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  1. As diferenças entre as gerações Y e Z
  2. Novo projeto apoia produtores de algodão sustentável
  3. Parceria Uniqlo x Alexander Wang aposta no conforto
  4. Nova Iorque prestes a banir artigos de pelo
  5. Exportações têxteis do Vietname em ascensão
  6. Roberto Cavalli suspende atividade nos EUA

1As diferenças entre as gerações Y e Z

Não é novidade que a geração Z mostra-se particularmente apreciadora das lojas físicas e um novo estudo, conduzido pela LIM College, veio confirmar essa perspetiva. A instituição de ensino superior inquiriu 450 consumidores, entre os 15 e os 38 anos, e, no que toca à geração Y (milénio) e à geração Z, foram encontradas divergências acentuadas em relação aos locais onde preferem realizar as suas compras. Os consumidores mais novos, da geração Z, preferem comprar em lojas físicas, enquanto os millennials preferem fazê-lo online. A geração Z aprecia todo o tipo de lojas físicas, sejam department stores, lojas de fast fashion ou outlet. No inquérito também se incluía a seguinte questão: «Se te fosse oferecido um vale de compras de 1.000 dólares (cerca de 889 euros) e apenas pudesses gastar numa categoria de produto ou serviço, qual seria?». 40% dos inquiridos da geração Z confessaram que optariam por vestuário e acessórios. A mesma resposta foi dada por apenas 23% dos milénios. Cerca de 60% dos inquiridos da geração Z admitiram que, se pudessem, renovariam o seu guarda-roupa mensalmente ou até com mais frequência. Para a geração Y, essa possibilidade só foi escolhida por 44%. Contudo, há um assunto essencial sobre o qual ambas as gerações estão de acordo, que é o preço, segundo Robert Conrad e Kenneth M Kambara, docentes que conduziram o estudo. «A nossa pesquisa revela uma diferença fundamental inesperada entre a geração Z e os milénios. A geração Z parece sentir-se mais atraída em relação a bens materiais do que a geração Y e está interessada em comprar vestuário e acessórios de moda para si mesmos, o que é positivo para a indústria da moda», afirma Robert Conrad.

2Novo projeto apoia produtores de algodão sustentável

A organização sem fins lucrativos The Soil Health Institute (SHI) está a lançar um programa para ajudar os produtores norte-americanos de algodão a melhorar a saúde do seu terreno – com o apoio de marcas e retalhistas líderes dos EUA – para ir de encontro à procura por algodão sustentável. O projeto, denominado The Healthy Soils for Sustainable Cotton, apoiado pela VF Corp Foundation, a marca Wrangler e a Walmart Foundation, estreará a sua versão piloto em 2019 e irá incluir os produtores de algodão de Arkansas, Geórgia e Carolina do Norte. Em 2020, será estendido até Mississípi, Texas e Califórnia. O primeiro passo é identificar os produtores em cada Estado que estão a adotar, com êxito, sistemas para a melhoria da saúde do seu terreno. Alguns produtores irão revelar a sua perspetiva acerca dos seus próprios sistemas e ajudar na formação de outros que participem no programa educativo. Além disso, um especialista técnico da SHI, em cada região, irá apoiar na formação para os produtores e fornecer apoio técnico contínuo, pelo menos durante dois anos. Os produtores que participarem vão aprender como avaliar a saúde dos seus terrenos e como potenciar essa saúde para uma maior sustentabilidade. Os cientistas do SHI irão assisti-los e ajudá-los a combater e a melhorar a resistência aos períodos de seca, a conseguir benefícios económicos e a obter melhores resultados ambientais com as suas práticas. «Os produtores de algodão que completarem o programa com êxito irão obter conhecimento em sistemas que melhoram a saúde dos terrenos e vão fazer parte de uma rede de produtores interessados em aumentar a sustentabilidade da produção de algodão», garante Cristine Morgan, diretora da área científica do SHI.

3Parceria Uniqlo x Alexander Wang aposta no conforto

Depois de, em novembro de 2018, terem lançando a sua primeira coleção colaborativa, a Uniqlo e Alexander Wang voltaram-se a unir-se, desta vez, apostando no AIRism, o tecido respirável da marca nipónica. Na sua primeira coleção conjunta, a Uniqlo e o designer focaram-se na tecnologia Heattech. Nesta nova colaboração, para homem e mulher, propõem uma coleção que prima pelo conforto e estilo. A paleta de cores será, uma vez mais, neutra, focada no branco, preto, rosa pastel e azul. A nova coleção inclui vestuário e roupa interior com o inovador AIRism, que tem como objetivo propiciar a sensação de segunda pele, mesmo em condições atmosféricas mais adversas. As mulheres podem escolher entre uma seleção de tank tops, vestidos de noite, roupa interior, crop-tops, bodies e até calções do estilo ciclista. A gama masculina inclui o AIRism na camada interior e algodão premium no exterior, em t-shirts, tank tops, boxers e cuecas. «Ao trabalhar com a Uniqlo pela segunda vez, senti que havia uma compreensão mútua, não apenas da estética, mas também no que concerne à ética de trabalho de cada um. A inovação sempre foi o ponto forte do nosso design e processo criativo. Além do mais, a funcionalidade vai de encontro ao modo como eu e os nossos clientes nos vestimos», afirma Alexander Wang. A coleção estará à venda a partir de 11 de abril nas lojas físicas e no website da Uniqlo.

4Nova Iorque prestes a banir artigos de pelo

A cidade de Nova Iorque deverá, em breve, proibir a venda de produtos de pelos de animais nos seus cinco distritos. Na reunião da autarquia nova-iorquina, o porta-voz da câmara municipal e representante do distrito de Manhattan, Corey Johnson, juntamente com Mark Levin (Manhattan) e Fernando Cabrera (Bronx), introduziu a legislação que poderá banir a venda de vestuário de pelo na Big Apple. Segundo a proposta de lei, as empresas que não cumprirem a legislação poderão ser multadas entre os 500 (446 euros) e os 1.500 dólares (1.340 euros), dependendo da gravidade ou da frequência da infração. Contudo, as lojas que venderem artigos de peles em segunda mão constituem a exceção à regra. Os autarcas estão também a considerar adicionar uma exceção para o vestuário religioso, como os chapéus de peles usados por alguns judeus ortodoxos. «Como amante de animais, acredito que é cruel matar um animal apenas com o propósito de as pessoas comprarem e usarem um casaco de peles», afirma Corey Johnson, que já recomendou outras propostas de lei relacionadas com outro tipo de animais, incluindo a proibição da remoção das unhas dos gatos. «Numa cidade moderna e evoluída como Nova Iorque, proibir a venda de vestuário e acessórios de peles é uma medida que já vem com atraso», considera o porta-voz da autarquia nova iorquina. A proibição poderá colocar Nova Iorque lado a lado com grandes cidades como São Francisco, Berkeley, West Hollywood e Los Angeles, que já proibiram a venda de peles e de produtos de peles.

5Exportações têxteis do Vietname em ascensão

As exportações de têxteis e vestuário do Vietname cresceram 13,3% para 7,3 mil milhões de dólares (6,5 mil milhões de euros) nos primeiros três meses do ano. De acordo com a agência de informação do ministério da indústria e do comércio vietnamita, a Vinanet, que cita dados oficias do departamento dos serviços aduaneiros do Vietname, em fevereiro de 2019, as exportações caíram 60,3%, em relação ao ano passado, para 1,31 mil milhões de dólares. No entanto, em março, aumentaram 15,9% também em relação a 2018, para 2,7 mil milhões de dólares. Os EUA foram o principal destino dos têxteis e vestuário do Vietname, representando 46,6% da receita das exportações. Durante os primeiros três meses do ano, têxteis e vestuário no valor de 2,14 mil milhões de dólares foram exportados para os EUA, um aumento de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações para o Japão representaram 12,6%, para 577,8 milhões de dólares, com uma subida de 7,6% em relação ao ano passado, e as exportações para a União Europeia, que representaram 12,1%, para 556,1 milhões de dólares, num incremento de 3,1%. No início deste ano, o presidente da Vietnam Textile and Apparel Association (VITAS), Vu Duc Giang, afirmou que, apesar da turbulência na economia mundial, as empresas têxteis do Vietname registaram sinais positivos para encomendas em 2019. O país estima atingir os 40 milhões de dólares em 2019, um crescimento de 10,8% face a 2018, graças à natureza altamente concorrencial dos produtos vietnamitas e a maiores investimentos na indústria têxtil.

6Roberto Cavalli suspende atividade nos EUA

A casa de moda italiana encerrou as suas 12 unidades, incluindo sete lojas, bem como suspendeu as vendas online nos EUA. Os funcionários da subsidiária ArtFashion, nome com que a casa de moda opera nos EUA, foram dispensados e o diretor executivo da ArtFashion, Salvatore Tramuto, despediu-se, juntamente com a administração da empresa. As lojas e a mercadoria presente nos EUA estão agora a ser geridos por uma empresa de segurança, antes da nomeação de um novo administrador. A 29 de março, a Roberto Cavalli apresentou um plano de reestruturação no Tribunal de Milão. A casa de moda, que apresentou várias perdas nos últimos anos, está a tentar chegar a um acordo com os seus credores, para manter a empresa em funcionamento, enquanto simultaneamente procura um novo investidor. O acordo não impede a venda da casa de moda, que é detida pelo fundo de capital privado Clessidra em 90%, desde 2015. Na altura, a aquisição avaliou a empresa em cerca de 390 milhões de euros. Os restantes 10% ainda estão nas mãos dos fundadores da marca. Em outubro passado, a Clessidra começou a procurar um parceiro minoritário, mas, mais tarde, decidiu considerar propostas para uma fatia maioritária, segundo fontes próximas, revela o just-style.com. Uma fonte próxima da empresa revelou que a Roberto Cavalli estava a sofrer com a falta de investimento em marketing e nas renovações das lojas, impedindo as suas tentativas de recuperar o interesse dos clientes nas propostas do diretor criativo Paul Surridge, que também acaba de abandonar o cargo.