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  1. Gateway exibe soluções high-tech na Expofarma
  2. Marjomotex adere ao Dia Nacional da Manufatura
  3. Wrangler adota tingimento com espuma
  4. Lisboa é o primeiro destino português da Steve Madden
  5. Amazon lança linha própria de athleisure
  6. «Paguem mais pelas vossas roupas»

1Gateway exibe soluções high-tech na Expofarma

A Gateway Portugal vai marcar presença na Expofarma, evento profissional dedicado ao mercado farmacêutico em Portugal, dirigido aos profissionais de saúde desta área. A empresa de fabrico, comercialização e instalação de soluções antifurto para redução das quebras no retalho, estará presente no evento que decorre de 18 a 20 de outubro no Centro de Congressos de Lisboa. A Gateway estará presente com um stand junto da sala de conferências, no piso 1. Em comunicado, a empresa explica que o principal objetivo é «apresentar as suas soluções especialmente desenvolvidas para a indústria farmacêutica». No evento, a Gateway irá simular o funcionamento das diferentes opções em contexto real no seu stand. Pelos monitores LED, os visitantes poderão controlar os sistemas de CCTV com algumas novidades no que concerne a reconhecimento fácil e contagem de pessoas. Estarão também disponíveis soluções de Cash Management enquanto sistema integrado de pagamento. Estas soluções de gestão de numerário serão também demonstradas tanto a nível de front como de back office. Algumas das outras soluções em exposição e também disponíveis para simulação serão as antenas EAS na entrada do stand, SmartLocks (fechaduras inteligentes para armários e gavetas), Secure Hooks (para suporte e proteção de artigos expostos) e Safers (soluções para proteção de artigos de beleza e perfumaria).

2Marjomotex adere ao Dia Nacional da Manufatura

A produtora de vestuário, conjuntamente com a Argatintas e Partteam, integra o trio de empresas de Vila Nova de Famalicão que vão associar-se ao Dia Nacional da Manufatura, a ter lugar a 4 de outubro. As três empresas vão abrir as suas portas para mostrar o que produzem e como produzem, ao mesmo tempo que exaltam os seus profissionais. Mónica Afonso, diretora-geral da Marjomotex, destaca que este dia valoriza a indústria e permite alicerçar parcerias e contactos com outros empresários. E não esquece os trabalhadores. «São o nosso ativo mais valioso, pelo que cativar recursos humanos e mostrar a dinâmica do sector têxtil é muito importante para nós, para o nosso concelho e para nosso país», enfatiza. Já André Vieira, CEO da Argatintas, um dos maiores fabricantes nacionais de tintas e vernizes, afirma que «sendo a indústria o verdadeiro ADN da nossa região, tem também ela de lutar pelo seu espaço, promover as virtudes das suas profissões e responder aos desígnios de novas gerações de jovens. Celebrar as profissões que se escondem atrás de um produto transformado e mostrar ao mundo de que somos feitos». Por seu lado, Miguel Soares, CEO da Partteam, sublinha que «a manufatura merece o devido reconhecimento e apoio» e que «Portugal é dos países que mais utiliza e implementa novas ferramentas e tecnologias de informação». No Dia Nacional da Manufatura, os três empresários visitarão, em conjunto, cada uma das três empresas.

3Wrangler adota tingimento com espuma

A marca de jeans será a primeira a adotar um novo processo de tingimento amigo do ambiente, que usa espuma em vez de água. Deste modo, elimina-se 99% da água gasta habitualmente no tingimento com indigo, num processo que tem o potencial de transformar todo o processo industrial. A Wrangler, detida pelo gigante norte-americano de vestuário VF Corporation, confirmou o acordo para esta mudança no fabrico de denim, a ser produzido no final do ano, numa mudança que irá incorporar o primeiro tingimento de denim com espuma. A primeira linha daí resultante verá a luz em 2019. A Tejidos Royo será a primeira a integrar o processo de tingimento com espuma, batizado “Dry Indigo”. A empresa espanhola vai receber o equipamento para o tingimento este mês e espera-se que comece a fornecer a Wrangler antes do final do ano. «Ainda que tenhamos conseguido reduzir 3 mil milhões de litro de água, sabemos que é preciso ir mais longe em toda a cadeia de aprovisionamento», afirma Tom Waldron, presidente da Wrangler, ao just-style. «Com a espuma, reduzimos o consumo de água e a poluição, ajudando os nossos fornecedores de tecido a minimizar drasticamente o impacto de produzir denim azul», acrescenta. Reconhecendo o potencial desta mudança, a Wrangler e a Walmart Foundation financiaram, no início do ano, a Universidade de Tecnologia do Texas para desenvolver o processo de tingimento com espuma. «Investimos no desenvolvimento desta inovação porque acreditamos que pode mudar drasticamente a indústria do denim para melhor», sublinha Tom Waldron.

4Lisboa é o primeiro destino português da Steve Madden

A marca epónima do célebre designer e empresário de calçado e acessórios femininos e masculinos escolheu a zona do Príncipe Real para a sua primeira loja em Portugal. A funcionar desde julho de 2018, a festa de inauguração aconteceu na passada quinta-feira, dia 27 de setembro. Nascida em Nova Iorque, a Steve Madden continua a apostar na expansão internacional. Depois de quatro lojas em Espanha, a marca chega a Portugal e Lisboa foi a cidade eleita por ser «uma das capitais europeias mais turísticas, cosmopolitas e trendy do panorama internacional, e o Príncipe Real, uma das zonas mais cool da capital», pode ler-se em comunicado. As coleções de Steve Madden inspiram-se nas festas que lhe deram uma legião de fãs e seguidoras, entre as quais celebridades como Selena Gomez, Katy Perry, Lady Gaga, Rihanna, Taylor Swift, Becky G e Kate Moss, entre outras, que usam as suas criações regularmente. Steve Madden foi galardoado diversas vezes pelos prestigiantes Footwear News Achievment Awards (o equivalente aos Óscares da Indústria do Calçado). Presente em mais de 80 países e com mais de 330 lojas em todo o mundo, Lisboa é agora o mais recente destino da marca norte-americana.

5Amazon lança linha própria de athleisure

A gigante do comércio eletrónico continua a “assaltar” a indústria da moda, tendo lançado a sua primeira marca própria de athleisure, denominada Aurique. A sua coleção inaugural – uma linha desenvolvida para o outono/inverno – conta com uma série de roupa de treino e vestuário de athleisure, como leggins, soutiens de desporto, tops e casacos de corrida. A gama, lançada pela Amazon Fashion Europe, apresenta peças inspiradas na performance, ideais para atividades diárias e aulas de ginásio e pretende combinar o estilo, a qualidade, o conforto e a funcionalidade. «A Aurique foi criada para dar reposta às vidas ocupadas dos consumidores e complementar os seus guarda-roupas com roupa desportiva, com apurado sentido estético», explica Frances Russe, vice-presidente das marcas próprias da Amazon Fashion Europe, ao just-style. «Queremos oferecer aos nossos clientes vestuário desportivo confortável, com estilo, que seja acessível e os faça sentir bem em todas as ocasiões. A coleção propõe aos clientes da Amazon uma grande abrangência de estilos para um modo de vida ativo e foca-se em tecidos escolhidos cuidadosamente, com propriedades de performance, silhuetas da estação, malhas e estampados com brilho. As peças-chave incluem um casaco de corrida com capuz metálico, leggings desportivas estampadas em malha e camisolas de manga comprida sem costuras. A Amazon não esconde o seu desejo de dominar o mercado de vestuário e, nos últimos anos, vem construindo linhas de vestuário de marca própria, além de vender roupa de uma série de marcas como Nike, Under Armour, Hanes e Gildan Activewear. As insígnias próprias da Amazon Fashion incluem a Truth & Fable, marca de moda feminina; a Find, marca inspirada no street style; a Iris & Lilly, marca de lingerie contemporânea e a Meraki, marca premium.

6«Paguem mais pelas vossas roupas»

O salário mínimo da indústria têxtil e vestuário no Bangladesh aumentou em mais de 50%, atingindo 8.000 takas (cerca de 81 euros) por mês – o primeiro aumento desde 2013. No entanto, os trabalhadores do sector rejeitaram o aumento, justificando que o valor não é suficiente para subsistirem e apelaram às marcas mundiais para que «paguem mais pelas roupas que compram», adiantaram os sindicatos. «O salário anunciado não é o suficiente para os trabalhadores viverem uma vida decente», afirmou Mohd Raisul Islam Khan, coordenador do IndustriALL Global Union. «Os trabalhadores exigiam 16 mil takas. Não estão contentes e muitas organizações avançam a possibilidade de convocar uma greve por tempo indeterminado, se os salários não forem reconsiderados» revelou à Thomson Reuters Foundation. O Bangladesh é o segundo maior produtor de vestuário do mundo, depois da China, e a sua indústria de 30 mil milhões de dólares emprega cerca de 4 milhões de pessoas, das quais 80% são mulheres. Os trabalhadores estão entre os mais mal pagos no mundo, segundo um relatório da Fair Labor Association (FLA) publicado em abril. As horas extraordinárias representam 20% do salário dos trabalhadores e metade destes trabalha mais de 60 horas por semana, apesar do impacto que isso terá na saúde, indica o mesmo estudo. «A decisão de aumentar salários destes trabalhadores é um passo encorajador – ainda que peque por tardio – na direção certa» reconheceu Sharon Waxman da FLA, acrescentando que a luta por salários justos irá continuar. Os sindicatos frisaram ainda que as metas da produção não deveriam aumentar depois do incremento dos salários, o que muitos proprietários de pequenas e médias empresas consideram um peso, que pode levar ao encerramento de fábricas. «Depois do último aumento salarial, em 2013, percebemos que muitas fábricas aumentaram as metas de produção para os trabalhadores e a pressão no trabalho aumentou tremendamente», admitiu Nahidul Hasan Nayan, secretário geral da federação Sommilito Garments Sramik, que apoia os sindicatos. «Os trabalhadores vieram ter connosco e disseram que, apesar de os seus salários terem aumentado, não tinham um minuto para beber água ou usar a casa de banho durante o seu turno». Raisul Islam Khan revelou que a situação melhorou depois do colapso do prédio Rana Plaza em 2013, que matou 1.136 trabalhadores, mas que as marcas de moda têm a obrigação de ir mais longe. «As marcas têm que pagar mais pelas roupas que compram», defendeu. «Depois do desastre de Rana Plaza, a indústria do retalho do Bangladesh tem desenvolvido grandes esforços responder aos critérios internacionais. Agora é a vez das marcas internacionais mostrarem o seu compromisso com os trabalhadores», acrescentou.