Início Breves

Breves

  1. Inditex trava expansão na China
  2. PVH de vento em popa
  3. Taobao na lista negra
  4. Grande estreia da H&M na Índia
  5. Economia de Hong Kong em queda
  6. Exportações do Bangladesh aumentam

1Inditex trava expansão na China

O grupo Inditex iniciou um processo de abrandamento da expansão em território chinês depois de atingir um total de 500 lojas na região, revelou o jornal espanhol El Economista. Apesar da desaceleração da economia chinesa, o mercado asiático continua a ser atrativo para a Inditex. A empresa de Amancio Ortega, que está presente em 60 cidades chinesas, incluindo Xangai, Pequim e Hong Kong, planeia concentrar-se agora na inauguração de novas lojas próprias e redesenhar os mercados existentes. A expansão da Inditex na China conduziu à abertura de mais de 110 lojas nos últimos três anos, embora o primeiro trimestre de 2015 tenha testemunhado a inauguração de apenas oito novas lojas, contra os 44 novos pontos de venda abertos em 2014. Nesse ano, o conglomerado espanhol iniciou também a venda das suas marcas de moda aos consumidores chineses através da TMall.com, a plataforma online de venda direta que pertence ao influente grupo Alibaba. A Inditex, que detém as marcas Zara, Stradivarius, Pull & Bear, Bershka, Massimo Dutti, Oysho e Zara Home, reportou um lucro líquido de 2,5 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2015 e um aumento de 8% das vendas. A empresa abriu mais de 300 novas lojas em 54 países no ano passado e criou mais de 8.000 novos postos de trabalho em todo o mundo.

2PVH de vento em popa

O grupo PVH Corp. superou as expectativas, revelando vendas e lucros trimestrais superiores aos esperados, em consequência do aumento da procura de vestuário e acessórios da marca Calvin Klein na América do Norte e na Europa. O valor das ações da empresa, que detém igualmente as marcas Tommy Hilfiger, Van Heusen, Seta e Speedo, aumentou cerca de 5,5% na semana anterior ao anúncio dos bons resultados. Deste modo, o grupo PVH reviu em alta as previsões anuais de lucro e receitas trimestrais, superando as estimativas dos analistas. A empresa anunciou que as vendas comparáveis no retalho subiram 4% nas suas lojas americanas da marca Calvin Klein no segundo trimestre, impulsionadas pela procura de novos estilos de roupa interior. As receitas da marca Calvin Klein aumentaram 3% em base de moeda constante. O grupo PVH antecipa um crescimento de 7% da receita da marca em base de moeda constante no terceiro trimestre.

3Taobao na lista negra

A Associação Americana de Vestuário e Calçado (AAFA, na sigla inglesa) está a pressionar o órgão representante do comércio dos Estado Unidos da América (USTR) a incluir a plataforma de compras on-line Taobao, detida pelo grupo Alibaba, na lista de mercados notórios pelas constantes violações de direitos de propriedade. A Taobao foi incluída na lista em 2011, mas removida em 2012, depois da tomada de ações que visavam adereçar as questões relacionadas com os direitos de propriedade intelectual. Porém, Juanita Duggan, presidente e CEO da AAFA, afirmou em comunicado que o problema da pirataria persiste de forma grave e os membros da AAFA enfrentam «enormes dificuldades» em cooperar com a Taobao para a sua resolução. «O volume de falsificações no site, de acordo com o reportado pelos nossos membros, juntamente com a falta de vontade da empresa em efetuar reformas efetivas são os motivos pelos quais, depois de três anos, sentimos a necessidade de recomendar que a Taobao seja incluída novamente na lista e que os EUA aumentem a pressão para que sejam efetuadas melhorias significativas e mensuráveis no respeitante ao problema da contrafação», explicou Duggan. O Alibaba mostrou-se disposto a discutir as questões pendentes com a AAFA, mas recusou-se a reunir com a associação. «De forma a proteger os consumidores, proprietários de marcas e vendedores legítimos e pretendendo manter a integridade dos nossos mercados, aplicamos e continuaremos a reforçar uma vasta série de medidas tendo em vista a prevenção de bens contrafeitos ou pirateados oferecidos e vendidos nos nossos marketplaces», referiu um porta-voz do grupo Alibaba.

4Grande estreia da H&M na Índia

A Hennes & Mauritz somou 164 mil dólares em vendas no dia da inauguração da sua primeira loja em território indiano. Este valor representa o dobro do resultado auferido pela Zara no seu dia inaugural, há cinco anos, no mesmo local, o Select CityWalk Mall, em Nova Deli. A loja abriu no dia 2 de outubro para 2.500 compradores que formaram fila no exterior da loja de 2.300 metros quadrados durante a noite. «Estávamos à espera deste dia há muito tempo e esta resposta fabulosa compensou verdadeiramente a espera», revelou Janne Einola, gestora da H&M Índia. As marcas sediadas nas proximidades também beneficiaram da abertura, com diversas lojas do centro comercial a registarem um aumento das vendas, segundo informação fornecida por relatórios locais.

5Economia de Hong Kong em queda

As condições económicas em Hong Kong agravaram-se no mês de agosto, em resultado da desaceleração da economia chinesa, que continua a afetar o retalho e o turismo, os principais sectores da cidade. O Índice Nikkei dos Gestores de Compras de Hong Kong caiu de 48,2 em julho para 44,4 em agosto, atingindo o valor mais baixo desde abril de 2009. Este resultado marca também o sexto mês consecutivo de um resultado inferior a 50, indicando uma contração económica. A desaceleração do mercado de retalho tem sido particularmente evidente entre as marcas de luxo, destacando-se o encerramento de lojas das marcas Coach e Emperor Watch and Jewellery, a dois anos do fim dos respetivos contratos de arrendamento. As vendas a retalho em julho caíram 2,8% em comparação anual, fixando-se em 4,85 mil milhões de dólares, a maior queda desde março, num momento em que a tensão política transfronteiriça e a valorização do dólar de Hong Kong continuam a afastar os turistas chineses. John Zhu, economista do HSBC, defende que a economia de Hong Kong deve transitar para novos motores de crescimento, uma vez que as circunstâncias externas continuam a ser relativamente adversas.

6Exportações do Bangladesh aumentam

As exportações do Bangladesh cresceram 2,5% face ao ano anterior, fixando-se em 2,6 mil milhões de dólares em setembro, impulsionadas por um aumento das expedições de vestuário. O sector de vestuário é essencial para o Bangladesh, onde os baixos salários e o acesso livre a mercados ocidentais fomentaram o crescimento da indústria têxtil do país, elevando-o à segunda posição entre os maiores exportadores de vestuário do mundo, depois da China. No primeiro trimestre financeiro do ano 2015/2016, as exportações aumentaram quase 1%, fixando-se em 7,76 mil milhões de dólares. As vendas de vestuário pronto-a-vestir, compreendendo malhas e artigos em tecidos, totalizaram 6,44 mil milhões de dólares no período decorrido entre julho e setembro, assinalando um crescimento de 3,3% face ao período homólogo do ano anterior. As exportações registadas no ano fiscal, que terminou em junho subiram 3,35%, para 31,2 mil milhões de dólares, verificando o crescimento mais lento desde 2002 e as vendas de vestuário, apesar de terem aumentado, não corresponderam às expectativas.