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  1. YuniquePLM da Gerber conquista Citizens of Humanity
  2. Acordo mundial quer acabar com resíduos de plástico
  3. Calzedonia abre fábrica na Etiópia
  4. PrimaLoft lança isolamento sintético biodegradável
  5. Nike é a marca de sportswear mais popular
  6. ITV vietnamita aumenta exportações

1YuniquePLM da Gerber conquista Citizens of Humanity

A empresa de denim Citizens of Humanity investiu na solução YuniquePLM da Gerber Technology para acelerar a chegada ao mercado dos seus produtos e centralizar os dados. A empresa de moda desenha, comercializa e produz artigos em denim que são distribuídos em mais de 35 países, incluindo em lojas reputadas como a 10 Corso Como, a Anthropologie, os grandes armazéns Nordstrom e Selfridges e os sites online Moda Operandi e MyTheresa.com. «Com uma linha de produtos tão grande, perceber os passos para a próxima estação é imperativo para ser bem sucedido e o YuniquePLM vai permitir-nos aceder facilmente a estes dados independentemente da localização», destaca Federico Pagnetti, diretor de operações na Citizens of Humanity. O software YuniquePLM Cloud serve como um repositório central de dados e elimina os problemas relacionados com a atualização de informação em múltiplos suportes, como folhas de Excel, emails e outros documentos, que são gerados ao longo das fases de desenvolvimento e gestão do produto. «Estamos entusiasmados por termos a Citizens of Humanity com o YuniquePLM Cloud e aplaudimos a empresa por ter dado este passo para diminuir o tempo de desenvolvimento», afirma Bill Brewster, diretor-geral da Gerber Technology. «Criar software fácil de experimentar, fácil de comprar e fácil de consumir foi o nosso mantra quando lançamos o YuniquePLM no mercado», conclui Bill Brewster.

2Acordo mundial quer acabar com resíduos de plástico

A Inditex, a H&M e a Burberry estão entre as mais de 250 organizações que assinaram um novo compromisso mundial liderado pela Fundação Ellen McArthur para erradicar o plástico das embalagens e a poluição provocada por ele. O acordo “New Plastics Economy Global Commitment”, que foi anunciado ontem, 29 de outubro, em Bali, na conferência “Our Ocean”, promovida pela fundação, está a ser lançado em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, e pretende estabelecer uma visão clara e traçar objetivos em relação a esta questão. No centro do compromisso está uma visão de economia circular para o plástico, em que o mesmo nunca se torna lixo. Os objetivos, que atualmente incluem, entre outros, a eliminação de plástico desnecessário das embalagens, inovação para assegurar que todas as embalagens em plástico são 100% reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025 e assegurar que as embalagens de plástico são livres de químicos perigosos, serão revistos a cada 18 meses, tornando-se cada vez mais ambiciosos. Os signatários do acordo incluem empresas, que representam 20% de todas as embalagens em plástico produzidas mundial. Stella McCartney, Marks & Spencer, Walmart, Selfridges e Target Corporation estão igualmente entre as entidades que assumiram o compromisso, juntamente com o governo do Reino Unido. «Os resíduos e a poluição por plástico são um grande desafio ambiental», afirma Cecilia Brännsten, diretora de sustentabilidade ambiental da H&M, citada pelo just-style.com. «No grupo H&M estamos empenhados em tomar as ações necessárias para mudar o sistema para uma utilização circular das embalagens de plástico, em que nunca acaba em lixo. Mas não há nenhuma marca que consiga responder sozinha a este desafio transversal à indústria. Temos de agir a uma única voz e o New Plastics Economy Global Commitment é um grande passo na direção certa, já que junta empresas e governos numa agenda e calendário comuns», acredita. «Este é apenas um passo no que será uma viagem difícil, mas é um passo que pode levar a enormes benefícios para a sociedade, para a economia e para o ambiente. Encorajo todas as empresas e governos a irem mais longe e a embarcarem numa corrida até ao topo na criação de uma economia circular para o plástico», apela Ellen MacArthur, fundadora da Fundação Ellen McArthur. Para além do apoio do Fórum Económico Mundial, do Consumer Goods Forum (que representa cerca de 400 retalhistas e produtores de 70 países) e de 40 universidades e instituições de ensino, o acordo tem o patrocínio de mais de 15 instituições financeiras, que representam mais de 2,5 biliões de dólares (2,2 biliões de euros) em ativos, e cinco fundos de capital privado assumiram o investimento de mais de 200 milhões de dólares para criar uma economia circular para o plástico.

3Calzedonia abre fábrica na Etiópia

A produtora italiana de meias inaugurou oficialmente a sua unidade produtiva no Parque Industrial Mekelle na Etiópia. A fábrica foi inaugurada a 18 de outubro e, segundo a imprensa local, implicou um investimento de 15 milhões de dólares (cerca de 13,2 milhões de euros). De acordo com a Comissão de Investimento da Etiópia, a unidade, que emprega 1.100 pessoas, deverá exportar 22 milhões de birr (cerca de 687 mil euros) de vestuário por mês para países europeus. Fitsum Arega, chefe de gabinete do Primeiro-Ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, publicou um tweet sobre a inauguração, apontando que o investimento da Calzedonia deverá «reforçar a economia regional». A Etiópia está a revelar-se numa das apostas de sourcing das marcas ocidentais, graças aos acordos com os EUA e a UE que lhe garantem acesso sem taxas aos mercados. No início de outubro, o país anunciou planos para construir três novos parques industriais em Aysha, Semera e Assosa, que deverão ficar concluídos em julho do próximo ano. Segundo o plano quinquenal de crescimento e desenvolvimento do país, que decorre até 2020, a Etiópia planeia construir 15 parques industriais, com um orçamento superior a mil milhões de dólares.

4PrimaLoft lança isolamento sintético biodegradável

A especialista em têxteis de performance desenvolveu o que afirma ser o primeiro isolamento sintético 100% reciclado e biodegradável para a indústria da moda e do vestuário de outdoor. Desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos, a PrimaLoft garante que o novo produto não perdeu em performance e que as fibras usadas no PrimaLoft Bio degradaram-se completamente em 394 dias quando submetidas às condições ambientais ideais, como um aterro ou o oceano – uma taxa de degradação acelerada em comparação com a registada no poliéster tradicional sob as mesmas condições. De acordo com a PrimaLoft, as fibras usadas foram melhoradas para se tornarem mais atrativas para os micróbios presentes nestes ambientes, que assim “comem” as fibras mais rapidamente. O processo de biodegradação deixa para trás água, metano, dióxido de carbono e biomassa. «Com o PrimaLoft Bio, a PrimaLoft está a liderar ao redefinir o que a sustentabilidade realmente significa», afirma Mike Joyce, presidente e CEO da PrimaLoft. «Reciclar é um bom ponto de partida, mas queremos dar uma resposta melhor às questões ambientais que a nossa indústria enfrenta. Esta tecnologia fornece uma solução ao nível material, que foi essencial para a nossa visão», acrescenta. A PrimaLoft está ainda a trabalhar para reduzir a sua pegada através da cadeia de aprovisionamento com ênfase em encontrar soluções para reduzir o consumo de energia, reduzir as emissões de carbono, usar produtos biodegradáveis e incorporar fibras à base de plantas nos seus produtos. A nova tecnologia, que a empresa garante não afetar a performance, o aspeto ou o toque da peça de vestuário, deverá estar disponível para os consumidores no outono de 2020. «O PrimaLoft Bio tem o potencial de transformar a cadeia de aprovisionamento das indústrias de outdoor e de moda/lifestyle», afirma Charles Lancelot, um especialista em materiais que trabalhou com a PrimaLoft no processo de testes, que lembra que «mais de 80% dos têxteis e vestuário que foram deitados ao lixo em 2014 acabaram em aterros, o que representa cerca de 8% do total de resíduos».

5Nike é a marca de sportswear mais popular

A gigante americana Nike assegurou um lugar no ranking das marcas e produtos de vestuário e calçado mais populares. A Nike subiu cinco posições no Lyst Index do terceiro trimestre de 2018, assumindo o quarto lugar, acima de casas de moda como a Prada e a Versace, que ocupam o quinto e o sexto lugar, respetivamente. O trimestre ficou marcado pelo lançamento da campanha “Just Do It” com Colin Kaepernick, que suscitou comentários no Twitter de Donald Trump. A empresa foi mencionada nos meios de comunicação digitais e offline mais de 10 milhões de vezes nas 24 horas que se seguiram e, embora alguns analistas tivessem vaticinado inicialmente uma queda no valor das ações, outros previam que as vendas iriam subir. De acordo com os dados do Lyst Index, a campanha da Nike compensou, com o tráfego em páginas relacionadas com a Nike a subir 13% em comparação com o trimestre anterior, e com quatro dos 20 produtos mais procurados a pertencerem à marca americana. Para compilar estes resultados, a plataforma de pesquisa mundial de moda Lyst analisa o comportamento de compras online de mais de 5 milhões de consumidores por mês que pesquisam e compram moda em mais de 12 mil designers e lojas online. Pela primeira vez, o estudo também teve em conta as métricas das redes sociais, incluindo o crescimento do número de seguidores e menção em diferentes plataformas a produtos, marcas e palavras-chave relacionadas, assim como a análise do sentimento. Os restantes lugares no top 10 do Lyst Index foram ocupados pela Off-White, na primeira posição, que ultrapassou a Gucci e a Balenciaga, agora no segundo e terceiro lugares, respetivamente. Yeezy, Vetements, Fendi e Valentino ocupam os lugares sete a 10, respetivamente.

6ITV vietnamita aumenta exportações

A indústria têxtil e vestuário do Vietname registou um aumento de 17% das exportações nos primeiros nove meses do ano, para 22,56 mil milhões de dólares (cerca de 19,8 mil milhões de euros). Segundo o Ministério da Indústria e do Comércio do Vietname, os principais destinos das exportações têxteis no ano passado foram os EUA, a UE, a Coreia do Sul e a China. Os números, publicados pela Associação Nacional de Têxteis e Vestuário (Vinatex), apontam para que a produção industrial do país cresça 10,6% no período de nove meses, o crescimento mais elevado desde 2012. A confeção continua a ser a área que mais se destaca na indústria e a ser o principal motor do crescimento económico, com um aumento de cerca de 12,65%. Do Thang Hai, ministro-adjunto para a indústria e comércio, indicou que nos primeiros nove meses do ano, o comércio e a indústria conseguiram «resultados extraordinários», dando um contributo positivo para a economia nacional. O volume total das exportações está estimado em 178,9 mil milhões de dólares, uma subida de 15,4% em comparação com o mesmo período de 2017. Os principais impulsionadores foram os telefones, computadores e componentes e a categoria dos têxteis. O Vietname é o terceiro maior exportador de vestuário do mundo e tem beneficiado da tentativa de diversificação da cadeia de aprovisionamento por parte de compradores e produtores, assim como dos custos baixos da mão de obra e da especialização e modernização da sua indústria.