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Breves

  1. Vestuário cresce na Zona Euro
  2. Kering desfaz-se da Volcom
  3. Indonésia quer potenciar exportações têxteis
  4. Ecoalf sem penas em 2020
  5. Devoluções são essenciais para vender online
  6. Cone Denim elimina o sal

1Vestuário cresce na Zona Euro

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, o Eurostat, as vendas de vestuário e calçado na Zona Euro registaram um crescimento de 1,9% em fevereiro, em relação ao mês anterior, recuperando de uma descida de 0,6% verificada em janeiro. Em relação ao ano passado, as vendas de vestuário e calçado aumentaram 2%. No cômputo global, as vendas a retalho, um indicador da procura doméstica, atingiram valores mais altos do que o esperado, originados por um aumento das vendas de produtos não alimentares. O Eurostat revela que, de modo geral, as vendas a retalho nos 19 países com moeda única subiram 0,4% ao mês, para um crescimento anual de 2,8%. Os economistas inquiridos pela Reuters estimavam um incremento mensal de 0,2% e anual de 2,3%. O Eurostat acrescenta que, em termos anuais, as vendas online foram as que evidenciaram o maior crescimento, de 8,8%, em fevereiro, num aceleramento em relação ao crescimento de 6,8% em janeiro.

2Kering desfaz-se da Volcom

Depois de, em 2011, o conglomerado de luxo francês ter comprado a marca de lifestyle, vendeu-a agora ao Authentic Brands Group (ABG) , no seguimento da decisão de se focar no desenvolvimento do seu segmento de luxo. O Authentic Brands Group, que detém marcas como Camuto Group, Juicy Couture, Aéropostale e Nautica, vai adquirir a marca de lifestyle para homem, mulher e criança, que conta com vestuário, outerwear, calçado e acessórios, comercializados em 100 lojas a nível mundial e distribuição em 60 países. O ABG refere que a aquisição irá aumentar o valor das suas vendas anuais a retalho para mais de 9,3 mil milhões de dólares. Similarmente à aquisição da Aéropostale, o grupo ficou com uma participação minoritária da Liberated Brands, a recém-formada empresa que gere a Volcom. O CEO da Liberated Brands, Todd Hymel, e a atual equipa de gestão da Volcom obtiveram a participação maioritária da Liberated Brands e vão gerir as operações da marca nos EUA, França, Austrália e Japão, supervisionando continuamente o desenvolvimento de produto, o marketing e as vendas a retalho a nível mundial.
«Durante cerca de três décadas, a família Volcom criou uma das marcas mais icónicas para os mercados do skate, surf e snowboarding. Nos últimos anos, a marca tem chegado a um público cada vez mais vasto, em todo o mundo, enquanto se mantém fiel a si mesma», afirma Jamie Salter presidente e CEO do ABG. Todd Hymel acrescenta que o «ABG criou um portefólio impressionante, ao potenciar o desenvolvimento das marcas e marketing. O Jamie e a sua equipa partilham a nossa visão e entusiasmo para o crescimento a longo prazo da Volcom e estamos felizes por fazer parte deste novo capítulo para a marca».

3Indonésia quer potenciar exportações têxteis

A Indonésia pretende aproveitar o recente acordo comercial com a Austrália para potenciar o crescimento de exportações de vestuário, têxteis e calçado, depois de os dois países terem assinado um acordo comercial. A Indonésia é o 13º maior parceiro comercial da Austrália. Em 2017, as trocas comerciais entre os dois países atingiram os 16,8 mil milhões de dólares (cerca de 14,98 mil milhões de euros). Segundo o novo acordo, 99% dos artigos australianos entrarão na Indonésia livres de impostos ou, pelo menos, com taxas significativamente mais baixas, até 2020. O Ministério do Comércio da Indonésia avançou que as exportações para a Austrália iriam aumentar, também como resultado da isenção de impostos. Atualmente, as principais mercadorias exportadas da Indonésia para a Austrália são de mobiliário, artigos de borracha e quimicamente processados, artigos alimentares e bebidas, têxteis e dispositivos eletrónicos. No entanto, segundo o Ministro do Comércio, Airlango Hartarto, os têxteis e o calçado «têm potencial para crescer». «Saudamos sinceramente esta parceria económica, porque é um impulso para, em conjunto, estimularmos o crescimento económico que beneficiará ambos os países», afirmou Airlango Hartarto, na assinatura do acordo, que decorreu em Jacarta. A Indonésia estima um aumento das exportações de calçado globalmente, para 6,5 mil milhões de dólares, este ano e para 10 mil milhões de dólares ao longo dos próximos quatro anos. O Ministro do Comércio revela que, com o novo acordo com a Austrália e o acordo de livre comércio com a Europa (EFTA), cujas negociações terminaram em novembro de 2018, há um grande potencial para aumentar as exportações dos produtos indonésios. Em 2018, as exportações de calçado da Indonésia cresceram 4,13%, para 5,11 mil milhões de dólares, em relação ao ano anterior. «Juntamente com a indústria têxtil e de vestuário, a indústria do calçado também está preparada para entrar na indústria 4.0 para ser globalmente mais competitiva e para que as exportações subam», garantiu Hartarto.

4Ecoalf sem penas em 2020

A empresa de vestuário e acessórios de moda fabricados a partir de materiais reciclados, como redes de pesca usadas ou plástico recolhido do oceano, comprometeu-se a eliminar as penas, incluindo penugem, de todos os seus produtos, até 2020. A Ecoalf, sediada em Madrid, foi criada em 2009 por Javier Goyeneche, que lidera o projeto Upcycling the Oceans. O programa tem como aliados os pescadores espanhóis, que, no mar Mediterrâneo, acabam por recolher os plásticos que vêm com os peixes, que são depois enviados para serem transformados em vestuário. Agora, a empresa, que recentemente lançou uma linha de casacos ecológicos vegan (aprovados pela PETA) garante que irá reduzir o uso de penas. A notícia foi igualmente bem recebida pela organização de defesa dos direitos dos animais. «Os consumidores atuais estão a rejeitar a crueldade em relação aos animais e isso inclui arrancar as penas das aves para que estas possam ser usadas para o enchimento de casacos», afirma a diretora da PETA, Anne Brainard. «Produtos como os casacos vegan da Ecoalf estão a conferir uma vertente de compaixão ao mundo da moda, e os consumidores mais bondosos vão reparar», acrescenta.

5Devoluções são essenciais para vender online

Um novo relatório da Klarna, que se foca nas devoluções do comércio digital, vem provar que, para garantir a fidelização de clientes, as empresas devem assegurar uma devolução fácil. O estudo, que inquiriu 2.000 consumidores do Reino Unido, mostra que o gigante volume de devoluções atuais indica que uma boa experiência de compras é essencial. 75% dos inquiridos admitem que a possibilidade de devolver facilmente um produto é «um fator essencial na escolha de um retalhista», enquanto 86% confessam que a opção de devolver artigos gratuitamente os torna «mais leais e com uma maior probabilidade de voltar a comprar da mesma marca». Com efeito, 84% afirmam que não voltariam a escolher uma marca se tiverem uma má experiência de devolução. A empresa comparou as respostas dos clientes com as de há dois anos e a grande conclusão foi que «houve uma rápida normalização das devoluções ao longo dos últimos dois anos». 82% dos consumidores reconhem que as devoluções são agora «uma componente normalizada das compras por comércio eletrónico». Além disso, os consumidores sabem exatamente o que querem no que toca a devoluções, com 84% a quererem escolher entre a forma de devolver um produto, seja na loja física ou por correio, e 31% dos inquiridos têm uma maior probabilidade de comprar um artigo online se tiverem a oportunidade de o pagar mais tarde, depois de o experimentarem em casa. As devoluções aumentaram 14% em dois anos. A Klarna revela que «há uma lacuna crescente entre o que os consumidores veem online e a realidade do que recebem na vida real». O número de consumidores que devolvem artigos com defeitos mais do que duplicou entre 2017 e 2019 (de 12% para 26%) e quase quadruplicou em artigos nos quais a qualidade não foi de encontro às expetativas (de 6% para 22%). 27% dos consumidores devolvem artigos porque não lhes servem. A devolução de artigos devido ao aspeto diferente entre o que é apresentado online e o que encontram na da realidade mais do que duplicou desde 2017 (8% para 19%).

6Cone Denim elimina o sal

Na sua coleção Sustainblue, a gigante norte-americana Cone Denim vai utilizar o processo de tingimento Cadira, tornando-se a primeira empresa a usar este método ecológico em território americano. Trata-se de uma nova adição à coleção que utiliza, entre outras, matérias-primas como o algodão reciclado e o poliéster reciclado. Através do novo processo, os tecidos são tingidos através de corantes de “índigo líquido”, que são descritos pela Cone Denim como «os mais limpos do mercado, que reduzem químicos e poupam água e energia». A Cone Denim é a primeira fabricante a introduzir a Cadira Distilled Indigo no hemisfério oriental, numa coleção que combina a Dystar Indigo Vat 40% Solution, «o índigo mais premiado do mundo a nível ecológico», garante, com o agente Sera Con C-RDA, que potencia um tingimento sem sal, eliminando completamente o hidrossulfito de sódio. O processo reduz a água, o desperdício e o consumo energético e resulta numa forte redução dos efluentes, ajudando as empresas, as marcas e os retalhistas nos seus esforços para diminuir a pegada ecológica. «Como líder na evolução do denim sustentável, estamos entusiasmados por mostrar o processo Cadira aos nossos clientes», afirma Pierette Scavuzzo, diretor do design de produto da Cone Denim. «A nossa parceria com a Dystar reflete o nosso compromisso em relação aos produtos sustentáveis e contínua evolução. Melhor para o planeta, melhor para as marcas», explica. O novo processo será apresentado na Kingpins Amsterdam, nos Países Baixos, entre 10 e 11 de abril.