Início Breves

Breves

  1. ITMA 2019 alimenta inovação
  2. ITV do Bangladesh em crescimento
  3. Inditex e H&M protegem a floresta
  4. Ralph Lauren não convence
  5. Vestuário com brilho mais sustentável
  6. Plataforma de blockchain reúne transportadoras

1ITMA 2019 alimenta inovação

A organização da feira de tecnologia para têxteis e vestuário lançou o ITMA Innovation Lab pensado para impulsionar o foco da indústria em investigação e desenvolvimento tecnológico. O lançamento, indica a Cematex, que detém a ITMA, reforça o tema desta edição da feira: “Inovação no mundo dos têxteis”. «A inovação é vital para o sucesso da indústria, à medida que a Indústria 4.0 ganha dinamismo no mundo da produção. A mudança para a inovação aberta resultou numa maior troca de conhecimento e novos tipos de cooperação entre instituições de ensino, centros de investigação e negócios», considera Fritz Mayer, presidente da Cematex. «Esperamos que os participantes sejam capazes de partilhar novos desenvolvimentos, discutir tendências da indústria e estimular os esforços criativos, assegurando dessa forma uma cultura de inovação vibrante num contexto mundial», acrescenta. O ITMA Innovation Lab contempla: um pavilhão dedicado a investigação e desenvolvimento, com 27 organizações participantes; uma plataforma de oradores da ITMA, que além da apresentação dos projetos de inovação dos institutos presentes no pavilhão de I&D, terá pela primeira vez convidados da indústria, que irão partilhar o seu conhecimento e experiência; um showcase de vídeos de inovação submetidos pelos expositores em áreas como matérias-primas e tecnologias de produção, automatização e digitalização, têxteis técnicos e têxteis e vestuário sustentáveis; e o prémio de inovação sustentável, que desde 2015 reconhece os esforços de colaboração da indústria têxtil nesta área. «Ao lançarmos o ITMA Innovation Lab, esperamos aumentar o foco da indústria na mensagem importante de inovação tecnológica e cultivar um espírito inventivo», sublinha Charles Beauduin, presidente do conselho de administração da ITMA Services. A ITMA 2019 realiza-se de 20 a 26 de junho do próximo ano, em Barcelona.

2ITV do Bangladesh em crescimento

As exportações de pronto-a-vestir do Bangladesh aumentaram 14,7% no trimestre até setembro, para 8,19 mil milhões de dólares (cerca de 7,27 mil milhões de euros). Os dados publicados pelo Export Promotion Bureau of Bangladesh mostram que de julho a setembro, as exportações de vestuário em malha cresceram 12%, para 4,2 mil milhões de dólares, enquanto as de vestuário em tecido subiram 17,3%, para 3,9 mil milhões de dólares. De acordo com o just-style.com, o Bangladesh é o segundo maior exportador mundial de pronto-a-vestir, com um valor que ronda os 18 mil milhões de dólares anuais, graças aos baixos custos laborais, mão de obra abundante e acesso sem taxas aos mercados ocidentais. A UE e os EUA são os maiores importadores de vestuário “made in Bangladesh”. O Export Promotion Bureau of Bangladesh, uma entidade governamental que tem como missão promover as exportações do país, afirma que neste primeiro trimestre, a Alemanha comprou 886 milhões de dólares em vestuário, o Reino Unido comprou 535,9 milhões de dólares e os EUA importaram artigos no valor de 498,9 milhões de dólares. Em setembro, o governo do Bangladesh acordou um aumento de 51% no salário mínimo dos trabalhadores da indústria de vestuário, que passou para 95 dólares por mês e deverá entrar em vigor em dezembro. O aumento anterior, para 62 dólares, tinha sido em 2013 por pressão internacional, após uma série de acidentes mortais em unidades industriais.

3Inditex e H&M protegem a floresta

A Inditex, o Kering, a H&M e a M&S estão entre as marcas e organizações da indústria da moda que colaboraram com a associação sem fins lucrativos Canopy para desenvolver uma nova ferramenta interativa que pretende ajudar as empresas a fazerem a transição para uma cadeia de aprovisionamento mais sustentável e identificar áreas de sourcing com potencial risco. O ForestMapper, afirma a Canopy, é a única ferramenta interativa do género que representa de forma visual as florestas antigas e em perigo a uma escala mundial. Desenvolvida juntamente com Stella McCartney, Eileen Fisher e a C&A Foundation, a plataforma foi desenhada para permitir uma nova era – na qual a Canopy afirma que empresas direcionadas para o consumidor, organizações ambientais e produtores vão trabalhar em conjunto para assegurar cadeias de aprovisionamento sustentáveis e em que «a conservação corajosa ganha terreno». O primeiro resultado inclui informação sobre diversos valores ecológicos, dividida em quatro categorias: florestas, espécies, carbono e paisagens. A ferramenta inclui 36 camadas de dados ao nível mundial, com informação regional nas chamadas “Paisagens da Esperança”: as florestas temperadas do Canadá, as florestas boreais do Canadá e as florestas tropicais da Indonésia. A Canopy e os seus parceiros estão a trabalhar ainda nas florestas boreais da Rússia, nas florestas costeiras temperadas do Alasca e do Chile, nas florestas tropicais e nas turfas da Amazónia e da África Ocidental, que deverão integrar no futuro o ForestMapper. Arcadia, Gap, Asos, Abercrombie & Fitch, zLabels, Tesco, Woolworths, KappAhl, Lenzing, C&A e Esprit são outras das entidades que apoiam o ForestMapper, o que significa que aprovam a utilização da ferramenta por clientes e produtores de fibras com base florestal.

4Ralph Lauren não convence

Nos três meses terminados a 29 de setembro, a Ralph Lauren aumentou os lucros para 170,3 milhões de dólares (151,2 milhões de euros), em comparação com 143,8 milhões de dólares no mesmo período do ano passado. As margens brutas aumentaram para 60,9%, graças à redução da atividade promocional, melhores políticas de preços e um mix de produto favorável. As vendas também mantiveram uma trajetória ascendente, com o volume de negócios líquido a aumentar 1,6%, para 1,7 mil milhões de dólares (2,1% a câmbios constantes), impulsionado pela Ásia (+6% de vendas a câmbios constantes). Na América do Norte, as vendas subiram 1%, graças a um aumento de 9% nas vendas online, enquanto na Europa registou-se uma quebra de 4%, provocada pela diminuição de 4% nas vendas em loja. Segundo Patrice Louvet, CEO da Ralph Lauren, a empresa teve «um início encorajador» no novo ano fiscal, numa altura em que as suas equipas estão focadas em executar o plano “Next Great Chapter” (Próximo Grande Capítulo) anunciado pela empresa em junho. A estratégia tem como objetivo fazer com que a Ralph Lauren regresse ao crescimento sustentável a longo prazo através da revisão dos principais produtos, aceleração das categorias subdesenvolvidas e foco no crescimento digital em todas as atividades. «Continuamos focados em reforçar a nossa ligação aos consumidores em todo o mundo e executar as nossas prioridades estratégicas enquanto gerimos as mudanças no comércio e o ambiente inflacionário com agilidade», refere Louvet. «Olhando para o resto do ano, estamos no caminho certo para cumprir os nossos objetivos anuais», acrescenta. Para o ano fiscal 2019, a empresa espera que o volume de negócios se mantenha relativamente inalterado ou ligeiramente mais elevado a taxas de câmbio constantes e que a margem operacional suba 40 a 60 pontos base, impulsionada pela expansão das margens brutas. Neil Saunders, diretor-geral da GlobalData Retail, sublinha, contudo, que os resultados do segundo trimestre não refletem o otimismo das festividades do 50.º aniversário da empresa. «Os números das vendas são, no melhor dos casos, anémicos e característicos de uma marca que não está ainda confiante sobre o seu lugar no mundo da moda ou a sua futura direção», afirma, citado pelo just-style.com. «O facto da Ralph Lauren não ter conseguido uma performance melhor destaca o facto da marca ter muito mais trabalho a fazer para se ligar e ser apelativa para os consumidores», conclui Saunders.

5Vestuário com brilho mais sustentável

Uma empresa britânica que fornece pós metálicos e glitters para aplicação em têxteis desenvolveu o que afirma ser o primeiro glitter biodegradável da indústria da moda, feito a partir de eucaliptos. A Ronald Britton, sediada em Manchester, afirma que o Deco Bioglitter, que em 92% é livre de plástico, se degrada em ambientes naturais, como terra, rios e lagos – ao contrário do glitter tradicional, que é microplástico e pode potencialmente prejudicar o ambiente. Com base em celulose, em vez de plástico, o produto foi especificamente formulado para ter uma boa performance em revestimentos e aplicações estampadas. É ainda, alegadamente, seguro para usar em produtos e vestuário de criança, cumprindo a norma EN71 e, com base nos testes, deverá cumprir os requisitos do Oeko-Tex. «O novo Deco Bioglitter, desenvolvido especificamente para a indústria da moda e estamparia, substitui o plástico usado no glitter tradicional, com um produto à base de plantas, uma forma especial de celulose que é única do Bioglitter, feita a partir de eucaliptos», explica o diretor comercial Stephen Cotton. «O novo glitter à base de plantas é completamente durável quando o vestuário está na prateleira, mas quando entra no ambiente, onde os micróbios podem agir, vai degradar-se naturalmente, tal como uma folha das árvores», acrescenta. O produto foi submetido a testes pelo laboratório independente OWS Belgium, que comprovou a sua biodegradabilidade em ambientes com água doce, com a maior parte do conteúdo a degradar-se naturalmente em quatro semanas. «Dezenas de toneladas de glitter de plástico são usadas na estamparia, na moda e na indústria de revestimentos em geral. É um enorme problema de microplásticos e um que tem sentido a reação dos consumidores que normalmente compram produtos com brilho», adianta o diretor comercial da Ronald Britton. «Há uma pressão política, dos retalhistas e dos consumidores para se avançar para uma opção amiga do ambiente e o Deco Bioglitter foi desenvolvido para responder a isso. É o primeiro glitter no mundo comprovadamente biodegradável no ambiente natural e oferecer às empresas que trabalham na indústria dos revestimentos uma opção amiga do ambiente», conclui Stephen Cotton.

6Plataforma de blockchain reúne transportadoras

Nove operadores de transporte marítimo e terminais juntaram-se para desenvolver uma plataforma digital aberta com base em tecnologia partilhada pensada para permitir a inovação colaborativa e a transformação digital na cadeia de aprovisionamento. O Memorando de Entendimento, assinado na semana passada, prevê a criação de um consórcio para desenvolver a chamada Global Shipping Business Network. Os participantes incluem as transportadoras marítimas CMA, CGM, Cosco Shipping Lines, Evergreen Marine, OOCL e Yang Ming, os operadores de terminais DP World, Hutchison Ports, PSA International Pte Ltd e Porto Internacional de Xangai e a fornecedora de soluções de software CargoSmart. A nova plataforma vai estabelecer uma diretriz digital para ligar todos os atores na cadeia de aprovisionamento, incluindo transportadores, operadores de terminal, agências alfandegárias e fornecedores de serviços de logística. Os membros do consórcio pretendem desenvolver a plataforma em conjunto e estabelecer normas para facilitar a partilha de documentos e dados em todas as fases dos envios. Mais especificamente, com base em tecnologia blockchain, a plataforma vai permitir aos membros desenvolver aplicações e ligar a outras redes para aumentar a integração de dados e melhorar a performance de negócio. O networking vai ainda permitir aos donos dos dados partilhar registos imutáveis com outros, assegurando uma tomada de ação rápida em relação a marcos críticos e a manutenção da carga em movimento ao longo da cadeia de aprovisionamento. «Enquanto membro fundador do consórcio, a Hutchison Ports reconhece o potencial da tecnologia blockchain para mudar o jogo com um impacto mais abrangente nas cadeias de aprovisionamento mundiais, trazendo inúmeros benefícios a todos os aspetos das operações e visibilidade total ao longo de toda a cadeia de aprovisionamento», afirma Ivor Chow, diretor financeiro e de desenvolvimento de negócio da Hutchison Ports. «Esta colaboração junta grandes players da indústria que querem desenvolver uma plataforma digital aberta que vai trazer ganhos de eficiência e reduzir os custos das transações», acrescenta.