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  1. Unifardas renova imagem
  2. OMC alerta para desaceleração em 2019
  3. Ferrache diz olá à Primavera em amarelo
  4. Moda da fast fashion abranda
  5. Uzbequistão apoia empresas têxteis
  6. Pull&Bear vende online nos EUA

1Unifardas renova imagem

A celebrar 23 anos de existência, a produtora de vestuário profissional lançou um novo logótipo, bem como uma nova imagem institucional. A Unifardas, que opera em sectores como a saúde, ensino, hotelaria, restauração e vestuário corporativo, renovou-se com o objetivo de transpor para a comunicação «a qualidade aplicada aos produtos e o know-how existente» na produção de vestuário profissional. Ao Portugal Têxtil, Domingos Araújo, fundador e administrador da empresa, tinha já revelado os motivos por detrás do rebranding. «Primeiramente, com a evolução e a importância cada vez mais latente de uma boa comunicação, a nossa empresa quis também modernizar esse aspeto e por isso está a fazer essa modificação. O segundo aspeto prende-se com a nossa estratégia de lançamento da marca a nível de internacional e de reforço do mercado interno. Com esta estratégia de aumento da presença da marca nos mercados, pareceu-nos muito importante começar pela base. Essa base é uma imagem moderna, credível, forte e sustentada que queremos passar e que espelha a nossa realidade», fundamentou o administrador da Unifardas.

2OMC alerta para desaceleração em 2019

A desaceleração do comércio internacional deverá persistir ao longo do primeiro trimestre de 2019, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC). O indicador que antecipa a tendência das trocas comerciais marca agora 96,3 pontos, o menor valor desde março de 2010 e inferior ao valor base do índice (100). A OMC perspetiva uma expansão comercial abaixo da tendência no primeiro trimestre de 2019, alertando que o abrandamento poderá ser mais significativo caso a guerra comercial entre os EUA e a China não cesse. O enfraquecimento no índice foi provocado por um declínio acentuado de vários fatores, que estão sob pressão devido, precisamente, às fortes tensões comerciais. O indicador para as exportações (95,3), a aviação internacional (96,8), as vendas e a produção automóvel (92,5), os componentes eletrónicos (88,7) e os bens agrícolas (94,3) foram os que mais se afastaram da tendência, aproximando-se ou ficando mesmo abaixo dos níveis mínimos desde a crise financeira. Apenas o indicador da atividade dos portos permaneceu relativamente dinâmico, nos 100,3, um crescimento em linha com a tendência. Contudo, fatores temporários podem ter afetado alguns dos índices, avisa a OMC. O pré-financiamento de importações, devido às taxas entre os EUA e a China, pode ter sustentado, de algum modo, a atividade dos portos, enquanto problemas técnicos no sector automóvel alemão poderão ter contribuído para o enfraquecimento das vendas e a produção automóvel.

3Ferrache diz olá à Primavera em amarelo

A coleção primavera-verão 2019 da insígnia portuguesa abre as portas à estação quente com muita cor e uma forte aposta no amarelo, que se reflete nas blusas, calças, saias e vestidos. Além do amarelo, as peças pintam-se de cores fortes, como o vermelho e o azul, mas os modelos são mais simples. Para além dos looks monocromáticos, a marca optou também por estampados, florais e não só, e pintas. A nova coleção já está disponível na loja online da Ferrache.

4Moda da fast fashion abranda

Um novo relatório da Fashion Retail Academy indica que os consumidores estão a optar por artigos de vestuário «mais caros e duráveis» em vez de opções mais baratas e sazonais, sugerindo que a tendência da fast fashion poderá estar a abrandar. O estudo, realizado pela OnePoll, que inquiriu 2.000 cidadãos britânicos entre os 18 e 35 anos, revela que um em cada oito consumidores (13%) tem uma maior probabilidade de escolher produtos mais caros e que durem mais tempo, em detrimento de opções mais baratas. Quase 29% dos compradores asseguram que preferem gastar mais dinheiro em vestuário de maior qualidade, enquanto apenas um quarto (26%) admite comprar roupa mais barata, que tem uma menor probabilidade de durar até à estação seguinte. Segundo o estudo, um quarto (25,4%) dos britânicos está a usar os seus produtos mais do que duas vezes antes de comprar novos artigos. O consumidor médio utiliza, atualmente, os seus jeans e t-shirts por mais de um ano e meio. Além disso, a Fashion Retail Academy revela que um quarto (24%) dos britânicos admite usar um artigo de vestuário por mais de 10 anos e o típico consumidor tem produtos de vestuário com mais de sete anos. O relatório aponta ainda que os homens têm menor interesse na fast fashion do que as mulheres e têm uma probabilidade 7% mais baixa de comprar esse tipo de produtos. De resto, de acordo com o estudo, os cidadãos entre os 23 e os 26 anos têm uma probabilidade 5% maior de comprar roupa que dure mais tempo do que os indivíduos entre os 31 e os 35 anos. «Depois de anos e anos a comprar roupa barata e sazonal, poderão estar os consumidores, finalmente, a optarem pela compra de produtos intemporais e duráveis? A escolha pela qualidade em vez da quantidade reflete, certamente, o facto de os consumidores estarem cada vez mais conscientes da importância da sustentabilidade e das cadeias de aprovisionamento no sector do vestuário, bem como a compreender que preços mais altos podem significar uma maior durabilidade de certos artigos. Ainda há muita gente a procurar nas lojas físicas e online pelas últimas tendências e a comprar artigos sazonais com um preço mais baixo, contudo, também há uma nova onda de consumidores que está disponível para investir em produtos de maior qualidade, acabando por poupar dinheiro a longo prazo», aponta Lee Lucas, diretor da Fashion Retail Academy.

5Uzbequistão apoia empresas têxteis

O Uzbequistão estima que as exportações de vestuário e têxteis deverão chegar aos 7 mil milhões de dólares (cerca de 6,1 mil milhões de euros), em 2025, graças a um novo programa de apoio que está a ser desenvolvido pelo governo do país. O presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyoyev, assinou uma portaria denominada «medidas para estimular reformas profundas e expandir o potencial de exportação da indústria têxtil e vestuário», com o objetivo de impulsionar a produção de matérias-primas e aumentar o volume de exportação de vestuário. A portaria impõe ao governo um prazo de três meses para desenvolver e aprovar um plano a cinco anos, de modo a que o Uzbequistão produza domesticamente todo o algodão que consome e aumente as exportações de produtos têxteis até aos 7 mil milhões de dólares. Segundo o plano governamental, as empresas têxteis e de vestuário que exportem pelo menos 80% dos seus produtos irão beneficiar de apoio estatal. O programa deverá incluir medidas para apoiar a participação das empresas em feiras internacionais e, ainda, a delineação de acordos com a União Europeia, Turquia, Coreia do Sul, China e outros países, de modo a simplificar o pagamento de impostos e taxas. Outras recomendações presentes no programa incluem: a criação de um portal para a indústria que detalhe concursos, feiras e eventos; formação para pequenas empresas sobre exportações; relatórios detalhados com as importações e as exportações têxteis e vestuário de todo o mundo; e a criação de um mapa interativo da indústria têxtil e vestuário do Uzbequistão, nomeadamente os produtores e os fornecedores de serviços, artigos e matérias-primas. Segundo a agência de notícias Xinhua, que cita dados do Comité de Estatísticas do Uzbequistão, as exportações de têxteis no Uzbequistão atingiram os 1,6 mil milhões de dólares em 2018, um aumento de 41,4% em relação ao ano anterior.

6Pull&Bear vende online nos EUA

Já é possível comprar online produtos da Pull&Bear nos EUA, num lançamento que faz parte do desígnio da Inditex de vender em todos os países do mundo até 2020. A chegada ao mercado norte-americano significa que a marca está agora disponível em 34 países, com os EUA a tornarem-se o quarto mercado onde opera exclusivamente online, à semelhança da Dinamarca, Mónaco e Finlândia. Fundada em 1991, a Pull&Bear faz parte do grupo espanhol, que detém também a Zara, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius, Oysho, Zara Home e Uterqüe. A Inditex vende atualmente em 202 mercados através das suas plataformas online e conta com mais de 7.500 lojas em 96 países. Em setembro do ano passado, o CEO da Inditex, Pablo Isla, anunciou que todas as marcas do grupo vão vender online em todos os países do mundo até 2020. «Queremos que as nossas coleções cheguem aos consumidores, independentemente do lugar onde estão, mesmo nos mercados nos quais não existem lojas físicas», sublinhou Pablo Isla.