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  1. Edifícios inspiram nova campanha de Luís Carvalho
  2. Camboja desafia UE
  3. Falta de mão de obra na ITV preocupa
  4. Roberto Cavalli entra nos hotéis
  5. China reduz taxas de importação
  6. Wi-Fi grátis é essencial para as lojas

1Edifícios inspiram nova campanha de Luís Carvalho

“Under your skin” é o nome da campanha lançada por Luís Carvalho, poucos dias antes de chegar à passerelle da ModaLisboa. Os edifícios das grandes cidades foram uma das principais inspirações para a coleção primavera/verão 2019 do designer de moda, que remete à década de 60. Luís Carvalho escolheu um ambiente urbano, depurado e minimalista para fotografar a campanha da próxima estação quente. As linhas verticais e os massivos blocos das estruturas arquitetónicas fazem um paralelismo às formas retas e oversize das peças. Cada imagem tem uma mensagem característica, com looks individualizados, arrojados em cores, padrões e texturas. Luís Carvalho desfila na ModaLisboa no sábado, dia 13 de outubro.

2Camboja desafia UE

O Primeiro-Ministro do Camboja, Hun Sen, assumiu uma posição de desafio perante o anúncio da União Europeia, na semana passada, de que vai aumentar as pressões sobre o comércio com o Camboja devido às preocupações com os direitos humanos no país. A UE avisou que lançou uma revisão de seis meses ao acesso sem taxas do Camboja à UE, o que significa que vestuário, açúcar e outras exportações podem ficar sujeitos a taxas dentro de um ano. Num discurso aos estudantes cambojanos ontem, 7 de outubro, durante uma visita ao Japão para participar numa reunião regional, Hun Sen, no governo há três décadas, afirmou que o Camboja tem de defender a sua soberania. «Independentemente das medidas que eles querem tomar contra o Camboja, qualquer que seja a forma, o Camboja tem de ser forte a defender a sua soberania», declarou o Primeiro-Ministro. «Digo-o as vezes que forem precisas: não troco a soberania nacional por ajuda, não troco a paz do país por ajuda», acrescentou. A UE alertou o Camboja em julho de que podia perder o seu estatuto especial depois das eleições gerais nesse mesmo mês terem reeleito Hun Sen. Os grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que a eleição não foi justa devido à falta de oposição credível, entre outras razões. O principal partido de oposição, o Cambodia National Rescue Party (CNRP), foi dissolvido no ano passado pelo Supremo Tribunal do país a pedido do governo e não participou nas eleições. Muitos membros do CNRP fugiram para o estrangeiro e estão a viver em exílio. As exportações do Camboja para a União Europeia atingiram os 5 mil milhões de euros no ano passado, de acordo com os dados da UE, em comparação com um valor irrisório há 10 anos. As indústrias têxtil, do vestuário e do calçado do país são vitais para a economia – só as exportações de vestuário representam cerca de 40% do PIB. Além disso, o sector do vestuário emprega mais de 800 mil pessoas e a UE, juntamente com os EUA, é o principal mercado.

3Falta de mão de obra na ITV preocupa

Não é só em Portugal que a escassez de mão de obra está a preocupar a indústria. De acordo com o estudo “The State of Skills in the Apparel Industry 2018”, da Alvanon, a principal preocupação de produtores, retalhistas e marcas é a contratação de trabalhadores especializados, com 62% dos inquiridos a afirmarem ter dificuldade em contratar. Os dados mostram ainda que os inquiridos estão insatisfeitos com a formação que está a ser ministrada e 30% afirmam mesmo estar «bastante insatisfeitos». A Alvanon fez uma parceria com 13 organizações da indústria para inquirir os profissionais em todas as áreas sobre as necessidades de mão de obra, formação e desenvolvimento de talentos no sector do vestuário. O estudo, que apresenta a visão de 642 executivos, diretores de recursos humanos, profissionais da indústria e funcionários ao longo de toda a cadeia de aprovisionamento, afirma que alguns negócios estão a enfrentar uma «guerra pelo talento», como afirma Sarah McConnell Hays, diretora de sourcing na retalhista de vestuário de criança Carter’s. O estudo indica que o imperativo para os negócios inclui agora perceber como envolver os funcionários e providenciar-lhes desenvolvimento profissional, sob o risco de, caso isso não aconteça, perder os mesmos. «À medida que a indústria de vestuário começa a reconhecer e a implementar a digitalização como forma de melhorar a rapidez, a customização e a transparência, estão a revelar-se falhas nas aptidões da sua força de trabalho», explica Janice Wang, CEO da Alvanon. «O nosso estudo conclui que a falta de resposta à escassez de talentos vai resultar na generalização de más práticas de mercado e terá um impacto negativo na performance do negócio ao longo da cadeia de aprovisionamento», adianta. Como tal, acrescenta, «melhorar a indústria de vestuário através de mais talento é, em último caso, uma responsabilidade coletiva partilhada por todos os players na cadeia de valor e pelos próprios profissionais. Este estudo mostra claramente por onde temos de começar e o que temos de fazer imediatamente».

4Roberto Cavalli entra nos hotéis

A casa de moda italiana Roberto Cavalli assinou um acordo com a Damac Properties para fornecer o design de interiores para pelo menos cinco hotéis de luxo, a começar por um que vai ser construído no Dubai até 2023. O acordo, que se segue a uma outra colaboração da Damac em casas com a marca Cavalli, faz parte de uma tentativa da empresa de expandir a marca de moda e luxo para categorias de lifestyle e encontrar novas fontes de rendimento para a casa fundada por Roberto Cavalli em Florença, conhecida pelos seus estampados animais. A Roberto Cavalli, de resto, está em vias de conseguir fazer o “break even” nas contas este ano e voltar aos lucros em 2019, de acordo com as palavras do diretor-executivo da casa de moda, Gian Giacomo Ferraris, no evento que anunciou o projeto do hotel. «A empresa está a fazer grandes melhorias, mas para continuar a ser competitiva, é preciso investir», afirmou Ferraris, acrescentando que o grupo de private equity Clessidra – que comprou 90% da Roberto Cavalli em 2015 – apoia inteiramente o crescimento. «O importante é assegurar que o crescimento acontece de forma orgânica e rapidamente», referiu.

5China reduz taxas de importação

A China vai baixar as taxas de importação sobre produtos têxteis e metais, de 11,5% para 8,4%, a partir de 1 de novembro. Pequim tinha já anunciado medidas para aumentar as importações este ano, após o aumento da tensão com alguns dos seus principais parceiros comerciais, nomeadamente os EUA. No início de julho, a China reduziu as tarifas sobre vários artigos de consumo, incluindo vestuário, cosméticos, eletrodomésticos e produtos de fitness para cumprir a promessa de abrir mais o mercado de consumo da China. As taxas de importação médias sobre mais de 15 mil produtos serão reduzidas de 10,5% para 7,8%, revelou o Ministério das Finanças do país. «Reduzir as taxas irá promover um desenvolvimento equilibrado do comércio externo e promover um nível mais elevado de abertura ao mundo», afirmou o Ministério das Finanças.

6Wi-Fi grátis é essencial para as lojas

Embora haja já muitas lojas que oferecem a possibilidade dos consumidores se ligarem gratuitamente à internet, a qualidade nem sempre é a melhor e isso poderá estar a prejudicar as vendas. Segundo um estudo da Ruckus Networks a mais de 1.500 adultos nos EUA, as pessoas querem pagar as compras na loja sem ter de estabelecer relação com um assistente de vendas e, para isso, o wi-fi é essencial. 79% dos inquiridos afirmaram estar interessados neste tipo de funcionalidade e, quando se isola apenas a Geração Z e os Millennials, esta taxa sobe para 87%. Ao mesmo tempo, 82% das pessoas questionadas valorizam ser possível concluir uma compra sem ter de esperar na fila se, afirmam, um assistente de vendas puder concluir a sua transação em qualquer parte da loja através de um dispositivo móvel. A maior parte dos adultos considera ainda que é importante ter uma boa ligação Wi-Fi quando estão em cafés (69%), restaurantes (64%) e lojas de retalho (62%). E 49% das pessoas ficam com uma má impressão de um retalhista se estiver publicitado Internet grátis e não for possível aceder ou a ligação for má. Quando não conseguem aceder à Internet, 43% passam menos tempo na loja do que o que tinham previsto inicialmente. Os consumidores estão ainda dispostos a dar em troca o nome e endereço de email para receberem ofertas personalizadas e 60% fornecem esses dados para obterem Internet grátis. Quando estão ligados ao Wi-Fi do retalhista, 42% procuram promoções ou cupões, 30% usam a app do retalhista e 29% comparam preços. Há ainda 45% que veem o email e 40% que estão nas redes sociais.