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  1. Chineses cortam nos preços e nos trabalhadores
  2. Marcas de luxo dominam o ranking BrandZ
  3. LVMH expande-se no mercado hoteleiro
  4. As tendências mais pesquisadas
  5. Fast fashion melhor do que marcas de designer
  6. Kendall Jenner lidera as redes e a lista da Forbes

1Chineses cortam nos preços e nos trabalhadores

As empresas chinesas estão a responder às ameaças da guerra comercial com os EUA reduzindo os preços, o efetivo de trabalhadores e o investimento, segundo o grupo UBS AG. Cerca de 86% das empresas afetadas pelas taxas dos EUA admitem que houve uma diminuição nas encomendas, de acordo com um inquérito a 200 diretores de departamentos financeiros de empresas com uma taxa de exportação significativa. Enquanto a maioria dos empresários pretende diversificar o seu negócio, expandindo-o para sectores com taxas mais reduzidas, não esperam que tal compense a menor procura que se regista atualmente. Das 125 empresas que reconhecem que os negócios já sofreram com a guerra comercial, 68% cortaram nos preços dos produtos sujeitos a impostos, 23% despediram trabalhadores, 27% reduziram os gastos de capital e 18% baixaram os salários. A diminuição nas margens de lucro das empresas e o corte no número de trabalhadores poderá agravar a situação da segunda maior economia mundial. O grupo USB prevê que as tréguas de 90 dias entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, sejam apenas uma pausa, estimando que a probabilidade de o acordo se prolongar é menor do que 15%. «A maioria das empresas espera que a guerra comercial se agrave», referem os analistas, prevendo que o crescimento das exportações abrande para 4% em 2019, face aos 11% deste ano. Por consequência, haverá mais cortes nos preços e mais despedimentos nos próximos seis meses, afirma o relatório. O governo chinês lançou medidas, como a diminuição de impostos e o aumento de subsídios, para reduzir o impacto das taxas nas exportações, uma estratégia que o grupo USB acredita que irá continuar em 2019. «Antecipamos que o governo continue a aliviar os encargos fiscais para suportar o crescimento, fomentando alguns subsídios e cortando algumas taxas para ajudar ao emprego», revelam os analistas.

2Marcas de luxo dominam o ranking BrandZ

O mais recente ranking BrandZ, da Kantar Millward Brown, mostra que, na França, o luxo domina. O ranking das marcas mais valiosas francesas demonstra «a posição poderosa das tradicionais casas da moda no cenário empresarial francês», refere o estudo. Baseado em entrevistas a mais de 100 mil consumidores, o ranking coloca a Louis Vuitton em primeiro lugar (avaliada em 46,4 mil milhões de dólares, cerca de 40,4 mil milhões de euros) a Chanel em segundo (39,2 mil milhões de dólares) e a Hermès em terceiro (31,5 mil milhões de dólares). Prova da importância do luxo na economia francesa, de um modo geral, é que o sector do luxo representa 47% do valor total do ranking, com duas das seis novas entradas a impulsionar o seu domínio, com marcas como a Céline (em 38º lugar, com 1,1 mil milhões de dólares) e a Van Cleef & Arpels (em 43º, com 937 milhões de dólares). Porém, há novas marcas na lista da cosmética, como a Vichy (em 41º lugar, com 954 milhões de dólares), a marca de eletrodomésticos Tefal (em 46º, com 774 milhões de dólares), a marca de gelados Carte D’Or (em 44º, com 931 milhões de dólares) e a marca de mobiliário e decoração para o lar, Maisons Du Monde (em 49º lugar, com 665 milhões de dólares). O valor total do top da BrandZ subiu 12% num ano, estando «significativamente acima do aumento de 2,3% no PIB do país, mas menos favorável quando comparado com o aumento de 21% no valor total das marcas registado no BrandZ Global Top 100 Brands», revela o estudo.

3LVMH expande-se no mercado hoteleiro

Nem sempre o luxo é sinónimo de malas, relógios e outros artigos de moda. Por vezes, pode ser fácil esquecer que o gigante do luxo LVMH abrange mais do que produtos de moda, sendo proprietária da Dom Pérignon e da Moët & Chandon, por exemplo. O conglomerado francês adquiriu a Belmond, empresa que tem sob a sua alçada 46 hotéis de luxo, restaurantes, comboios e navios, por cerca de 3,2 mil milhões de dólares (cerca de 2,79 mil milhões de euros). Nos 12 meses até ao dia 30 de setembro de 2018, as receitas da Belmond ascenderam aos 572 milhões de dólares. Criado há cerca de 40 anos com a aquisição do Hotel Cipriani em Veneza, a Belmond congrega espaços como o Hotel Splendido em Portofino, o Copacabana Palace no Rio de Janiero, o Le Manoir aux Quat’Saisons em Oxfordshire, o Grand Hotel Europe em São Pertsburgo, o Maroma Resort & Spa no Mexico, o Hotel das Cataratas no Parque Nacional Iguazú, no Brasil, e o Cap Juluca em Anguilla. O CEO da LVMH, Bernard Arnault, afirma que a Belmond «oferece experiências únicas a turistas exigentes e é proprietária de espaços excecionais nos destinos de férias mais desejados. O seu património, os seus serviços inovadores e a excelência na execução e empreendimentos vão de encontro aos valores do grupo e completam os seus Cheval Blanc e as atividades dos hotéis Bulagri. A aquisição irá melhorar significativamente a presença da LVMH no mundo dos hotéis de luxo».

4As tendências mais pesquisadas

Os dados mais recentes da Google Trends confirmam que há uma grande influência vintage na moda atual. Os dados do motor de pesquisa mostram que os consumidores procuram por artigos dos anos 1980, 1990 e 2000. Este ano, os consumidores têm estado mais focados em visuais retro e os produtos de marcas como a Prada e a Versace alimentaram esta obsessão. A realeza também tem sido uma tendência constante. Sem surpresas, o casamento entre Meghan Markle e o Prince Harry, em maio último, fez com que as pesquisas pela Givenchy aumentassem exponencialmente. Mas a Givenchy não foi a marca mais pesquisada. Na verdade, ficou em quarto lugar e a recente Fashion Nova lidera a tabela, alimentada pelas celebridades, com nomes como Cardi B a usar e promover a marca. Em segundo lugar, ficou a Louis Vuitton, seguida da Versace, Givenchy, Gucci, Alexander McQueen, Dolce & Gabbana, Fashionphile, Dior e Moschino. As tendências mais marcantes foram o retro, com a moda dos anos 80, o estilo grunge, os anos 90 e os 2000 a ocupar os quatro primeiros lugares. Segue-se Meghan Markle, à frente da moda masculina, o estilo Harajuku, a tendência hipster, Kate Middleton e a moda masculina dos anos 80.

5Fast fashion melhor do que marcas de designer

Investigadores da Universidade de Leeds fizeram testes de durabilidade a peças de vestuário de vários segmentos de preço, desde as mais baratas ao luxo, e concluíram que os artigos mais baratos frequentemente apresentam melhores resultados do que os mais caros. Os jeans e t-shirts testados foram submetidos a testes de abrasão, resistência à tensão, resistência das costuras e solidez de cor. O investigador Mark Summer afirmou, em declarações ao The Sunday Telegraph, que «muito frequentemente os melhores produtos foram os da fast fashion», acrescentando que as marcas de designer tiveram a pior performance. «Vários produtos da fast fashion demonstraram um valor por custo significativamente melhor do que outras marcas, sobretudo quando comparados com as marcas de designer. Os jeans de uma marca de moda duraram duas vezes mais do que os jeans de marca de designer, mas custam um décimo», apontou. Isto significa, sublinhou Mark Summer, que o vestuário é muitas vezes deitado ao lixo por outras questões que não a qualidade e que os consumidores deixam de usar as peças ainda antes destas apresentarem desgaste. Um estudo publicado no verão passado revelou que as redes sociais estão a alimentar a cultura de descartar produtos de moda que ainda não chegaram ao fim do seu ciclo de vida útil, algo que as marcas de moda e organizações não-governamentais estão a tentar reverter, ao mesmo tempo que os grupos de fast fashion procuram aumentar a utilização de materiais reciclados.

6Kendall Jenner lidera as redes e a lista da Forbes

Kendall Jenner é a modelo que lidera as redes sociais, ou é, pelo menos, a modelo com mais seguidores no mundo digital. Um fator que, atualmente, tem uma importância crescente. Combinando o Instagram, o Facebook e o Twitter, Kendall Jenner tem cerca de 143 milhões de seguidores. Contando só com o Instagram, a modelo junta 100 milhões de seguidores – um número conquistado recentemente –, o que sinfítica que ainda fica atrás das suas irmãs Kylie Jenner e Kim Kardashian, que têm, respetivamente, 121 e 122 milhões de seguidores, no Instagram. Além disso, na mais recente lista da Forbes das modelos mais bem pagas, Kendall Jenner lidera, tendo ganho cerca 22,5 milhões de dólares em 2018. Ainda que a modelo tenha menos seguidores nas redes sociais do que as irmãs, chegou aos 17 milhões de seguidores em apenas um ano. Em segundo lugar no mundo digital está a modelo Gigi Hadid, com cerca de 58,4 milhões de seguidores nas redes sociais. O seu número de seguidores é mais do dobro da sua irmã, Bella Hadid. Entretanto, Cara Delevingne desceu uma posição este ano, para o terceiro lugar, com cerca de 57,7 milhões de seguidores no Instagram. Segue-se na lista a modelo Chrissy Teigen, com 32 milhões de seguidores no Instagram e no Twitter, depois Tyra Banks com 29,5 milhões nas três redes e Emily Ratajkowski com 28, 2 milhões de seguidores. Quanto às veteranas, Gisele Bündchen conta com 25.8 milhões de seguidores e Miranda Kerr com 25,2 milhões, à frente de Bella Hadid, com 22,8 milhões de seguidores, e de Adriana Lima, com 21,3 milhões, em 10º lugar.