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  1. África Subsariana com crescimento em risco
  2. RadiciGroup em busca de mais sustentabilidade
  3. ITV do Tajiquistão de vento em popa
  4. XPO “contrata” 5.000 robôs por €390 milhões
  5. Walmart compra marca de tamanhos grandes
  6. Ténis de luxo são irrelevantes no mercado

1África Subsariana com crescimento em risco

As economias da África Subsariana ainda estão a recuperar do abrandamento de 2015/2016, mas o crescimento está mais lento do que o esperado, devido ao aumento do risco comercial em termos mundiais e da diminuição da procura pelos produtos da região. A taxa de crescimento média da região está estimada em 2,7% para 2018, o que representa um aumento ligeiro em comparação com 2,3% em 2017, segundo a análise semestral do estado das economias africanas realizada pelo Banco Mundial. «A recuperação económica da região está em progresso, mas a um ritmo mais lento do que o esperado», afirma Albert Zeufack, economista-chefe para África do Banco Mundial. «Para acelerar e sustentar uma dinâmica de crescimento inclusiva, os decisores políticos terão de continuar a focar-se em investimentos que alimentem o capital humano, reduzam a má alocação de recursos e impulsionem a produtividade. Os decisores na região terão de se equipar a si próprios para gerir os novos riscos relacionados com mudanças na composição dos fluxos de capital e da dívida», acrescenta. O abrandamento do crescimento é, em parte, um reflexo de um ambiente externo menos favorável para a região, aponta o estudo do Banco Mundial, que cita a perda de dinamismo do comércio e da atividade industrial em todo o mundo e a intensificação das pressões do mercado financeiro. A África Subsariana tem-se tornado numa região importante para os têxteis e vestuário, sobretudo países como a Etiópia, Maurícias, Madagáscar e África do Sul.

2RadiciGroup em busca de mais sustentabilidade

O produtor italiano RadiciGroup anunciou que, após a excelente performance ambiental nos últimos anos, as tendências de utilização de matérias-primas, energia e emissões de carbono que reduzam a pegada continuam em alta, apesar dos resultados serem menos impressionantes. As conclusões estão patentes no 14.º relatório anual de sustentabilidade, redigido de acordo com a Global Reporting Initiative. «Os dados na edição de 2017 mostram um grupo saudável e uma situação económica excelente, embora operando em cenários muito diferentes, alguns dos quais se caracterizam por elevados níveis de incerteza», afirma Angelo Radici, na carta do presidente que integra o relatório. Em 2017, 40,3% da energia elétrica usada pelo RadiciGroup foi proveniente de fontes renováveis, uma diminuição face aos 51,6% registados no ano anterior. O grupo explica que a sua «escolha específica» de usar energia elétrica “verde” e combustível com menor impacto ambiental permitiu às suas unidades emitir menos 24,5% de gases com efeito de estufa. No período de três anos entre 2015 e 2017, o grupo reduziu em 17,5% o seu consumo total de combustíveis fósseis por unidade de produto processada. «Hoje o nosso trabalho foca-se sobretudo em aspetos particulares, tendo já resolvido com sucesso os principais elementos responsáveis pelo impacto nas nossas unidades produtivas», aponta Angelo Radici. Contudo, apesar do progresso, o presidente do RadiciGroup sublinha que há ainda muitos desafios a ultrapassar, nomeadamente na área da economia circular, reciclagem e utilização eficiente de recursos. «Será reservada uma atenção particular às emissões, tendo em conta um cenário legal cada vez mais restritivo», revela Radici, acrescentando que «gostaria que procurássemos novos caminhos, sobretudo dentro do enquadramento das fontes renováveis, criando uma combinação de diferentes fontes capaz de assegurar, de forma consistente, níveis elevados de energia “verde”».

3ITV do Tajiquistão de vento em popa

O Tajiquistão, país da Ásia Central, registou um aumento de quase 30% na produção de têxteis e vestuário nos primeiros oito meses do ano, com as exportações também a subirem. De acordo com o Ministério da Energia e da Indústria do país, a produção de têxteis e vestuário no período referido ultrapassou os 844,5 milhões de somoni (cerca de 77,6 milhões de euros). O índice de produção industrial do sector cresceu 29,1% devido a um aumento na produção de fibra de algodão, tecidos, tapetes e tapeçarias e meias. Entre janeiro e agosto, as exportações têxteis atingiram cerca de 130 milhões de euros, o que representa um aumento de 92% face ao ano anterior. Deste valor, mais de 92 milhões de euros dizem respeito à exportação de fibra de algodão.

4XPO “contrata” 5.000 robôs por €390 milhões

A empresa de logística XPO Logistics vai introduzir mais de 5.000 robôs nas suas unidades de logística na América do Norte e na Europa com o objetivo de reduzir os custos e melhorar a eficiência. Os robôs, que foram desenhados para colaborar com humanos, vai complementar a mão de obra atual da XPO e apoiar o crescimento no futuro. A implementação faz parte de um investimento de 450 milhões de dólares (cerca de 390 milhões de euros) que a empresa tem projetado para este ano. A XPO tem uma parceria com a produtora de robôs GreyOrange Pte. «Desenvolvemos a nossa tecnologia de logística para integrar a mais recente automação inteligente e adaptá-la rapidamente», explica Bradley Jacobs, CEO da XPO Logistics. «Isto permite-nos melhorar dramaticamente o cumprimento de prazos e reduzir os custos. A adição de 5.000 robôs colaborativos vai tornar as nossas operações logísticas mais seguras e mais produtivas na recolha, embalamento e distribuição. São benefícios assinaláveis para os nossos clientes – sobretudo nos sectores do comércio eletrónico e do retalho omnicanal, onde a rapidez das encomendas e a precisão são essenciais para ser competitivo», acrescenta. Cada robô pode mover uma prateleira com peso entre os 450 quilos e 1,5 toneladas, trazendo para um posto de trabalho onde um trabalhador coloca até 48 encomendas em simultâneo.

5Walmart compra marca de tamanhos grandes

A Walmart anunciou a aquisição da Eloquii, uma startup que vende vestuário de tamanhos grandes, sem revelar, contudo, o valor da transação. A Eloquii, uma startup criada há quatro anos, vende vestuário de tamanhos grandes através do seu website e em cinco lojas próprias. A Walmart revelou que a Eloquii triplicou o seu volume de negócios desde 2015, mas não adiantou mais detalhes. O mercado de tamanhos grandes está avaliado em 21 mil milhões de dólares (aproximadamente 18,1 mil milhões de euros) e representa um dos segmentos em mais rápido crescimento no vestuário de senhora, apontou a Walmart. Mais de metade das mulheres entre os 18 e os 65 anos nos EUA usa o tamanho 14 (48 nos tamanhos europeus) ou superior, indicou a retalhista. «Estas clientes têm sido mal servidas, com o vestuário limitado pela falta de moda, falta de ajuste ou ambas», afirmou a Walmart. Mariah Chase, CEO da Eloquii, e os 100 funcionários da empresa vão continuar sediados em Long Island City, Nova Iorque, e em Columbus, Ohio.

6Ténis de luxo são irrelevantes no mercado

O CEO da Adidas, Kasper Rorsted, considera que os ténis de luxo são apenas uma pequena parte do mercado, tornando-se irrelevantes no computo geral. «As marcas de gama alta e de luxo são uma parte minúscula do mercado», afirmou em entrevista à Footwear News. «Veja-se, por exemplo, a Gucci ou a Versace ou algo do género, a sua quota de mercado – e digo isto com respeito – é tão pequena que é irrelevante», acrescentou. Em defesa do ponto de vista de Kasper Rorsted, a Adidas produziu 403 milhões de pares de ténis em 2017 e a Nike ultrapassou os mil milhões de pares no ano fiscal de 2018, o que, colocando os números das marcas de luxo em comparação, estes são muito reduzidos. A concorrência, apontou Rorsted vem da fast fashion. «Onde se vê um grande impacto na transformação do mercado é nas Zaras do mundo – a fast fashion, ciclos de vida de produto muito rápidos», destacou. «Eles estão a marcar uma tendência que a indústria de desporto terá de seguir», admitiu.