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Breves

  1. Gerber em parceria com as Maurícias
  2. Projeto de reciclagem inovador
  3. Van de Velde em crescimento
  4. Produtos de algodão incluídos no SPG
  5. Reino Unido investe pouco na inovação
  6. Acordo de Facilitação do Comércio reúne 50 assinantes

1Gerber em parceria com as Maurícias

A Gerber Technology estabeleceu um programa de assistência e formação nas Maurícias, que pretende potenciar o lançamento das suas soluções de software, destinadas à conceção de padrões para o vestuário. A Gerber colaborou com a COMESA (Mercado Comum da África Oriental e Austral) na introdução do programa, que pretende promover a adaptação de avanços no controlo de qualidade, colaboração entre parceiros e melhoria da eficiência. Além disso, será disponibilizada assistência técnica e formação personalizada aos produtores de vestuário que optem por utilizar as soluções AccuMark da Gerber. O principal objetivo da iniciativa é potenciar a integração e competitividade da região COMESA, assim como a indústria de vestuário das Maurícias. «Em acréscimo ao nosso compromisso com as Maurícias, existe o objetivo de curto e médio-prazo de intensificar o apoio à indústria de vestuário na região africana e, consequentemente, o desenvolvimento da sua competitividade no mercado mundial», afirmou Guillaume Gairin, diretor de serviço da Gerber para a região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA). O programa é financeiramente apoiado pelo 10º Fundo Europeu de Desenvolvimento, promovido pela União Europeia.

2Projeto de reciclagem inovador

O grupo alemão Adidas prepara o lançamento de um projeto de investigação «transformador», com uma duração estimada de três anos, que pretende desenvolver uma nova «linha de artigos desportivos» que pode ser repetidamente reciclada através de um processo livre de químicos e desperdícios. A Adidas lidera o projeto Consortium WRAP, conhecido como Sport Infinity, que envolve diversas indústrias. Fundado pela Comissão Europeia, este projeto pretende identificar e desenvolver compósitos recicláveis inovadores que possam ser utilizados na produção de artigos desportivos de plástico personalizáveis. O projeto irá focar-se na produção de bolas e calçado. Utilizando esta fonte inesgotável de material, a Adidas afirma que «cada grama de uma chuteira pode ser desintegrado e reciclado». E acrescenta que «isto é transformador para os adeptos de futebol», pela voz de Gerd Manz, vice-presidente de tecnologias de inovação da Adidas. «Nos próximos três anos, o Sport Infinity pretende por um termo ao desperdício de chuteiras. Deste modo, todos os pares de chuteiras serão não apenas reciclados, mas re-imaginados em função de indicações mais específicas do consumidor». A Adidas irá apresentar o projeto piloto europeu em Ansbach, na Alemanha, permitindo a «deslocação da produção para onde o design é concebido e, ainda mais relevante, para onde o consumidor está».

3Van de Velde em crescimento

O grupo belga Van de Velde reportou um aumento significativo do lucro no primeiro semestre do ano, assinalando um resultado quatro vezes superior em comparação com igual período do ano anterior, em consequência do maior volume de negócios gerado. O lucro da especialista em roupa interior atingiu os 22 milhões de euros nos seis meses terminados a 30 de Junho, em comparação com os 5 milhões de euros registados no mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre de 2014, a Van de Velde foi afetada por perdas de 16,3 milhões de euros, relacionadas nomeadamente com os ativos intangíveis da Intimacy, a cadeia de retalho multimarca americana adquirida em 2010. O volume de negócios aumentou 6% para 113,4 milhões de euros e o volume de negócios em loja com base equiparável cresceu 8,2%. O volume de negócios do segmento grossista aumentou 8,3%, enquanto o volume de negócios de retalho da Intimacy caiu 4,7%. A empresa revelou que as pré-encomendas grossistas para o outono-inverno 2015/2016 superam já as do ano anterior. Paralelamente, entre as transformações operadas pela marca destacam-se a o rebatismo da marca Intimacy para Rigby & Peller desde 15 de setembro, a implementação de um programa de «centralização no cliente», que pretende melhorar o serviço prestado aos consumidores, e a nomeação de um novo responsável para o mercado dos EUA.

4Produtos de algodão incluídos no SPG

Cinco produtos de fibra de algodão “upland” foram incluídos no Sistema de Preferências Generalizadas (SPG), figurando entre as recentes alterações efetuadas ao programa dois meses após a reautorização do regime de benefícios comerciais. O SPG assegura isenção tarifária a diversos produtos importados pelos Estados Unidos da América, com origem em mais de 120 países desenvolvidos, mas não se aplica à maioria do vestuário e calçado. No entanto, as mudanças recentemente efetuadas incluem a integração de cinco produtos de fibra de algodão “upland” quando importados de países em desenvolvimento beneficiários do programa. Esta resolução satisfaz um pedido submetido pelos EUA à Organização Mundial do Comércio. A adição deste produto ao programa de SPG contribuirá para a viabilidade da produção de algodão orientada para a exportação em países da África Ocidental e outros países menos desenvolvidos.

5Reino Unido investe pouco na inovação

Uma nova pesquisa realizada no Reino Unido sugere que o investimento em inovação deve resultar de um esforço conjunto entre o governo e os produtores britânicos, como forma de garantir o melhor posicionamento do país num contexto global. Cerca de 94% das empresas estão envolvidas em alguma forma de inovação, de acordo com a pesquisa realizada pela entidade da indústria EEF e pela Vodafone Reino Unido, enquanto 52% das empresas inquiridas recorrem à inovação no desenvolvimento de novos mercados. Dessas últimas, mais de metade (54%) considera que a inovação terá um impacto significativo sobre as suas exportações. Este foco na inovação, como ferramenta essencial ao desenvolvimento de novos mercados, é corroborado pelo recente aumento das exportações britânicas destinadas a mercados emergentes, afirmaram os autores do relatório. Porém, apesar do investimento feito na inovação, o estudo revelou um aumento da percentagem de fabricantes preocupados com o facto da sua despesa em inovação não ser suficiente para acompanhar os concorrentes, superando os 19% obtidos em 2013, para os atuais 28%. Isto reflete um panorama económico mais vasto, com as despesas em investigação e desenvolvimento no Reino Unido a ficarem aquém daquelas assinaladas pelos seus principais concorrentes. Dados recentes mostram que a despesa das empresas britânicas em I&D corresponde a 1,1% do PIB, enquanto a média da OCDE é 1,6% e na Alemanha atinge os 2,02%. Segundo o relatório, os principais obstáculos à inovação são persistentes, entre os quais se destacam a velocidade de lançamento no mercado e a superação de barreiras técnicas. Os produtores estão a adotar medidas autónomas, para ultrapassar essas barreiras, como a garantia de um elevado nível de colaboração com os clientes, enquanto o apoio do governo desempenha também um papel fundamental no aumento do grau de inovação.

6Acordo de Facilitação do Comércio reúne 50 assinantes

O Acordo de Facilitação de Comércio, o primeiro acordo de comércio multilateral desenvolvido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) em 20 anos, foi ratificado por 50 membros da OMC, entre os quais os 28 estados membros da União Europeia (UE) e a Tailândia. No entanto, o Acordo de Facilitação de Comércio (AFC) entrará em vigor depois de ter sido formalmente aceite por dois terços dos 160 países membros da OMC. Até ao momento, foi ratificado por países como Hong Kong, China, Singapura, Estados Unidos, Japão, Austrália, República da Coreia, Suíça e Nova Zelândia, entre outros. O AFC integra uma iniciativa mais ampla, denominada Pacote de Bali, que foi aprovada em dezembro de 2013, tendo sido aclamada como essencial ao comércio global. O objetivo do acordo é simplificar e modernizar os procedimentos para a circulação de mercadorias, incluindo os procedimentos de importação e exportação, ajudando as pequenas empresas na exploração das oportunidades de exportação e facilitação da participação dos países em desenvolvimento no comércio internacional. O acordo contém disposições para acelerar a movimentação e desembargo de mercadorias, incluindo mercadorias em trânsito, e estabelece medidas para a cooperação entre alfândegas e outras autoridades. O acordo irá promover a redução das barreiras comerciais e a eliminação dos custos de transação fronteiriços, resultando em benefícios significativos para a indústria de vestuário, que apresenta um valor de retalho superior a 1,3 biliões de dólares e uma cadeia de aprovisionamento global especialmente complexa.