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  1. Lectra chega ao design de interior de automóveis
  2. FMI corta previsões para o crescimento mundial
  3. Nova fibra ecológica sob investigação
  4. Alibaba continua a investir
  5. Catherine Deneuve leiloa 130 modelos Saint Laurent
  6. Norte-americanos deitam fora 10 peças por ano

1Lectra chega ao design de interior de automóveis

A especialista em soluções de software de design e máquinas de corte uniu forças com a Universidade Cincinnati para conceber um curso interdisciplinar, que irá explorar as tendências de design de interior de automóveis. A Lectra irá oferecer o Design Concept, o seu software inovador de desenvolvimento de produto, ao Myron E. Ullman, Jr. School of Design da Escola de Design, Arquitetura, Arte e Planeamento da Universidade de Cincinnati. Estudantes de áreas desde a moda aos transportes, passando pelo design de mobiliário, poderão aprender como criar ideias de produto usando técnicas digitais de desenvolvimento, incluindo modelação 3D e desenvolvimento de padrões 2D. O Design Concept permite aos criadores de assentos, painéis e protetores de volantes para veículos, navios e aviões acelerar o desenvolvimento de produto com um protótipo colaborativo virtual. Comprometida em envolver-se na formação dos estudantes de moda, a Lectra oferece a mais de 900 escolas e universidades o acesso a software e conhecimento em design. Agora, esse compromisso foi estendido ao design de interiores de automóveis. «É um exemplo perfeito do nosso compromisso com uma educação focada na indústria. O donativo da Lectra irá elevar as nossas capacidades técnicas a novos níveis e permitir aos nossos estudantes que façam coisas que nunca fizeram antes», afirma Gjoko Muratovski, diretor da Ullman School of Design. Por sua vez, Céline Choussy, diretora de marketing e comunicação da Lectra, considera que a parceira com a Ullman School of Design aproxima a Lectra da indústria automóvel e liga os estudantes às tecnologias desenvolvidas pela empresa. «Esta parceria oferece aos estudantes o laboratório perfeito para verem as novas tendências ganharem vida com a nossa solução de desenvolvimento de produto. A Lectra está satisfeita por dar o seu contributo para o desenvolvimento dos designers de amanhã», assegura.

2FMI corta previsões para o crescimento mundial

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a economia mundial cresça 3,5% em 2019 e 3,6% em 2020 – -0,2 pontos percentuais e -0,1 pontos percentuais do que nas projeções de outubro. As razões para a diminuição incluem uma dinâmica económica mais fraca na segunda metade de 2018, preocupações em relação ao aumento da tensão comercial entre mercados importantes, como os EUA e a China, a falta de um acordo entre o Reino Unido e a União Europeia em relação ao Brexit, e uma contração económica na Turquia, que poderá, afinal, ser mais profunda do que a antecipada. «Desde o outono, as condições financeiras tornaram-se mais difíceis», reconhece o FMI, em comunicado. Vários elementos por detrás do aumento nas tensões comerciais podem impulsionar uma maior deterioração no risco global, com implicações adversas no crescimento, especialmente tendo em conta os altos níveis de divida pública e privada. Estes estímulos incluem o não acordo entre o Reino Unido e a União Europeia e um abrandamento maior do que o esperado na economia chinesa. As mudanças nas projeções, acrescenta o FMI, dependem do resultado das trocas comerciais e da direção que as condições financeiras terão nos próximos meses. «Se os países resolverem as suas diferenças sem levantar ainda mais barreiras comerciais prejudiciais e o clima económico mundial melhorar, então, com uma maior confiança e condições financeiras mais favoráveis poderão reforçar-se entre si, e, deste modo, potenciar o crescimento acima da previsão. No entanto, o balanço permanece inclinado para o lado negativo, à semelhança do World Economic Outlook de outubro», refere a organismo. O FMI destaca ainda que a assinatura do acordo comercial entre os EUA, México e Canadá (USMCA) e as tréguas nos aumentos das taxas entre a China e os EUA foram momentos positivos rumo à diminuição das tensões comerciais. Contudo, a falta de resultados, a dificuldade em resolver diferenças e consequente aumento das tarifas deverão conduzir a maiores custos nos intermediários e dos bens de investimento e, ainda, produtos finais mais caros para os consumidores. «Além destes impactos diretos, uma maior incerteza nas políticas comerciais e as preocupações em relação às retaliações deverão diminuir o investimento comercial, perturbar a cadeia de aprovisionamento e baixar o crescimento da produtividade. Por consequência, o cenário será negativo para os lucros das empresas, o que poderá prejudicar os mercados financeiros e reduzir ainda mais o crescimento», alerta o FMI.

3Nova fibra ecológica sob investigação

Uma equipa de Investigadores da Universidade Aalto, da Finlândia, desenharam e produziram um vestido obtido a partir da madeira de árvores finlandesas, cuja espécie é denominada vidoeiro, usando uma tecnologia sustentável batizada Ioncell – e estão a planear aumentar a produção das suas fibras ecológicas. Desenvolvido pela Universidade de Aalto e pela Universidade de Helsínquia, o processo loncell visa mudar o modo como o vestuário é produzido, ao desenvolver fibras sustentáveis de qualidade, a partir de uma gama de matérias-primas que inclui a madeira, papel ou cartão reciclado e algodão usado. Ao contrário do algodão ou da viscose, a fibra loncell é uma alternativa ecológica que também pode ser reciclada, asseguram os investigadores. O projeto conquistou a atenção internacional quando a peça foi vestida por Jenni Haukio, esposa do presidente finlandês Sauli Niinistö, no âmbito de um evento em Helsínquia, que marcava a celebração da independência da nação nórdica. Apesar de estar ainda em fase de investigação, o vestido de Jenni Haukio não foi o primeiro produto da gama a ser visto em eventos estatais. O presidente francês, Emmanuel Macron, recebeu um cachecol de loncell feito a partir de jeans usados, quando visitou a Universidade de Aalto em agosto de 2018. Recentemente, a equipa da instituição de ensino superior finlandesa anunciou que será lançado um investimento, no valor de 4 milhões de euros, no Aalto Bioproduct Center, em Otaniemi. A mudança passará pelo desenvolvimento de um espaço que irá albergar toda a cadeia de produção têxtil, da fabricação das fibras e tecidos até aos produtos acabados. O investimento, indica a equipa, vai aumentar a produção para cerca de 10 quilos por dia, em comparação com as 100 gramas obtidos atualmente no laboratório. «Existe um grande interesse por fibras têxteis ecológicas e temos muita procura de empresas têxteis e de moda à qual não conseguimos dar resposta. Graças a este equipamento, podemos fornecer mais fibra e colaborar com mais empresas», afirma Janne Laine, diretora do projeto e vice-presidente para a inovação na Universidade de Aalto.

4Alibaba continua a investir

O cenário económico da China não assusta o grupo de comércio eletrónico, que irá continuar a fazer grandes investimentos, segundou Joe Tsai, vice-presidente executivo do grupo, que discursava num evento da Reuters. Joe Tsai falou de forma otimista em relação à China e afirmou que as pessoas estão demasiado preocupadas com a economia do país asiático, acrescentando que os consumidores chineses ainda são, atualmente, muito fortes. As declarações de Joe Tsai surgem numa altura em que a economia chinesa registou o crescimento mais baixo das últimas três décadas, entre uma procura doméstica hesitante e as taxas impostas pelos EUA.

5Catherine Deneuve leiloa 130 modelos Saint Laurent

A atriz francesa colocou em leilão cerca de 130 modelos únicos, criados por um amigo próximo: Yves Saint Laurent. Entre estes, inclui-se um vestido dourado brilhante, usado nos Óscares, assim como o vestido envergado quando conheceu Alfred Hitchcock, em 1969. O valor do guarda-roupa a leilão ascende quase ao milhão de euros, segundo a casa Christies. «Catherine Deneuve é uma atriz muito bonita. Ela sempre foi muito bem vestida por Saint Laurent, por isso foi uma oportunidade inesperada ver todos os vestidos e, possivelmente, comprar um, se eu conseguisse encontrar o tamanho certo», afirmou Isabelle Lugagne, grafóloga reformada, de 76 anos, à Reuters. A atriz, entusiasta do universo da moda e vista em muitos desfiles parisienses, colocou à venda vestidos que estiveram guardados, durante décadas, numa casa em Normandia, no norte de França. Catherine Deneuve ainda não divulgou como será usado o montante angariado. Saint Laurent, falecido em 2008, foi um dos designers mais influentes do século XX e conheceu a atriz quando esta tinha apenas 22 anos.

6Norte-americanos deitam fora 10 peças por ano

Não é segredo que a indústria da moda tem um problema com o lixo. O Trunk Club, serviço de personal styling comprado pela Nordstrom em 2014, avisa que os consumidores que não sabem como cuidar da sua própria roupa também são culpados pelo desperdício. Nesse sentido, lançou uma campanha informativa, para reduzir o impacto no meio ambiente. «Quando se está a compor um guarda-roupa, é importante que se pense como se vai cuidar dessas peças. Compreender os diferentes tecidos e as melhores formas de os lavar pode fazer com que a lavagem de roupa seja mais fácil e que a roupa dure mais tempo», explica Maggie Mee, diretora de publicidade do Trunk Club, citada pelo Sourcing Journal. O serviço de styling lançou os resultados de um questionário que analisou os hábitos dos norte-americanos no que toca ao vestuário. O inquérito revela que, em média, cada norte-americano deita fora pelo menos 10 peças por ano, por terem encolhido, estarem deterioradas ou terem perdido a cor. O Trunk Club refere que tal se deve ao facto de os consumidores não darem a atenção necessária ao cuidado do vestuário que compram, fazendo com que optem por comprar mais. «Ficamos surpreendidos por perceber que as pessoas estão a lavar demasiadas vezes as roupas, especialmente peças com tecidos de qualidade. Perdemos uma quantidade impressionante de 600 peças de vestuário na nossa vida porque não tratamos delas da melhor maneira. Na dúvida, deve-se olhar sempre para a etiqueta primeiro», aponta Maggie Mee. O questionário indica que 43% dos inquiridos raramente ou nunca se preocupam em ler as instruções presentes nas etiquetas. Outros 21% também confessam raramente ou nunca seguir as instruções na etiqueta, mesmo que estejam conscientes da informação presente. Uma das principais causas da insatisfação e eventual abandono de vestuário entre os norte-americanos é o desagrado com “tecidos minuciosos” que podem requerer cuidados mais específicos ou mais demorados, segundo o Trunk Club. Entre estes destacam-se a seda, seguida da caxemira, camurça, couro e lantejoulas. 36% dos inquiridos reconheceram simplesmente não comprar seda devido aos cuidados necessários na sua manutenção.