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  1. Ferrache lança loja online
  2. McNamara limpa o oceano que lhe deu fama
  3. Estas calças vão durar um século
  4. Gucci e Comme des Garçons juntas numa tote bag
  5. A ética importa no ato da compra
  6. Teijin inova nos fios para sportswear

1Ferrache lança loja online

A marca portuguesa de moda acaba de lançar a sua loja online onde apresenta as mais recentes novidades da coleção para o outono-inverno 2018/2019. Em comunicado, a marca explica que coleção se destina «à mulher urbana, sofisticada e cosmopolita, fazendo uso dos jogos de estampados pelos quais é tão conhecida». Presente em mais de 60 países, a Ferrache lança agora a loja online com um número limitado de referências da coleção para esta estação fria. A ideia de funcionar com uma coleção limitada permite a adição de novidades quase diariamente, com o objetivo de aumentar a curiosidade no consumidor. O lançamento da loja online é um novo marco para a Ferrache que consolida assim a sua aposta na modernização e nos canais digitais.

2McNamara limpa o oceano que lhe deu fama

O surfista Garrett McNamara lançou uma campanha para lutar contra a poluição nos mares, num esforço para «retribuir» ao oceano que lhe deu fama. McNamara, que começou a surfar aos 11 anos, conquistou o estrelato ao surfar ondas glaciares e ao quebrar o recorde mundial da maior onda alguma vez surfada, na Nazaré, em Portugal. «Tudo o que tenho veio do oceano e sinto que chegou a altura de retribuir», afirmou o surfista à Reuters, durante o lançamento da sua campanha antiplástico em Lisboa. «O Governo tem que declarar o estado de emergência e autorizar novas leis nesse sentido», frisou. Nascido em Massachusetts, nos EUA, Garrett McNamara surfou a maior onda do mundo na Nazaré e bateu o seu primeiro recorde em 2011, quanto surfou uma onda de 24 metros. Dois anos depois, superou-se a si mesmo, ao surfar uma onda de 30 metros, no mesmo local. A carreira do surfista abrandou em 2016, depois de uma queda em que fraturou o braço esquerdo. McNamara admitiu ter questionado o seu lugar no mundo do surf e está agora à procura «de um maior propósito», explicou. Com a nova iniciativa, o surfista espera encorajar os líderes mundiais e as próprias empresas a reduzir o desperdício e a produção de plástico. Atualmente, o plástico é visto como a maior ameaça ambiental aos oceanos. De acordo com ONU, mais de oito milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos todos os anos, custando a vida de um milhão de aves marinhas e 100 mil mamíferos marinhos. «Quero começar pela raiz, onde o plástico está a ser produzido e distribuído. As grandes empresas são o lugar perfeito para começar», admitiu. Para já, o surfista e a sua equipa convenceram a marca Thule a produzir mochilas a partir de plástico reciclado. Garrett McNamara espera chegar a um total de 20 empresas até ao final de 2020 e está também a organizar limpezas da praia, eventos de sensibilização e a usar as redes sociais para encorajar as pessoas a reduzir a sua própria pegada ambiental, principalmente no que toca ao plástico.

3Estas calças vão durar um século

Chamam-se “100 Year Pants” e foram criadas pela Vollebak, que garante que as calças vão durar um século, porque os materiais que as compõem são tão resistentes que se pode atravessar o fogo com elas. «As únicas calças mais avançadas que estas estão nos fatos espaciais», assegura o cofundador da Vollebak, Steve Tidball. O responsável garante que a marca se inspirou na roupa dos astronautas bem como nos uniformes militares para as desenhar. A peça é composta por três camadas: a exterior, desenvolvida para resistir ao atrito e repelir água; a camada do meio, que é à prova de fogo e se expande automaticamente, como um airbag, se tocar em chamas, colocando uma barreira entre quem as usa e a chama e, por último, a camada interior, que é feita de fibra aramida – uma poliamida que não arde nem derrete. O material foi desenvolvido pela Schoeller, uma marca suíça com 150 anos que desenvolve vestuário de proteção para forças militares e para a polícia. «As calças foram inicialmente desenhadas para soldados em situações extremas, de modo a que não tivessem que se vestir como os bombeiros», explica Nick Tidball, cofundador da Vollabak. «A maior parte do vestuário que é resistente ao fogo é feito de materiais pesados e pouco confortáveis, mas esta é a primeira peça feita de materiais inteligentes que pode ser usada diariamente, mesmo depois da sua reação ao fogo». Não é a primeira vez que a Vollebak faz grandes promessas em relação ao vestuário que oferece. A empresa lançou já uma camisola com capuz que, garante, é indestrutível e, mais recentemente, apresentou o primeiro casaco de grafeno, concebido para fazer tudo, desde absorver calor a repelir bactérias. As “100 Year Pants” custam 645 dólares (cerca de 567 euros) e os tamanhos S e XS já estão esgotados.

4Gucci e Comme des Garçons juntas numa tote bag

A Gucci tem vindo a criar parcerias com vários artistas, desde que Alessandro Michele se tornou diretor criativo da casa de moda, em janeiro de 2015. Agora, a marca italiana uniu-se a um novo tipo de parceiro: a Comme des Garçons, da designer Rei Kawakubo. Apesar de duas estéticas diferentes, ambas as marcas combinaram o melhor dos seus estilos e criaram uma tote bag. A bolsa é baseada na criação clássica da Comme des Garçons, feita de papel castanho e revestida com uma “concha de plástico”. As riscas verde-vermelho-verde estão presentes no centro da bolsa, compondo uma justaposição com a estética mais técnica da marca japonesa. De acordo com um comunicado, a tote bag foi fabricada no Japão. Apesar de o preço ainda não ter sido divulgado, a bolsa foi apresentada no Japão a 23 de novembro, num lançamento exclusivo da Comme des Garçons e do Dover Street Market. Internacionalmente, estará disponível a 6 de dezembro.

5A ética importa no ato da compra

Os consumidores acreditam, cada vez mais, que os produtos que compram devem ser de marcas éticas. Mas ser uma marca eticamente responsável não significa apenas que se é sustentável ou se profere palavras abonatórias a favor de uma causa social. Atualmente, os consumidores vão mais longe e esperam que as marcas aprofundem todos os aspetos do comercio ético e não só toleram as que o fazem, mas encorajam ativamente as marcas e os retalhistas a envolverem-se em temas controversos. Depois da Black Friday, do Small Business Saturday, do Sofa Sunday e da Cyber Monday, a Giving Tuesday é, talvez, um antídoto ao frenesim do consumismo. Para marcar o dia, a Mintel lançou um novo estudo que mostra que menos de metade dos norte-americanos acredita que as empresas devem manter-se afastadas de causas controversas, 97% dos consumidores concordam que é importante que as empresas ajam de uma forma moral e ética, em comparação com os 76% de 2012. 62% da geração Z (entre os 11 e os 23 anos) acreditam que os produtos de empresas socialmente responsáveis merecem um custo mais elevado. A Mintel revela ainda que a solidariedade das marcas afeta 73% das decisões de compra dos norte-americanos. Olhando para todos as idades, 84% dos consumidores admitem que é importante que uma empresa apoie causas humanitárias, com alguns dos inquiridos disponíveis a ir mais além quando as ofertas das empresas estão alinhadas com as suas próprias crenças. Exatamente metade dos americanos refere que mudaria a sua opção de compra para uma empresa que apoiasse uma causa na qual acredita, aumentando para 61% nos adultos da geração Z e nos millennials (que a Mintel classifica nas idades entre os 24 e os 41 anos, por isso, o valor alastra-se à geração X). A maioria dos consumidores acredita que é da responsabilidade das empresas retribuir com algo à sociedade (65%) e ter uma perspetiva ética e moral do mundo (64%), enquanto 53% esperam que as marcas promovam as comunidades locais e 49% querem que estas doem dinheiro a instituições de solidariedade. «Os norte-americanos, particularmente as gerações mais jovens, estão mais conscientes da necessidade de as empresas retribuírem à sociedade», afirma Mike Gallinari, analista de viagens e lazer da Mintel. «A vasta maioria dos consumidores quer que as empresas apoiem causas solidárias e muitos importam-se o suficiente para tomar isso em consideração quando fazem compras. A nossa pesquisa mostra que os consumidores querem efeitos mais visíveis das ações das marcas, acreditando que isso mostra que a empesa realmente se importa com a iniciativa e que não está apenas a doar dinheiro», explica.

6Teijin inova nos fios para sportswear

A Teijin Frontier, o negócio de conversão de fibras do Teijin Group, desenvolveu um fio texturizado modificado que afirma ser adequado para usar em vestuário de desporto. A empresa descreve o novo fio Solotex Octa como «extra volumoso, leve, com elasticidade e recuperação de forma». Embora a versão de fibra descontínua possa ser usada para substituir as penas em artigos para a cama, a versão de filamento tem aplicação em têxteis para sportswear e moda. A Teijin Frontier refere, em comunicado, que o Solotex Octa responde à procura do mercado por um filamento sintético volumoso, leve e com elasticidade, acrescentando que «até agora os produtores tinham dificuldade em produzir este tipo de fibra». A empresa desenvolveu o novo fio transformando a forma do Solotex (um material com elasticidade, que recupera a forma e com elevado amortecimento) com uma secção cruzada altamente modificada, que integra oito projeções alinhadas num padrão radial à volta de uma fibra oca. Em comparação com o Solotex original, os têxteis produzidos com o Solotex Octa são absorventes, têm secagem rápida e fornecem barreiras térmicas e isolamento, indica a empresa. A Teijin Frontier antecipa que as vendas anuais da fibra descontínua atinjam as 400 toneladas e que as vendas do filamento Solotex Octa cheguem a um milhão de metros em têxteis no ano fiscal que termina em março de 2023.