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  1. Membrana eletrónica afasta humidade
  2. Portugueses vão poupar menos neste Natal
  3. Jeans Nuddle trocam etiquetas de couro por opção vegan
  4. Zippy estreia-se no Brasil
  5. The North Face reinventa ThermoBall com materiais reciclados
  6. As zonas comerciais mais caras do mundo

1Membrana eletrónica afasta humidade

A marca suíça de sportswear Kjus lançou o que afirma ser a primeira peça de vestuário com uma membrana eletrónica, controlada pelo utilizador, pensada para eliminar o suor com apenas o toque de um botão. Desenvolvida e patenteada pela empresa suíça de tecnologia Osmotex, a Hydro_Bot é descrita pelas empresas como a primeira inovação «significativa» desde que as membranas foram introduzidas há 40 anos. A tecnologia foi integrada pela Kjus num casaco de esqui depois de um período de investigação e desenvolvimento de mais de 10 anos pelo EMPA (Laboratórios Federais de Ciência e Tecnologia de Materiais da Suíça) e pela empresa de desenvolvimento de têxteis Schoeller. O casaco da Kjus, batizado 7Sphere Hydro_Bot, afasta o suor das peças de vestuário interior e transporta-o para o exterior do casaco através de um processo denominado eletro-osmose. A tecnologia foi incorporada através de dois painéis estrategicamente colocados na zona das costas, a área mais propensa à transpiração, e consiste em três camadas funcionais, com uma membrana feita de biliões de poros por metro quadrado, rodeada por tecido condutor. Quando é aplicado um pequeno impulso elétrico, os poros transformam-se em microbombas, que empurram o suor para longe do corpo e para fora do casaco de forma rápida e eficiente. O casaco pode ser ligado e desligado através da unidade de controlo integrada ou através de Bluetooth a partir de uma app compatível com iPhone e Android. «A Hydro_Bot resolve um dos grandes desafios no sector do esqui e do vestuário de desporto: a respirabilidade e as questões que surgem quando um esquiador, que está a usar vestuário quente e impermeável, acumula suor em temperaturas negativas», afirma Joacim Holter, presidente e diretor-executivo do conselho de administração da Osmotex. Até à data, os casacos de esqui que usam membranas convencionais não são capazes de afastar a humidade do corpo suficientemente rápido, sobretudo em temperaturas frias, quando a respirabilidade das membranas diminui consideravelmente. O casaco com Hydro_Bot é até 10 vezes mais eficiente do que os casacos com membranas convencionais, segundo a Kjus, e não é negativamente afetado pelas temperaturas baixas. A empresa assegura que é a primeira peça de vestuário capaz de fazer corresponder as taxas de transpiração humanas em termos de respirabilidade. Ao medir a quantidade de suor que passa nos painéis, a app é também capaz de fazer recomendações práticas sobre como regular a temperatura corporal, permitindo aos esquiadores minimizar a produção de suor. «A Kjus cria vestuário que permite aos atletas focarem-se na sua performance e na experiência. Durante duas décadas, a Kjus investigou e a desenvolveu novos tecidos e tecnologias para responder ao desafio da respirabilidade no vestuário de esqui», explica o diretor de inovação da Kjus, Ken Kurtzweg. «O 7Sphere Hydro_Bot é um casaco revolucionário com tecnologia wearable que representa um passo gigante na nossa missão de assegurar que os esquiadores se mantêm secos, quentes e confortáveis desde a primeira à última volta do dia», acrescenta.

2Portugueses vão poupar menos neste Natal

Este ano há uma menor intenção dos portugueses em poupar na quadra natalícia, de acordo com o mais recente estudo do Observador Cetelem, que se foca nas intenções de consumo dos portugueses, mas também nas formas de poupar. Em comparação com o ano anterior, a percentagem de portugueses que pretende poupar neste período é de 19%, menos 11 pontos percentuais que em 2017. No entanto, 5% assume que «talvez» venha a poupar. Para o fazerem, 24% pretende comprar as suas prendas nas promoções ou em locais mais baratos. Já 22% dos inquiridos admite que para poupar prefere não comprar, ao passo que 22% planeia oferecer prendas mais acessíveis. Quando a estratégia é diminuir os gastos, a oferta de presentes apenas às crianças ou à família mais próxima continua a ser uma estratégia, segundo 18% dos inquiridos. Outra das opções passa por antecipar as compras (7%) ou dar prendas exclusivamente a crianças (3%). Quem mais tenciona poupar integra as faixas etárias entre os 45 e 54 anos (24%) e os 55 e 65 anos (28%), e reside na Grande Lisboa (23%). Os que menos confirmam essa intenção estão entre os 35 e os 44 anos (11%). Pedro Camarinha, diretor de distribuição do Cetelem, explica que «a diminuição das intenções de poupança dos consumidores portugueses pode ser consequência de um período de maior confiança e estabilidade financeira, mas também de um aumento do poder de compra. Verificamos ainda uma tendência, que já se verificava noutros anos, que passa por evitar gastos que extravasem a estrutura familiar mais chegada, como os pais, filhos ou cônjuges. Estas estratégias de poupança podem ajudar a garantir uma gestão saudável do orçamento para esta época».

3Jeans Nuddle trocam etiquetas de couro por opção vegan

A empresa sueca Nudie Jeans está a oferecer denim sem couro, tendo eliminado dos seus modelos a etiqueta em couro preto que habitualmente era pregada nas calças e substituído a mesma por uma alternativa vegan, feita com papel reciclado. A empresa, que usa 100% de algodão orgânico, oferece reparações gratuitas e vende jeans em segunda mão através do programa “trade-in”, afirma que a troca para uma etiqueta mais sustentável foi uma escolha fácil. «Mesmo hoje, a rastreabilidade do couro é difícil e os processos de produção são intensivos em termos de recursos. Já para não falar da situação questionável, e por vezes horrível, dos animais. Sabemos isso e queríamos encontrar uma opção em que o couro não fosse necessário», explica a gestora ambiental Eliina Brinkberg. «Estamos contentes por agora oferecermos denim sem couro e por darmos aos nossos consumidores a possibilidade de escolherem se querem ou não usar couro», revela. A Nudie Jeans estava à procura de uma alternativa há já algum tempo. A dificuldade, aponta, estava em encontrar uma etiqueta que fosse duradoura – que aguentasse os ciclos de lavagem na produção para artigos pré-lavados, a manutenção em casa após a compra pelos consumidores e eventualmente a reutilização do denim para prolongar a vida útil da peça. A nova etiqueta Jacron, feita a partir de papel reciclado e com uma pequena quantidade de acrílico, está, desde 9 de novembro, nos novos artigos de denim da marca. «O polímero acrílico é o elemento menos sustentável das nossas novas etiquetas, mas é necessário para darmos a resistência necessária à etiqueta para a sua longevidade», admite Eliina Brinkberg.

4Zippy estreia-se no Brasil

A marca de moda infantil da Sonae abriu duas novas lojas na região de São Paulo, no Morumbi Shopping e no Shopping Tamboré, passando agora a contar com nove lojas na região da América Latina, entre Brasil, Venezuela e República Dominicana. As duas novas lojas estão localizadas em centros comerciais, sendo que a que está situada no Morumbi Shopping conta com uma área de vendas de 72 metros quadrados. Já a loja no Shopping Tamboré, em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, conta com uma área de 85 metros quadrados. Ambos os novos espaços disponibilizam uma seleção de produtos de vestuário, calçado e acessórios para bebé e criança pensada para o mercado brasileiro. Em comunicado, a marca explica que, deste modo, reforça-se «a aposta na internacionalização». «A entrada no Brasil é um importante marco para a Zippy, pois reforça um dos nossos principais pilares estratégicos: o crescimento internacional. Atualmente, estamos presentes em cerca de 40 países em todo mundo através de lojas próprias, franchising e em espaços multimarca. A Zippy é já hoje a marca portuguesa para crianças mais internacional e tem como objetivo chegar a cada vez mais famílias em todo o mundo», afirma Joana Ribeiro da Silva, administradora da Sonae Sports & Fashion e COO da Zippy. A entrada no Brasil ocorre no âmbito de um acordo de franchising celebrado com a empresa GRPF Lda. O plano estabelecido para o mercado brasileiro prevê a abertura de mais quatro lojas Zippy até 2022.

5The North Face reinventa ThermoBall com materiais reciclados

A marca de vestuário, equipamento e calçado para outdoor The North Face reduziu a pegada ambiental de um dos seus produtos mais icónicos, o casaco ThermoBall Eco, graças à utilização de materiais reciclados. O novo ThemoBall Eco usa isolamento reciclado aprovisionado na PrimaLoft, que é feito de, pelo menos, cinco garrafas de plástico que já não acabam em aterros. O preço do casaco vai manter-se igual. «Quando lançámos o ThermoBall em 2013, fez ondas pela utilização revolucionária de isolamento sintético. Os pequenos clusters redondos de fibras sintéticas, que aprisionam o calor dentro de bolsas de ar mimetizando a penugem, podem oferecer o calor, a leveza e a capacidade de compressão dos casacos de penas com a performance para a chuva do isolamento sintético», explica a marca em comunicado. «Sabemos que a produção de materiais e a confeção representa 60% a 85% do impacto ambiental total. Isso motivou-nos a mudar os materiais que usámos nas nossas maiores coleções para materiais reciclados. Neste caso, estamos a pegar em garrafas de plástico e a reciclá-las em fibras e tecidos. Converter o ThermoBall para usar materiais reciclados é um passo importante para criar uma mudança sustentável a grande escala», afirma a The North Face.

6As zonas comerciais mais caras do mundo

Hong Kong ultrapassou novamente Nova Iorque como zona comercial mais cara do mundo, de acordo com a 30ª edição do estudo Main Streets Across the World, da Cushman & Wakefield. O relatório monitoriza e ordena 446 localizações de retalho em todo o mundo e o ranking é baseado no valor de renda anual mais elevado em cada país analisado, não incluindo custos de condomínio, impostos locais e outras despesas de ocupação. A descida da 5ª Avenida no ranking é justificada pela queda abrupta dos valores de renda em nova Iorque, onde o valor desceu dos 28.262 euros anuais por metro quadrado para os 20.733, enquanto em Hong Kong o valor anual de renda por metro quadrado é de 24.606 euros. Atualmente, em Portugal, a localização mais cara é no Chiado, em Lisboa, que manteve a posição número 33 no ranking. Desde 2013, as rendas mais caras nesta zona da capital valorizaram 44%. Por exemplo na Rua Garret, o custo de uma renda situa-se nos 1.560 euros por metro quadrado por ano, valor cinco vezes superior ao registado há 30 anos na zona mais cara da capital. Segundo o estudo, os valores nas restantes zonas de Lisboa e também no Porto retratam, desde 2013, um mercado em crescimento. Em Lisboa, a renda prime (a mais cara) na Avenida da Liberdade situa-se nos 1.140 euros por metro quadrado por ano e a Baixa ultrapassou, pela primeira vez, os valores praticados na Avenida da Liberdade, que estão atualmente nos 1.260 euros anuais por metro quadrado, ilustrando um aumento nos últimos 9 meses de 20%. No Porto, os valores são inferiores, mas revelam crescimentos equivalentes: no 3º trimestre de 2017 a renda na Rua de Sta. Catarina situava-se nos 900 euros anuais por metro quadrado, com um aumento de mais de 15% face a 2017. Lisboa continua a liderar a procura, tendo sido responsável por 71% dos espaços transacionados. Porém, o Porto tem vindo a ganhar representatividade, refere o estudo. «A estabilidade de Lisboa no ranking é explicada pelo crescimento do formato de comércio de rua globalmente, fruto de um também aumento do turismo à escala mundial», afirma Marta Esteves Costa, diretora do departamento de research & consultoria da Cushman & Wakefield. «Ainda assim, as ruas de Lisboa, e também do Porto, mantém-se extremamente atrativas e dinâmicas, revelando a sustentabilidade deste formato de comércio no nosso país, cada vez mais direcionado não só para o turismo, mas também para os residentes. Em Lisboa, ao longo de 2018, assistimos ao alargamento da atratividade do comércio de rua às zonas não prime, mas cada vez mais apelativas; exemplo deste fenómeno são as Avenidas Novas, que beneficiam do aumento da sua população residente por via do crescimento da oferta de produto residencial, ou o eixo Santos/Cais do Sodré, fruto do crescente fluxo de turistas na cidade», revela. Na Europa, o primeiro lugar, terceiro do ranking global, é ocupado pela New Bond Street em Londres com rendas de cerca de 16.000 euros anuais por metro quadrado, seguida pelos Campos Elísios, em Paris, em quarto lugar, com rendas anuais de 13.992 euros e a Via Montenapoleone em Milão, que alcançou os 13.500 euros.