, punk e sem rivais na sua representação única do estilo britânico, que inspirou tantos de nós. Por isso sinto-me incrivelmente orgulhoso por irmos criar juntos». Tisci, que assumiu o lugar deixado vago por Christopher Bailey depois de 17 anos à frente da Burberry, irá mostrar a sua primeira coleção completa para a marca britânica na Semana de Moda de Londres, em setembro.

4Uzbequistão e Alemanha estreitam laços

O Uzbequistão assinou vários acordos com a Alemanha para expandir as relações bilaterais e ajudar a impulsionar as exportações de produtos têxteis acabados para o mercado europeu. Os acordos preveem investimentos na ordem dos 4 milhões de dólares, três protocolos e seis contratos de exportação no valor total de 6,5 milhões de dólares. Foi ainda discutido o aumento das exportações de produtos têxteis acabados para o mercado europeu através da certificação, em cooperação com institutos científicos europeus. Atualmente, a Associação da Indústria Têxtil do Uzbequistão, juntamente com o Instituto Hohenstein, está a trabalhar num projeto de criação de laboratórios científicos no território do Uzbequistão. As negociações incluíram ainda o desenvolvimento de um programa de assistência técnica e a transferência de conhecimento nas áreas da produção têxtil, tingimento, acabamento e design.

5Wrangler apoia sustentabilidade no algodão

A marca de jeans Wrangler fez uma parceria com a empresa de software de gestão agrícola MyFarms para mostrar que os dados de sustentabilidade ao nível dos campos de cultivo podem ser usados para reforçar as cadeias de aprovisionamento agrícolas. A empresa anunciou ainda que vai oferecer 125 subscrições do MyFarm a agricultores americanos de algodão para tornar mais fácil para eles medir e transmitir os seus dados de sustentabilidade. No seu novo relatório “From Burden to Benefit: Sustainability Data in the Agricultural Supply Chain”, a Wrangler partilha as melhores práticas para proteger a privacidade dos dados e aproveitar a análise dos dados para avançar em objetivos comuns que são partilhados por agricultores, marcas e outros intervenientes na cadeia de aprovisionamento. «A oportunidade para conseguir resultados ambientais positivos no cultivo é enorme e urgente», explica o relatório. «As práticas agrícolas sustentáveis têm o potencial de reverter a perda de solo, reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, preservar a biodiversidade e proteger os lençóis freáticos – tudo isto ao mesmo tempo que se alimenta e veste uma população mundial em crescimento. Contudo, no passado, os agricultores foram atacados pelos ativistas ambientais, resultando num ambiente de desconfiança que continua a afetar ainda hoje a formação de parcerias na cadeia de aprovisionamento», explica a Wrangler no estudo. O software MyFarm ajuda os agricultores a tomar decisões, na medida em que permite, de forma anónima, que se comparem com outros agricultores em questões como taxa de erosão e eficiência na utilização de energia, inclui calculadoras automáticas para determinar a quantidade de sementes e fertilizantes a comprar e fornece dados sobre a precipitação horária e velocidade do vento. Tem ainda uma ferramenta que torna mais fácil e rápido para os agricultores de algodão medirem a sua performance de sustentabilidade e a eficiência operacional, com recurso às métricas de sustentabilidade desenvolvidas pela Field to Market: The Alliance for Sustainable Agriculture. «Os dados de sustentabilidade podem alimentar a perseguição de objetivos comuns na agricultura. Desde o produtor da semente ao retalhista, cada elo na cadeia de aprovisionamento tem necessidades e oportunidades de negócio específicas que podem ser reconhecidas e entregues através de melhores dados e análises de sustentabilidade», acredita a Wrangler.

6Amazon vende vestuário, não moda

Embora a Amazon caminhe a passos largos para ser a maior retalhista de vestuário dos EUA, é a comodidade, e não a moda, que estão a impulsionar as vendas. O sucesso da gigante de comércio eletrónico tem sido alimentado pelos millennials e o serviço Amazon Prime, segundo uma pesquisa da Morgan Stanley. Um estudo de março de 2018 a 1.103 adultos americanos realizado pela empresa de serviços financeiros concluiu que os consumidores estão a procurar a Amazon para comprar partes de cima de estilo casual (68% dos inquiridos), partes de baixo casuais (38%), calçado (48%) e vestuário de desporto (34%). 26% dos inquiridos estão ainda a comprar acessórios (26%), vestidos (23%) e roupa interior (24%). Entre as razões para fazer compras na Amazon, a mais popular, citada por 28% dos inquiridos, é “a Amazon é uma experiência de compras fácil/conveniente”. Outra razão é o facto do consumidor ser um membro do serviço Prime, que garante a entrega em dois dias, assim como os preços baixos e a oferta variada. Apenas 6% afirmou que “a Amazon oferece vestuário com estilo e as marcas que eu gosto”. Numa questão de confirmação, a Morgan Stanley perguntou a principal razão pela qual as pessoas decidiram não comprar vestuário na Amazon. A resposta mais comum (37%) foi gostar de experimentar a roupa antes de comprar, seguida de “não considero a Amazon um local de moda com estilo” (20%), mais do triplo do que mencionaram esta mesma razão no estudo de 2017.