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  1. Banco Mundial alerta para abrandamento da economia
  2. Governo turco apoia exportações
  3. Shandong Ruyi finaliza compra da Invista
  4. Gravação a laser promete revolucionar denim
  5. Vendas a retalho nos EUA deverão crescer em 2019
  6. Geração Z prioriza sustentabilidade

1Banco Mundial alerta para abrandamento da economia

O crescimento económico global deverá desacelerar de 3% em 2018 para 2,9% em 2019, segundo o Banco Mundial, que refere vários riscos para as perspetivas económicas, destacando as tensões relacionadas com as guerras comerciais e a desaceleração da atividade industrial. A projeção aponta que as trocas comerciais e a atividade industrial abrandaram, as tensões comerciais permanecem em alta e algumas economias emergentes registaram perturbações descontroladas dos mercados financeiros. A última edição do seu relatório, o Global Economic Prospects, de 2019, prevê que o crescimento das economias mais desenvolvidas deverá baixar 2%, este ano, enquanto a procura externa diminui, os custos das tarifas aduaneiras aumentam e as incertezas políticas mantêm-se, o que deverá ter um forte impacto económico para os mercados emergentes e economias em desenvolvimento. Além disso, a retoma das exportações de matérias-primas estagnou e a atividade industrial está a desacelerar. O crescimento per capita deverá ser suficiente para reduzir a diferença entre as economias mais avançadas e os mercados emergentes em relação às economias em desenvolvimento, em 2019, que é de 35%, com a quota a aumentar para 60% em países mais frágeis que atravessam atualmente conflitos e violência. «No início de 2018, a economia mundial estava a funcionar a todo o vapor, mas perdeu velocidade ao longo do ano e poderá haver ainda mais obstáculos neste ano que se inicia», afirma a CEO do Banco Mundial, Kristalina Georgieva.

2Governo turco apoia exportações

A ministra do comércio da Turquia, Ruhsar Pekcan, lançou um pacote de 570 milhões de dólares (cerca de 500 milhões de euros), de forma a ajudar as empresas turcas a aumentar as vendas de produtos de valor acrescentado para exportação. Ruhsar Pekcan explicou que o investimento está maioritariamente focado no apoio de pequenas e médias empresas, de modo as encorajar a produzir artigos de valor acrescentado para exportar. Recorde-se que a Associação de Exportadores de Vestuário e Pronto-a-Vestir de Istambul (IHKIB) anunciou que o país deverá aumentar em 10% as exportações de vestuário em 2019. Os dados mais recentes revelam um incremento de 3,6% nas exportações de vestuário em 2018 para 17,6 mil milhões de dólares, em relação aos 17,03 mil milões do ano anterior. Em termos de volume, as exportações de vestuário aumentaram 7%. No mesmo período, as exportações de matérias-primas e de têxteis cresceram 4,5% para 8,5 mil milhões de dólares. De acordo com a ferramenta re:source do just-style.com, a Turquia está entre os 10 maiores exportadores de têxteis e vestuário do mundo graças à sua qualidade elevada, proximidade da Europa e da Ásia, mão-de-obra qualificada e cadeia de aprovisionamento bem desenvolvida. Os tempos de entrega rápidos e a capacidade de testar novos produtos e tendências são algumas das mais-valias das empresas turcas, mas, à semelhança de outros países fornecedores, enfrentam a competição de empresas de baixo custo na Ásia. A ministra garantiu igualmente que o Governo apoiou, em 2018, 12.555 empresas. «A tecnologia, a produção e o design são as nossas prioridades e ficaram com a maior quota do nosso orçamento, cerca de 159 milhões de dólares, em 2018. Com este novo investimento, mais empresas serão apoiadas. No entanto, o foco tem que ser na criação de produtos de valor acrescentado. Preparámos todos os nossos apoios à exportação para desenvolver o potencial de exportação da Turquia. O grande objetivo de todos estes apoios é dirigir as nossas exportações para produtos de alta tecnologia e de valor acrescentado», destacou Ruhsar Pekcan.

3Shandong Ruyi finaliza compra da Invista

Uma das maiores empresas têxteis e de vestuário da China completou a compra da produtora de fibras norte-americana Invista. O negócio inclui marcas como a Lycra, Lycra HyFit, Lycra T400, L by Lycra, Coolmax, Thermolite, Elaspan, Supplex, Tactel, e a Terathane. Deste modo, a produtora irá denominar-se The Lycra Company, uma subsidiária independente e continuar a produzir soluções e tecnologias avançadas de fibras para a indústria. «Estamos felizes por termos sido comprados pela Ruyi, uma empresa que partilha a nossa visão e o nosso compromisso com a produção de fibras de alta qualidade e dar-nos-á um suporte inigualável de marketing para chegarmos aos nossos consumidores. A experiência da Ruyi no têxtil e retalho será uma grande mais-valia para desenvolvermos fibras que incorporam os melhores benefícios que os consumidores conhecem e esperam das nossas marcas», admite Dave Trerotola, CEO da The Lycra Company. A aquisição inclui igualmente oito fábricas, quatro laboratórios de investigação e desenvolvimento, 17 escritórios em 14 países de todo o mundo e cerca de três mil funcionários. A atual liderança da subsidiária e trabalhadores irá manter as suas funções. «Como também somos produtores de elastano, admirámos a icónica marca Lycra há anos e estamos conscientes do valor que a The Lycra Company acrescenta», reconhece Yafu Qiu, presidente da Shandong Ruyi Investment Holding.

4Gravação a laser promete revolucionar denim

Uma equipa de investigadores do Instituto de Moda de Manchester e da Escola de Ciências da Saúde da Universidade Metropolitana de Manchester concluiu que, através da gravação a laser de dióxido de carbono, podem criar-se efeitos de alta qualidade no denim, alterando as cores as fibras ao vaporizar corante – sem comprometer a resistência, cor ou qualidade do material. Os investigadores testaram o método como uma alternativa às técnicas tradicionais. Atualmente, os efeitos no denim são obtidos industrialmente, através de uma vasta gama de técnicas de acabamentos que causam fortes riscos para o planeta e para a saúde das pessoas que vivem ou trabalham junto das fábricas. O processo é responsável igualmente por grandes desperdícios, consumindo elevadas quantidades de água, energia e químicos, referem os investigadores. Além de conseguir desbotar a cor em várias gamas de produtos denim tão eficazmente quanto os métodos tradicionais, com a nova técnica é também possível criar imagens de meio tom de alta resolução, oferecendo aos designers a oportunidade de desenvolverem novos designs, padrões ou mesmo escrever nas peças. «Estamos muito animados com a descoberta do laser a dióxido de carbono, que é capaz de desenhar padrões em denim que vão de encontro às expetativas dos consumidores, influencia a prática da indústria da moda e não tem riscos para a saúde. Este método tem um grande impacto na redução do consumo de energia e de tempo, na poluição, nos afluentes e nos desperdícios que atualmente ocorrem nas tecnologias tradicionais», aponta Prabhuraj Venkatraman, docente na área da tecnologia têxtil Instituto de Moda de Manchester.

5Vendas a retalho nos EUA deverão crescer em 2019

A Federação Nacional de Retalho dos EUA (NRF na sigla original) estima que, em 2019, as vendas a retalho dos EUA deverão aumentar entre 3,8% e 4,4% para atingir cerca de 3,8 biliões de dólares em 2019 (cerca de 3,3 biliões de euros), apesar das ameaças da guerra comercial, da volatilidade da bolsa de valores e dos efeitos da paralisação governamental. A estimativa da NRF, que exclui os automóveis, os combustíveis e a restauração, indica que, em 2018, as vendas a retalho cresceram 4,6% em relação a 2017, para 3,68 biliões de dólares, superando as estimativas da NRF de 4,5% de crescimento. Os resultados de 2018 são baseados em dados do Departamento Comercial do Governo para novembro, mas também incluem as estimativas da NRF de dezembro, porque a agência esteve fechada na sequência do recente encerramento do Governo norte-americano e não divulgou novos dados. Os números estão, deste modo, sujeitos a revisão, assim que os números de dezembro estejam disponíveis e os números do Governo serão revistos na primavera, independentemente da paralisação. Entretanto, as vendas online, que são incluídas nos números gerais, deverão aumentar entre 10% a 12%, à semelhança do ano passado. O crescimento entre 3,8% e 4,4% poderá resultar num total de vendas a retalho em 2019 entre 3,82 biliões e 3,84 biliões de dólares. Tendo como base uma subida de 10% a 12%, as vendas online deverão totalizar entre 751,1 mil milhões e 764,8 mil milhões de dólares.

6Geração Z prioriza sustentabilidade

A sustentabilidade está a motivar a procura e a lealdade dos consumidores, segundo um novo estudo realizado pela empresa tecnológica CGS. Dois terços dos inquiridos garantem que têm em conta o impacto ambiental dos produtos no ato da compra e estão dispostos a pagar mais por artigos amigos do ambiente. A CGS inquiriu mais de mil pessoas, entre os 18 e 65 anos, sobre o modo como os produtos sustentáveis e as práticas das empresas influenciam as suas opções de compra. O estudo mostra que, embora seja um grupo relativamente novo, os consumidores da geração Z são dos mais conscientes, com 68% a admitirem ter efetuado uma compra de um produto ecológico no último ano. Entre as principais descobertas do “2019 Retail and Sustainability Survey” está o facto de, apesar de o preço ainda ser um fator bastante relevante nas compras, os consumidores estarem a colocar uma maior ênfase na sustentabilidade e cada vez mais focados em comprar marcas com as quais se identificam. Nos EUA, as empresas estão a tomar medidas para implementar processos mais ecológicos e comercializar produtos mais sustentáveis, já que essa é uma exigência dos consumidores. Quase 70% dos inquiridos afirmam que a sustentabilidade é pelo menos «ligeiramente importante» nas compras e 47% pagariam mais por um produto sustentável. Para voltarem a comprar de uma marca, os consumidores têm em conta, em primeiro lugar, a qualidade de um produto e a segunda maior razão é a prática sustentável ou ética da marca. Segue-se o nome da marca e a sua missão, em terceiro e quarto lugar, respetivamente. Além disso, ainda que a geração Z seja uma força económica emergente, esta geração está muito mais consciente dos efeitos ambientais das suas decisões de compra do que os mais velhos. O inquérito ilustra que a geração Z coloca a ética da empresa e da sua produção como um dos fatores mais importantes nas compras enquanto, para o restante público, a maior preocupação é com o preço e viabilidade do produto. Mais de 50% dos inquiridos da geração Z admitem pagar mais por um produto sustentável, uma percentagem ligeiramente mais elevada do que a expressada pela restante população (47,3%).