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Breves

  1. Lectra impulsiona crescimento da iSi Automotive
  2. H&M coloca ponto final na Cheap Monday
  3. Exportações a crescer na Turquia
  4. Adidas, a líder dos direitos humanos
  5. Kering aposta na digitalização
  6. Jeans quebram recordes

1Lectra impulsiona crescimento da iSi Automotive

A tecnologia FocusQuantum FT6K, da Lectra, vai permitir à iSi Automotive aumentar o negócio da produção de airbags. A empresa austríaca, que desenvolve sistemas de segurança para veículos inovadores, incluindo sistemas modulares de airbags e tecnologia de insuflação de airbags patenteada, instalou a nova máquina de corte na sua unidade na Tailândia para responder à procura de airbags, que tem aumentado devido à obrigatoriedade de instalação destes dispositivos de segurança dos veículos em mercados emergentes. «Tendo trabalhado anteriormente com a Lectra, parece natural recorrer a ela mais uma vez, agora para a implementação da sua mais recente tecnologia de corte a laser de airbags», explica Dietmar Schaefer, CEO da iSi Automotive. «Com a FocusQuantum FT6K na produção, temos toda a certeza que poderemos responder a futuras exigências», afirma. A solução de corte a laser FocusQuantum FT6K para o corte e costura de airbags demostrou potencial para melhorar o processo de corte e a produtividade. O equipamento permite uma poupança de material, graças à precisão de corte, que elimina a necessidade de deixar espaço entre as partes. «Temos uma relação longa com a iSi Automotive, com base numa visão comum de excelência», reconhece Javier Garcia, vice-presidente sénior da área automóvel da Lectra. «As nossas equipas de especialistas no sudeste asiático permitiram-nos responder às exigências de qualidade e performance na Tailândia para ajudar os seus grandes planos de crescimento na região», destaca.

2H&M coloca ponto final na Cheap Monday

A retalhista sueca vai fechar a sua marca Cheap Monday, no seguimento de sucessivos resultados negativos nas vendas e nos lucros. O grupo H&M, que desenvolveu vários novos conceitos e marcas ao longo dos últimos anos, como a Cos, a Arket e a Moki, refere que o ponto final na Cheap Monday vai permitir priorizar a sua atividade central. Estima-se que a decisão irá afetar cerca de 80 trabalhadores na Suécia. A H&M explica que, enquanto a indústria da moda vive um período de grandes mudanças, resultado da digitalização, o trabalho transformador do grupo está a decorrer «a um ritmo acelerado». A Cheap Monday, com um modelo de negócio tradicional de grandes quantidades, encontrou «grandes desafios, devido às mudanças da indústria», refere o grupo. Como tal, a retalhista revela que tem havido uma tendência negativa nas vendas e nos lucros há já algum tempo. «Precisamos de desenvolver o nosso negócio e focarmo-nos no que queremos investir», reconhece Anna Attemark, diretora dos novos negócios do grupo H&M, citada pelo just-style. «Olhamos para as outras marcas do grupo e vemos boas oportunidades. Estão todas a desenvolver-se de forma positiva, tanto digitalmente como nas lojas físicas», assegura. O encerramento vai afetar todos os trabalhadores da Cheap Monday e as operações em Tranås, em Estocolmo na Suécia. O diálogo com os líderes sindicais já se iniciou e a empresa pretende que todos os contratos de trabalho terminem ao longo de 2019. Estima-se que o encerramento se inicie de imediato e que acabe a 30 de junho de 2019. A única loja da Cheap Monday, em Londres, e a loja online vão fechar a 31 de dezembro. Nos resultados do terceiro trimestre, divulgados em setembro, a H&M contou com um crescimento de 9% nas vendas do grupo, incluindo impostos, para 7,2 milões de dólares (cerca de 6,4 milhões de euros). No entanto, tem havido um abrandamento nas vendas e nos lucros nos últimos anos, devido as mudanças nos comportamentos dos consumidores, o que se reflete principalmente nas lojas epónimas.

3Exportações a crescer na Turquia

A Turquia estima atingir os 18 mil milhões de dólares (cerca de 15,8 mil milhões de euros) em exportações de vestuário até ao final do ano e os 19 mil milhões em 2019, de acordo com a Istanbul Apparel Exporters’ Association (IHKIB). No relatório de outubro, a IHKIB revelou que, nos primeiros 10 meses de 2018, as exportações de vestuário aumentaram 4,6% para os 14,8 mil milhões de dólares, em relação ao ano anterior, depois de três anos de exportações estagnadas. A IHKIB refere que os resultados demonstram que «a tendência de crescimento que se iniciou na segunda metade de 2017 teve continuidade». No passado mês de outubro, as exportações de vestuário cresceram 2,4%, comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo a IHKIB, a União Europeia absorveu a maioria do vestuário turco, representando 71% das exportações entre janeiro e outubro de 2018. Os países que mais importaram no período foram a Alemanha, a Espanha e o Reino Unido, em 2,7 mil milhões de dólares, 2,1 mil milhões de dólares e 1,7 mil milhões de dólares, respetivamente. Seguiram-se os Países Baixos, a França, o Iraque e os EUA. Segundo a re:source, ferramenta do just-style, a Turquia está no top 10 de países exportadores de vestuário e têxteis, graças a sua alta qualidade, proximidade da Europa e da Ásia, mão de obra qualificada e uma cadeia de aprovisionamento bem desenvolvida.

4Adidas, a líder dos direitos humanos

Apesar de a maioria das empresas ter obtido uma pontuação baixa no novo indicador de referência acerca do cumprimento dos direitos humanos, a marca desportiva alemã e a retalhista Marks & Spencer ficaram, uma vez mais, no topo da lista. Depois do lançamento dos resultados piloto em 2017 e de uma revisão extensiva da metodologia, o Corporate Human Rights Benchmark (CHRB) de 2018 resulta de nove meses de pesquisa e análise, posicionando 101 das maiores empresas mundiais em sectores que representam grandes riscos para os direitos humanos e retrata a sua performance no cumprimento dos mesmos. O objetivo é que os investidores tenham mais em conta o impacto dos seus investimentos sobre os direitos humanos e que recompensem as empresas que são mais transparentes quanto às suas políticas e práticas nesta vertente. Classificando também empresas do sector da agricultura e da indústria extrativa, o ranking revelou uma perspetiva geral que Steve Wayood, diretor da CHRB, considera «profundamente preocupante». «A maioria das empresas tem poucos pontos no ranking, revelando uma fraca implementação dos Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos», lamenta. «Isto levanta questões como, por exemplo, se as empresas estão realmente empenhadas em evitar os danos nos seres humanos na sua luta pelo lucro. Um quarto das empresas obteve menos de 10% na avaliação e uma percentagem alarmante de empresas não obteve quaisquer pontos na aplicação dos direitos humanos. Isto deve ser o suficiente para que os governos considerem o papel da legislação nas empresas e nos direitos humanos e deve ser também uma chamada de atenção para as empresas e investidores de todo o mundo», avisa. Mas também há sinais positivos, acrescenta Steve Wayood. «As empresas que obtêm boas qualificações são uma minoria, mas existem e demonstram que integrar o respeito pelos direitos humanos não só é possível, como não é prejudicial para o modelo de negócio. Demonstram, igualmente, mais vontade de discutir políticas práticas e os desafios que enfrentam». As empresas com melhores qualificações são as mesmas de 2017: Adidas, BHP Billiton, Marks & Spencer, Rio Tinto e Unilever. Trinta das maiores empresas de vestuário do mundo foram analisadas segundo os critérios do CHRB, com a pontuação média do sector a baixar. Apenas cinco das 30 empresas obtiveram uma percentagem acima dos 50% e nove tiveram menos de 10%. A Adidas liderou o ranking geral com uma pontuação entre os 80% e os 90%. À Marks & Spencer, entretanto, juntou-se a VF Corp no grupo dos 60%-70%, enquanto a Inditex e a Gap se seguiram com valores entre os 50% e os 60%. A H&M e a Hanesbrands situaram-se entre os 40% e 50%, enquanto a Nike Tesco, a Next e a Under Armour ficaram na parcela seguinte, entre os 30 e os 40%. A Kering, a Fast Retailing, e a detentora da Primark, a Associated British Foods, ficaram entre os 20%-30%, enquanto a L Brands, a TJX e a Target atingiram valores entre os 10% e os 20%. A Tapestry, a Ross Stores, a Macy’s, e a Nordstrom não chegaram aos 10%. O ranking demonstra ainda uma tendência de subida, na média, no sector do vestuário, desde 2017, mas as empresas estão a ter menos pontos em mecanismos de reclamações do que noutras vertentes, tal como em 2017. A pontuação média do sector do vestuário foi de 26,7%, comparado com os 29,4% das empresas da indústria extrativa e 25,5% do sector da agricultura.

5Kering aposta na digitalização

O conglomerado de luxo francês Kering delineou uma série de novos desenvolvimentos, de olhos postos na sua estratégia digital. O grupo quer recuperar o controlo das suas atividades de comercio eletrónico até 2020. Em dezembro de 2017, o grupo Kering nomeou Grégory Boutté como diretor do departamento digital, para liderar a transformação digital do grupo e assumir o rumo das vendas online, do CRM (Customer Relationship Management), da inovação e da data science. O comércio eletrónico é o canal que mais tem crescido em todas as marcas e representou 6% das vendas totais do grupo nos primeiros seis meses de 2018. Porém, o Kering quer ir mais longe na sua jornada digital. As iniciativas, refere o grupo, vão fortalecer o seu foco em potenciar as capacidades de comunicação omnicanal e de desenvolver as atividades digitais das marcas. Além disso, existem planos para pôr um travão na joint venture com a retalhista online de luxo Yoox Net-A-Porter Group (YNAP), que atualmente gere as atividades de comércio eletrónico do Kering. O grupo pretende levar a sua tecnologia para dentro de portas e a formar a sua equipa de modo a internalizar totalmente as vendas online, pondo fim à parceria de sete anos com o YNAP. As atividades de comércio eletrónico vão transitar para o Kering na primeira metade de 2020. «Os esforços coordenados e a partilha de conhecimento com o YNAP permitiram às marcas do grupo Kering aumentar o nível do serviço online», afirma o grupo, acrescentando que a maioria das marcas oferece serviços como verificar disponibilidade, reservar na loja física, agendar serviços na loja, levantar, trocar e devolver os produtos nas lojas e comprar online. O conglomerado de marcas de luxo admite que irá continuar a desenvolver parcerias com plataformas de comércio online quando considerar relevante. Além disso, em vista estão outras iniciativas digitais, incluindo um novo conjunto de aplicações, desenvolvidas em parceria com a Apple, que serão utilizadas pelo staff das lojas.

6Jeans quebram recordes

Os produtos orgânicos e a sustentabilidade vão continuar a ser as grandes tendências no mundo da denim até 2023, de acordo com um novo relatório da just-style, que também sugere que, nos próximos cinco anos, o mercado mundial de jeans vai quebrar a barreira dos dois milhões de pares. O “Global market review of denim and jeanswear – forecasts to 2023” representa uma atualização à edição de 2017 do relatório e sugere que os consumidores querem produtos de denim que mostrem autenticidade e tradição. Além disso, revela que enquanto a tendência orgânica irá continuar forte, os produtores de jeans estão a utilizar cada vez menos algodão. Além disso, os produtores têm sido pressionados a adotar processos mais amigos do ambiente nas suas operações e nas cadeias de aprovisionamento, com o relatório a considerar que as exigências estão a ser feitas num cenário de «crescimento lento e muitas dores para os retalhistas». «É uma situação confusa, com muitas decisões estratégicas e decisões de investimento», afirmam os autores do relatório. Estima-se que o mercado mundial de jeans produza mais de dois mil milhões de pares de jeans nos próximos cinco anos. Até 2022, irá crescer de 56,55 mil milhões de dólares (49,76 mil milhoes de euros) para 59,46 mil milhões de dólares.