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Breves

  1. UMinho de portas abertas
  2. Inverno quente afeta Fast Retailing
  3. Até onde é que o vento leva os microplásticos?
  4. PVH promete lutar contra abusos laborais
  5. Zilian renova loja em Lisboa
  6. Logotipos e denim marcam Coachella 2019

1UMinho de portas abertas

Entre os dias 2 e 4 de maio, a Universidade do Minho (UM) irá abrir portas à primeira edição da iniciativa “UPA – UMinho Portas Abertas”, que inclui três dias de oficinas, visitas a laboratórios, percursos multidisciplinares e ainda uma feira educativa, com palestras e apresentações culturais, desportivas e empresariais. «Estaremos de portas abertas a todos – alunos de qualquer idade, familiares, professores, orientadores, público em geral –, proporcionando as melhores experiências sobre o que é viver e estar na UMinho», afirma o pró-reitor Manuel João Costa. O programa tem entrada livre nos campi de Gualtar (Braga) e Azurém (Guimarães). A feira educativa vai estar em permanência no Pavilhão Desportivo de Gualtar, com stands e atividades a representar as diversas unidades da academia minhota. Quanto aos percursos multidisciplinares, os desafios cruzam vários locais e áreas do saber para a resolução de desafios da humanidade, como as alterações climáticas, a exclusão social ou a mobilidade nas cidades. O objetivo é que os participantes conheçam ao pormenor a oferta formativa, os serviços e as instalações, partilhem ideias com professores e cientistas e se envolvam nas 60 atividades preparadas pelas Escolas e Institutos da UM. Na prática, vai ser possível, por exemplo, conceber tecidos luminosos, idealizar roupas, simular um julgamento, criar cosméticos naturais, gerir uma empresa, ensaiar a resistência de edifícios, rentabilizar a linha de produção, desenvolver repelentes, experimentar um motor ou decifrar 15 desafios matemáticos.

2Inverno quente afeta Fast Retailing

Devido aos descontos que afetaram o vestuário de inverno, a Fast Retailing Co, que detém a Uniqlo, diminuiu a sua estimativa de crescimento anual, embora o lucro do segundo trimestre tenha sido mais elevado do que o esperado. Para o ano fiscal que termina em agosto, a Fast Retailing estima que os lucros operacionais sejam de 260 mil milhões de ienes (2,07 mil milhões de euros), uma diminuição em relação à estimativa anterior, que era de 270 mil milhões de ienes. Contudo, no segundo trimestre, a retalhista registou uma subida no lucro operacional, que atingiu os 68 mil milhões de ienes, em relação aos 57 mil milhões de ienes do ano anterior, um crescimento suscitado pelo mercado chinês e pelo comércio eletrónico. A subida do lucro operacional também superou as estimativas de seis analistas questionados pela Refinitiv, que era de 64 mil milhões de ienes. O lucro operacional da Uniqlo, na China, tem crescido a dois dígitos nos últimos trimestres, apesar das preocupações em relação ao abrandamento da economia. No último ano fiscal, a empresa inaugurou 78 lojas físicas na China, atingindo as 633, enquanto no Japão encerrou 4 espaços, ficando com 827. A Fast Retailing anunciou uma descida surpresa nos lucros, no primeiro trimestre, devido às temperaturas mais altas que afetaram as vendas de inverno.

3Até onde é que o vento leva os microplásticos?

Não é novidade que o plástico tem poluído oceanos, rios e solos de todo o mundo. No entanto, um novo estudo revela que mesmo os topos das montanhas estão repletos de fragmentos de plástico criados pelo ser humano. Segundo um novo estudo publicado na revista científica Nature, foram descobertos microplásticos nos Pirenéus, no sul de França, transportados pelo vento por uma distância de, pelo menos, 60 milhas (cerca de 97 quilómetros). A localidade mais próxima da zona remota analisada pelos cientistas encontra-se a cerca de 6 quilómetros de distância de uma pequena aldeia, a 25 quilómetros de uma vila e a cidade mais próxima está localizada a cerca de 120 quilómetros. Os cientistas preveem que, diariamente, uma média de 365 microfragmentos de plástico precipita-se em cada metro quadrado de solo. A quantidade é idêntica à que foi encontrada no centro de Paris ou em Dongguan, na China. «Os microplásticos são os novos poluidores atmosféricos. A quantidade de microplásticos que foi encontrada foi impressionante» admite o investigador francês Deonie Allen à National Geographic.

4PVH promete lutar contra abusos laborais

A gigante do vestuário, que detém as marcas Tommy Hilfiger e Calvin Klein, garante que irá investigar o mais recente relatório, que revela que os trabalhadores da Etiópia que produzem vestuário para o grupo enfrentam diariamente abusos verbais e discriminação e, além disso, ganham cerca de 12 cêntimos por hora. Os trabalhadores nas empresas que fornecem o grupo PVH na Etiópia são também forçados a trabalhar horas extraordinárias sem pagamento, ou, por exemplo, são prejudicados financeiramente por beberem água nos seus locais de trabalho, de acordo com o Consórcio dos Direitos dos Trabalhadores (na sigla inglesa WRC), que monitoriza as condições de trabalho em todo o mundo. Segundo o WRC, responsáveis pelas contratações de uma das empresas chegaram mesmo a tocar nas barrigas de algumas candidatas para ver se estas estavam grávidas. «Vamos conduzir imediatamente uma investigação minuciosa e tomar as medidas adequadas, caso sejam descobertas infrações», assegura um porta voz do PVH à Thomson Reuters Foundation. «O grupo leva as denúncias do relatório do WRC muito a sério, apontando, contudo, que algumas das entrevistas foram realizadas há cerca de dois anos e as práticas no Hawassa Industrial Park têm evoluído positivamente desde essa altura», afirma. Recorde-se que a empresa apoiou o financiamento da construção do parque industrial no sul da Etiópia, na cidade de Hawassa. Numa altura em que a mão de obra, as matérias-primas e os impostos têm aumentado nas empresas asiáticas, a Etiópia pretende ser uma alternativa mais barata, atraindo marcas como a Gap ou a H&M. O PVH é uma das maiores empresas de vestuário do mundo, tendo gerado 9,7 mil milhões de dólares em receitas em 2018 (cerca de 8,7 mil milhões de euros) e emprega cerca de 1 milhão de pessoas na sua cadeia de aprovisionamento, segundo o seu website. O porta-voz do gigante norte-americano revela que, ao produzir as peças na Etiópia, o grupo está a apoiar a economia local e a promover a criação de postos de trabalho. «Infelizmente, para os trabalhadores do sector do vestuário da Etiópia há uma lacuna gigante entre as pretensões éticas das marcas e a realidade do local de trabalho», explica Penelope Kyritsis, investigadora do WRC. O relatório também refere que os abusos laborais são frequentes em empresas na Etiópia que fornecem à H&M. «Levamos a sério quaisquer alegações de infrações e vamos continuar a acompanhar os fornecedores e a implementar os nossos programas que lutam pelas condições de trabalho e pelos direitos dos trabalhadores», indica um porta-voz da H&M.

5Zilian renova loja em Lisboa

A marca portuguesa de calçado reabriu as portas da sua loja flagship da Avenida António Augusto de Aguiar, em Lisboa. Com uma renovada disposição por temas e tipo de produto, uma decoração mais minimalista, o espaço renovado pretende criar uma nova e diferenciadora experiência de compra, agora totalmente integrada com o canal online. O novo conceito pretende dar resposta ao novo comportamento e às necessidades do consumidor, revela Madalena Beirão, fundadora da marca. «O grande objetivo desta evolução de conceito é conseguirmos estar mais próximos dos nossos clientes com uma resposta mais direcionada para o que cliente procura», explica. A fundadora da insígnia assegura que, atualmente, «os clientes já sabem se querem uns sapatos, umas sandálias, ou uns botins, se é para fim de semana ou para trabalhar ou para uma festa e, por isso, quando chegam à loja procuram a solução de um problema específico». Deste modo, o processo de compra inicia-se online, «por isso, a nova organização de produto permite apresentar uma maior variedade de modelos e organizar a experiência de compra pelo momento de consumo dos clientes, tornando a compra mais intuitiva e simplificada» acrescenta Madalena Beirão. A Berlot Lisboa, marca de calçado masculino do grupo, ganha igualmente mais destaque e um espaço próprio dentro da loja.

6Logotipos e denim marcam Coachella 2019

O palco principal pode ter pertencido a artistas como Ariana Grande, Cardi B ou Childish Gambino, mas as tendências de moda no Coachella foram marcadas por um regresso ao universo pop do final dos anos 90 e início de 2000. Calções e saias em denim em tamanho micro foram conjugados com corpetes, crop tops e casacas de ganga também em estilo crop. Franjas, rendas e correntes de diamantes marcaram o regresso às vibrações de estrelas pop. As calças à boca de sino – que evocam os modelos usados por Britney Spears ou Christina Aguilera – foram conjugadas com as volumosas sapatilhas brancas. A bolsa com o monograma da Dior, um artigo popular no final dos anos 90, foi também uma das tendências, ainda que usada como bolsa de cintura. O icónico logotipo da Louis Vuitton foi também uma tendência marcante no festival. Em palco, a artista espanhola Rosalía optou por um fato em veludo da Louis Vuitton, a semelhança do rapper Bad Bunny, que optou por um fato de treino colorido da casa de moda. A artista em ascensão Billie Eilish, de 17 anos, personificou o streetwear unissexo tanto no placo como fora dele, com artigos em denim com o logotipo da Louis Vuitton da coleção masculina de Virgil Abloh. As peças em denim, como estilos inspirados em cowboys e tingimentos psicadélicos, foram escolhas populares entre o público do festival.