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Breves

  1. Vikings inspiram Aly John
  2. Colorifix angaria 3 milhões para tingimento biológico
  3. O tecido do futuro da The North Face
  4. Uniqlo reduz lucros da Fast Retailing
  5. ATP formaliza ligação a Joana Vasconcelos
  6. Modernismo prevalece no design de interiores

1Vikings inspiram Aly John

A marca portuguesa especializada em denim lançou uma coleção cápsula, onde «o poder feminino e o papel da mulher na sociedade são o destaque», revela a marca, em comunicado. Os novos jeans são inspirados na série Vikings, mais especificamente na personagem Lagherta. «Uns jeans que se destacam pelo seu conforto e irreverência, que transparecem a força de uma mulher independente que quer conquistar o mundo», descreve a Aly John. A insígnia especialista em artigos de denim afirma ainda que «as mulheres são a sua fonte de inspiração» e pretende oferecer ao público feminino uma linha de produtos que reflete todo esse espírito. Os novos jeans foram batizados “Viking Girl” e estão já disponíveis na loja online da marca, assim como as restantes peças desta coleção cápsula.

2Colorifix angaria 3 milhões para tingimento biológico

A stratup britânica de biotecnologia angariou 3 milhões de dólares (cerca de 2,7 milhões de euros) em financiamento para expandir a sua em Norwich, com o objetivo de melhorar o seu processo de tingimento biológico. A maior investidora foi a Challenger 88, que conta com a participação de nomes com fortes ligações ao mundo da moda, incluindo a Cambridge Enterprise, H&M Co:Lab (que faz parte do grupo H&M) e a Primera Impact. Além da expansão, os fundos vão financiar a estruturação da equipa, numa altura em que a Colorifix está a desenvolver produtos piloto, em parceria com diversos agentes da indústria da moda internacional. A Colorifix utiliza métodos biológicos para criar uma gama de cores, produzidas naturalmente por organismos como micróbios, plantas, animais e insetos. A startup britânica garante ser a primeira empresa a aplicar o tingimento biológico em tecidos de algodão, poliéster e poliamida. A Colorfix está igualmente a investigar modos de aplicação da inovação a outros tecidos naturais e sintéticos. Ao desenvolver microrganismos que produzem pigmentos de forma natural, produtos derivados da agricultura, como melaço, podem ser convertidos em corantes apropriados para tingimentos têxteis. Os microrganismos também transferem a cor para um tecido ou peça, resultando em poupança de água e energia. «Ao desenvolvermos uma solução que consome 10 vezes menos água do que o tingimento tradicional e não utiliza metais pesados, solventes orgânicos ou ácidos, e atinge resultados excelentes em testes e qualidade distintos, a Colorifix está a captar a atenção de forças motrizes da indústria têxtil», refere a empresa. Comentando o investimento, Orr Yarkoni, CEO da Colorifix, explica que «demorou algum tempo até que encontrássemos os investidores certos, mas acredito que fizemos uma parceria estratégica e com impacto, no sentido de melhorarmos o que temos atualmente. Os nossos investidores acreditam na nossa missão, que ajuda o meio ambiente, e vão, certamente, ajudar-nos a percorrer o longo caminho para mudar a indústria». Já Wolfgang Hafenmayer, sócio-gerente da Challenger 88, admite que «quanto mais tempo passamos com a equipa da Colorifix, mais entusiasmados ficamos com a abordagem inovadora no tingimento, que tem o potencial de melhorar radicalmente uma das indústrias que mais destrói ambientalmente o planeta».

3O tecido do futuro da The North Face

Trata-se de uma inovação que promete «revolucionar o futuro dos têxteis técnicos». É pelo menos esta a garantia da marca norte-americana de activewear acerca do recém-lançado Futurelight, que descreve como «o tecido para outerwear à prova de água e respirável mais avançado do mundo». «Atualmente, quando se fala num produto à prova de água, espera-se algo rugoso, demasiado quente e impossível de embalar. Com o Futurelight, podemos usar a tecnologia para fazer algo respirável, à prova de água e, pela primeira vez, confortável. Imagine-se uma t-shirt à prova de água, uma camisola ou mesmo denim, que as pessoas querem realmente usar. Começamos com casacos, tendas e luvas, mas as possibilidades são infinitas», adianta Scott Mellin, diretor geral do segmento de Desportos de Montanha na The North Face. Ao usar novas práticas no desenvolvimento do tecido, as três camadas do Futurelight são também produzidas «através de tecidos reciclados e uma produção que diminui o consumo de químicos», garante o responsável. Através deste processo, são criadas lacunas de tamanho nano, o que permite «uma porosidade incrível, enquanto o tecido permanece à prova de água, possibilitando que o ar se desloque através do material e proporcione mais respirabilidade do que nunca», esclarece Scott Mellin. Deste modo, «permite aos designers ajustarem o peso, a elasticidade, a respirabilidade, a durabilidade, a construção (seja malha ou tecido) e a textura, para ir de acordo às atividades e ao ambiente dos atletas e dos consumidores», acrescenta. O material foi testado ao longo de dois anos pela equipa de atletas da The North Face, em ambientes como a montanha Lhotse, nos Himalaias, e o Evereste.

4Uniqlo reduz lucros da Fast Retailing

A Fast Retailing, que detém a Uniqlo, surpreendeu os mercados com uma descida nos lucros do primeiro trimestre do ano fiscal – setembro, outubro e novembro – com o tempo quente a afetar as vendas da coleção de inverno, forçando a implementação de descontos na mesma. Deste modo, o valor das ações da Fast Retailing caiu, numa altura em que os investidores estão preocupados com a situação dos mercados japonês e chinês. A meteorologia não beneficiou a marca, especialmente no seu mercado doméstico, e na Uniqlo. Takeshi Okazaki, CFO da Fast Retailing, recorda que, no ano passado, a empresa teve uma performance «extremamente positiva, no Japão, e acabou por ficar sem stock de vestuário de inverno, daí que, nesta estação, tenha produzido mais quantidades. Por consequência, as temperaturas amenas tiveram um impacto ainda maior», afirma. O lucro operacional da Fast Retailing baixou 8% para 104,7 mil milhões de yens (cerca de 846 milhões de euros), com as receitas a aumentarem 4,4% para 644,46 mil milhões de yens, entre setembro e novembro. Os resultados ficaram aquém das expetativas dos analistas, que previam um aumento de 3,5% no lucro operacional. O lucro líquido diminuiu 5,2% para cerca de 80 mil milhões de yens. Os resultados refletem a performance da Uniqlo, já que as receitas da japonesa diminuíram 4,3% e o lucro operacional desceu quase 30%. Os preços reduzidos não se limitaram às lojas locais. A Uniqlo também diminuiu os preços nas lojas da China e da Coreia do Sul, com o objetivo de vender o seu inventário de inverno e ter um stock menor na nova estação. No entanto, a empresa está otimista e estima que a Uniqlo registe uma receita positiva e um aumento no lucro a nível internacional na primeira metade do ano fiscal. Internacionalmente, a Fast Retailing conheceu um aumento de 12,8% nas receitas e um crescimento de 12,6% nos lucros operacionais, com um aumento a dois dígitos na China. Enquanto os mercados se preocupam com as perspetivas de crescimento na China, a Fast Retailing está mais otimista e continua a abrir lojas no país asiático, tendo inaugurado 78 espaços ao longo do último ano.

5ATP formaliza ligação a Joana Vasconcelos

Esta terça-feira, numa cerimónia realizada em Lisboa, a ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal celebrou um protocolo de colaboração com a artista Joana Vasconcelos, que «formaliza o trabalho conjunto que já vem sendo feito há cerca de um ano e que se pretende reforçar no futuro», refere a associação em comunicado. Recorde-se que, em 2018, a artista portuguesa foi apoiada pela ATP para a produção de obra Egeria, da série Valquírias, apresentada no Museu Guggenheim Bilbao. Inaugurada este mês, a peça Simone, de grandes dimensões, foi criada para a escadaria dos históricos armazéns Bon Marché, em Paris. Segundo a ATP, a peça, «maioritariamente realizada com têxteis portugueses, invade as vitrinas de rua e funde-se com os produtos das marcas mais desejadas e luxuosas do planeta, fazendo-se destacar pelos sublimes e tecnologicamente evoluídos materiais nacionais. As peças de Joana Vasconcelos expressam amplamente o universo versátil, criativo e inovador que a indústria têxtil assume a nível nacional». Com este protocolo, a ATP procura «dar visibilidade à qualidade, design e modernidade tecnológica que hoje caracterizam os têxteis produzidos em Portugal, cuja excelência os reputa como um dos mais avançados em todo o mundo».

6Modernismo prevalece no design de interiores

Peças artesanais, artigos personalizados, o estilo modernista e cores mais quentes e claras são as principais tendências que poderão ser vistas no segmento mais alto do mercado de design de interiores este ano, segundo a plataforma 1stdibs, que lançou os resultados do seu segundo inquérito anual, o Interior Designer Trends, baseado em entrevistas a centenas de designers de todo o mundo. Os inquiridos referem que a preferência por produtos artesanais está a crescer, com 49% dos designers a confessarem que vão utilizar peças únicas e artesanais, uma subida em relação aos 42% do ano passado. 58% referem que irão eles próprios personalizar peças, um valor igualmente acima dos 44% de 2018. O inquérito revela que a gama de estilos modernistas ainda prevalece, com o modernista geral e o modernista escandinavo, o modernista mid-century, a Art Decó e o modernista norte-americano a serem considerados os estilos provavelmente mais usados em 2019. Quanto às cores, os designers de interiores revelam que os clientes se aproximam cada vez mais de tons mais quentes e mais claros. Este ano, prevê-se que as cores mais usadas sejam o verde esmeralda, o azul e o cinzento. Uma tendência que chegou aos padrões, com os abstratos e os padrões de grande escala, formas geométricas e de natureza (como os temas florais) a permanecerem populares. Entretanto, os materiais que deverão ser mais utilizados incluem a madeira, acrescentando-se o metal, de um modo geral, mas, especialmente, o cobre. A plataforma afirma que, de saída, está o roxo, a cor que apresentou a maior descida, diminuindo para 4%, em relação aos 15% do ano passado. Segue-se a cor branca, que diminuiu para os 7%, em relação aos 12% de 2018. O metal e a madeira são novidades nas tendências, mas os metais industriais e as madeiras recicladas são os materiais com menor probabilidade de serem uma tendência. Os metais industriais permanecem no 1%, enquanto as madeiras recicladas diminuíram de 1% para 3%, de acordo com as preferências dos designers. Embora os estilos ecléticos sejam importantes, o facto de o modernismo ser tão forte significa que estilos mais clássicos, como o Barroco ou o Vitoriano, sejam os menos preferidos, à semelhança do ano passado.