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Breves

  1. Economia circular cria discussão em Famalicão
  2. ara com nova morada em Lisboa
  3. ITV do México aumenta emprego e exportações
  4. Empresas gastam mais em marketing digital
  5. 12 aplicações para repensar a indústria da moda
  6. Conforto domina passos do calçado

1Economia circular cria discussão em Famalicão

A 16 de outubro, a Fundação Cupertino de Miranda é palco da Conferência Famalicão Circular. O evento é organizado pelo município famalicense no âmbito do projeto Famalicão Made IN e no enquadramento da realização do Festival Famalicão Visão 25. A conferência está particularmente centrada em três dos temas basilares para as indústrias famalicenses: o têxtil, a água e os novos modelos de negócio e novos empregos. O arranque dá-se com uma comunicação da Secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, sobre inovação e financiamento. O exemplo da Riopele que criou a marca TENOWA, resultante da metamorfose de resíduos têxteis e as simbioses industriais, e a experiência de António Lorena, Managing Partner da 3 drivers que tem desenvolvido projetos de avaliação técnica, ambiental e socioeconómica e de natureza estratégica de sistemas de gestão de resíduos, fazem ainda parte do painel da manhã do evento. À tarde, depois das sessões de trabalho, ainda haverá espaço para a apresentação de exemplos práticos desenvolvidos em Vila Nova de Famalicão à volta da economia circular e para a apresentação das conclusões. Confirmada está também a presença da investigadora e designer internacional Anne Prahl, que tem gerado novos e inovadores conceitos para a indústria têxtil e do vestuário, trabalhando para grandes marcas internacionais como a Nike, Speedo, WGSN, Ellesse, Puma, Marks & Spencer, Animal, Topshop e Esprit. O evento é de participação gratuita, sujeita a inscrição obrigatória a partir do sítio do município na internet até 12 de outubro.

2ara com nova morada em Lisboa

Na praça do Saldanha, pleno coração de Lisboa, há uma nova loja da ara. O recém-inaugurado espaço vem reforçar a presença da marca em Lisboa. Na sequência da reformulação e da reestruturação da insígnia em 2016/2017, chega agora a implementação de novos pontos de venda, que se pretendem mais modernos, com um ambiente mais agradável, mais práticos e decorados com imagens cativantes e tradicionais. Em comunicado, a marca refere que especialistas do sector já consideram este conceito de decoração de lojas de calçado um dos mais criativos de sempre. A ara garante que as suas coleções contam com uma enorme diversidade de calçado tanto ao olhar como ao calçar. Há quase sete décadas que a marca desenha calçado, fiel ao lema de que cada sapato deve ser tão individual quanto quem o calça.

3ITV do México aumenta emprego e exportações

No México, as exportações da Indústria Têxtil e Vestuário (ITV) cresceram mais de 12% nos primeiros 6 meses do ano, comparativamente a 2017, à medida que o emprego no sector aumenta, segundo dados da Câmara Nacional da Indústria Têxtil do México (Canaintex). De janeiro a junho, as exportações mexicanas de têxteis e vestuário atingiram os 679 milhões de dólares (578,6 milhões de euros), face aos 606 milhões do ano anterior, o que representa um crescimento homólogo de cerca de 12%. Comparadas com 2009, as exportações subiram quase 80%. A América do Norte foi o maior mercado exportador do México, com as vendas para o país a cifrarem-se nos 455,6 milhões de dólares na primeira metade do ano. A América Central é o segundo principal destino, com as vendas a atingir os 142,3 milhões de dólares, seguida da Colômbia com vendas de 26,4 milhões de dólares. O México também exporta têxteis para a Ásia e para a Europa, que representaram cerca de 25,1 milhões de dólares de janeiro a junho. Entretanto, o México importou a maioria dos têxteis da América do Norte, no valor de 1,78 mil milhões de dólares, seguida pela China com 666,1 milhões de dólares e o resto da Ásia nos 183,2 milhões de dólares. No primeiro semestre do ano, a ITV mexicana empregava cerca de 137.145 pessoas, ou seja, mais 3,7% do que no ano anterior. Fazendo um retrato geral do México, no re:source – uma ferramenta online do just-style – nota-se que o pais está no Top 10 de fornecedores de vestuário para o mercado dos EUA. O país conta com programas de CMT (corte, confeção, acabamento) e de Maquila (um regime especial para empresas exportadoras). A alta integração nas marcas dos EUA foi favorecida pelos benefícios comerciais do acordo de comércio livre norte-americano (NAFTA). As políticas fiscais do Governo têm também ajudado a estabilizar a economia mexicana depois de anos sucessivos de elevado endividamento e má administração do país.

4Empresas gastam mais em marketing digital

Os gastos mundiais com o marketing digital estão a aproximar-se dos 100 mil milhões de dólares (85 mil milhões de euros), de acordo com um estudo da Moore Stephens. O relatório estima que, nos EUA, os gastos nesta estratégia de publicidade cresceram cerca de 44% no ano passado, até aos 52 mil milhões de dólares. Contrastando com a publicação de anúncios através de intermediários, o marketing digital, ou o “martech”, permite às marcas chegarem aos consumidores através das redes sociais, da otimização para motores de busca (SEO) ou assistentes ativados por voz como a Alexa da Amazon. Em parte, o crescimento reflete a vontade das empresas em assumir controlo, no seguimento de queixas de grande impacto, relatadas pelos gigantes do sector Procter & Gamble e Unilever, sobre fraudes nos anúncios online. O problema da “segurança da marca”, que pode ser prejudicada quando alguns anúncios aparecem junto de conteúdo online inadequado, também incomodou os publicitários e encorajou-os a procurarem um maior domínio na forma como chegam ao seu público-alvo. «Claramente, os profissionais de marketing querem ganhar mais controlo e estão prontos a gastar mais no “martech” para permanecerem competitivos», revelou o autor do estudo Damian Ryan, um sócio da consultora Moore Stephens. O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), que entrou em vigor em maio, e as preocupações com a utilização de dados do motor de busca Google e da rede social Facebook – duas das maiores plataformas de publicidade – levaram vários agentes do sector a unirem-se ou a recuarem. «Estamos no início de uma reestruturação», afirmou Damian Ryan à Reuters. «O aparecimento de empresas de plataformas online que fornecem uma espécie de balcão único para publicitários é outra tendência à qual se deve estar atento», adiantou, sublinhando ainda a compra da empresa de comercio eletrónico Magento por parte Adobe Systems, em maio, por 1,7 mil milhões de dólares. A Adobe fechou outro negócio, ao adquirir um software de marketing Business to Business (B2B) da empresa Marketo, por 4,75 mil milhões de dólares, notícia a Reuters. «Fundamentalmente, as marcas não confiam nas agências para a entrega de dados. A tendência revela que as marcas querem ganhar controlo sobre a tecnologia do marketing. Ainda assim, podemos ver que, no nível mais alto, onde as marcas estão a gastar mais, ainda estão a trabalhar com agências», explicou Ryan.

512 aplicações para repensar a indústria da moda

Uma plataforma online que permite aos clientes comunicarem diretamente com os fornecedores, um mercado digital para as empresas trocarem material em excesso e têxteis obtidos a partir de fibra de banana foram algumas das inovações a merecer um lugar no Fashion for Good Plug and Play Accelerator. O objetivo do projeto é ajudar as marcas e os industriais a encontrar formas mais sustentáveis de produzir roupa. De centenas de aplicações, entre três continentes e oito nacionalidades, 12 startups venceram um lugar no projeto que parte de uma colaboração entre a Fashion for Good (com a C&A Foundation como parceira fundadora), a Plug & Play e tendo como membros colaborativos a Kering, o grupo Galeries Lafayette e a C&A. Lançado no ano passado, o Accelerator pretende acelerar a inovação sustentável dentro do luxo e da indústria da moda. A quarta fornada de participantes já deu início ao seu programa de estudo de duas semanas, em setembro, incluindo um programa de mentoria com parceiros como a Adidas, a C&A, o grupo Galeries Lafayette, a Kering, a PVH Corp, a Target e a Zalando. As 12 start-ups – &Wider, Algalife, The Excess Materials Exchange (EME), GIBBON, Green Whisper, NOWNER, Reflaunt, reGAIN app, Save Your Wardrobe, Stuffstr, TrusTrace e The Vienna Textile Lab – representam áreas de externalização variadas com um especial enfoque em modelos de negócio. A cerimónia de formação das startups acontece a 29 de novembro no edifício do Fashion for Good em Amesterdão, onde os participantes vão apresentar as suas inovações a líderes e investidores da indústria da moda.

6Conforto domina passos do calçado

A indústria do calçado dos EUA cresceu 7% nos primeiros seis meses do ano e, sem surpresa, o aumento foi impulsionado pela categoria desporto/lazer, onde as vendas online foram essenciais, de acordo com o grupo NPD. Esta foi categoria que contou com uma subida mais acelerada entre janeiro e junho, captando 65% dos lucros das vendas em dólares, enquanto a tendência athleisure continua a penetrar todas os segmentos do mercado do calçado, segundo o relatório. A categoria moda, que é a maior, cresceu 5%, depois de dois anos de quedas, devido essencialmente à tendência conforto. Além das sapatilhas, os principais modelos do segmento masculino foram os slides (chinelos) desportivos e os mules/clogs; para as mulheres, os escolhidos foram os slides elegantes e as sandálias; para crianças, os slides desportivos e também as sandálias. «Conforto deixou de ser uma palavra má. Na verdade, os consumidores atuais são relutantes à cedência de conforto e a própria definição do termo está a evoluir», reconhece Beth Goldstein, analista de moda de calçado e acessórios do grupo NPD. «Com o conforto a estar na moda o ano todo e o movimento “athletic as fashion” a continuar a evoluir, o conforto veio para ficar. As marcas e os retalhistas devem encontrar formas de inovar e abraçar esta nova tendência», admite. Ajudando a fomentar este crescimento, mais consumidores estão a comprar calçado na internet, com o comércio online a representar cerca de 90% dos lucros da indústria no último ano. O desporto e o lazer nos homens e nas mulheres, assim como a categoria moda especificamente nas mulheres estão a conduzir o crescimento online, refere a NPD. Cerca de 36% dos clientes compraram calçado online, um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano passado. Além do mais, a média anual gasta por consumidor aumentou 5%, para os 308 dólares (cerca de 260 euros). Com os modelos orientados para o conforto a liderar as vendas e mais consumidores a comprar calçado online, estão a aparecer oportunidades de crescimento opcionais. Um estudo recente da NPD revelou que os inquiridos, na compra de calçado, procuram fatores como a leveza (44%), o material respirável (43%) e a resistência ao odor (40%). A responsabilidade social e a sustentabilidade estão a tornar-se motores de inovação e a motivar uma mudança na indústria, com os millennials a liderarem o caminho. Entre os adultos, 27% fizeram algum tipo de compra especialmente com o objetivo de apoiar a posição social de uma empresa e os números sobem para os 36%, entre os 18 e os 34 anos. «As marcas devem ser inovadoras e ter uma consciência social e ecológica para serem bem-sucedidas no futuro. Os cidadãos que no futuro vão representar a maior percentagem de clientes preocupam-se com estes temas. As marcas devem ter uma estratégia nesse sentido e comunicar largamente a sua posição para conquistar os consumidores, no mercado de calçado, que tanto está a crescer como a mudar», assegura Goldstein.