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Breves

  1. H&M em crescimento
  2. JD Sports compra Footasylum
  3. Sala de estar é o novo local de trabalho
  4. Louis Vuitton retira artigos inspirados em Michael Jackson
  5. Lacuna entre consumidores e marketers aumenta
  6. Lacoste homenageia Keith Haring

1H&M em crescimento

A gigante do retalho revelou que, entre 1 de dezembro e 28 de fevereiro, as vendas subiram 10%, para 51 mil milhões de coroas suecas (cerca de 4,9 mil milhões de euros). Numa curta declaração, o grupo acrescentou que as vendas na moeda local aumentaram 4%. Os resultados positivos vão de encontro às expetativas dos analistas e, sendo este o segundo trimestre consecutivo de resultados positivos, os problemas comerciais sentidos no início do ano passado, com dificuldades na cadeia de aprovisionamento, parecem estar a solucionar-se. No último trimestre do ano passado, o grupo sueco falou de «coleções fortes e melhores vendas a preço total», continuando a impulsionar a sua plataforma comercial.

2JD Sports compra Footasylum

A JD Sports adquiriu a rival Footasylum por 90,1 milhões de libras (cerca de 105 milhões de euros), cerca de um mês depois de elevar a sua posição no capital. O presidente da JD Sports, Peter Cowgill, explica que a aquisição irá «complementar o atual negócio da JD Sports no Reino Unido. Acreditamos que haverá benefícios estratégicos e operacionais através da combinação da gestão experiente e com muito conhecimento da Footasylum e da nossa experiência». As empresas têm ligações familiares, como Clare Nesbitt, filha do cofundador da JD Sports, David Makin, é a presidente-executiva da Footasylum e detém uma participação de 20% na empresa. Barry Bown, diretor-executivo da Footasylum, afirma que a aquisição «representa a melhor opção estratégica para a Footasylum e para os seus trabalhadores». Em fevereiro último, a JD Sports adquiriu uma participação de 8,3% na Footasylum, apenas com «o objetivo de investir», mas negou a possibilidade de fazer uma oferta de compra.

3Sala de estar é o novo local de trabalho

As casas dos consumidores estão a mudar, garante a John Lewis, num novo relatório que mostra que a sala de estar – o coração das habitações – é o espaço onde a maioria das pessoas trabalha e pratica exercício físico. O mobiliário que preenche este espaço é, por consequência, particularmente diferente do de há alguns anos. O relatório, denominado The Things We Do In Our Living Rooms, tem como base a opinião de 3.400 cidadãos britânicos e mostra que metade dos inquiridos passa mais tempo neste local do que em qualquer outro da casa. Ver televisão continua a ser a principal atividade realizada na sala de estar (96% dos inquiridos fizeram-no no último mês), mas, na verdade, há mais 25 atividades que acontecem neste espaço, como dormir (68%), atividades recreativas (63%), passar a ferro (27%), pintar as unhas (21%), trabalhar (19% a 30%), dançar (19%), mudar de roupa (13%), praticar exercício físico (12%), aplicar maquilhagem (9%), meditar (6%) ou fazer cocktails (5%). Quase um em cada cinco dos inquiridos (19%) admitiu trabalhar na sua sala de estar no último mês, com os números a aumentar para 30% quando se trata de cidadãos que vivem com a família. A John Lewis assegura que esta mudança está a afetar o mobiliário que se compra, com os produtos práticos para o dia de trabalho a ganharem espaço. A department store britânica refere que a mudança na procura se reflete, por exemplo, no afastamento das secretárias mais tradicionais, com muito espaço de armazenagem, favorecendo secretárias mais elegantes, com as vendas neste produto a aumentar 80% ao ano. Jonathan Marsh, diretor de compras da retalhista, revela que «no que toca à decoração da sala de estar, 48% dos compradores que estão a planear redecorar o espaço este ano, admitem que vão ser mais arrojados nas suas escolhas. Ao longo do último ano cerca de um terço dos consumidores comprou artigos de bronze, cobre e mármore para as suas salas de estar e o rosa está a substituir o cinzento como cor neutra para decoração».

4Louis Vuitton retira artigos inspirados em Michael Jackson

A casa de moda francesa retirou os artigos inspirados no músico da sua coleção masculina para a primavera/verão 2019, depois da estreia de um documentário acerca de alegados abusos sexuais de crianças por parte de Michael Jackson. A coleção foi apresentada em janeiro na Semana da Moda de Paris e chegará às lojas em junho. Um porta-voz da Louis Vuitton anunciou que os artigos relacionados com Michael Jackson não serão postos à venda. A marca referiu que, na altura do evento, não tinha conhecimento do documentário “Leaving Neverland”, no qual dois homens adultos admitem terem sido abusados pelo artista no início dos anos 90. «Tenho noção de que o documentário causou reações emocionais. Pessoalmente, condeno estritamente qualquer forma de abuso infantil, violência ou infração contra quaisquer direitos humanos», afirmou, em comunicado, Virgil Abloh, diretor criativo da moda homem na Louis Vuitton. Abloh, o designer norte-americano contratado pela casa de moda francesa em março do ano passado, confessou que a sua intenção para esta coleção era referir-se a Michael Jackson enquanto artista da cultura pop. O documentário Leaving Neverland causou reações negativas contra o legado de Michael Jackson, com algumas estações de rádio a deixarem de passar os seus êxitos e a série The Simpsons a retirar de futuras transmissões o episódio no qual aparece a sua voz. A família de Michael Jackson já reagiu às acusações feitas em Leaving Neverland e à cobertura dos media, afirmando serem um «linchamento público» e alegando que o artista é «100% inocente». «Consideramos que as acusações feitas no documentário são profundamente perturbadoras», declarou o CEO da Louis Vuitton, Michael Burke, acrescentando que a empresa está totalmente comprometida em defender a causa do bem-estar infantil.

5Lacuna entre consumidores e marketers aumenta

A lacuna entre as perceções dos consumidores do que os marketers lhes estão a propor e aquilo que os marketers acham que estão a obter permanece maior do que deveria ser, revela um novo estudo. A empresa Stackla analisou os tipos de conteúdos que os consumidores criam, referenciam e os influencia, bem como o ponto de vista dos profissionais de marketing que proporcionam experiências de criação de conteúdo para os consumidores. O estudo, que questionou 1.590 consumidores e 150 marketers de business-to-consumer dos EUA, Reino Unido e Austrália, indica que existe concordância entre os consumidores e os marketers em matéria de importância da autenticidade e da personalização. Contudo, existe igualmente uma dissonância no que refere aos tipos de conteúdos e fontes que são vistos como mais autênticos, influentes e desejados nos processos de compra. 90% dos consumidores afirmaram que a autenticidade é importante para decidir que marcas gostam e apoiam (um aumento em relação aos 86% de 2017). 83% dos marketers concordam que a autenticidade é essencial para as suas marcas. Na verdade, 61% acreditam que a autenticidade é a componente mais importante na criação de conteúdo. No entanto, os consumidores têm uma probabilidade 2,4 vezes maior de dizer que o Conteúdo Gerado por Utilizadores (sigla inglesa UGG) é autêntico, enquanto os marketers têm uma probabilidade 2,1 vezes maior de dizer exatamente o oposto. Os números soam como uma receita de muito tempo e dinheiro desperdiçado para os marketers, especialmente quando 92% desses acreditam que a maioria ou todo o conteúdo que cria parece autêntico. Não obstante, 51% dos consumidores assinalam que menos de metade das marcas cria conteúdo que lhes pareça autêntico. Em relação à autenticidade, o UGG parece ser essencial. 79% dos inquiridos dizem que o UGG «tem um grande impacto nas decisões de compra» – um aumento em relação aos 60% de há dois anos. Em oposição, apenas 13% olham para o conteúdo criado pelas marcas como impactante e apenas 8% admitem que as suas decisões de compra são afetadas por conteúdo gerado por influenciadores. O estudo mostra ainda que 67% dos consumidores (e 73% da Geração Z) acreditam que as experiências personalizadas são importantes, mas apenas 29% dos marketers referem que criar experiências personalizadas para o consumidor é uma prioridade atual. Tal pode dever-se ao facto de 92% dos marketers acreditarem que as suas marcas atualmente criam experiências personalizadas, ainda que 54% dos consumidores ou não concordem ou são neutros nesta questão.

6Lacoste homenageia Keith Haring

A marca do crocodilo lançou uma nova coleção de homenagem ao artista Keith Haring. O artista norte-americano é «reconhecido pela simplicidade das suas linhas, as cores brilhantes delineadas a preto e as figuras animadas que expressam energia, alegria de viver e espontaneidade: valores comuns aos da casa francesa», explica a Lacoste. A parceria é realizada em colaboração com a Artestar, que representa um grande número de artistas, fotógrafos, designers e criadores. A insígnia francesa mergulhou em diversas obras do artista, transpondo-as para vestuário e acessórios de adultos e crianças. As peças servem como uma nova tela para algumas das obras de Keith Haring. Multicoloridas ou em negativo, as figuras que são a assinatura do artista, invadem polos, camisas, t-shirts, camisolas, vestidos e calções de banho ou surgem mais discretas na base de ténis ou num saco reversível. Desenhos como “Barking Dog” ou “Heart” são exibidos em t-shirts ou aplicados no colarinho de um polo ou na parte traseira de uns ténis. A coleção estará disponível a partir de 27 de março no website da Lacoste e numa seleção de lojas da marca em todo o mundo.