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  1. Avanprint estreia-se em Paris
  2. Trio de luxo
  3. Bangladesh exporta mais
  4. Natal da Next dececiona
  5. Preços em queda nos EUA
  6. Vestuário relegado para segundo plano

1Avanprint estreia-se em Paris

A feira de soluções de estamparia digital Avanprint estreia-se em Paris no próximo mês, com a presença de expositores da Europa e dos EUA. O certame, que tem lugar em paralelo com a feira de tecidos Texworld, com a feira de sourcing de vestuário Apparelsourcing e com a feira de têxteis inovadores Avantex, pretende ser o ponto de encontro de designers e gestores de produto tendo por base a inovação providenciada pelas técnicas de estamparia digital. A Avanprint vai mostrar novas soluções e os mais recentes desenvolvimentos na estamparia digital para o sector têxtil, de moda e acessórios. Entre os expositores confirmados estão as alemãs KBC Fashion e Kornit Digital Europe, a holandesa SPGprints e a americana Sensient Imaging Technology. A Avanprint terá lugar no centro de exposições Paris Le Bourget de 15 a 18 de fevereiro.

2Trio de luxo

Os grupos de luxo podem não estar com lucros tão altos como no passado, mas o LVMH, o Richemont e a Hermès continuam, por enquanto, a não dar sinais de dificuldades. O trio manteve a sua posição no top 25 numa lista de valor de mercado. Segundo a análise do WWD das 563 empresas que constituem o segmento de empresas mundiais com resultados públicos de vestuário, acessórios e bens de luxo, a valorização total do mercado é de 639,9 mil milhões de dólares (595,7 mil milhões de euros), com um volume de negócios anual de 376 mil milhões de dólares. As empresas no top 25 geraram vendas anuais de 228 mil milhões de dólares e têm um valor de mercado de 448 mil milhões de dólares. Atualmente há mais ações na Bolsa a cair do que a ganhar. Um ambiente de retalho difícil em conjugação com a valorização do dólar e preocupações económicas na China, que afetaram o consumo dos turistas no estrangeiro, está a causar dificuldades a diversas empresas, sublinha a notícia do WWD.

3Bangladesh exporta mais

As exportações do Bangladesh subiram 12,7% em dezembro em comparação com o ano anterior, para 3,2 mil milhões de dólares (cerca de 3 mil milhões de euros), impulsionadas por um aumento das vendas de vestuário pronto-a-vestir. Segundo os dados oficiais, entre julho e dezembro, o primeiro semestre do ano fiscal 2015/2016, as exportações aumentaram 7,8% em comparação com o ano anterior, para 16,1 mil milhões de dólares, segundo o Gabinete de Promoção das Exportações do país. As vendas de vestuário, que incluem vestuário em malha e vestuário em tecido, totalizaram 13,13 mil milhões de dólares no período entre julho e dezembro, um aumento de 9,2% em comparação com o ano anterior. O vestuário é uma categoria importante nas trocas comerciais com o exterior do Bangladesh, cujos salários baixos e acordos com os mercados ocidentais têm contribuído para que seja o segundo maior exportador de vestuário, a seguir à China.

4Natal da Next dececiona

A Next falhou as expectativas dos analistas para as vendas de Natal, tendo revelado que o lucro ficou nos valores mais baixos das suas previsões. As vendas sem descontos subiram 0,4% nos dois meses terminados a 24 de dezembro, segundo indicou em comunicado a retalhista britânica. Os analistas esperavam, em média, um crescimento de 5,8%. A Next revelou ainda que antecipa que o lucro bruto seja de 817 milhões de libras (1,1 mil milhões de euros) no total do ano fiscal que termina este mês. As suas previsões iniciais apontavam para um valor entre 810 e 845 milhões de libras. «A performance desapontante no quarto trimestre foi sobretudo devido às temperaturas anormalmente elevadas em novembro e dezembro», apontou a retalhista. «Além disso, o ambiente concorrencial online está a ficar mais difícil», acrescentou. As vendas abaixo do esperado da Next destoam da performance habitualmente boa da retalhista e está a aumentar as preocupações de que o tempo ameno se reflita nos lucros dos retalhistas britânicos no geral. A Next manteve-se fiel ao seu princípio de não fazer descontos antes do Natal, preservando a sua rentabilidade, apesar dos descontos promovidos pelos concorrentes antes do Natal, incluindo a Marks & Spencer. As promoções pelos retalhistas do Reino Unido atingiram o seu nível mais elevado desde 2008, segundo a consultora Deloitte. A Next indicou ainda que os lucros podem variar até 7 milhões de libras, dependendo do negócio em janeiro.

5Preços em queda nos EUA

Os preços do vestuário continuaram a cair nos EUA, tanto em termos anuais como mensais. Segundo o US Bureau of Labor Statistics, o índice de vestuário desceu 0,3% em termos sazonalmente ajustáveis em novembro, e caiu 1,5% antes de ajustamento sazonal nos últimos 12 meses. O Índice de Preços ao Consumidor para todos os Consumidores Urbanos (CPI-U na sigla original) permaneceu inalterado em termos sazonalmente ajustados em novembro. Nos últimos 12 meses, o índice de todos os itens subiu 0,5% antes do ajustamento sazonal. O índice para todos os itens menos alimentação e energia subiu 0,2% durante o mês – o mesmo aumento que em setembro e outubro. Em termos anuais, o mesmo índice subiu 2%, o maior aumento em 12 meses desde o ano terminado em maio de 2014.

6Vestuário relegado para segundo plano

Os consumidores britânicos deverão canalizar os seus gastos para entretenimento e obras em casa este ano, o que significa que o crescimento das vendas a retalho em 2016 deverá abrandar para 1,7% em termos anuais, em comparação com 1,8% em 2015, segundo o think-tank de retalho da KPMG/Ipsos. O think-tank acredita que os proprietários de casas vão poupar dinheiro para pagar os empréstimos da casa e para pagar obras de beneficiação do imóvel, em vez de gastarem mais em vestuário em 2016. Neste ambiente difícil, o think-tank afirmou ao jornal The Guardian que será difícil para os retalhistas subir os preços para compensar os aumentos de custos resultantes da implementação do “salário de sobrevivência nacional”, que entra em vigor em abril, assim como as subidas dos impostos sobre os negócios.