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Breves

  1. Crescimento abranda na Zona Euro
  2. Zalando testa robots que prometem ajudar humanos
  3. Fast Retailing amiga do ambiente e dos trabalhadores
  4. A guerra da caxemira está a aquecer
  5. Bosideng une-se a três designers de topo
  6. Thom Browne chega aos campos de golfe

1Crescimento abranda na Zona Euro

O crescimento da Zona Euro abrandou no terceiro trimestre de 2018, à medida que novos ensaios de emissões atingem a produção de carros na Alemanha e a economia em Itália encontra-se estagnada, num impasse nas discussões com Bruxelas sobre o orçamento italiano. O Produto Interno Bruto (PIB) da Zona Euro cresceu 0,2% desde o final de junho, indo contra as expetativas dos economistas questionados pela Reuters, que estimavam que a Zona Euro pudesse manter o ritmo de crescimento económico de 0,4%, sentido durante o segundo trimestre do ano. O ritmo anual de crescimento do PIB foi também mais lento do que o antecipado, para 1,7% entre julho, agosto e setembro, esbarrando nas expetativas de uma subida para 1,8%. No segundo trimestre, o crescimento foi de 2,2%, revistos acima dos 2,1% inicias estimados para este período. Os dados seguem os registos de crescimento lento da terceira maior economia da Zona Euro, Itália, onde não houve aumento do PIB no terceiro trimestre do ano. Ainda assim, em França, o ritmo de crescimento acelerou para 0,4%, em comparação com os 0,2% em cada um dos trimestres anteriores. «Acreditamos que parte do abrandamento é justificado por fatores transitórios, especialmente no caso da Alemanha. No entanto, confiamos num regresso ao crescimento da atividade económica do quarto trimestre», afirmou Nicola Nobile, principal economista da Zona Euro da Oxford Economics. «Estamos conscientes que os fatores temporários foram exageradamente utilizados para justificar o abrandamento na economia da Zona Euro no início do ano e que os riscos são claramente distorcidos», acrescentou.

2Zalando testa robots que prometem ajudar humanos

A gigante online de retalho começou a testar a utilização de dois robots, batizados Toru, que conseguem «ajudar nas tarefas difíceis de armazenamento», à
medida que a empresa olha para formas de «usar a robótica de modo inteligente na logística». Na sequência do investimento da Zalando, ainda este ano, na startup Magazino (que é especializada no desenvolvimento de robots para logística interna), a empresa está atualmente a testar uma nova gama de soluções no seu armazém em Erfurt, na Alemanha. Dois dos robots Toru, recentemente desenvolvidos, vão estar em Erfurt até maio do próximo ano, integrados nas áreas de armazenamento e também na seleção de produtos, respondendo a pedidos. A plataforma de comércio eletrónico refere que «o que distingue estes robots é que, ao contrário de outras tecnologias que apenas transportam carga completa, como paletes ou caixas, os Toru estão equipados com uma câmara inteligente e conseguem, assim, reconhecer, agarrar e transportar objetos individuais. Deste modo, são o encaixe perfeito para o movimentado sistema de armazenamento dos centros de atendimento da Zalando». Carl-Friedrich zu Knyphausen, diretor do desenvolvimento logístico da empresa, explica que tal fator é particularmente importante porque significa que os robots podem orientar-se a si mesmos e trabalhar lado a lado com humanos. O responsável acrescenta que «o objetivo é libertar o staff da logística de atividades não ergonómicas, como inclinarem-se ou tentarem erguer-se para agarrar em produtos das prateleiras mais altas ou mais baixas. Contudo, neste momento, os robots Toru apenas conseguem pegar em caixas, o que normalmente corresponde a calçado». A utilização desta tecnologia ainda está num estado muito inicial e, por agora, os robots lidam maioritariamente com ordens de teste, mas também já processaram alguns pedidos de consumidores reais. Depois de receberem as ordens, os robots conseguiram desenhar as melhores rotas com o seu sistema de navegação, fazendo-os mais autónomos do que os robots atualmente presentes em armazéns.

3Fast Retailing amiga do ambiente e dos trabalhadores

Os consumidores modernos estão bastante focados na sustentabilidade e ainda que as compras nem sempre reflitam os seus princípios éticos, estes parecem responder positivamente a ações amigas do ambiente por parte das empresas. Uma das gigantes do retalho, a Fast Retailing, poderá preencher os requisitos de alguns consumidores, já que desenvolveu o que diz ser um processo inovador de lavagem de jeans que poderá diminuir a utilização de água até 99%, numa média de 90%. No denim, a consciência ecológica tornou-se um assunto maior, como mostraram os recentes desenvolvimentos, nos últimos meses, da Wrangler e da S.E.A. Jeans. Tendo em conta a sua dimensão, a Fast Retailing poderá ajudar a impulsionar este desenvolvimento e ser um ponto essencial de venda, que também eleva a fasquia para outros agentes na indústria. A empresa garantiu que a tecnologia será usada em todos os jeans fabricados pelo grupo até 2020, à medida que luta por reduzir a sua pegada ambiental. A tecnologia foi desenvolvida no seu Jeans Innovation Center, em Los Angeles, e adotada na linha masculina Regular Fit Jeans da Uniqlo e na J Brand Sustainable Capsule Collection. Em 2019, um total de 10 milhões de jeans das duas marcas, o equivalente a mais de um quarto da produção anual da empresa, serão produzidos dentro deste processo. E como funciona? De acordo com a Fast Retailing, o processo combina «equipamento avançado de lavagem», usando nanotecnologia ozono, com «as capacidades de designers especialistas em jeans em reduzir consideravelmente a quantidade de água no processo de lavagem, quando comparada com o método convencional, enquanto se garante a alta qualidade e o design». O impacto pode ser demonstrado pelo facto de o grupo estimar produzir, em 2020, 40 milhões de jeans com o novo processo, o que irá permitir reduzir a utilização de água em cerca de 3,4 mil milhões de litros. Além disso, a pedra pomes, tipicamente utilizada no processo de lavagem, «foi substituída por uma pedra artificial que pode ser usada quase permanentemente, ajudando a reduzir a poluição na água». A empresa acrescenta ainda que o «encargo nas funções dos trabalhadores também foi diminuído com a introdução de lasers, de forma a substituir o intensivo trabalho de raspagem, que é tradicionalmente feito à mão». Uma adição interessante, tendo também em conta o recente anúncio da Zalando de novos testes em robots que são parcialmente desenhados para retirar a pressão dos humanos. As empresas estão altamente sensíveis a insinuações de que os seus novos desenvolvimentos poderão comprometer as perspetivas de emprego dos trabalhadores ou fazer das tarefas dos funcionários mais difíceis, sendo que preferem estar focados nos lados positivos. «Acreditamos que os jeans produzidos com foco não só no design e no conforto, mas também em condições amigas do ambiente e na proteção dos direitos dos trabalhadores envolvidos na produção são realmente bons produtos. Apostar nesse tipo de produção vai conduzir a um futuro mais brilhante. Vamos utilizar as nossas capacidades técnicas e a economia de escala do Fast Retailing Group para contribuir para uma sociedade mais sustentável», afirma Masaaki Matsubara, diretor do Jeans Innovation Center.

4A guerra da caxemira está a aquecer

A Mott & Bow é a mais recente participante na guerra da caxemira, tendo lançado recentemente, no seu site, camisolas para homem e mulher a 149 dólares (cerca de 130 euros), produzidas com lã de alta qualidade do interior da Mongólia. Em comparação com marcas como Loro Piana e Pringle of Scotland, o preço é baixo, mas a verdade é que a marca está agora no topo da nova vaga de opções mais acessíveis de caxemira. É o caso de marcas como a Everlane, que lançou, em 2017, camisolas de caxemira a 100 dólares e a Naadam, que lançou recentemente camisolas da mesma matéria-prima a 75 dólares e criou uma loja pop-up totalmente dedicada a este produto. Ambas as marcas usam caxemira da mais alta qualidade. Estamos a assistir à democratização da caxemira, outrora uma fibra reservada a produtos de luxo. Graças ao modelo de negócios direct-to-consumer, que retira os retalhistas e respetivas majorações nos preços, as marcas podem vender caxemira da melhor qualidade a preços facilmente alcançáveis por mais compradores. Há uma década atrás, a caxemira mais acessível começou a aparecer em retalhistas como Old Navy ou Macy’s, cujos preços estavam abaixo dos 100 dólares por peça. Mas foi por essa altura que também ficou claro que nem toda a caxemira é igual. A caxemira de qualidade inferior tende a ser obtida de fibras mais curtas que quebram facilmente, resultando em borboto e é muitas vezes artificialmente amaciada com químicos, o que também enfraquece o tecido ou a malha. Esta nova vaga de caxemira mais acessível é diferente porque concilia a qualidade e o preço. «Os millennials são consumidores muito mais inteligentes», constata Alejandro Cachin, fundador e CEO da Mott & Bow. «Eles reconhecem que uma boa compra não está apenas no preço, mas também na qualidade. É muito mais difícil enganá-los», admite.

5Bosideng une-se a três designers de topo

A gigante chinesa de retalho lançou três coleções cápsula colaborativas com um trio de designers internacionais de topo: Tim Coppens, antigo diretor criativo da Ralph Lauren e da Karl Lagerfeld, Antonin Tron, antigo designer da Balenciaga e da Louis Vuitton e ainda Ennio Capasa, colaborador da Yohji Yamamoto. É o «casamento perfeito entre a estética de alta qualidade internacional e o reconhecido know-how em vestuário com enchimento». Foi assim que a Bosideng definiu as coleções que se estrearam em Pequim e que chegaram oficialmente ao mercado a 5 de novembro. O designer americano Tim Coppens – atualmente diretor criativo na Under Amour – revela que a coleção colaborativa Bosideng x Tim Coppens «une habilidosamente a moda europeia com os estilos nova-iorquinos». O designer utilizou diferentes materiais, numa paleta de cores clássicas outono-inverno, com uma confeção sofisticada para fornecer aos consumidores uma experiência de vestuário luxuosa, que é igualmente moderna e confortável. «O design diversificado tem tanto de intrigante como de inspirador», destaca Tim Coppens acerca da sua linha. Por sua vez, a coleção cápsula do designer francês Antonin Tron «bebeu inspiração da experiência de escalar os Himalaias e de outras atividades ao ar livre». A linha conta com «uma silhueta contemporânea e uma “couture” francesa elegante» com casacos com enchimento, parkas, casacos com fecho e sportswear. «Quando se menciona casacos com enchimento, pensa-se imediatamente na Bosideng», assume o designer italiano Ennio Capasa, adiantando que, na sua coleção, utilizou as cores «de forma arrojada», como o preto, o branco, o vermelho e o azul-marinho, em estampados de cenários naturais da Escandinávia e em padrões animais, expressando uma «natureza selvagem». Ao juntar-se a três designers «reconhecidos a nível internacional» e integrando «o seu know-how em vestuário com enchimento com designers de topo», a Bosideng «pretende oferecer aos consumidores melhores experiências e fazer com que o “vestuário com enchimento da China” floresça em todo o mundo».

6Thom Browne chega aos campos de golfe

A marca Thom Browne está de regresso ao mundo do desporto, com uma nova coleção cápsula, desta vez dedicada ao golfe. Depois de vestir a equipa de basquetebol dos Cleveland Cavaliers, incluindo o famoso LeBron James, para as finais de 2018 da NBA, e assinar um contrato de três anos como o criador oficial do FC Barcelona fora das quatro linhas, a marca Thom Browne está a propagar-se, passando de equipas desportivas para o campo de golfe. A coleção cápsula do designer americano foi revelada a 30 de outubro, na sua loja em Milão. Em julho, o designer foi escolhido para vestir Lionel Messi, Samuel Umtiti, Ivan Rakitić e os seus colegas de equipa do FC Barcelona. Atualmente, são os fatos da marca que vestem a equipa antes dos jogos da Liga Espanhola e da Liga dos Campeões da UEFA, garantindo um lugar de destaque de Thom Browne no mundo do futebol.