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  1. Mulheres com mais de 50 anos ao poder
  2. Alibaba alarga operações em casa
  3. Retalho cresce na Austrália
  4. Smartphones superam tablets
  5. Tommy Hilfiger quer lojas próprias na Índia
  6. American Apparel na linha de mira dos investidores

1Mulheres com mais de 50 anos ao poder

O poder parece estar com quem tem mais de 50 anos, pelo menos na campanha e coleção da retalhista britânica online JD Williams para a próxima primavera-verão. A campanha conta apenas com mulheres com mais de 50 anos, tanto na parte visível como nos bastidores. A equipa que fez a campanha é composta pela stylist Caroline Baker, de 70 anos, a cabeleireira e maquilhadora Charlie Duffy, a fotógrafa Wendy Carrig (ambas com 50 ou mais anos) e a manequim de 60 anos Yazemeenah Rossi. «Três em cada cinco mulheres com mais de 50 anos sentem-se mal representadas nos media», afirma um porta-voz da JD Williams ao Daily Telegraph. «Estamos a marcar uma posição numa indústria obcecada com a juventude e a provar que a moda não tem limite de idade», acrescenta. Angela Spindler, CEO da N Brown, que detém a JD Williams, explica que «através do nosso catálogo para a primavera-verão 2016, quisemos responder à falta de mulheres com mais de 50 anos usadas em publicidade e material promocional. Este grupo etário está no centro de tudo o que a JD Williams representa. Está na altura de vermos mais pontos de referência acima dos 50 anos para esta consumidora».

2Alibaba alarga operações em casa

O gigante chinês de comércio eletrónico Alibaba vai estabelecer uma segunda sede em Pequim, como primeiro passo para servir cerca de 400 milhões de consumidores na região menos desenvolvida do norte do país. Esta ação faz parte dos planos da empresa para expandir as suas operações nas áreas urbanas e rurais da China nos próximos 12 meses, segundo afirmou o diretor-executivo Daniel Zhang ao South China Morning Post, sobretudo através da melhoria da reputação, otimização da experiência do utilizador e aumento da quota de mercado nas principais cidades. «Importação global, comércio eletrónico rural e cidades grandes são os três principais campos de batalha para o Alibaba em 2016», sublinhou Daniel Zhang. O diretor-executivo acrescentou que a empresa pretende reforçar os seus canais online para marcas internacionais venderem a consumidores chineses, na plataforma B2C Tmall e na de C2C Taobao Marketplace. O Alibaba vai também continuar a investir nas suas infraestruturas na China rural, tendo construído mais de 10 mil centros de serviços em mais de 20 províncias para promover as vendas online e apoiar os serviços de entregas.

3Retalho cresce na Austrália

As vendas a retalho na Austrália aumentaram 0,4% em termos anuais em novembro, com crescimento no vestuário, calçado e artigos para a casa. Só os grandes armazéns registaram quebras de vendas. O consumo aumentou pelo quarto mês consecutivo, para 24,8 mil milhões de dólares australianos (cerca de 16 mil milhões de euros), de acordo com os dados do gabinete de estatística do país, em linha com as expectativas dos economistas. As vendas de vestuário, calçado e acessórios subiram 0,8%, enquanto os grandes armazéns registaram uma descida de 0,8%. Especialistas do Deutsche Bank indicaram à Australian Broadcasting Corporation que esta foi a primeira vez desde abril que «lojas maiores» registaram um crescimento inferior ao dos retalhistas mais pequenos. O reforço do mercado de trabalho, um aumento do número de turistas no país e câmbios mais favoráveis foram apontados como os principais motores do crescimento durante o mês.

4Smartphones superam tablets

As vendas através de smartphones representaram 17% das vendas totais online nos EUA em 2015, ficando acima das 14% geradas a partir de tablets. Segundo o estudo “Estado do Retalho Online 2016”, conduzido pela Shop.org, pela Forrester Research e pela Bizrate Insights, os retalhistas indicaram que as vendas a partir de telemóveis aumentaram 53% em termos anuais em 2015, enquanto as vendas a partir de tablets subiram 32%. Contudo, o estudo também sublinha que os retalhistas mantiveram os seus investimentos no retalho móvel a um nível moderado no ano passado: 30% dos inquiridos indicaram que investiram menos de 10 mil dólares (cerca de 9.200 euros) em plataformas para smartphones e 17% mantiveram os orçamentos entre 10 mil e 50 mil dólares. No que diz respeito aos tablets, os investimentos são ainda menores. Cerca de 37% afirmou que não fez investimentos adicionais em 2015, em comparação com 18% que deixou os smartphones fora dos seus planos de investimento em 2015. Cerca de 11% revelou que investiu 10 mil a 50 mil dólares em plataformas para tablets. Contudo, o estudo mostra que um terço dos retalhistas inquiridos planeia aumentar os investimentos em plataformas para smartphones em mais de 20% em 2016 e mais 34% planeia um aumento entre 1% e 20% dos seus investimentos nesta área. Cerca de 22% irá igualmente aumentar o seu investimento em plataformas para tablets em mais de 20% em 2016. «Os retalhistas estão agora a perceber que os consumidores podem não precisar de experiências de compras mais caras e maiores em plataformas móveis – eles precisam de uma experiência consistente, relevante e fácil de usar que molde os seus comportamentos de compra online e nas lojas físicas», considera a vice-presidente sénior da National Retail Federation e diretora-executiva da Shop.org, Vicki Cantrell. «Mesmo com investimentos relativamente pequenos nas suas iniciativas móveis, os retalhistas estão a ver um enorme crescimento tanto nas vendas através de smartphones como no nível de envolvimento do consumidor a partir de dispositivos móveis em toda a marca», acrescenta. Vicki Cantrell destaca ainda que «para o consumidor de hoje, isto faz tudo parte das compras modernas».

5Tommy Hilfiger quer lojas próprias na Índia

A Tommy Hilfiger submeteu um segundo pedido ao governo indiano para abrir lojas próprias no país. A ação segue-se a uma mudança na política que permite que empresas estrangeiras operem tanto no comércio grossista como retalhista. A marca americana, que tem um acordo de joint-venture com o grupo de retalho indiano Arvind Fashion, pediu inicialmente, em junho de 2012, uma licença de retalho monomarca. A Tommy Hilfiger anunciou na altura que planeava acrescentar 500 pontos de venda no país nos cinco anos seguintes. A política de investimento estrangeiro foi alterada no ano passado para permitir que empresas internacionais possam ter lojas próprias e franchisados, tendo já levado marcas como a Adidas e a Nike a submeterem pedidos para novas licenças.

6American Apparel na linha de mira dos investidores

O Hagan Capital Group e o Silver Creek Capital Partners fizeram uma proposta conjunta para a compra da retalhista americana de estuário para adolescentes American Apparel Inc por 300 milhões de dólares (275,5 milhões de euros). A oferta, segundo os promotores da mesma, tem o apoio do fundador e ex-CEO da American Apparel, Dov Charney. O valor da proposta está acima da valorização da retalhista, que se situa entre os 180 e os 270 milhões de dólares. «A American Apparel avalia todas as ofertas de forma consistente», indicou uma porta-voz da retalhista. No entanto, destacou, «a empresa continua focada em concluir a sua reestruturação financeira, após a programada audiência de bancarrota no final deste mês». Numa informação independente, a American Apparel anunciou que chegou a acordo com os credores sobre a revisão do plano de reorganização, que inclui mais 40 milhões de dólares de capital. A empresa vai apresentar a revisão do plano nos próximos dias e tentar obter a aprovação do Tribunal de Bancarrota dos EUA para o Delaware na audiência marcada para 20 de janeiro. Charney, que fundou a American Apparel em 1989, revelou em dezembro passado que estava a explorar planos para revitalizar a empresa.