Início Breves

Breves

  1. Quando o denim Garcia protege da radiação
  2. Ralph Lauren quer abrir uma loja por semana na China
  3. Victoria’s Secret regressa aos biquínis
  4. Gap abaixo das expetativas
  5. Alexander Wang reinventa a marca
  6. Assistente da Asos ajuda a escolher tamanhos

1Quando o denim Garcia protege da radiação

A Garcia uniu-se à Radygo e lançou uma coleção contra a radiação dos telemóveis. Na nova coleção da marca italiana, foi incluído um Radygo Smart Pocket, um pequeno bolso que previne os efeitos nocivos dos telemóveis. «Vivemos num mundo em que tudo é inteligente: temos um smartphone, usamos um smartwatch e conduzimos veículos que quase não precisam das nossas indicações. Contudo, não valorizamos o verdadeiro impacto da inteligência artificial. A radiação dos smartphones pode, por exemplo, contribuir para o aumento do risco de impotência ou para o desenvolvimento de tumores malignos. Foi por isso que a Garcia se aliou à Radygo, uma organização que quer tornar o mundo à prova de radiação, para introduzir a coleção Garcia x Radygo Smart Denim Collection», revela a marca em comunicado. O bolso foi incorporado na coleção denim para homem, mulher e criança e trava a propagação das radiações prejudiciais sem se perder cobertura de rede móvel. O forro do bolso é em poliamida revestida a prata e também algodão. A combinação de materiais cria um escudo contra a radiação emitida pelos recursos de energia artificiais. «A Garcia é uma empresa familiar holandesa que se foca em moda de homem, mulher e criança, vendo a família como um todo. Esta família é o nosso ponto de partida em tudo o que fazemos. A proteção é, obviamente, parte disso, e é por esse motivo que esta colaboração significa tanto para nós», afirma Mark Hommelberg, CEO da Garcia. A coleção inclui peças como jeans, calções e chinos para homem, jeans para crianças e casacos denim para mulher. «Os homens guardam frequentemente os smartphones no bolso das calças, enquanto as mulheres normalmente o guardam no bolso do casaco. Daí a estrutura da coleção», explica Hommelberg. A coleção vai estar disponível internacionalmente a partir de 1 de fevereiro de 2019 nas lojas Garcia (incluindo Jeans Centre) e na loja online da marca.

2Ralph Lauren quer abrir uma loja por semana na China

A marca norte-americana planeia abrir uma loja por semana na China, anunciou o presidente e CEO Patrice Louvet. A decisão pode parecer surpreendente, tendo em conta as previsões de abrandamento da economia chinesa e o facto de a maioria dos consumidores do país asiático serem alcançáveis online. Mas Patrice Louvet explicou, na The New York Times Luxury Conference, em Hong Kong, que «as lojas são cruciais para projetar a marca como inspiradora, que oferece experiências aos consumidores. Chegámos à conclusão que estamos no sector dos sonhos. De certa forma, sentimos que estamos mais próximos de uma empresa como a Disney do que de outras marcas de vestuário». As receitas da retalhista proveniente das principais cidades da China (como Hong Kong, Taiwan e Macau) aumentaram cerca de 20%, este ano, tendo como referência os valores registados em setembro de 2018. Em relação a 2017, as receitas subiram 40%. Considerando a taxa de crescimento, a expansão é necessária, assegurou o CEO. «Não acreditamos que estamos apenas a vender produtos, estamos a vender um sonho e um estilo de vida. Estamos a oferecer mundos dos quais os consumidores podem fazer parte. Para nós, oferecer essas experiências só é possível conjugando dois mundos: o online e o físico», afirmou. Com efeito, a Ralph Lauren continua a investir no mundo digital. Em setembro, lançou a loja online RalphLauren.cn e o programa WeChat na China. A marca pretende chegar aos 500 milhões de dólares (441,63 milhões de euros) em receitas, dentro de cinco anos, só no mercado chinês. A Ralph Lauren já aumentou o seu alcance no país asiático: em fevereiro deste ano escolheu Hong Kong para lançar a primeira cafetaria Ralph’s Coffee. Decorada com o estilo norte-americano, com bolos e cafés, o espaço pretende que os visitantes entrem no universo Ralph Lauren com os cinco sentidos.

3Victoria’s Secret regressa aos biquínis

A gigante de lingerie tenciona voltar ao mundo dos biquínis e fatos de banho, depois de ter suspendido a linha em 2016, segundo revelou o CFO e diretor de vendas da L Brands, Stuart Burgdoerfer, em conferência de imprensa. «Vamos regressar ao negócio da swimwear na primavera de 2019. Além disso, vamos entrar noutras categorias, como os óculos de sol e outros negócios para os quais temos licenças», indicou Burgdoerfer. A estratégia foi anunciada depois da nomeação de John Mehas como novo CEO da Victoria’s Secret. Mehas substituiu Jan Singer, que se demitiu na sequência da descida nas vendas da marca. A Victoria’s Secret tem estado nas bocas do mundo nos últimos tempos, graças à filmagem do altamente antecipado desfile de 2018, que decorreu em Nova Iorque no passado dia 8 de novembro, e contou com a presença de supermodelos como Adriana Lima, Elsa Hosk, Gigi Hadid e Kendall Jenner. Rita Ora, Halsey e os The Chainsmokers foram alguns dos artistas que atuaram no evento, que será emitido no canal ABC a 2 de dezembro. Além disso, a marca esteve envolvida numa polémica, na altura da preparação do desfile, devido aos comentários do diretor de marketing, Ed Razek, acerca da contratação de mulheres transsexuais e modelos de tamanhos grandes, durante uma entrevista à Vogue. Razek emitiu um pedido de desculpas, mas as suas observações foram alvo de críticas dos consumidores e também das marcas rivais.

4Gap abaixo das expetativas

A Gap Inc revelou que as vendas comparáveis ficaram abaixo das estimativas dos analistas. Os resultados são consequência de uma performance fraca na marca epónima e indicam que a retalhista deve duplicar os esforços para reduzir o excesso de stock e reavivar as vendas. A marca Gap, que sofre com a preferência dos consumidores mais jovens pela fast fashion, para rivais como a H&M ou a Zara, tem, nos últimos trimestres, enfrentado um aumento dos stocks. Para se livrar dos stocks acumulados, tem feito grandes descontos, o que causou um grande impacto nas vendas e nas margens. As vendas comparáveis na marca caíram 7% no terceiro trimestre do ano, um valor mais elevado do que os 4% estimados pelos analistas, de acordo com os dados da IBES fornecidos pela Refinity. «Com base nas projeções, esperávamos que a marca Gap progredisse», admitiu Tei List-Stoll, diretor financeiro da empresa, depois da divulgação dos resultados. Art Peck, CEO da Gap, fechou algumas lojas e nomeou um novo líder para a unidade no início do ano, numa tentativa de impulsionar as vendas. Peck, em conferência de imprensa, afirmou que «as primeiras leituras do fluxo de produtos no quarto trimestre são encorajadoras». Gabriella Santaniello, fundadora da empresa de consultoria A line Partners, referiu, no entanto, que «o problema é que a reviravolta está a demorar muito tempo e ainda há um grande deslize do lado deles». A Old Navy, a marca mais lucrativa da empresa, também ficou abaixo das estimativas nas vendas comparáveis, por uma margem curta. As vendas cresceram 4%, mas os analistas esperavam um aumento de 4,65%. A Old Navy superou as estimativas em seis dos últimos oito trimestres. Já a Banana Republic superou as projeções dos analistas nas vendas comparáveis, registando um aumento de 2%, comparado com uma estimativa média de 0,72%. De modo geral, as vendas comparáveis da empresa estiveram estáveis entre setembro e novembro, ficando abaixo das estimativas dos analistas de um aumento de 1,09%.

5Alexander Wang reinventa a marca

São cada vez mais as marcas que estão, atualmente, a mudar o modo como lançam produtos. Grandes nomes como a Burberry ou a Moncler alteraram o seu modelo de negócio, causando agitação todos os meses, em vez de apenas na altura dos desfiles. Alexander Wang é outro grande nome que se está a reinventar, numa mudança que também conta com um novo método de comercialização. O designer anunciou, em junho, a sua ambição em renovar a marca, quando afirmou que iria optar para um modelo de negócio no qual iria lançar vários produtos ao longo da estação. Com o primeiro lançamento a chegar às lojas, é notório que Alexander Wang está à procura de um grande impacto. A denominada Collection 1 personifica a sua experiência de crescimento como um chinês/americano de primeira geração e apresenta uma perspetiva de fora da cultura pop e dos ícones culturais norte-americanos. A coleção é claramente norte-americana, com as estrelas e as riscas em destaque. A campanha suporta o conceito, com uma abordagem peculiar a estilos que misturam americanos, chineses e punks do ensino secundário, com referências a cheerleaders, jogadores de futebol americano, participantes de concursos de beleza, ciclistas, atletas e muito mais. A campanha é protagonizada por Anna Ewers, Binx Walton, Adesuwa Aighewi e Laniya Spence, que foram fotografadas por Brianna Capozzi. Uma das imagens da campanha tem como legenda «Sê o teu próprio ídolo americano», enquanto na foto de Laniya Spence pode ler-se «Ela vai crescer e tornar-se presidente». Outra fotografia apresenta a seguinte descrição: «Na verdade, de quem é o sonho norte-americano?». A coleção chega após o lançamento da colaboração entre Alexander Wang e a Adidas Originals.

6Assistente da Asos ajuda a escolher tamanhos

Os retalhistas online estão continuamente a aumentar a oferta de extras nos seus websites, à medida que tentam atingir uma maior percentagem do mercado, num ambiente altamente competitivo. Prova disso foi o lançamento da Asos da Fit Assitant, uma nova ferramenta, que funciona para a aplicação e para o site. A tecnologia utiliza a aprendizagem automática para oferecer recomendações de tamanhos aos consumidores, baseada em critérios como as últimas compras e as devoluções de cada cliente. Deste modo, a Asos consegue lidar com o problema das devoluções, tirando partido do mesmo. Globalmente, a ferramenta é considerada «uma maneira inteligente para acertar nos tamanhos à primeira tentativa». A empresa refere que a sua tecnologia permite dar sugestões de tamanhos mais personalizadas, baseada numa grande variedade de fontes de informação. A Fit Assistant considera o histórico do cliente, como os produtos que os clientes encomendaram mas depois devolveram por serem ou muito grandes ou muito pequenos, ou errados, de modo a prever o que o cliente irá querer no futuro. Patrocinado pela Fit Analytics, a ferramenta inclui também três questões: a altura, o peso e a preferência de modelos do cliente. Apesar de ser opcional responder a estas perguntas, caso os clientes o façam, será apresentado um resultado mais personalizado, uma possibilidade que será especialmente útil para novos clientes. A Asos tem experimentado já há algum tempo a ferramenta de aprendizagem automática com as opções Your Edit, Style Match e You Might Also Like, que aparecem nas páginas dos produtos. Todas são exemplos das ferramentas utilizadas pela a gigante online para melhorar a experiência do cliente.