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  1. PLM da Lectra chega à New Twins
  2. Comissão Europeia proíbe NPEs
  3. China reduz velocidade
  4. Hugo Boss prepara medidas decisivas
  5. Desfiles em Paris com segurança reforçada
  6. Levi’s nega sexismo nos preços

    1PLM da Lectra chega à New Twins

    A empresa italiana New Twins está a integrar a solução Lectra Fashion PLM para ligar a sua equipa de desenvolvimento de produto com o departamento da marca de vestuário em malha e caxemira Falconeri, parte do Calzedonia Group. A New Twins desenvolve e produz vestuário em malha para homem e senhora para a Falconeri, que está atualmente a implementar um plano agressivo de expansão internacional e a aumentar a sua quota de mercado em Itália e na Europa. «A nossa equipa de desenvolvimento é em grande parte técnica e segue um modelo de produção bastante diferente do que o que é usado pela Falconeri. Precisamos de um sistema de informação fiável que possa sincronizar processos em diferentes equipas, diferentes departamentos e mesmo diferentes empresas. Analisámos alguns sistemas PLM mas escolhemos a Lectra, não apenas porque a tecnologia deles servia as nossas necessidades, mas também porque ficamos impressionados com a profundidade dos seus conhecimentos e a forma como as suas recomendações tiveram em conta tanto as pessoas como o processo – eles realmente viram todo o cenário», afirma Stefano Modena, diretor de projeto do sistema PLM da New Twins. O Lectra Fashion PLM está a ser implementado no gabinete técnico e de modelagem e irá permitir que as equipas de design, desenvolvimento e produção tenham acesso à mesma versão de um trabalho em curso e comunicar em tempo real numa plataforma comum, para que possam colaborar de forma eficiente e tomarem decisões mais informadas.

    2Comissão Europeia proíbe NPEs

    A Comissão Europeia publicou uma nova regulação para proibir a utilização de etoxilatos de nonilfenol (NPEs) em artigos têxteis vendidos em todos os Estados da União Europeia. Segundo a notícia no jornal oficial da UE, a emenda na lei do Reach (Registo, Avaliação, Autorização e Restrição de Químicos) entra em vigor a 2 de fevereiro de 2016 e as empresas terão então cinco anos para eliminar este tipo de químico da sua produção e cadeia de aprovisionamento. Isso significa que depois de 3 de fevereiro de 2021 não deverá haver produtos têxteis no mercado com NPEs «que possa sair com a água durante o ciclo de vida normal, em concentrações iguais ou superiores a 0,01% do peso desse artigo têxtil ou em cada parte do artigo têxtil». O termo “artigo têxtil” é usado como sinónimo de «produto inacabado, semiacabado ou acabado composto em pelo menos 80% do seu peso em fibras têxteis, incluindo produtos como vestuário, acessórios, têxteis de decoração, fibras, fios, tecidos e malhas». Contudo, a restrição não se aplica a artigos têxteis em segunda-mão ou novos têxteis produzidos a partir exclusivamente de têxteis reciclados. Os NPEs são usados como detergentes na produção têxtil e posteriormente dividem-se para formar o nonilfenol, que possui propriedades tóxicas, persistentes e disruptivas, segundo a Greenpeace, que se acumulam na cadeia alimentar e se tornam perigosas mesmo em níveis reduzidos.

    3China reduz velocidade

    A economia da China cresceu apenas 6,9% em 2015, o crescimento anual mais lento em 25 anos. O valor, contudo, está dentro dos objetivos oficiais, segundo os dados do gabinete de estatística do país. O quarto trimestre, o aumento foi de 6,8%, o valor trimestral mais baixo desde a crise financeira mundial. O PIB do país atingiu 67,67 biliões de yuans (cerca de 9,43 biliões de euros) em 2015, com o sector dos serviços a representar 50,5% do total – a primeira vez que ultrapassou 50%, de acordo com a NBS. A economia chinesa ainda «se manteve num intervalo razoável» em 2015, com a sua estrutura mais otimizada, novos motores de crescimento reforçados e melhor nível de vida para as pessoas, destacou o diretor do gabinete de estatística do país, Wang Baoan. Contudo, o país enfrenta a difícil tarefa de aprofundar reformas em todas as frentes e precisa de acelerar as reformas estruturais do lado da oferta, acrescentou. Os principais indicadores económicos abrandaram no ano passado, com o crescimento da produção industrial a abrandar para 6,1% em termos anuais, em comparação com 8,3% em 2014. As vendas a retalho, um dos principais indicadores do consumo, aumentaram 11,1% em dezembro em termos anuais – uma queda em comparação com novembro.

    4Hugo Boss prepara medidas decisivas

    A Hugo Boss vai tomar «medidas decisivas» para dar a volta às vendas na China e nos EUA, garante o diretor-executivo da casa de moda alemã Claus-Dietrich Lahrs. Em ambas as regiões, as vendas no quarto trimestre caíram, prejudicando os lucros operacionais no período. O lucro operacional antes de itens especiais subiu apenas 2%, para 171 milhões de euros nos três meses até dezembro, abaixo das previsões da própria Hugo Boss, que apontavam um aumento entre 3% e 5%. As vendas subiram 5% a câmbios neutros, impulsionadas por um ganho de 10% na Europa. O volume de negócios nas Américas desceu 1%, com as tendências no mercado dos EUA a manterem-se praticamente inalteradas face ao terceiro trimestre. Já na China as vendas registaram um declínio de dois dígitos em moeda local. Lahrs confirmou que a empresa vai tomar medidas «para melhorar o negócio na China e nos EUA, apesar das difíceis condições da indústria que estamos a enfrentar nesses mercados».

    5Desfiles em Paris com segurança reforçada

    A Fédération Française de la Couture du Prêt-à-Porter des Couturiers and Créateurs de Mode está a aumentar a segurança nos desfiles que decorrem em Paris, após os ataques de novembro. Em comunicado, a federação garantiu estar a trabalhar com as autoridades para aplicar um estado de emergência nacional até 26 de fevereiro. A medida, sustenta, «pode gerar alguns inconvenientes para os convidados». O designer Franck Sorbier apelou aos profissionais da indústria para trazerem o mínimo indispensável e proibiu a entrada de malas grandes, enquanto Elie Saab advertiu as pessoas de que serão revistadas e que não poderão entrar sem um documento identificativo válido. A Semana de Moda de Homem começou ontem e será seguida pelos desfiles de alta-costura, que começam no próximo domingo, 24 de janeiro.

    6Levi’s nega sexismo nos preços

    A Levi Strauss garante que não estabelece os preços de acordo com o género, depois de uma reportagem ter citado a gigante do denim como um dos vários players da high street do Reino Unido que cobram mais às mulheres do que aos homens por artigos quase idênticos. A investigação do The Times sugere que os preços do vestuário, produtos de beleza e brinquedos para mulheres e meninas são superiores a itens equivalentes direcionados para homens e rapazes, após a análise de centenas de produtos. Em média, os produtos para mulher são 37% mais caros, revela. Em particular, aponta que os jeans 501 da Levi’s são cerca de 46% mais caros do que a versão para homem, apesar de terem o mesmo tamanho. As conclusões, descritas como «inaceitáveis» por Maria Miller, presidente de um comité de deputados, pode resultar na chamada dos responsáveis de retalho ao Parlamento para justificar a diferença de preço, indica o The Times. Um porta-voz da Levi Strauss, contudo, afirmou ao just-style.com que, apesar das dificuldades em comentar não tendo acesso aos dados mais precisos da investigação, normalmente os preços são estabelecidos com base no custo dos produtos, mais uma margem para cobrir os custos operacionais. «Pode olhar-se para dois pares de jeans e eles parecerem muito semelhantes mas um pode ter mais elastano ou ter um tecido mais inovador ou o acabamento pode ser mais caro, com tudo isso a ser contabilizado no preço. Olhamos para o mercado e para o cenário competitivo mas definitivamente não estabelecemos os preços de acordo com o género», garantiu. Outras marcas citadas na reportagem incluem a Tesco, a Amazon e a Boots. O The Times citou um estudo recente do departamento do consumidor da cidade de Nova Iorque que comparou versões para homem e para senhora de quase 800 produtos e concluiu que as mulheres pagavam mais, com os itens direcionados para raparigas e mulheres a serem, em média, 7% mais caros.