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  1. Franceses regressam às compras
  2. Primark sucumbe à meteorologia
  3. Pepe Jeans quer abrir lojas na Índia
  4. Kotva ganha nome em chinês
  5. Vendas online em alta nos EUA
  6. Marcas ocidentais no meio dos ataques em Jacarta

1Franceses regressam às compras

Os saldos começaram com “o pé direito” em França, com os descontos a trazerem de volta os consumidores às lojas, depois de, em dezembro, o tráfego ter diminuído devido ao receio de novos ataques terroristas assim como às temperaturas anormalmente quentes para a estação. As vendas subiram cerca de 15% em termos anuais nos primeiros cinco dias das habituais seis semanas de saldos de inverno, que começaram a 6 de janeiro, segundo os retalhistas inquiridos pela Reuters. O tráfego nas lojas aumentou também 8% no país nesses primeiros cinco dias, segundo a Associação Nacional de Centros Comerciais do país. A Fevad, a federação de comércio eletrónico, também deu conta de um aumento de 20% nas vendas em termos anuais no primeiro dia dos saldos. Contudo, as comparações têm de ser vistas com cautela, uma vez que o primeiro dia de saldos em 2015 coincidiu com o ataque aos escritórios do jornal satírico Charlie Hebdo e o volume de negócio na primeira semana caiu 10% a 20% no geral. As vendas a retalho caíram novamente após as 130 mortes nos atentados suicidas e tiroteios a 13 de novembro. Estes ataques deixaram as lojas com excesso de stocks e, por isso, os descontos foram significativos logo no primeiro dia de saldos, atingindo, em muitos casos, 50% a 70%. «O impacto psicológico dos ataques está a desvanecer-se e o inverno quente levou os consumidores a adiarem as compras. Estamos bastante otimistas para o resto do ano, desde que não haja mais dramas», afirmou à Reuters Jean-Michel Silberstein, da Associação Nacional de Centros Comerciais. Didier Simon de Bessac, diretor da FEH, a federação de retalho de vestuário, que representa cadeias de lojas como a Etam, Zara e H&M, indicou que o volume de negócios subiu 10% a 15%, embora apenas 2% em comparação com 2014. Laude Boulle, diretor da associação UCV, que representa grandes armazéns como a Galeries Lafayette e o Le Printemps, afirmou, por seu lado, que «as vendas no geral têm ainda de regressar aos níveis de 2014, embora não sejam o desastre que se temia».

2Primark sucumbe à meteorologia

Nem mesmo a Primark parece ser imune aos caprichos da meteorologia, com o inverno quente no hemisfério norte a afetar as vendas comparáveis da retalhista britânica nas nove semanas até ao Natal – embora a Primark não tenha fornecido os números concretos. A retalhista preferiu destacar a melhoria do cenário no período alargado das 16 semanas até 2 de janeiro, com as vendas totais a câmbios constantes a registarem um aumento de 7%. Tendo em conta a desvalorização do euro face à libra esterlina, as vendas totais subiram 3% a câmbios atuais. O aumento de área de venda de mais de 37 mil metros quadrados no ano total afetaram as comparações, com as vendas comparáveis no norte da Europa continental «muito reduzidas», embora as vendas totais na região tenham «ficado bem acima do ano passado», indicou. A Primark abriu seis novas lojas no período de 16 semanas, incluindo uma flagship na Gran Via, em Madrid, em outubro, e a sua segunda loja nos EUA no centro comercial King of Prussia, na Pensilvânia. Está prevista a abertura de mais seis lojas nos EUA para este ano, enquanto a estreia em Itália, nos arredores de Milão, deverá acontecer no início do verão. «Esperamos agora que o aumento na área para o atual ano fiscal seja de 130 mil m2», concluiu.

3Pepe Jeans quer abrir lojas na Índia

A Pepe Jeans submeteu um pedido ao governo indiano para abrir lojas detidas diretamente no país, juntando-se, assim, a um conjunto de marcas internacionais que estão a tentar gerir as suas próprias subsidiárias após a diminuição das restrições ao investimento estrangeiro. A Pepe Jeans planeia abrir lojas de grande formato no país, revela o The Economic Times, aumentando o número das suas lojas para 450 em comparação com os 200 pontos de venda em franchise que tem atualmente. A retalhista indicou no ano passado que tem como objetivo duplicar as suas vendas na Índia para cerca de 205,1 milhões de euros até 2018, expandindo a sua oferta de produtos para incluir vestuário de criança e calçado, assim como para explorar oportunidades no comércio eletrónico. O mercado de denim da Índia deverá crescer a uma taxa anual de 15%, segundo um estudo da Technopak, atingindo cerca de 3,7 mil milhões de euros até 2018.

4Kotva ganha nome em chinês

Os grandes armazéns Kotva, em Praga, vão ganhar um nome oficial chinês numa tentativa de apelar à crescente base de turistas que visitam a cidade. O nome, composto por três caracteres chineses que se pronunciam “gao-te-wa”, foi escolhido para refletir foneticamente o nome checo Kotva e pelo seu significado em chinês: “excecionalidade e elevada qualidade”. O Kotva trabalhou com o Instituto Confúcio da Universidade Palacky em Olomouc para selecionar o nome, segundo o CTK Business News. O grande armazém, detido pela empresa irlandesa Markland, vai usar o nome chinês em campanhas direcionadas para os consumidores chineses, que são cada vez mais importantes para o retalho checo. No terceiro trimestre de 2015, os consumidores chineses ultrapassaram os russos como o grupo de turistas que mais gastam na República Checa e representaram 33% de todas as receitas do turismo de países fora da União Europeia.

5Vendas online em alta nos EUA

O comércio eletrónico nos EUA registou um novo crescimento no período de Natal, com mais consumidores a optarem por fazer as compras dos presentes sem sair de casa. Mais de um quinto das compras foram feitas online, uma área que tem crescido consecutivamente nos últimos anos, segundo os primeiros dados do Holiday 2015 SpendTrend Report da First Data, que analisou as transações de cartões de crédito de 1,3 milhões de pontos de venda nos EUA. Também concluiu que as vendas a retalho aumentaram 3,3% na época de Natal completa, um aumento marginal face ao crescimento de 3,2% em 2014. O talão médio desceu 0,2% em termos anuais, com os consumidores a gastarem em média 74,68 dólares (68,6 euros) por cada compra. A frequência das transações pode ter compensado os valores médios mais baixos, com Krish Mantripragada, vice-presidente sénior de informação e soluções analíticas da First Data, a afirmar que «resultaram num crescimento saudável no geral para a totalidade da época». Os consumidores online gastaram mais do que os consumidores em lojas físicas, com as compras médias a rondarem 125,72 dólares por transação, em comparação com 69,64 dólares nas lojas físicas. O período entre o Dia de Ação de Graças e a Cyber Monday dominou a época, tendo registado o maior crescimento em termos anuais na época de Natal, com uma subida de 6,3%. As últimas duas semanas de dezembro mostraram igualmente uma forte concentração das vendas. No entanto, as vendas de vestuário e acessórios não tiveram uma performance tão boa como outras categorias, com as vendas a descerem 0,9% no período.

6Marcas ocidentais no meio dos ataques em Jacarta

Os ataques terroristas da passada quinta-feira, 14 de janeiro, em Jacarta, centraram-se num café Starbucks no centro da capital indonésia, numa área repleta de escritórios e marcas ocidentais. O ataque teve lugar na Rua Thamrin, uma das principais artérias no centro da capital da Indonésia. O palácio presidencial Istana Negara fica a cerca de 2 km. Algumas das explosões aconteceram em frente aos grandes armazéns Sarinah. O mesmo local encontra-se um McDonalds e outros restaurantes de estilo ocidental. O centro comercial é popular tanto entre os indonésios como entre os turistas. O Starbucks fica em frente ao Jakarta Theater, à Pizza Hut e a um edifício de escritórios. O Hotel Pan-Pacific fica igualmente no mesmo quarteirão. Do outro lado da rua fica o escritório das Nações Unidas e, não muito acima, os gabinetes do governo do país.