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  1. Aumento do consumo de algodão deverá abrandar
  2. Cientista da UMinho premiada pela L’Oréal Portugal
  3. Sonae Sierra chega à Colômbia
  4. Daniela Barros apresenta-se nos EUA
  5. User Jewels aposta em joias interventivas
  6. Nike continua a ser a marca mais valiosa

1Aumento do consumo de algodão deverá abrandar

Segundo as previsões do International Cotton Advisory Council (ICAC), o consumo global de algodão deverá registar o terceiro ano consecutivo de crescimento, ainda que a um ritmo mais lento, numa altura em que muitos dos principais países consumidores estão a registar uma desaceleração na sua utilização na produção. O incremento do consumo global de algodão deverá abrandar para 0,04% na época 2018/2019. O aumento do uso de algodão para produção na Ásia Oriental deverá abrandar para 6%, abaixo dos 14% do ano anterior, enquanto no Bangladesh, o ICAC estima que o consumo diminua para 7%, face aos 15% da época 2017/2018. Entretanto, prevê-se que o Vietname atinja os 3% de crescimento, uma descida depois de sete épocas consecutivas de aumentos a dois dígitos. Por sua vez, na China, depois de registar um crescimento de 15% na época 2017/2018, o aumento do consumo deverá abrandar para 8%. Do outro lado do espectro estão países como a Turquia, a Indonésia e o Uzbequistão, que deverão acelerar o seu consumo em dois dígitos. A Índia também deverá registar crescimento, ainda que de apenas 1%.

2Cientista da UMinho premiada pela L’Oréal Portugal

A investigadora Joana Cabral foi distinguida com a Medalha de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência. A cientista irá receber 15 mil euros para conectar a matemática com a neurologia e representar o mapa do cérebro humano, de forma a compreender as alterações encontradas em doentes neurológicos e psiquiátricos. O prémio atribuído pela L’Oréal Portugal, Comissão Nacional da UNESCO e Fundação para a Ciência e a Tecnologia visa incentivar investigadoras em Portugal, já doutoradas e até aos 35 anos, a prosseguirem estudos originais e relevantes para a saúde e o ambiente. O júri, presidido por Alexandre Quintanilha, avaliou mais de 70 candidaturas e elegeu quatro. Além de Joana Cabral, foram laureadas Diana Madeira (Universidade de Aveiro), Joana Caldeira (Universidade do Porto) e Patrícia Costa Reis (Universidade de Lisboa). Na sua investigação, Joana Cabral pretende aplicar a matemática ao cérebro humano de forma a representar as redes funcionais daquele órgão num modelo teórico unificador. Para isso, vai recorrer a modelos matemáticos capazes de verificar os padrões da atividade cerebral e as próprias estruturas e ligações nervosas existentes no cérebro. A cientista pretende perceber, assim, de que modo as alterações nas redes funcionais podem ser fulcrais no entendimento de doenças neurológicas e psiquiátricas.

3Sonae Sierra chega à Colômbia

Num investimento de 52 milhões de euros, o denominado Jardín Plaza Cúcuta, localizado precisamente na cidade de Cúcuta, abriu ao público. As áreas a céu aberto predominam na arquitetura do novo espaço, que se assume como o maior centro comercial da cidade, com uma superfície de 40 mil metros quadrados. A Sonae Sierra e a colombiana Central Control, ambas dedicadas ao desenvolvimento e gestão de centros comerciais, escolheram a capital do norte de Santander para o desenvolvimento deste projeto, estrategicamente localizado no anel rodoviário oriental de Cúcuta. Um terceiro investidor, a PEI (Património Estratégias Imobiliárias), um veículo de investimento imobiliário da Colômbia, associou-se à joint venture. O centro comercial conta com uma oferta de 180 lojas de marcas locais, nacionais e internacionais. «O Jardín Plaza constitui um novo conceito de comércio e de lazer na cidade de Cúcuta. Estamos a criar muito mais do que um centro comercial. É um local onde os visitantes podem relaxar, passear, encontrar-se com amigos para uma refeição, desfrutar de concertos e espetáculos ao vivo e assistir a todo o tipo de eventos. Estamos muito orgulhosos do nosso primeiro projeto na Colômbia», revela Tiago Eiró, diretor geral da Sonae Sierra na Colômbia. Além da sua oferta comercial e de lazer, o Jardín Plaza Cúcuta permitiu a criação de cerca de 3.500 empregos diretos e indiretos na cidade, a juntar aos 1.500 postos de trabalho gerados durante a fase de construção.

4Daniela Barros apresenta-se nos EUA

“Carte Blanche” é a designação da nova coleção cápsula da criadora de moda Daniela Barros, que foi lançada em exclusivo em Nova Iorque, na conceituada loja Flying Solo. Numa parceria com Paula Seiça e Basílio Ferreira, representantes da Citizen Room do Canadá, a marca Daniela Barros sobrevoará o oceano, marcando presença nos EUA. A parceria, que se estende desde 2014 na comercialização da marca de moda de autor na capital do Canadá, irá abranger agora o território dos EUA. Segundo Daniela Barros, a nova coleção cápsula «é uma visão não filtrada de feminismo e de todos os seus vértices, inspiração colocada como uma questão de sensibilidade e da capacidade de recolher no passado a inspiração para o presente e futuro, ocorrendo da necessidade de transgredir paradigmas para quebrar barreiras. Linhas retas e sobreposições desenham a coleção, onde o néon é neutralizado com brancos e pretos e bronze».

5User Jewels aposta em joias interventivas

Fundada há pouco mais de um ano, a marca de joalharia e acessórios de moda explora o valor das joias e a sua relação com o corpo humano. A User Jewels já apresentou duas coleções, denominadas “Liberdade e Posse” e “Under Nature”, onde o objetivo foi explorar conceitos e materiais, resultando numa mensagem interventiva. «A User nasceu quando o apelo pela joalharia começou a ser demasiado forte. Posso dizer que não foi um ímpeto, mas sim a melhor forma que encontrei para me exprimir com o mundo, por isso, todas as minhas joias têm uma história, que ganham dimensão com a nossa relação com o corpo, identidade e personalidade. Todas elas são interventivas ao ponto de provocarem no espectador um misto de sentimentos, ora porque materializo moscas em anéis, alfinetes de peito, colares e pulseiras, ora porque esculpo caras disformes a saírem de flores. Porém todas estas peças são lindas aos olhos de quem se identifica com a marca, e uma coisa é certa, não tenho nenhuma que seja indiferente a olhares alheios», afirma Selma Carvalho, criadora da marca. Para a designer gráfica e joalheira, «é comum trabalhar peças em diversos materiais nobres e não só, pois o valor da mensagem sobrepõe-se ao valor das pedras ou peça, e ter joias com um aspeto bruto, que aparentam não estarem terminadas, é uma assinatura de marca. Além disso, gosto muito de cravar as peças com questões ou mensagens para provocarem um processo de reflexo e autoconhecimento de situações ou causas». A marca comercializa os seus produtos na sua loja online e ainda na 21pr Concept Store, no Príncipe Real, em Lisboa.

6Nike continua a ser a marca mais valiosa

A multinacional norte-americana manteve o seu lugar enquanto marca de vestuário mais valiosa do mercado, reforçando a sua posição com um crescimento de 16% em relação ao ano passado. Segundo a consultora Brand Finance, o valor da marca aumentou para 32,4 mil milhões de dólares (cerca de 28, 7 mil milhões de euros), impulsionado por um ano de vendas positivas na China, na Europa, no Médio Oriente e em África. A sua rival, a Adidas, conseguiu conquistar algum do mercado norte-americano da Nike, com o valor da marca a aumentar 17% para 16,7 mil milhões de dólares. Porém, a diferença entre as duas marcas permanece «colossal», refere a Brand Finance, recordando que o valor da marca Nike é quase o dobro da sua rival alemã. «A arrojada estratégia de marketing da Nike faz com que esta se destaque no competitivo mercado das marcas de vestuário de desporto. Numa altura em que os consumidores procuram experiências e ligações emocionais, a Nike apresenta-se com mensagens inequívocas e valores com as quais as pessoas se identificam», explica Richard Haigh, diretor-geral da Brand Finance. Entretanto, a gigante espanhola Zara, que registou um crescimento no valor da marca de 6%, para 18,4 mil milhões de dólares, subiu para a segunda posição, substituindo a retalhista sueca H&M, que caiu para quarto lugar, com uma diminuição de 16% no valor da marca, atingindo os 15,9 mil milhões de euros. Contudo, a marca de vestuário do top 10 que registou um crescimento mais acelerado foi a Uniqlo, que aumentou o valor da marca em 48% para 12 mil milhões de euros.