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  1. Moda brilha nos Globos de Ouro
  2. Atividade industrial abranda nos EUA
  3. Retalho da Zona Euro soma vendas
  4. Deflação na China ameaça preços mundiais
  5. Têxteis usados dão origem a novas fibras
  6. Millennials querem ser levados a sério

1Moda brilha nos Globos de Ouro

Depois do preto ter, no ano passado, dominado as passadeiras vermelhas, com as estrelas a vestirem-se de “luto” para chamar a atenção para o problema do assédio sexual, no passado domingo as escolhas foram mais diversas, tanto nas cores como nas formas, no primeiro grande evento de prémios do ano. No Beverly Hilton estiveram reunidas todas as cores do arco-íris, do amarelo-canário de Claire Foy e Rachel Brosnahan até ao ousado turquesa do vestido Calvin Klein usado pela nomeada Amy Adams. Lady Gaga, uma das favoritas a levar para casa o prémio de melhor atriz, acabou por não receber o galardão, mas deu nas vistas com o vestido azul claro da Valentino, que se destacou pelas mangas em balão e pela longa cauda. Melissa McCarthy, nomeada também para melhor atriz, usou um vestido roxo com estrelas prateadas como detalhe, enquanto Regina Kong brilhou num vestido cor-de-rosa. Os homens também quiseram emanar algum brilho: Idris Elba usou um casaco e colete verde esmeralda, Darren Criss optou por um padrão floral preto e branco, Bradley Cooper envergou um smoking branco e Spike Lee vestiu-se de púrpura da cabeça aos pés. Embora de forma mais discreta, o movimento Time’s Up, que pretende combater o assédio sexual na indústria cinematográfica e noutras indústrias, fez-se representar por pulseiras pretas e brancas, pins e até fitas com a mensagem “Time’s Up X 2”.

2Atividade industrial abranda nos EUA

A atividade industrial nos EUA abrandou acentuadamente em dezembro para o valor mais baixo em dois anos, provocado pela queda de novas encomendas e de contratação das fábricas, o que sugere que a economia não estará imune à desaceleração do crescimento na China e na Europa. O Institute for Supply Management revelou que o seu índice nacional de atividade nas fábricas baixou 5,2 pontos, para 54,1 pontos, no mês passado, o valor mais baixo desde novembro de 2016. A queda foi a maior desde outubro de 2008, quando a economia estava em recessão. Uma leitura acima de 50 indica expansão na atividade industrial, que representa cerca de 12% da economia americana. O sub-índice de novas encomendas caiu 11 pontos, para 51,1 em dezembro, o valor mais baixo desde agosto de 2016. O índice que mede o emprego baixou para 56,2 no mês passado, em comparação com 58,4 em novembro. As taxas impostas pela Administração Trump sobre as importações de aço e alumínio e sobre diversos artigos provenientes da China estão a prejudicar a indústria. Os produtores de equipamentos de transporte afirmam que «a procura dos clientes continua a diminuir devido a receios com a economia e as taxas». Além destas taxas, que aumentaram os custos das matérias-primas para os produtores, a atividade industrial está igualmente a ser prejudicada pelo câmbio forte do dólar, falta de mão de obra qualificada, pelo desvanecimento dos estímulos financeiros e pelo abrandamento do crescimento em economias como a China. «A economia vai estar a funcionar com um crescimento abaixo do seu potencial em 2019 a acreditar nas informações dos diretores de compras», afirma Chris Rupkey, economista-chefe na MUGF, em Nova Iorque, citado pela Reuters. Dados recentes mostram ainda que a atividade industrial diminuiu em grande parte dos países europeus e asiáticos em dezembro, com a produção industrial chinesa a contrair pela primeira vez em 19 meses.

3Retalho da Zona Euro soma vendas

As vendas na Zona Euro subiram mais do que o esperado em novembro pelo segundo mês consecutivo, com os consumidores a comprarem mais roupa e eletrónica, dando um sinal positivo para o crescimento do bloco económico no último trimestre de 2018. O Eurostat indicou que as vendas nos 19 países que compõem a Zona Euro aumentaram 0,6% em termos mensais, mais do que o crescimento de 0,1% antecipado pelos economistas consultados pela Reuters. Em termos anuais, as vendas a retalho subiram 1,1%. O Eurostat também reviu em alta os números de outubro, avançando agora com um aumento de 0,6% em termos mensais em comparação com a leitura anterior de 0,3%, e para um incremento em termos anuais de 2,3%, em comparação com os anteriores 1,7%. Os números melhores do que o esperado, embora sejam altamente voláteis e sujeitos a revisões frequentes, são boas notícias para a economia da Zona Euro, e podem apontar para um crescimento mais forte no último trimestre do ano. A economia do bloco cresceu apenas 0,2% no terceiro trimestre, o que representou um abrandamento face ao aumento de 0,4% do PIB no segundo trimestre. Antes dos números do retalho serem conhecidos, o ambiente menos positivo entre os gestores de compras em dezembro levou alguns economistas a prever que o crescimento nos últimos três meses de 2018 seria também lento. O aumento das vendas a retalho em novembro foi impulsionado sobretudo pelo apetite dos consumidores por vestuário e calçado, cujas vendas subiram, em volume, 2,7% em termos mensais. As compras de eletrónica, como televisões, também aumentaram 1,5% em termos mensais. Os números mais elevados do retalho foram ainda alimentados por vendas maiores de medicamentos (+1,3%), de combustível e pelas compras online. O crescimento das vendas nestes sectores compensou a queda mensal de 0,9% nas compras de bens alimentares, bebidas e tabaco.

4Deflação na China ameaça preços mundiais

Os preços no produtor na China deverão cair devido à menor procura e aos custos mais baixos com as commodities, acrescentando mais um desafio ao governo que tem já que lidar com as tensões comerciais e uma previsão de crescimento menos favorável. «Os preços a montante caíram muito mais significativamente, o que significa que em termos anuais, a inflação dos preços no produtor deverá ser mais baixa do que a inflação no consumidor pela primeira vez em oito trimestres e pode entrar em terreno negativo em breve», afirma Song Yu, economista-chefe na Beijing Gao Hua Securities Co., uma joint-venture com o Goldman Sachs Group Inc, numa nota recente. O índice de preços no produtor de dezembro deverá abrandar para 1,6%, o ritmo mais baixo desde 2016, de acordo com a média das previsões dos economistas. Jiang Chao, da Haitong Securities Co, sustenta que o ponto de viragem pode surgir em janeiro, à medida que os preços do aço e do carvão baixam e os preços do petróleo se mantêm em baixa. A queda dos preços à porta da fábrica vai erodir ainda mais os lucros industriais, enfraquecendo a capacidade das empresas chinesas, altamente endividadas, de pagarem os empréstimos contraídos. Há ainda uma ligação clara entre os preços de fábrica e os preços de exportação da China, o que significa que a descida do índice de preços no produtor pode agir também como um peso nas previsões de preços mundiais. A China enfrentou quatro anos e meio de deflação de preços na fábrica entre 2012 e 2016, que agravou os seus problemas de dívida externa.

5Têxteis usados dão origem a novas fibras

Investigadores da Universidade Estatal de Washington estão a trabalhar para desenvolver uma nova tecnologia pensada para manter milhões de toneladas de algodão e celulose fora de aterros, transformando-os em novas fibras para produzir vestuário. Com o apoio da MJ Murdock Charitable Trust, o projeto foi pensado para ajudar a fechar o ciclo ao transformar resíduos em produtos de elevada qualidade de uma forma “amiga” do ambiente. Em parceria com Ting Chi, professor associado de vestuário, merchandising, design e têxteis, e Jinwen Zhang, professor na Escola de Engenharia Mecânica e de Materiais, o projeto recebeu um financiamento de 120 mil dólares (cerca de 105 mil euros). A bolsa irá permitir à equipa criar um dispositivo à escala laboratorial que produz novas fibras a partir de resíduos têxteis de algodão. Hang Liu, professora assistente no departamento de vestuário, merchandising, design e têxteis da Universidade Estatal de Washington, irá usá-la para produzir amostras de tecido com potencial comercial, ajudando a indústria a aprender a como usar e desenvolver produtos com fibras regeneradas. «Mais de 13 milhões de toneladas de têxteis vão para o lixo todos os anos nos EUA», explica Liu. «Só no condado de King, em Washington, 40 mil toneladas de resíduos têxteis acabaram em aterros em 2015. A indústria têxtil está ansiosa por reutilizar esses resíduos. Os produtores estão ativamente a procurar práticas sustentáveis que mantenham os materiais em utilização o máximo de tempo possível e a tentar encontrar novo valor para eles após a utilização», acrescenta. O consumo de fibras está a aumentar à medida que a população mundial em crescimento exige têxteis para vestuário, para as casas e para as diferentes indústrias. Ao mesmo tempo, a taxa de reciclagem de resíduos têxteis é extremamente baixa: menos de 1% do vestuário é reciclado em fibras para novo vestuário, representando uma perda de mais de 100 mil milhões de dólares de materiais todos os anos, de acordo com a universidade. «Tendo em conta a enorme quantidade de resíduos de algodão disponíveis gratuitamente ou a um custo muito baixo, essa poupança tem grande interesse para a indústria», sublinha Hang Liu. «O meu projeto é um marco importante que pode reforçar a colaboração da indústria e mostrar o valor comercial e ambiental de regenerar fibras têxteis», conclui.

6Millennials querem ser levados a sério

A geração que fez com que os fatos quase se extinguissem em alguns locais de trabalho aprecia, afinal, a utilização de vestuário formal. É pelo menos isso que conclui um inquérito da Savile Row Company, que revela que 76% dos millennials preferem vestir-se de forma mais formal, apesar de o código de vestuário dos locais onde trabalham não o exigir. Considerando que a Savile Row Company é uma alfaiataria que produz fatos e camisas, é expectável que alimente esta ideia. Porém, apesar de não o número de pessoas questionadas, 76% dos inquiridos terão defendido a utilização de vestuário formal. A razão pela qual os millennials apreciam a utilização de fatos, segundo o inquérito, não tem a ver com um regresso ao passado. 77% dos millennials acreditam que quem se veste de forma formal é levado mais a sério, numa altura em que há menos estabilidade no mercado de trabalho. Os millennials consideram que vestir-se de forma formal (28%) é mais importante do que ser visto como uma pessoa que se veste de acordo com as tendências de moda (8%) e 56% afirmam que o seu local de trabalho melhoraria se houvesse um código de vestuário mais formal. Jeffrey Doltis, diretor geral da Savile Row Company, admite que, historicamente, o típico cliente da empresa tem mais de 35 anos mas, atualmente, nas compras das lojas online têm aumentado as compras de consumidores na faixa etária entre os 25 e os 34 anos.