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  1. Zara torna-se ainda mais global
  2. Hugo Boss espera melhores resultados no final do ano
  3. Retalho alemão com a maior quebra dos últimos cinco anos
  4. O Self-Portrait de Inês Torcato
  5. Lion of Porches lança coleção vegan
  6. Fashion Film Festival premiou cinco filmes

1Zara torna-se ainda mais global

O alcance da Zara já é mundial, mas está prestes a crescer significativamente. A marca prodígio da Inditex lançou ontem uma nova plataforma de comércio eletrónico (zara.com/ww), que chega a 106 novos mercados. Deste modo, as coleções de homem, mulher e criança estão disponíveis em 202 mercados. A Inditex espera que as vendas online se expandam ainda mais «nos próximos meses». A maioria dos novos mercados estão localizados em África e incluem países como Angola, Costa do Marfim, Senegal e Gana. As vendas digitais também vão iniciar-se em algumas partes das Caraíbas e da Indonésia. Na nova plataforma, os consumidores poderão comprar à Zara em euros, incluindo os custos de transporte e as taxas alfandegárias, refere a Inditex. Os produtos podem ser adquiridos através de várias formas de pagamento, como o PayPal ou com a maioria dos cartões de crédito. Os pedidos serão atendidos na plataforma digital em Espanha e os produtos serão recebidos num período que varia entre três a sete dias, dependendo do destino. A loja online está disponível em inglês e francês e oferece um serviço de atendimento ao cliente em inglês e, em alguns países, também em francês.

2Hugo Boss espera melhores resultados no final do ano

A Hugo Boss estima uma melhoria significativa nas vendas e nos lucros no último trimestre de 2018, depois de três meses no qual um verão longo e atípico resultou em saldos mais elevados, que prejudicaram os lucros. Conhecida pelos clássicos fatos para homem, a marca alemã tem vindo a introduzir looks mais casuais e desportivos para apelar a um público mais jovem, tendo igualmente investindo na sua oferta online. Prova disso foi a mais recente parceria com a plataforma de comércio eletrónico Zalando, com o objetivo de fortalecer as vendas online, que aumentaram 38% no terceiro trimestre. No geral, as vendas do grupo estagnaram nos 710 milhões de euros, enquanto os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA), sem contar com despesas extraordinárias, diminuíram 12% para 126 milhões de euros, ambos abaixo das estimativas. Adicionalmente, as ações da Hugo Boss baixaram 2,3% na Bolsa de Frankfurt. A queda nos lucros, segundo a Hugo Boss, teve que ver com os saldos mais elevados, uma consequência do início tardio das vendas a custos mais altos de vestuário de outono-inverno, devido ao longo verão que se sentiu na Europa, assim como os efeitos negativos do câmbio em 5 milhões de euros. Ainda assim, a Hugo Boss assegurou que uma evolução positiva em outubro reforçou as expetativas numa recuperação no quarto trimestre, que é tradicionalmente o mais forte em termos de vendas. «Estou convencido que vamos voltar a ter um crescimento dos lucros sustentável no próximo ano», afirmou o CEO da Hugo Boss, Mark Langer.

3Retalho alemão com a maior quebra dos últimos cinco anos

As vendas anuais no retalho alemão baixaram de forma acentuada em setembro, ao contrário das expetativas dos economistas, que previam um crescimento. Os gastos dos consumidores alemães diminuíram cerca de 2,6% em setembro, quando comparado com igual período do ano anterior, revela o Gabinete Federal de Estatística (Destatis) alemão, sendo que se previa um crescimento de 0,9%. Esta foi a maior quebra desde junho de 2013. A descida acentuada acontece depois de anos de crescimento do emprego, que levou a uma grande expansão do consumo, que, por sua vez, sustentou a economia alemã, mesmo em momentos em que as exportações baixaram. Recentemente, um pequeno aumento na inflação deu sinas de que poderia haver alguma turbulência no horizonte. No entanto, as vendas de retalho são um indicador volátil, frequentemente submetido a revisões. Atenuando de alguma forma o cenário de quebra, os analistas estimam que a descida se deve parcialmente ao facto de as vendas de retalho em setembro de 2017 terem sido invulgarmente fortes, tendo esse mês contado com mais um dia de compras do que o mesmo mês do corrente ano. Os sinais de quebra foram particularmente claros no sector têxtil e vestuário, onde foi registada uma descida de 9,6% nas vendas, enquanto na alimentação, bebidas e tabaco estas desceram 3%.

4O Self-Portrait de Inês Torcato

Depois de passar em outubro pelo Portugal Fashion, a jovem designer Inês Torcato lança agora a campanha da coleção outono-inverno, Self-Portrait (Touch). Uma coleção onde se faz uma desconstrução das peças clássicas de alfaiataria e onde a cor beringela e os castanhos foram adicionados aos habituais branco, cinzento e preto. Além disso, os contrastes são ainda maiores do que habitual – caxemiras e lãs contrastam com poliamidas à prova de água e transparências. A designer explora os detalhes das peças e os acabamentos, partindo das bases clássicas para resultados com técnicas contemporâneas e novas soluções. O trabalho tinha sido já apresentado no Portugal Fashion, em março último. «Gosto muito de trabalhar os clássicos, não só o tipo de peças, mas também o tipo de materiais e padrões. Porém, nesta coleção, tenho algumas coisas que são novidade, como as poliamidas», revelou, na altura, ao Portugal Têxtil, a jovem designer. O conceito de desconstrução é transmitido em fotografias com um cenário industrial, parcialmente destruído. Já os registos de detalhe, com jogos de luz/sombra e de proximidade, pretendem explorar a noção de autorretrato e o que esta expressão representa para cada um de nós.

5Lion of Porches lança coleção vegan

Para «demonstrar a sua preocupação ambiental», a Lion of Porches lançou as suas primeiras peças de vestuário vegan. Calças e blusas produzidas em cupro são as apostas da marca portuguesa na sua coleção outono-inverno. Apesar do «seu nome incomum, o cupro vem de uma planta bem conhecida de todos: o algodão», explica a marca em comunicado, acrescentando que os fios de cupro «são produzidos utilizando a celulose mais pura presente na natureza: os desperdícios de algodão». A Lion of Porches garante que, «por ser incrivelmente macio e totalmente analérgico, o cupro oferece o máximo conforto». Além disso, trata-se de um material biologicamente seguro e amigo do ambiente, sendo totalmente reciclável.

6Fashion Film Festival premiou cinco filmes

Já são conhecidos os vencedores da 5ª edição do Fashion Film Festival. Os filmes “Lola’s Manifesto”, “cómo, cuándo, donde”, “Rebellion”, “Mickey”, “Co-Create” e “Move” venceram os prémios para melhor filme internacional, melhor filme de marca, melhor filme de autor, melhor filme Alive Mobile, melhor filme de Têxteis Técnicos e melhor filme votado pelo público (prémio FFF Máxima), respetivamente. Com mais de 120 filmes candidatos, metade deles internacionais, o único festival do género em Portugal abriu este ano, pela primeira vez, a cerimónia ao público, contando com casa cheia.
O júri encarregue de escolher os melhores filmes de 2018 sob o tema “Image and Sound Together are Stronger” foi composto pelo realizador inglês Alex Turvey, por Eva Font, diretora do Barcelona Fashion Film Festival, pela designer Katty Xiomara, pelo realizador José Pedro Sousa, pelo diretor do Citeve Braz Costa e pelo diretor da revista Máxima, Manuel Dias Coelho. Manuel Serrão, responsável máximo do FFF, acredita que este foi um ano que superou todas as expectativas. «Ultrapassamos expectativas quer em termos de quantidade de inscrições quer em termos de qualidade de filmes e, inclusivamente, em termos de presença de público, que já começa a dar mais atenção ao cinema de moda. Estamos muito satisfeitos e ansiosos para começar já a trabalhar no próximo ano».