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  1. 28% dos portugueses querem aproveitar saldos
  2. Reservas de algodão diminuem
  3. As sapatilhas favoritas de Portugal
  4. Michael Kors Holdings muda de nome para Capri
  5. Pablo Isla é o melhor executivo do mundo
  6. Retalho dos EUA foi feliz na época festiva

128% dos portugueses querem aproveitar saldos

Segundo um inquérito do Observador Cetelem, cerca de 28% dos portugueses pretendem aproveitar a época de saldos para fazer compras e, em média, pretendem gastar 179 euros. Os tradicionais saldos de inverno, que se seguem ao Natal, decorrem até fevereiro. Este ano, os portugueses querem aproveitar para fazer compras pessoais (25%) ou de presentes de Natal tardios (3%). Trata-se de um crescimento de três pontos percentuais face a igual período do ano passado. Na verdade, os valores têm vindo a crescer de forma sustentada nos últimos anos: em 2014, o valor não ultrapassou os 19%, em 2015 chegou aos 20% e em 2016 atingiu os 23%. Porém, a maioria dos inquiridos (65%) refere não ter intenção de aproveitar os saldos de janeiro para qualquer tipo de compras, o que, de acordo com o Observador Cetelem, pode estar relacionado com uma eventual tentativa de poupança após os gastos mais avultados da época natalícia. Ao contrário do registado em 2017, a adesão aos saldos será maior na Área Metropolitana de Lisboa (36%) do que na do Porto (19%). Nas regiões Centro e Sul, 29% dos inquiridos tencionam aderir aos saldos. Na época de saldos de janeiro, as escolhas recaem no vestuário (cerca de 87%), seguindo-se os acessórios de moda (23%) e produtos culturais e de maquilhagem (ambos com 10%). A preferência para a aquisição destas compras incide essencialmente nas lojas dos centros comerciais (89%), seguidas do comércio tradicional (34%).

2Reservas de algodão diminuem

A produção mundial de algodão irá diminuir pela primeira vez em três anos na época 2018/2019. A queda será de 2%, para 26,1 milhões de toneladas. Também as reservas da fibra na China atingirão nos níveis mais baixos desde 2011/2012. Estas são, pelo menos, as previsões do International Cotton Advisory Council (ICAC). A descida na produção é a primeira desde 2015/2016 e surge após aumentos consecutivos de 7% e 16%, nas duas épocas anteriores. O grupo intergovernamental adianta que a produção poderá aumentar em alguns países, como na China, no Brasil, na África Ocidental, na Turquia e no Uzbequistão. Contudo, o aumento não será suficiente para compensar a diminuição de produção da fibra nos EUA, na Índia, na Austrália e no Paquistão. Prevê-se que a área mundial de plantação de algodão se mantenha nos 33 milhões de hectares. O consumo, que aumentou 9% para 26,8 milhões de toneladas na época 2017/2018, deverá diminuir ligeiramente para 26,7 milhões de toneladas no próximo ano. As taxas impostas na guerra comercial entre os EUA e a China não deverão influenciar diretamente o consumo, ainda que possam afetar a procura por parte do sector têxtil, caso tenham um efeito de abrandamento no crescimento económico, explica o ICAC. Com a expectativa de que o consumo irá exceder a produção em 2018/2019, a diminuição dos stocks continuará. Globalmente, o ICAC estima que as reservas da fibra irão diminuir de 18,8 milhões de toneladas para 18,2 milhões de toneladas, devido quase exclusivamente à forte descida nos armazéns chineses. Na verdade, fora da China, os stocks registarão com um ligeiro aumento, mas insuficiente para compensar a diminuição nas reservas chinesas, onde se estima que o stock atinja as 7,6 milhões de toneladas, o nível mais baixo no país asiático desde 2011/2012.

3As sapatilhas favoritas de Portugal

Segundo a JD Sports, o modelo Old Skool da Vans é o favorito dos portugueses. O modelo é instantaneamente reconhecido, não só pelos amantes de skate como pelo público em geral, pela sua risca branca lateral e pela etiqueta “Off the Wall”. A empresa dividiu as preferências por género e, quanto ao feminino, depois da Vans, seguem-se as marcas Converse, Fila e New Balance. Do lado das preferências masculinas, seguem-se a Adidas e a Nike. A Converse e a Fila chegaram ao 2.º e 3.º lugares do público feminino com os modelos All Star Ox e Disruptor II (branco), respetivamente. Em 4.º e 5.º lugares, o público feminino colocou os modelos Disruptor II (rosa) da Fila e o 373 da New Balance. Quanto às preferências masculinas, depois do modelo Old Skool da Vans, em 2.º e 3.º lugar, ficaram os modelos Superstar e N-5923 da Adidas. A completar as escolhas masculinas estiveram os modelos Air Force 1 ’07 Low Essential da Nike e os Stan Smith Vulc da Adidas, em 4.º e 5.º lugares, respetivamente.

4Michael Kors Holdings muda de nome para Capri

O grupo de luxo norte-americano mudou oficialmente a sua denominação para Capri Holdings Limited, depois de completar a aquisição da casa de moda italiana Versace. Em setembro de 2018, o grupo anunciou a intenção de comprar a marca italiana por 2,1 mil milhões de dólares (cerca de 1,9 milhões de euros). O Michael Kors Holdings pretende aumentar a receita da Versace para dois milhões de euros, ampliar a presença da marca no retalho, de 200 para 300 lojas, e expandir os segmentos de acessórios e calçado. «Com a aquisição da Versace, criámos um dos grupos que lidera o luxo mundial», acredita John Idol, presidente e diretor-executivo da Capri Holdings Limited. «A Versace é há muito reconhecida por ser uma das maiores marcas de luxo do mundo e é, igualmente, sinónimo de estilo e de glamour italiano. Estamos entusiasmados por podermos trabalhar com a diretora criativa, Donatella Versace, o diretor-executivo, Jonathan Akeroyd, e a sua equipa incrivelmente talentosa, para continuar a impulsionar o crescimento e sucesso da Versace a nível mundial», acrescenta. Além da Versace, o grupo Capri Holdings detém a marca Jimmy Choo e a adição da marca italiana vai ajudar a aumentar as receitas para 8 mil milhões de dólares, a longo prazo. O valor será dividido entre a marca Michael Kors (5 mil milhões de dólares), Versace (2 mil milhões de dólares) e a Jimmy Choo (mil milhões de euros). Geograficamente, o grupo estima aumentar as receitas na região asiática, de 11% para 19%, diminuir no continente americano de 66% para 57% e avançar na Europa de 23% para 24%.

5Pablo Isla é o melhor executivo do mundo

Pablo Isla, CEO do grupo Inditex, lidera o ranking mundial dos 100 melhores executivos do mundo, pelo segundo ano consecutivo. A lista, publicada pela Harvard Business Review (HBR), coloca Jensen Huang (Nvidia) em 2.º lugar, Bernard Arnault, (LVMH) em 3.º, seguido de François-Henri Pinault (Kering) em 4.º. Quem também chegou ao top 100 foi Mark Parker (Nike), tendo ficado em 14.º lugar, Tadashi Yanai (Fast Retailing), que ficou no lugar número 35, e Simon Wolfson (Next Plc) em 97.º. A lista da HBR difere de outros rankings, garante o seu diretor-executivo, Adi Ignatius. «Num ambiente comercial que aparenta ser obcecado com os preços das ações na bolsa e os resultados trimestrais, o nosso ranking realiza uma análise mais aprofundada», assegura o responsável. Para elaborar a lista, a HBR analisou os CEOs presentes no índice S&P Global 1200, a 30 de abril de 2018, e calculou o desempenho económico da empresa ao longo de todo o seu mandato. Além disso, teve em consideração a posição das empresas em rankings de responsabilidade social, ambiental e de administração (com a sigla inglesa ESG), fornecidos por duas empresas, a CSRHub e a Sustainalytics. Pablo Isla gere a Inditex desde 2005 e, se o ranking tivesse em conta apenas os fatores financeiros, o empresário espanhol ficaria em 29.º lugar. Contudo, a forte performance ESG da Inditex, que representa cerca de 20% da posição de cada CEO, valeu-lhe o primeiro lugar. Na lista deste ano, o CEO da Amazon, Jeffrey Bezos, ficou na posição 68. Se o ranking tivesse como base apenas a performance financeira das empresas, o norte-americano seria líder da tabela desde 2014, ano em que a HBR começou a publicar a lista no atual formato.

6Retalho dos EUA foi feliz na época festiva

Um aumento nos gastos dos norte-americanos ajudou os retalhistas dos EUA a conquistar a sua melhor época de compras de Natal em oito anos, de acordo com o relatório SpendingPulse, da Mastercard. Na categoria de vestuário, as vendas entre o dia 1 de novembro e 24 de dezembro (entre o período que antecede o Dia de Ação de Graças e a véspera de Natal) aumentaram 7,9%, em comparação com 2017. O SpendingPulse regista os gastos em lojas físicas e online, através de todas as formas de pagamento. De um modo geral, este ano as vendas aumentaram 5,1%, para mais de 850 mil milhões de dólares (cerca de 745 mil milhões de euros) – o maior crescimento dos últimos seis anos. As compras online também registaram um aumento significativo, de 19,1%, comparativamente com 2017. «Dos corredores das lojas às compras online, a confiança do consumidor traduziu-se em felicidade para o retalho», afirma Steve Sadove, consultor sénior da Mastercard e antigo CEO e diretor da Saks Incorporated. «Ao combinar o inventário certo com a mistura perfeita entre o online e as lojas físicas, muitos retalhistas conseguiram dar resposta aos consumidores através dos canais de venda mais indicados». Os resultados revelam que os grandes armazéns terminaram a época com uma queda de 1,3% nas vendas em relação a 2017, depois de dois anos de crescimento abaixo dos 2%, o que pode ser justificado pelo encerramento de algumas lojas. Porém, as suas vendas online aumentaram em 10,2%.