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  1. Vestuário, a prenda favorita dos portugueses
  2. Lion of Porches com nova loja em Luxemburgo
  3. Porto recebe Congresso Europeu de Joalharia
  4. Amazon prefere marcas exclusivas
  5. Impressões 3D domésticas para comprar sapatos
  6. Os robots vão ser essenciais em 2023?

1Vestuário, a prenda favorita dos portugueses

As peças de vestuário, os perfumes e as prendas monetárias estão na lista dos presentes mais desejados pelos portugueses para a quadra natalícia, de acordo com um inquérito realizado pelo Observador Cetelem. O vestuário continua a liderar nas prendas que os consumidores mais desejam receber (35%), seguido de perfumes (29%) e dinheiro (21%). Numa análise por regiões, nos grandes centros urbanos (Lisboa e Porto) os desejos de prendas dos inquiridos estão mais dispersos. Na Área Metropolitana de Lisboa, vestuário (32%), dinheiro (29%), perfumes (23%) e vinho/outras bebidas (20%) reúnem as preferências. No Grande Porto, perfumes (51%), vestuário (42%), relógios e joias (25%) e dinheiro (23%) são os maiores desejos. Os telemóveis e os smartphones, representam um quinto das escolhas dos residentes no Sul de Portugal e no Grande Porto. Os produtos culturais, como livros e cd’s, não são especialmente destacados, com apenas 14% no total nacional. Contudo, em 2018 parece haver uma diminuição na intenção de oferecer presentes de Natal, referem 84% dos inquiridos. Uma quebra acentuada de 11 pontos percentuais face aos 95% no ano passado. Quanto ao tipo de presentes que os portugueses planeiam oferecer, o vestuário mantém-se como preferido, com cerca de 57% das referências, seguido dos brinquedos (47%) e produtos culturais (44%). Numa análise mais detalhada, em Lisboa e no Porto o vestuário e os produtos culturais são aqueles que mais se encontram nos planos dos inquiridos (65% e 59%, respetivamente, em Lisboa; 74% e 65%, respetivamente, no Porto). Destaque, ainda, nestas duas cidades, para os brinquedos, com 56% das escolhas em Lisboa e 61% no Porto, e os acessórios de moda, com 42% das intenções na capital e 59% na maior cidade do Norte. Nas restantes regiões do país, o vestuário é unanimemente referido mais vezes como a prenda a comprar (68% no Norte, 65% no Centro e 67% no Sul).
No Norte de Portugal, os produtos culturais foram referidos por 55% das pessoas, enquanto os brinquedos foram destacados por 52%. No Centro, perfumes e relógios tiveram menção por 45% dos residentes na região, e produtos culturais, brinquedos e acessórios de moda tiveram 43% de respostas. Por fim, no Sul, mais uma vez os produtos culturais (61%) e brinquedos (54%) foram os produtos referidos imediatamente a seguir ao vestuário.

2Lion of Porches com nova loja em Luxemburgo

A marca do grupo Cães de Pedra acaba de inaugurar a sua primeira loja no Luxemburgo, precisamente no centro comercial City Concorde em Bertrange. A Lion of Porches, com sede em Vila do Conde, continua a apostar na expansão da sua rede comercial a nível internacional. Esta é já a quarta abertura no mercado internacional em 2018, após a inauguração de novos espaços na Rússia, Suécia e Geórgia. Aquém-fronteiras, em 2018, a marca contabilizou mais cinco aberturas nacionais, nas cidades de Coimbra, Guarda, Aveiro, Lisboa e Faro. As lojas atuais também têm sofrido remodelações, nomeadamente no Braga Parque. Neste momento, a Lion Of Porches detém 37 lojas monomarca, 2 corners no El Corte Inglês e está presente em cerca de 150 lojas multimarca.

3Porto recebe Congresso Europeu de Joalharia

Na próxima quinta e sexta-feira, 29 e 30 de novembro, a nova edição do Congresso Europeu de Joalharia acontece no Porto, na Escola das Artes da Universidade Católica. Depois das passagens por La Bañeza (Léon), Madrid e Barcelona, a quarta reunião da conferência viaja até à Invicta. Durante dois dias, o evento irá explorar ideias sobre centros e periferias e abordar a relação entre joias produzidas em centros da moda e joias produzidas noutros lugares. Os oradores irão analisar a história e a estética da joalharia em toda a Europa e darão a conhecer, ainda, como a ourivesaria europeia influenciou e foi influenciada por artistas de todo o mundo. A iniciativa centra-se, igualmente, na análise da circulação de desenhos e motivos ornamentais entre países e períodos, no uso de novos materiais e diferentes técnicas. Aborda, ainda, a forma como as joias viajavam, através das fronteiras e continentes, transportadas pela realeza, diplomatas, mercadores ou eclesiásticos. O congresso decorre no Auditório Carvalho Guerra, no campus Foz da Católica no Porto. No âmbito do IV Congresso Europeu de Joalharia, irá ainda inaugurar-se a exposição “Mostrar para Seduzir: Catálogos e outros documentos da Joalharia Europeia”, na qual será possível descobrir diversos documentos originais, como faturas, catálogos e outros materiais gráficos. A exposição estará patente até 7 de dezembro, no átrio do Edifício de Restauro, no campus Foz da Católica no Porto.

4Amazon prefere marcas exclusivas

O grande número de marcas que a gigante online lançou sugere que as marcas próprias da Amazon são o principal foco da gigante de comércio online, o que pode não ser totalmente verdade, revela um novo relatório. O especialista de análise de dados de comércio eletrónico “One Click Retail” revelou, num novo estudo, que a expansão de marcas tem sido a principal prioridade da Amazon, com uma série de novas marcas a serem introduzidas todos os anos, mas a empresa está atualmente a reduzir a expansão de marcas próprias, preferindo adicionar marcas exclusivas ao seu portfólio. Ao contrário das marcas que a própria Amazon possui, estas marcas exclusivas são da propriedade de fabricantes como a Perrigo ou a First Quality e também beneficiam da alta visibilidade que advém de serem uma “Amazon Brand”. A retalhista está a operar esta estratégia numa vasta gama de sectores. A Basic Care OTC, por exemplo, é detida e produzida pela Perrigo e é uma alternativa exclusiva à Good Sense, uma marca também da Perrigo. Lançada no verão passado, no terceiro trimestre deste ano, tinha uma maior percentagem de mercado do que a última na Amazon.com. A Basic Care controla mais de 15% das vendas da OTC, enquanto a Good Sense desceu mais de 20% em janeiro, para 9% no terceiro trimestre. «Isto ilustra a vantagem competitiva de ser uma marca exclusiva da Amazon, dando aos produtores um aumento significativo na sua visibilidade, comparada com outras marcas (mesmo as próprias) ao serem rotuladas como marcas Amazon», apontou Peter Andrews, diretor do retalho One Click.

5Impressões 3D domésticas para comprar sapatos

Yusaku Maezawa, bilionário japonês, está a usar tecnologia para melhorar as compras online. O fundador do site de e-commerce Zozo deu várias dicas no Twitter de que a sua empresa vai permitir aos utilizadores criarem impressões 3D dos seus pés e usarem as medidas para comprar calçado através do seu site. Em maio, Maezawa lançou a Zozosuit, um fato em elastano que consegue medir o corpo humano em 3D e criar roupa à medida. «Está quase pronto», afirmou Yusaku Maezawa no Twitter, numa publicação que incluía o vídeo de um modelo 3D de um pé humano a ser apresentado e manipulado no ecrã de um smartphone. Mais tarde, escreveu no Twitter: «medir pés, facilmente, em sua casa», acrescentando vários emojis de sapatos de saltos altos, sapatilhas e botas. A aposta no calçado pode ser o próximo passo na expansão global da Zozo, liderada pelo Zozosuit. Yusaku Maezawa pretende fazer da Zozo marca líder de vestuário e, em abril, estabeleceu um plano a 10 anos para aumentar em cinco vezes o valor de mercado da empresa para 45 mil milhões de dólares (cerca de 39 mil milhões de euros). As suas ações baixaram 1,3% na Bolsa de Valores de Tóquio, enquanto o mercado japonês, no geral, caiu 1,5%. Maezawa juntou-se recentemente a Elon Musk e será o primeiro turista espacial. Irá viajar até à lua no foguete SpaceX, em 2023.

6Os robots vão ser essenciais em 2023?

A chegada dos robots pode acontecer mais cedo do que o que se pensava. A Preferred Networks, considerada a startup mais valiosa no Japão no início deste ano, tem como objetivo conseguir que um grande número de robots chegue às mãos dos consumidores nos próximos cinco anos. O objetivo do fundador da empresa, Toru Nishikawa, é que os robots sejam realmente úteis e não necessariamente bonitos ou engraçados. «Queremos levar este tipo de robots para o mercado nos próximos cinco anos e ver as pessoas a usá-los», revelou Toru Nishikawa à Nikkei. «Dez anos é muito tempo para esperar», afirmou. A empresa está avaliada em cerca de 2 mil milhões de dólares (aproximadamente 1,75 mil milhões de euros) e o objetivo de Toru Nishikawa é criar robots que se integrem nas tarefas diárias dos cidadãos. Este mês, na feira tecnológica Ceatec, a empresa exibiu um robot autónomo que consegue limpar uma divisão da casa, apanhando roupas e brinquedos do chão. O foco nos espaços onde as pessoas vivem é particularmente importante, porque muito do verdadeiro desenvolvimento dos robots está, atualmente, nas empresas. Exemplo disso são os robots integrados em armazéns e em fábricas. Os robots que conseguem apanhar roupas espalhadas pelo chão talvez conseguiam, um dia, lavar a loiça ou limpar uma bebida que derramada. Deste modo, poder-se-ia realmente colocar este tipo de tecnologia no centro da vida dos consumidores. Tal tem sido difícil de atingir utilizando tecnologias convencionais baseadas no reconhecimento de objetos ou no controlo de robots, refere a empresa. Fazer com que os seus Human Service Robots (HSR) reconheçam vários artigos domésticos e os organizem em locais previamente definidos, enquanto são controlados de forma intuitiva através de indicações verbais e gestuais, pode ser decisivo. Os robots têm câmaras incorporadas, mas o mais importante é a grande aposta da empresa em Inteligência Artificial. Nishikawa adiantou à Nikkei que, no futuro, o mais importante será realmente a combinação entre a robótica e a Inteligência Artificial.