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Breves

  1. Burberry resiste ao tempo
  2. Paris pronta para a alta-costura
  3. Sports Direct investe no Iconix
  4. Vestuário estagna no Reino Unido
  5. Da Tailândia com confiança
  6. Pandora abre mais de 200 lojas por ano

    1Burberry resiste ao tempo

    O arrefecimento da procura em Hong Kong e Macau e o inverno quente na Europa e na América do Norte, que prejudicou as vendas de vestuário de exterior, afetaram os resultados da Burberry no terceiro trimestre. As vendas no período terminado em 31 de dezembro ficaram em 603 milhões de libras (788,5 milhões de euros). Contudo, a Burberry sublinhou que houve uma melhoria em comparação com o declínio de 4% no segundo trimestre, embora ainda abaixo das estimativas internas. A Burberry indicou que houve «uma boa resposta às iniciativas de marketing, serviço ao consumidor e produto» na época de Natal, sobretudo nos pequenos artigos em pele e lenços. As categorias emergentes de ponchos e vestidos «continuaram a ter uma performance superior», apesar do outerwear ter sido afetado pelas temperaturas mais quentes. O diretor-executivo Christopher Bailey deu conta de «um ambiente comercial mais difícil do que o esperado», apesar do regresso ao crescimento no mercado da China e da Coreia do Sul. «Embora a Burberry tenha sofrido o impacto das mudanças atuais no sector do luxo, os ventos contrários em Hong Kong (vendas em queda de 20% pelo segundo trimestre) e Macau mascararam uma performance mais forte em muitos mercados», afirmou Bailey. Na região EMEA as vendas subiram por um dígito médio em termos percentuais com fortes performances em Itália, Alemanha e Espanha. As Américas registaram uma melhoria face ao segundo trimestre, com «um crescimento marginal positivo». Bailey acrescentou que «as previsões para o nosso sector continuam incertas, à medida que os consumidores e o ambiente evoluem. Contudo, estamos agora a antecipar e a responder a essas mudanças através de um foco em novas oportunidades de crescimento e à aceleração da nossa agenda de produtividade e eficiência».

    2Paris pronta para a alta-costura

    As extravagâncias da alta-costura sobem à passerelle a partir de domingo, 24 de janeiro. O calendário oficial da Semana de Alta-Costura de Paris foi publicado, com quase 30 desfiles com as propostas para a primavera-verão 2016 a preencherem os cinco dias do evento, que decorre até 28 de janeiro. Atelier Versace é a primeira casa de moda a revelar a sua coleção, enquanto a designer chinesa Guo Pei, que se estreia nesta edição como convidada especial, tem a honra de encerrar a passerelle. O último dia é dedicado, como habitualmente, à apresentação das coleções de joalharia.

    3Sports Direct investe no Iconix

    A retalhista britânica de equipamentos de desporto Sports Direct adquiriu «um interesse económico indireto» em 4,3 milhões de ações, ou 9%, do grupo americano Iconix, segundo um documento apresentado na Securities and Exchange Commission (SEC) a que o WWD teve acesso. O interesse foi adquirido ao longo de sete semanas no final do ano passado. As ações do Iconix caíram quase 80% no ano passado, devido à saída do fundador e diretor-executivo Neil Cole e a uma investigação em curso da SEC. O Iconix detém ou tem laços com 35 marcas, incluindo a Lee Cooper, Badgley Mischka, Ed Hardy, Ocean Pacific, Danskin, Joe Boxer, Candie’s, Rampage, Mossimo, Rocawear, London Fog, Strawberry Shortcake e Peanuts. A Sports Direct opera 661 lojas e vende produtos sob as suas próprias marcas, incluindo a Dunlop, Slazenger e Everlast, e de marcas terceiras como a Adidas, Nike, Reebok, Under Armour e Puma.

    4Vestuário estagna no Reino Unido

    As vendas online impulsionaram os números do retalho no Reino Unido nas nove semanas até ao Natal, mas o vestuário não teve a mesma sorte. Segundo os dados do MasterCard SpendingPulse, o vestuário teve a pior performance, com as temperaturas amenas a afetarem as vendas de vestuário de inverno. A categoria ficou praticamente estagnada, com uma subida nas vendas de apenas 0,4% em dezembro e de 0,8% no período de novembro e dezembro. Já o comércio online foi o grande vencedor, com um crescimento de 14% em dezembro e de 17,6% nos últimos dois meses do ano. O tempo chuvoso reduziu o tráfego na high street, beneficiando as vendas online, confirmou o estudo. No geral, as vendas a retalho subiram 2,1% nas nove semanas e 2,2% no ano completo. Com ajustes de preços, os números do crescimento são ainda melhores, com um aumento de 4,4% em novembro e dezembro. Pela primeira vez, a Black Friday foi o melhor dia de vendas do ano, refletindo em que medida os retalhistas optaram por fazer descontos para aumentar as vendas. O presidente da MasterCard UK & Irlanda, Mark Barnett, afirmou que «três fatores influenciaram significativamente o consumo no retalho em 2015: deflação, descontos e “troca por baixo” – quando os consumidores descem de gama de preço. Considerando tudo isso, os números do crescimento de 2015 foram muito robustos. Os últimos dois meses do ano abriram-nos uma janela para a saúde da economia britânica e para a vontade de gastar dos consumidores».

    5Da Tailândia com confiança

    A confiança dos consumidores tailandeses subiu pelo terceiro mês consecutivo em dezembro, atingindo o valor mais alto nos últimos sete meses, à medida que o governo continua a introduzir novas medidas para impulsionar o consumo. O índice de confiança dos consumidores subiu para 76,1 em dezembro, de acordo com um inquérito realizado a 2.250 pessoas pela Universidade da Câmara de Comércio da Tailândia, em comparação 74,6 em novembro. Thanavath Phonvichai, diretor do centro de negócios e previsões da universidade, afirmou ao Dow Jones Institutional News que a mais recente campanha governamental injetou cerca de 300 milhões de euros no consumo até ao final de 2015. Outras iniciativas incluíram a isenção de impostos sobre compras até cerca de 400 euros durante o período de Natal e Ano Novo. A mais recente estimativa de crescimento do PIB da Tailândia para 2015 foi revista em alta, de 2,7% para 2,8%.

    6Pandora abre mais de 200 lojas por ano

    A retalhista e produtora dinamarquesa Pandora revelou planos para acrescentar 200 a 300 lojas por ano de 2016 a 2018 depois das vendas terem subido 40% em 2015. A Pandora indicou que os cálculos preliminares dão conta de um volume de negócios de 16,7 mil milhões de coroas dinamarquesas (cerca de 2,22 mil milhões de euros) em 2015, um valor ligeiramente acima das expectativas dos analistas consultados pela Thomson Reuters. «A abertura de 200 a 300 lojas será um enorme motor de prosperidade», acredita Michael Friies Jorgensen, analista na Alm. Brand Markets. Nos próximos anos, cerca de 60% das novas lojas vão abrir na Europa, 20% nas Américas e 20% na região da Ásia-Pacífico. Com o investimento de cerca de 1,8 mil milhões de coroas entre 2015 e 2019, a empresa espera duplicar a atual capacidade de produção das suas fábricas na Tailândia. A consultora Nordea Markets vê as unidades de produção da empresa na Tailândia como uma vantagem competitiva essencial para a pandora, já que permite produzir os seus artigos de joalharia com uma grande eficiência de custos. «Além disso, a empresa criou gradualmente uma força de trabalho qualificada na Tailândia», aponta. Atualmente, a Pandora emprega mais de 15 mil pessoas em todo o mundo, 10.400 das quais em Gemopolis, na Tailândia.