Início Breves

Breves

    1. Portugueses invadem PVNY
    2. Zona Euro em lume brando
    3. H&M apoia trabalhadores
    4. Gap falha expectativas
    5. Caça ao crocodilo na Austrália
    6. Vietname e Malásia lucram com o TTP

1Portugueses invadem PVNY

A Première Vision New York terá, pela primeira vez, áreas dedicadas à confeção e às peles e couro, com mais de 50 empresas destes sectores a marcarem presença. A 32.ª edição do certame decorre a 19 e 20 de janeiro e irá agora cobrir cinco sectores, incluindo também tecidos, acessórios e design têxtil, nos quais deverão expor cerca de 364 empresas. Para além da estreia do couro, o sector de confeção é um dos mais esperados, com 26 especialistas em vestuário de homem e senhora a exporem, entre os quais as portuguesas Goucam e Orfama/Montagut Industries, esta última já uma presença habitual na feira nova-iorquina. Portugal estará ainda representado pelas empresas Albano Morgado, Crispim Abreu, Lemar, Sidónios Malhas, Teviz by Polopique e Fábrica de Tecidos Vilarinho, na área dos tecidos. O certame contará igualmente com o “Manufacture New York”, um consórcio de empresários, produtores, especialistas em tecnologia e educadores na área da moda, que irão dar uma visão integrada da cadeia de produção “made in New York”, assim como com vários workshops, conferências e demonstrações de técnicas e equipamentos para a indústria da moda.

2 Zona Euro em lume brando

Apesar das perspetivas mais otimistas para os consumidores da Zona Euro, o crescimento das vendas a retalho foi moderado em novembro, com um aumento de 1,4% em termos anuais, em comparação com 2,4% em outubro e 3,2% em setembro. Os volumes de vendas a retalho desceram 0,3% em termos mensais em novembro, após uma queda de 0,2% em outubro, de acordo com as estatísticas do IHS Global Insight. Em termos mensais, as vendas na Zona Euro foram travadas por uma queda de 1,2% em França e de 0,2% em Espanha. As vendas na Alemanha, pelo contrário, subiram 0,2%. Em comparação com o ano passado, as vendas subiram 1,1% em França, 3,3% em Espanha e 2,3% na Alemanha. No geral, o poder de compra dos consumidores está a receber um impulso devido à baixa inflação ou mesmo, em alguns casos, à deflação na Zona Euro, ao mesmo tempo que os mercados de trabalho melhoraram. Os preços ao consumidor subiram apenas 0,2% em termos anuais na Zona Euro em dezembro, enquanto o número de desempregados foi o mais baixo desde novembro de 2011. A taxa de desemprego na Zona Euro baixou para 10,5%, em comparação com o pico de 12,1% registado recentemente.

3H&M apoia trabalhadores

Um acordo global, que começou com a H&M e o sindicato IndustriAll, foi bem sucedido a reintegrar trabalhadores despedidos em fábricas de vestuário em Myanmar e no Paquistão meses depois de ter entrado em vigor. O acordo, assinado em novembro entre a IndustriAll e o sindicato sueco IF Metall, pretende melhorar os direitos laborais de 1,6 milhões de trabalhadores de vestuário nos fornecedores da cadeia de retalho sueca, além de contribuir para a criação de mercados de sourcing mais estáveis. O acordo, que tem por base uma convicção comum de que a colaboração é essencial para atingir salários de sobrevivência justos e melhorar as condições de trabalho na cadeia de aprovisionamento, está inicialmente focado no Camboja, Bangladesh, Myanmar e Turquia. Numa atualização recente, o IndustriAll destacou dois sucessos já obtidos com o programa. Em Myanmar, oito sindicalistas voltaram ao trabalho na Jiale Fashion, depois de terem sido despedidos em outubro, o que levou a uma greve de um mês. O diálogo entre a Confederação dos Sindicatos em Myanmar e a H&M e os proprietários da empresa, em Hong Kong, levou à sua reintegração e reconhecimento do sindicato na empresa. No Paquistão, o programa ajudou à reintegração de 88 trabalhadores na Denim Clothing Company, que foram despedidos por terem exigido os seus direitos. Através do acordo, todas as partes, incluindo o NTUF, afiliado paquistanês do IndustriAll, entrou em negociações para reintegrar os trabalhadores com os salários pagos desde a data em que foram despedidos. «Com uma marca proactiva, o acordo é uma ferramenta eficiente para a resolução de disputas e um ótimo instrumento para proteger os direitos dos trabalhadores», considera Nasir Mansoor, vice-secretária-geral do NTUF. Várias iniciativas do género foram lançadas no ano passado, com o foco na colaboração entre as empresas para melhorar os direitos e o bem-estar dos trabalhadores do sector de vestuário. Uma nova iniciativa – a ACT (Ação, Colaboração, Transformação) – foi criada pelo IndustriAll e retalhistas incluindo a H&M, a Inditex e a Primark, para tentar mudar a forma como as empresas se aprovisionam, de forma a garantir que podem ser pagos salários mais altos. Uma outra iniciativa, que também envolve a H&M juntamente com a Gap Inc, a Nike e a Levi Strauss, pretende desenvolver um padrão único para a indústria para cumprimento social e laboral e libertar fundos para investir em ética e segurança nas empresas. O Projeto de Convergência Laboral e Social está a ser liderado pela Sustainable Apparel Coalition.

4Gap falha expectativas

A Gap Inc ficou abaixo das expectativas dos analistas em dezembro, com declínios nas vendas comparáveis em todas as suas marcas. A empresa sediada em San Francisco, que opera mais de 3.300 lojas em todo o mundo, registou um declínio de 5% nas vendas comparáveis nas cinco semanas até 2 de janeiro. A Banana Republic registou uma quebra de 9%, a Gap de 2% e a Old Navy de 7%. Segundo a administração da retalhista, o tráfego em loja registou dificuldades no último mês do ano e, de acordo com o analista da Stifel, Richard Jaffe, isso deverá significar pressão acrescida sobre as margens do quarto trimestre. A diretora financeira, Sabrina Simmons, afirmou que «estamos ansiosos por entregar as coleções de primavera em todas as nossas marcas». As vendas totais em dezembro desceram 4%, para 2,01 mil milhões de dólares (1,85 mil milhões de euros), em comparação com 2,1 mil milhões de dólares no ano anterior. A câmbios constantes, a quebra é de 3%. Para Richard Jaffe, «embora a Gap continue a ser um negócio bem gerido e bem controlado, as dificuldades no produto continuam a pressionar os resultados na Gap e na Banana Republic. Os resultados serão difíceis no curto prazo. Contudo, a administração deu início a mudanças significativas na liderança e nos esforços de merchandising em ambos os negócios. A longo prazo, estes esforços podem ajudar a Gap a capitalizar significativas oportunidades de melhoria».

5Caça ao crocodilo na Austrália

A Austrália está a planear aumentar as suas exportações de produtos à base de crocodilo em 2016, devido a um aumento da população de répteis após décadas de proteção oficial. O governo do Território do Norte, em particular, prevê um aumento significativo no número de ovos de crocodilos de águas salgadas recolhidos, sob o novo plano de gestão de crocodilos de água salgada em estado selvagem que foi lançado há vários anos. O plano «apoia o crescimento da indústria ao permitir a recolha anual até 90 mil ovos viáveis e 1.200 animais», afirmou, em comunicado, Willem Westra van Holthe, Ministro dos Recursos. «Isto representa um aumento de 40% para os ovos e de 100% para animais face ao limite do plano quinquenal anterior», acrescentou. Postos na natureza, os ovos são colocados em incubadoras em quintas de crocodilos. Os animais vivos podem ser usados para reprodução ou para a exportação de pele e partes do animal. O crocodilo de água salgada vive nas regiões costeiras no norte do país e também se dá bem em água doce. Pode pesar até uma tonelada e medir sete metros, tornando-o no maior réptil vivo. Antes dos anos 70, estas criaturas eram consideradas um incómodo e foram capturadas quase até à extinção antes de terem sido sujeitas a proteção oficial em 1971. Desde então, a população voltou a subir. Estima-se que existam agora mais de 50 mil crocodilos deste tipo na Austrália, o que constitui um possível aumento do perigo para nadadores e pescadores. Todos os anos morre uma ou duas pessoas em resultado de ataques de crocodilos. Várias centenas de crocodilos são mortos todos os anos pelos serviços do Estado como medida de proteção.

6Vietname e Malásia lucram com o TTP

O Vietname e a Malásia deverão ser os principais beneficiados do acordo de comércio livre da Parceria Transpacífico (TPP), mas um novo estudo sugere que os salários dos trabalhadores do Vietname deverão igualmente registar um aumento de dois dígitos até 2030. O mais recente estudo semestral Global Economic Prospects publicado pelo Banco Mundial afirma que as economias mais pequenas do TPP, como o Vietname e a Malásia, irão registar os maiores ganhos em termos de PIB – 10% e 8%, respetivamente – até 2030. O estudo sublinha, contudo, que «em países que exportam produtos de mão de obra intensiva, os orçamentos de famílias de baixos rendimentos e pouca qualificação podem expandir-se fortemente». No caso do Vietname, o TPP pode aumentar os salários reais de trabalhadores pouco qualificados em mais de 14% até 2030, com a produção de mão de obra intensiva (como os têxteis) a ser deslocalizada para o país. O pacto, que envolve 12 nações, incluindo EUA, Japão, Austrália, Nova Zelândia e outros países do Pacífico, pretende acabar com as restrições ao comércio entre os seus signatários, que em conjunto representam 40% da economia mundial. Se for ratificado, o acordo pode aumentar o PIB dos países membros em 1,1% em média até 2030, e aumentar o comércio em 11%, segundo uma análise no estudo Global Economic Prospects de janeiro de 2016. O estudo também sublinha que o crescimento mundial voltou a desapontar em 2015, com um abrandamento para 2,4%, e deverá recuperar a um ritmo mais lento do que o anteriormente previsto. O crescimento deverá atingir 2,9% em 2016, devido à recuperação modesta das economias desenvolvidas e à estabilização da atividade entre os principais exportadores de commodities.