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  1. Itema investe no Paquistão
  2. Boohoo volta atrás na proibição de lã
  3. JD Sports compra parte da Footasylum
  4. Tecnológica põe travão na inteligência artificial
  5. Caxemira invade camas americanas
  6. Prada combate racismo com conselho de diversidade

1Itema investe no Paquistão

A construtora de teares Itema está a apostar no Paquistão. Na Igatex Pakistan, que decorre de 26 a 28 de fevereiro, a empresa irá mostrar os teares de pinças, a jato de ar e de projétil numa tentativa de conquistar ainda mais o mercado. «A Itema está fortemente empenhada em investir no mercado paquistanês, fornecendo produtos tecnológicos e inovadores para satisfazer o crescente potencial e as exigências das tecelagens avançadas no país», explica em comunicado. A presença no Paquistão da empresa, que em 2016 abriu uma filial no Dubai para apoiar o mercado, tem sido bem recebida, com empresas como a Azgard 9, a Artistic Fabric Mills e a Gul Ahmed a adquirirem teares da Itema. A construtora garante ainda que é líder no fornecimento de teares para a produção de felpos no Paquistão. «Este é apenas o ponto de partida. Tenho a certeza que o Paquistão vai ter um papel ainda maior na indústria têxtil mundial no futuro e a Itema está aqui para apoiar e facilitar esse crescimento», afirma Christian Straubhaar, diretor de marketing e vendas da Itema. Durante a Igatex, a Itema vai apresentar a segunda geração do tear de pinças R95002denim, que permite uma poupança de custos graças a uma redução do consumo de energia e da incorporação do dispositivo iSavertm, que elimina os resíduos de selvedge no lado esquerdo do tecido, e uma melhor qualidade na produção. «A nossa intenção é constantemente aumentar a nossa presença física nas tecelagens do Paquistão com a gama mais recente e mais avançada de maquinaria e para apoiar toda a indústria têxtil, desde pequenas operações familiares aos conglomerados verticais mais sofisticados», acrescenta Franco Brambilla, diretor-executivo da Itema Médio Oriente.

2Boohoo volta atrás na proibição de lã

Naquela que pode ser uma das campanhas de consciencialização mais curtas de sempre, a retalhista de moda Boohoo decidiu que afinal não vai banir a lã da sua oferta. Na passada sexta-feira, a retalhista de moda online anunciou ser a primeira a retirar produtos à base de lã do seu website para marcar uma posição contra a crueldade animal. Poucas horas depois reverteu a sua decisão face aos protestos de grupos de criadores de ovelhas, que consideraram a proibição um «absurdo». Num novo comunicado, a Boohoo indica que «continua a avaliar todas as opções como parte do compromisso para um futuro mais sustentável», acrescentando que «estamos empenhados em assegurar que a lã usada na nossa cadeia de aprovisionamento vem de boas práticas e cumpre elevados níveis de bem-estar animal. Vamos continuar a usar a lã como um material sustentável». Apesar da iniciativa inicial ter sido louvada pela Peta, que indicou 11 vídeos que afirma serem prova de «crueldade sistémica na indústria da lã», as críticas de associações de criadores fizeram-se ouvir. «A lã é uma das fibras mais sustentáveis na Terra», destacou Phil Stocker, diretor-executivo da National Sheep Association, em declarações ao The Times. «Seria absurdo substituir a lã, uma matéria-prima natural, por fibras de plástico que não se degradam, são feitas com combustíveis fósseis e podem acabar a poluir o oceano», acrescentou. A Boohoo foi recentemente notícia por estar a vender artigos com pelo verdadeiro etiquetados como sendo de pelo sintético e está sob pressão por parte da Peta, que tem vindo a fazer campanha contra a indústria da lã nos últimos cinco anos. A Peta afirma que a produção de lã é abusiva para as ovelhas e incitou diretamente a Boohoo a proibir a fibra. Agora está focada na Forever 21 para fazer o mesmo.

3JD Sports compra parte da Footasylum

A gigante do desporto JD Sports Fashion anunciou ter comprado uma quota de 8,3% na Footasylum, um anúncio que levou a uma valorização de 84% das ações desta última. A Footasylum, que entrou em bolsa em novembro de 2017 e tem tido prestações pouco satisfatórias nos últimos trimestres, pode estar agora num caminho mais sólido de crescimento, embora a JD Sports já tenha indicado que não pretende adquirir a totalidade do capital. «Compramos esta quota para efeito de investimento. A JD Sports está preparada para adquirir até uma quota de 29,9% na Footasylum e confirma que não pretende fazer uma oferta de aquisição», explicou a JD Sports. Em setembro do ano passado, a Footasylum lançou um aviso de lucro, resultando numa onda de venda de ações que baixou o preço das mesmas em quase 50%. Embora um mês depois as receitas tenham melhorado a uma taxa de dois dígitos, com os descontos a terem uma grande influência, havia ainda um prejuízo bruto de 4 milhões de libras (cerca de 4,57 milhões de euros).

4Tecnológica põe travão na inteligência artificial

A ideia de que os avanços tecnológicos podem ser perigosos e que, por isso, os inventores escondem os desenvolvimentos é normalmente o cenário de filmes e séries de televisão, mas está também a acontecer na vida real. Na semana passada, a OpenAI, uma organização sem fins lucrativos apoiada por nomes como Elon Musk, Reid Hoffman e Sam Altman, entre outros, criou um sistema de inteligência artificial especial mas decidiu não o divulgar publicamente, como faz habitualmente, por receio de uma potencial má utilização. A tecnologia, batizada GPT2, é basicamente um gerador de texto que consegue escrever textos com base na previsão do que deve vir a seguir, sendo alimentada por apenas algumas palavras de texto. Consegue escrever notícias e ficção e, como tal, notícias falsas. A inteligência artificial pode ainda gerar críticas positivas e negativas a produtos e num mundo em que as decisões dos consumidores são tomadas, muitas vezes, com base nessas opiniões, essa é uma perspetiva assustadora para a OpenAI. A inovação prende-se ainda com o facto desta tecnologia não cometer os erros dos sistemas anteriores – como frases mal construídas ou esquecer, de alguma forma, sobre o que está a escrever –, por isso os criadores querem mais tempo para avaliar o que este avanço tecnológico pode gerar. «Devido a preocupações sobre grandes modelos de linguagem serem usados para gerar linguagem enganadora, enviesada ou abusiva a grande escala, estamos apenas a lançar uma versão muito mais pequena da GPT2, juntamente com uma amostra de código», afirmou a OpenAI no seu blogue.

5Caxemira invade camas americanas

As marcas de lençóis estão a lutar para entrarem na cama dos americanos e há cada vez mais empresas, como a Brooklinen, a Parachute, a Boll & Branch e a 10 Grove, a anunciarem lençóis de elevada qualidade a preços mais acessíveis. Para se diferenciarem, estas marcas estão a tentar levar novas matérias-primas para a roupa de cama com a promessa de mais conforto e, a juntar ao percale e ao cetim de algodão, oferecem também linho e, mais recentemente, caxemira. A Brooklinen lançou uns lençóis com uma mistura de algodão e caxemira proveniente dos Himalaias, que garante torná-los mais suaves e confortáveis, sobretudo no inverno. Estes lençóis são ainda respiráveis, para se ajustarem às mudanças de temperatura durante a noite. O preço é mais elevado do que o conjunto de lençóis de algodão habituais, atingindo os 279 dólares (cerca de 247 euros).

6Prada combate racismo com conselho de diversidade

Depois de ter sido obrigada a retirar os acessórios das suas carteiras que se assemelhavam a macacos pretos com lábios vermelhos exagerados por críticas de que estes lembravam as caricaturas que propagam os estereótipos racistas nos EUA, a Prada anunciou agora a criação de um conselho de diversidade para «elevar as vozes de pessoas de cor dentro da empresa e da indústria da moda em geral». O artista Theaster Gates e a realizadora de cinema Ava DuVernay, ambos americanos, serão os presidentes do conselho. Este organismo irá trabalhar para desenvolver «talentos diversos» e criar mais oportunidades para os estudantes de cor, indicou a Prada. O grupo vai financiar bolsas de estudo e programas de formação nos EUA e nos seus escritórios em todo o mundo. Gates considera que o seu trabalho «amplifica as vozes que têm estado ausentes das conversas culturais em geral» e afirma estar satisfeito por trabalhar com a Prada para ajudar a empresa a ser mais um «reflexo do mundo de hoje». Miuccia Prada, CEO e diretora criativa da marca, afirmou que «a Prada está empenhada em cultivar, recrutar e reter talentos diversos para contribuírem para todos os departamentos da empresa. Para além de amplificar as vozes de cor dentro da indústria, vamos ajudar a assegurar que o mundo da moda reflete o mundo em que vivemos». Para a diretora criativa, a iniciativa vai «ajudar-nos a crescer não só enquanto empresa, mas também enquanto indivíduos».