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  1. Lectra reforça comissão executiva
  2. Rihanna e LVMH preparam nova marca
  3. Têxteis técnicos valem 124 milhões em Famalicão
  4. Bruno Sialelli é o novo diretor artístico da Lanvin
  5. Sonae Sierra compra 50% do Grupo Balmain
  6. Hedi Slimane une-se ao clássico para a Céline

1Lectra reforça comissão executiva

A multinacional francesa está a transformar a sua comissão executiva, com o objetivo de acelerar a implementação da estratégia Lectra 4.0, iniciada em 2017. No quadro estratégico 2017-2019, a transformação tem cinco objetivos: acelerar o crescimento das receitas, acentuar a liderança tecnológica para aprimorar o valor dos produtos e serviços prestados, fortalecer a posição concorrencial e relações a longo prazo com os clientes, lançar progressivamente propostas de software em modo SaaS (Software como Serviço) e, por último, autofinanciar os projetos de desenvolvimento internos e externos. A empresa depende maioritariamente de quatro tecnologias: Big Data, Inteligência Artificial, a Internet das Coisas e a Nuvem. Até ao momento, a comissão executiva da Lectra era composta por Daniel Harari, Céline Choussy, Edouard Macquin, Jérôme Viala e Véronique Zoccoletto. De forma a acelerar a execução da estratégia, a Lectra decidiu rever a organização das suas filiais, focar os esforços no Customer Success e alargar a comissão executiva, que permanece sob a liderança de Daniel Harari. Jérôme Viala, atual vice-presidente, será também vice-presidente da comissão executiva, com responsabilidades acrescidas nas operações das filiais, que foram reorganizadas em quatro regiões principais: América, liderada por Edouard Macquin, Ásia Pacífico, que ficará a cargo de Javier Garcia; a Europa do Norte e Médio Oriente, que será liderada por Holger Max-Lang e a Europa do Sul e o Norte de África, sob a liderança de Fabio Canli. Javier Garcia e Holger Max-Lang são os novos membros da comissão executiva. Com o objetivo de melhor acompanhar as necessidades dos clientes e garantir o uso eficaz das suas soluções, a Lectra criou a posição de diretor do departamento de customer success, que ficará a cargo de Laurence Jacquot, que também se junta à comissão executiva. Maximilien Abadie, diretor de estratégia, torna-se igualmente membro da comissão executiva, com objetivo de implementar a estratégia da Lectra 4.0 e preparar o plano estratégico 2020-2022. Olivier du Chesnay, diretor do departamento financeiro, junta-se à comissão executiva com o objetivo de fortalecer as bases do modelo económico da Lectra. Céline Choussy, diretora do departamento de marketing e comunicação, terá como principal missão garantir o lançamento e desenvolvimento de novas ofertas. Véronique Zoccoletto, diretora do departamento transformação, irá focar-se na digitalização em curso da Lectra e o uso das quatro principais tecnologias.

2Rihanna e LVMH preparam nova marca

O grupo LVMH, detentor de marcas como a Louis Vuitton ou a Givenchy, estará a desenvolver uma nova marca de luxo, em parceria com a cantora Rihanna. A notícia foi avançada pelo WWD, mas o grupo de luxo recusou-se a prestar esclarecimentos. Atualmente, a LVMH já conta com uma parceira com a artista na área da maquilhagem, com a marca Fenty Beauty, que tem vindo a crescer desde o seu lançamento, em setembro de 2017. O WWD refere que a nova parceria com a artista poderá incluir vestuário, artigos de pele e acessórios e que a primeira coleção poderá ser lançada ainda este ano. O grupo LVMH tem optado pelo crescimento através de aquisições de empresas já existentes, como a compra, no final do ano passado, do grupo hoteleiro Belmond por cerca de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros). Nos últimos meses, o grupo também investiu fortemente no desenvolvimento das suas marcas, como a Céline, com um novo diretor criativo – Hedi Slimane – e uma coleção masculina, numa tentativa de aumentar as receitas. Recorde-se que as marcas de luxo se têm deparado com algumas dificuldades, incluindo um potencial decréscimo no mercado chinês, e estão a empreender novas medidas para atrair os consumidores jovens, mudando de direções criativas e colaborando com celebridades e influencers, como estratégia de marketing.

3Têxteis técnicos valem 124 milhões em Famalicão

Segundo a mais recente edição do Anuário Estatístico Regional, do Instituto Nacional de Estatística (INE), os têxteis técnicos somam 124 milhões de euros de exportações em Vila Nova de Famalicão, representando 26% do total das vendas internacionais do sector do concelho. A performance exportadora dos têxteis técnicos e/ou funcionais aumentou de 111 milhões em 2016 para 124 milhões de euros em 2017. Além disso, entre 2013 e 2017, as exportações de materiais ou produtos têxteis que se distinguem pela sua elevada tecnicidade e diferenciação cresceram 24,1% no concelho. Recorde-se que Famalicão, que se autodenomina Cidade Têxtil de Portugal, assume 9,1% das exportações da indústria têxtil e vestuário em Portugal, com 474 milhões de euros de vendas para o exterior em 2017, o que corresponde a 23,7% do total das exportações do concelho. Os principais mercados de exportação dos têxteis famalicenses são Espanha (21%), Alemanha (16,5%) e França (12%). Além disso, em 2017, o volume de negócios do sector cresceu 5,3%, para 812 milhões de euros, e o valor acrescentado bruto subiu 7,6% para 254 milhões de euros.

4Bruno Sialelli é o novo diretor artístico da Lanvin

A marca francesa nomeou Bruno Sialelli como novo diretor artístico, pela sua «linguagem jovem» e «capacidade de flutuar entre géneros, que será uma vantagem para a Lavin, à medida que a indústria do luxo tende a diluir as fronteiras entre os sexos», revela a casa de moda pertencente ao conglomerado chinês Fosun em comunicado. O CEO da Lavin, Jean-Philippe Hecquet, explica que «a sua visão tão pessoal e única, a sua audácia, a sua cultura, a sua energia e capacidade de construir uma equipa criativa» convenceu a marca. Bruno Sialelli, antigo designer de vestuário masculino da Loewe, já trabalhou sob a direção de Jonathan W. Anderson. Também passou pela Balenciaga, com Nicolas Ghesquière e Alexander Wang, bem como pela Acne Studios, onde foi designer de vestuário feminino, e também pela Paco Rabanne. Assegurar uma nova liderança no design e na gestão foi essencial para a Fosun International, que adquiriu a Lanvin em fevereiro de 2018. «Estamos entusiasmados por ver o dinamismo que chegará a esta marca, com a combinação entre o talento criativo de Bruno Sialelli e a direção única e energética do Jean-Philippe Hecquet», afirmou a presidente do Fosun Fashion Group, Joann Cheng.

5Sonae Sierra compra 50% do Grupo Balmain

A empresa internacional chegou ao mercado polaco através da aquisição de uma participação de 50% na Balmain Asset Management. A joint venture Sierra Balmain irá focalizar-se inicialmente na expansão dos serviços do portefólio atual da Balmain, que já conta com 15 centros comerciais localizados em 15 cidades da Polónia. As subsidiárias do Grupo Balmain, BSC Real Estate Advisors e BSC Property Management, vão passar a operar com a designação Sierra Balmain. Esta nova entidade não investirá diretamente em ativos imobiliários, mas continuará a prestar serviços aos seus investidores. A Sierra Balmain conjugará experiência internacional da Sonae Sierra ao conhecimento do mercado local por parte da equipa da Balmain, que ficará responsável pela gestão corrente do negócio. Com mais de 100 profissionais, a gerir um portefólio avaliado em mais de mil milhões de euros e com 1.150 contratos com lojistas, em mais de 430 mil metros quadrados de área bruta locável, a joint venture Sierra Balmain irá prestar uma combinação de serviços de gestão de operações, gestão de ativos e de comercialização em todo o portefólio. A Sierra Balmain, que será liderada por James Turner, irá oferecer um conjunto de serviços dedicados ao imobiliário, com foco em retalho, lazer e lifestyle, complementados com competências na área da logística e escritórios, prestando serviços, nomeadamente, nas áreas de comercialização, gestão de ativos, gestão de investimento, gestão de fundos, marketing e gestão de projetos. «Estamos habituados a ter parcerias em novos mercados e esta oportunidade de nos juntarmos ao grupo Balmain e de capitalizarmos sinergias únicas com a Sonae Sierra, irá permitir o crescimento futuro do nosso negócio na Polónia e noutros mercados adjacentes. Esta parceria reforça a nossa atividade de prestação de serviços, pois passará a contar com um portefólio de clientes muito interessante na Polónia, uma equipa com experiência local, ao mesmo tempo criando uma base forte para um crescimento futuro noutros países europeus», destaca Pedro Caupers, administrador executivo responsável pela área de investimento da Sonae Sierra. Por sua vez, James Turner, administrador executivo do Grupo Balmain, refere que «desde o começo desta negociação que nos apercebemos das sinergias operacionais e da abordagem comum para a criação de ambientes inovadores para os investimentos imobiliários de nossos clientes. O conhecimento combinado, os recursos e a capacidade da Sierra Balmain irão trazer uma nova perspetiva para a Polónia e para a região nas áreas em que operamos».

6Hedi Slimane une-se ao clássico para a Céline

O designer Hedi Slimane apresentou a sua primeira coleção masculina para a Céline, que foi, aliás, a primeira coleção masculina de sempre da marca francesa. Para trás ficou a era de Phoebe Philo, numa altura em que a casa de moda apostou num visual ligeiramente mais maduro e sofisticado. Propostas que, à semelhança de muitas marcas da atualidade, se focavam num consumidor jovem e magro. Para a estação outono-inverno 2019/2010, Slimane criou uma coleção que une o visual de uma estrela de rock e que simultaneamente agrada ao tradicional consumidor da LVMH. Retirando o primeiro look da passerelle, a coleção reflete exatamente o esperado do luxo masculino: roupa muito usável, como calças com bastante espaço para o movimento, algo que o Hedi Slimane de há alguns anos atrás não consideraria, optando igualmente por riscas, sobretudos clássicos em lã e tweeds. Em alguns momentos do desfile, apenas o aspeto dos modelos, as gravatas finas e as calças com um corte demasiado curto para o homem comum diferenciaram a coleção de qualquer outra de vestuário masculino. Também houve elementos menos tradicionais, como casacos com padrão leopardo e tigre, casacos de cabedal ou calças justas. Contudo, no geral, foi uma coleção desenhada para vender. Quanto aos acessórios, os óculos de sol estiveram em destaque, com muitos looks sem género, onde o preto dominou. No calçado, Slimane optou pelo couro envernizado em botas com cordões até ao tornozelo e sapatos com toques de padrões de animais. O destaque foram as gravatas finas, um detalhe que pode ter um grande impacto no sector.