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  1. Heimtextil premeia quatro universidades
  2. Portugueses esperam gastar 146 euros na Black Friday
  3. MO lança a sua primeira pop-up store em Lisboa
  4. Há um novo centro comercial online 100% português
  5. Britânicos gastam mais dinheiro do que nunca em animais
  6. Por que não nos sentimos em casa?

1Heimtextil premeia quatro universidades

Foram quatro as instituições de ensino que venceram a 1ª edição do “New & Next University Contest” promovido pela Heimtextil. A conquista vai permitir às universidades marcar presença na feira de têxteis-lar, que decorre entre 8 e 11 de janeiro de 2019. O “New & Next University Contest”, desenhado para criadores emergentes tem como objetivo promover uma nova geração de designers e colocar as mais notáveis instituições de ensino no foco das atenções da Heimtextil. Um júri especialista escolheu, inicialmente, os melhores trabalhos estudantis no ramo do design têxtil. As quatro universidades que mostraram uma performance geral mais forte foram posteriormente identificadas. As vencedoras foram a Leeds Arts University do Reino Unido, a Hochschule Luzern Design & Kunst da Suíça, a Academy of Fine Arts and Design da Eslováquia e a Moholy-Nagy University of Art and Design da Hungria. As universidades vão apresentar os trabalhos dos seus estudantes no segmento “Textile Design” no hall 3.0. «Vamos ver um trabalho de alta qualidade, que vai interessar à indústria», antecipa Sabine Scharrer, diretora da Heimtextil na Messe Frankfurt. «Deste modo, as quatro universidades vão ser uma adição fantástica neste segmento, que é a maior plataforma deste tipo e que conta com a presença de cerca de 250 estúdios», reconhece. O júri é composto por representantes da indústria, de associações e de universidades, nomeadamente Hervé Francois da Mitwill Textiles Europe de França, Diane Harrison do estúdio de design homónimo com sede no Reino Unido, Lutz Walter da associação europeia Euratex e a professora Tina Moor da Hochschule Luzern Design & Kunst. O projeto “New & Next” é sinónimo de promoção de nomes emergentes há vários anos, através do qual a Heimtextil apresenta novas marcas que se apresentam na feira pela primeira vez. Cerca de 30 marcas com ideias novas de design irão marcar presença na edição de janeiro. Os participantes vão apresentar trabalhos criativos para casas de banho, camas e mesas, também nos halls 8.0, 9.0 e 12.

2Portugueses esperam gastar 146 euros na Black Friday

De acordo com o Observador Cetelem Natal 2018, os portugueses contam gastar em média total de 268 euros na Black Friday e na Cyber Monday. Cerca de um terço dos portugueses inquiridos admite pretender aproveitar os dias de promoções que antecedem a quadra natalícia. Recorde-se que a 23 e a 26 de novembro assinalam-se dois destes dias, a Black Friday e a Cyber Monday, respetivamente. «As promoções pré-natalícias rapidamente se transformaram numa tendência com forte adesão dos consumidores», afirma Pedro Camarinha, diretor de distribuição do Cetelem. «Existe, atualmente, uma quantidade significativa de consumidores que consideram estes eventos como uma boa oportunidade para fazer compras para a quadra, poupar através das promoções e assim fazer uma gestão inteligente do orçamento familiar», revela. Este ano, 37% dos inquiridos admitem ter a intenção de aproveitar as promoções e pretendem gastar em média 146 euros só na Black Friday. Dos inquiridos que afirmam aproveitar este dia, 32% admitem querer antecipar prendas de Natal e os restantes 5% dizem que vão fazer compras que não estão relacionadas com a época. De realçar ainda que o consumo nestes dias é maior entre os que têm entre os 25 e os 44 anos (43%), que residem na Grande Lisboa (43%) ou na Região Sul (45%) e que têm níveis socioeconómicos mais elevados (70%). Os residentes no Grande Porto (32%) e na faixa etária entre os 55 e os 65 anos (27%) são os que menos planeiam aproveitar as promoções do Black Friday. Porém, a Cyber Monday conta com menor adesão. No dia 26 de novembro, 25% dos portugueses pretendem aproveitar a Cyber Monday, menos 7 pontos percentuais que em igual período do ano passado, com os gastos médios a rondar os 122€. Também neste dia, 21% indicam aproveitar para antecipar as compras para a quadra natalícia.

3MO lança a sua primeira pop-up store em Lisboa

A partir desta quinta-feira e durante três meses, a MO terá uma pop-up store no Centro Colombo, em Lisboa. Em comunicado, a marca portuguesa do grupo Soane avança que o espaço temporário irá funcionar como um pick-up point͟ de encomendas online. De acordo com diretora de marketing da MO, Raquel Vasconcelos, o objetivo é «chegar a mais famílias e tornar a experiência de compras mais conveniente para todos os clientes da Grande Lisboa. A isto junta-se o sentido de oportunidade de estarmos mais próximos de potenciais clientes MO numa época tão forte em vendas. Adicionalmente, acabamos por conseguir captar o público mais cético em relação ao online, uma vez que no local podem contar com a ajuda dos nossos colaboradores». A pop-up store ficará localizada no piso 1. A MO está ainda a promover um concurso nas redes sociais, no qual oferece uma bolsa de maquilhagem.

4Há um novo centro comercial online 100% português

Chama-se Just Happy Days e é uma nova plataforma de comercio eletrónico focada no comércio tradicional, nos designers e na indústria, que visa aproximar as lojas de rua e as marcas aos consumidores de todo o mundo. O projeto de capital 100% nacional conta atualmente com 30 lojas de moda e decoração. O objetivo é atingir as 100 lojas, que podem ser de outras nacionalidades, até final de 2019. O projeto foi lançado em dezembro de 2013, como um blogue de moda e lifestyle de autoria de Elsa Lima. Agora, surge a criação de um centro comercial online para o comércio tradicional, designers e indústria. Em inglês, o site proporciona aos utilizadores uma experiência global de compra, através de campanhas integradas, dossiês temáticos e informação sobre as lojas presentes, bem como sobre as marcas e os produtos comercializados. «Uma das premissas é a de respeitar a identidade de cada loja de rua ou marca, estimulando a autonomia e envolvimento de cada proprietário na gestão online da sua área dentro do web shop. Tal como acontece num shopping físico», explica Elsa Lima, uma das fundadoras do projeto. A plataforma Just Happy Days conta atualmente mais de sete mil seguidores no Instagram e quase 55 mil no Facebook. Nesta última rede social, o perfil de seguidores é maioritariamente feminino (68%) e os principais mercados são Indonésia (30%), Angola (25%), Brasil (18%) e Portugal (16%). Tem ainda expressão em países como Índia, Vietname e EUA. O web shop, que acaba de ficar online, beneficia já desta comunidade originária de vários pontos do mundo.

5Britânicos gastam mais dinheiro do que nunca em animais

O amor dos britânicos por animais não mostra sinais de abrandamento, à medida que um grande número de pessoas que vive no Reino Unido (cerca de 60%) tem animais de estimação e gastam mais dinheiro e tempo com eles do que nunca. Na verdade, um novo estudo mostra que 40% dos que compram produtos para animais gastariam a mesma quantidade de dinheiro, numa ocasião especial, fosse para o seu animal ou para um amigo. 51% dos inquiridos prefeririam reduzir o dinheiro que gastam em despesas pessoais do que do orçamento que gastam com os seus cães, gatos, coelhos, hamsters, peixes e outros animais domésticos. Porém, os mais apaixonados pelos seus animais de estimação são os millennials. Foram os mais demonstraram estar preparados para cortar nos seus gastos pessoais do que nos dos seus animais, em 54%. O estudo, realizado pela Mintel, revela ainda que 30% dos millennials estão dispostos a que os seus animais se mantenham atualizados nas tendências do vestuário e de limpeza, comparado com 19% das restantes faixas etárias. O número de millennials que gastaria o mesmo dinheiro num presente especial para um animal ou para um amigo é mais alto em 8% nos millennials do que nos donos de animais em geral. Em relação à alimentação, 29% estão dispostos a comprar alimentação para os animais parecida com a dos humanos, como chocolate próprio para animais, por exemplo. A percentagem sobe para 38% quando toca apenas aos millennials. 59% dos britânicos têm um animal. Ainda que trabalhar a tempo inteiro possa parecer um impedimento para ter alguns tipos de animais, 66% dos trabalhadores a tempo inteiro conseguem faze-lo, sugerindo que o tempo passado com um animal pode ser visto como uma forma de relaxar depois de um dia de trabalho difícil. Os cães são os mais populares, com 33% dos britânicos a terem um, em comparação com 29% que têm gatos. Ter um cão é mais frequente entre homens, com 35% dos homens a terem um, em comparação com 31% das mulheres. Entre os 19-28 anos, 42% dos millennials têm um cão. Os gatos são mais frequentes entre os britânicos entre os 25 e os 44 anos. O que é que isto significa em termos de gastos? O mercado geral de produtos e serviços para animais deverá atingir os 2,1 mil milhões de libras (cerca de 1,84 milhões de euros), mais 25% do que o esperado este ano. Excluindo os produtos que têm que ser comprados obrigatoriamente (como a alimentação), 57% dos donos de animais de estimação compraram produtos em 2017, com os brinquedos (37%) a serem os produtos mais adquiridos. Em termos de serviços, os exames de saúde (17%), e a limpeza (16%) lideram, enquanto 10% dos donos pagaram a pessoas para lhes passearem os cães, subindo para 18% junto dos inquiridos entre os 16 e os 24 anos. Entretanto, 7% dos donos de cães pagaram para serviços de pet-sitting.

6Por que não nos sentimos em casa?

Um novo estudo da Ikea sugere que uma em cada três pessoas não se sente em casa no local onde vive atualmente. O mal-estar é ainda mais extremo nas grandes cidades, onde 35% anseia por escapar do seu lar. Depois de entrevistar cerca de 23 mil pessoas em 22 países, os investigadores da Ikea dizem que há cinco componentes que têm que estar presentes para alguém se sentir em casa em qualquer espaço: privacidade, segurança, conforto, sentimento de posse e sensação de pertença. Para muitos, estas necessidades emocionais não são totalmente preenchidas em apenas um espaço. «As nossas casas estão a tornar-se mais pequenas, mais inteligentes, com mais agitação e barulho. Tudo isso tem um impacto na forma como um único espaço não nos dá o que precisamos, funcional e emocionalmente. Quando não conseguimos obter o que necessitamos em casa, procurámo-lo fora», revela o relatório. Os resultados mostram uma profunda mudança em relação às gerações anteriores, cujas aspirações e recursos eram empregues na construção de uma casa de sonho, referem os investigadores. «Depois da Segunda Guerra Mundial, deixou de existir a ideia de que possuir uma casa era uma espécie de conquista patriótica (que era promovida e subsidiada pelo Governo com incentivos fiscais)», escreve a jornalista Candace Johnson no New York Times. Porém, as ambições mudaram desde então, explica Candace Johnson. «Há uma década atrás, construía-se uma casa de sonho para deslumbrar os nossos amigos e vizinhos. Atualmente, as habituações são desenhadas para abrigar os nossos familiares próximos ou os nossos hóspedes de Airbnb e também para serem o nosso local de trabalho. Segundo os agentes imobiliários, um dos pontos mais importantes para vendas de casas em 2018 não foi terem uma garagem com espaço para três carros ou uma grande porta de entrada, mas sim uma casa com flexibilidade», destaca. Sentir-se desligado em relação a um espaço físico em concreto não tem que ser necessariamente mau. Criar a sensação de “estar em casa” – seja real, virtual ou imaginada – inclui indiscutivelmente uma sensação de liberdade. «Descobrimos um novo comportamento. As pessoas usam uma rede de espaços e lugares, tanto dentro como fora das quatro paredes das suas casas, como parte da sua experiência de construir um lar», indica a investigadora do Ikea Maria Jonsson. «Acreditamos que esta noção mais abrangente dá às pessoas mais oportunidades para criarem a sensação de se sentirem em casa, independentemente do lugar ou da forma como vivem», acredita. Alguns encontram a sensação de estar em casa em lugares inesperados. Por exemplo, 45% dos inquiridos americanos admitiram que se refugiam no carro, quando está estacionado, para ter um momento privado para si mesmos. Os millennials encontram a sensação de casa em plataformas virtuais, nas redes sociais ou em chats. O inquérito do Ikea revelou ainda que 21% dos inquiridos entre os 18 e os 24 anos encontram o sentimento de pertença em comunidades virtuais.