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  1. Retalho investe no e-commerce
  2. Paris é a cidade mais admirada
  3. Grace Coddington sai da Vogue
  4. Irlandeses abrem cordões à bolsa
  5. Marca de moda dá rosto à coragem
  6. Vendas desaceleram na Giorgio Armani

1Retalho investe no e-commerce

Um estudo da SPS Commerce concluiu que 75% dos retalhistas americanos colocaram as vendas por comércio eletrónico no topo da lista das prioridades no ano passado. O estudo revelou ainda que 52% dos retalhistas fizeram «progressos significativos» na execução das suas estratégias omnicanal em 2015 e os investimentos no comércio eletrónico e na cadeia de aprovisionamento deverão dominar em 2016. «O estudo confirma que os retalhistas estão a acelerar a sua transformação no retalho digital e veem isso como uma fonte de vantagens competitivas», afirmou Peter Zaballos, vice-presidente de marketing e produto na SPS Commerce. «Pela primeira vez em quatro anos, vemos os retalhistas a irem à procura de fornecedores que possam ter capacidades críticas no omnicanal de resposta rápida, informação completa sobre os artigos e o inventário e capacidades de entrega e envio para alimentar os seus planos de crescimento. Esperamos que 2016 seja um ano de rápida mudança e inovação», acrescentou. 53% dos retalhistas estão também a melhorar a experiência de compra nas lojas físicas e 80% dos distribuidores e 41% dos fornecedores de logística estão, «acima de tudo o resto», focados na resposta rápida às encomendas.

2Paris é a cidade mais admirada

Paris derrubou Londres e é agora a “cidade mais admirada” num índice internacional de 2015 que analisou 50 cidades em categorias como estatuto internacional, pessoas e cultura. No Anholt-GfK City Brands Index, que é publicado de dois em dois anos, Paris conseguiu um dos maiores ganhos na classificação, passando do terceiro lugar em 2013 para o primeiro em 2015. Os autores sublinham que o estudo foi realizado em setembro de 2015, dois meses antes dos ataques terroristas de novembro. Apesar dos ataques, os analistas mantêm a sua confiança nos resultados, afirmando que embora esse acontecimento tenha afugentado alguns turistas e mudado o seu «comportamento» para com Paris, é pouco provável que as suas perceções tenham mudado. «Se as experiências passadas contarem para alguma coisa, este tipo de ataques não muda as perceções da cidade de forma significativa ou duradoura», aponta o criador do índice Simon Anholt em comunicado. «Pode haver uma mudança temporária no comportamento das pessoas em relação a Paris, mas os ataques não afetam as razões pelas quais as pessoas podem admirar a beleza, vida cultural e oportunidades da cidade», acrescenta. Para o índice foram feitas mais de 5.160 entrevistas na Austrália, Brasil, China, França, Alemanha, Índia, Rússia, Coreia do Sul, Reino Unido e EUA. Foram incluídas mais de 50 cidades, que foram avaliadas em seis dimensões: a sua presença e posicionamento internacional; local (transportes e localização); pré-requisitos (alojamento acessível, serviços e espaços públicos); pessoas (simpatia, segurança e diversidade cultural); pulso (cultura); e potencial educacional e económico. Paris, Londres e Nova Iorque, respetivamente, ocuparam o pódio, seguidas de Sydney, Los Angeles, Roma, Berlim, Amesterdão, Melbourne e Washington DC.

3Grace Coddington sai da Vogue

Grace Coddington, diretora criativa da edição americana da revista Vogue, está de saída do cargo, com efeitos imediatos. «Depois de mais de 25 aos na Vogue, Grace Coddington vai assumir o papel de diretora criativa em colaboração e pegar noutros projetos fora do âmbito da revista», confirmou um porta-voz da Vogue ao Business of Fashion. «Ela vai trabalhar em várias produções fotográficas da Vogue durante o ano», acrescentou. Atualmente não há planos para preencher o cargo de direção criativa, já que Coddington, de 74 anos, está contratada para produzir pelo menos quatro editoriais por ano para a revista. Entretanto, Grace Coddington poderá trabalhar em projetos externos, incluindo o perfume que está a lançar com a Comme des Garçons, e será representada pela agência Great Bowery. «É apenas mais uma abordagem. Certamente que não me vou reformar. Não quero ficar parada», afirmou ao Business of Fashion.

4Irlandeses abrem cordões à bolsa

As vendas a retalho na República da Irlanda subiram 9,3% em novembro, o ritmo mais elevado em mais de oito anos, numa altura em que a recuperação económica começa a ganhar força. Segundo os números publicados pelo gabinete de estatística do país, as vendas ajustadas sazonalmente, excluindo automóveis, aumentaram 8,9% em comparação com o ano anterior. Uma subida das vendas em lojas de eletrodomésticos e grandes armazéns impulsionaram o volume de vendas mensal em 2,2% em novembro. As vendas de eletrodomésticos, graças às promoções da Black Friday, cresceram 13,6% em termos mensais e 22,2% em termos anuais. Já as vendas em grandes armazéns aumentaram 14% durante o mês. John McCartney, diretor de pesquisa na consultora Savills, afirmou ao The Times que as indicações dão conta de que as vendas no Natal foram as mais fortes em vários anos – apesar de ter sido o mês de dezembro mais chuvoso de que há registo. «O tráfego nas principais ruas de compras de Dublin no início de dezembro foi inferior ao do ano anterior», referiu. Mas a situação inverteu-se na semana antes do Natal, com «o tráfego a subir 9% em Grafton Street e em Henry Street à medida que o tempo melhorou e o grande dia ficou mais próximo», concluiu.

5Marca de moda dá rosto à coragem

Uma sobrevivente a um ataque com ácido na Índia tornou-se a modelo de uma marca de moda, que está a chamar a atenção para o crime no país, que tem as taxas mais altas de violência com ácido do mundo. Laxmi surge na campanha publicitária de uma nova gama de vestuário. Um vídeo intitulado “Rosto da Coragem” mostra Laxmi a ser preparada e a desfilar em seguida na passerelle enquanto sorri para as câmaras, com as cicatrizes no rosto completamente visíveis. «Vimos algumas imagens de outros sobreviventes de ataques com ácido e pensamos que se pudessemos criar uma oportunidade nem que fosse para um deles, já valeria a pena», explica Manan Shah, diretor-geral da Viva N Diva. «Recebemos uma resposta muito boa e esperamos que outras empresas sigam o exemplo», acrescenta. Todos os anos há cerca de 1.500 denúncias de ataques com ácido em todo o mundo, com mais de 1.000 casos estimados só na Índia. Contudo, muitos ataques não são denunciados porque as vítimas têm demasiado medo de represálias no futuro. Os atacantes frequentemente apontam para a cara, para desfigurar e cegar as vítimas. Apesar da gravidade do crime, comprar ácido é fácil na Índia, mesmo depois de uma decisão do Supremo Tribunal de 2013 para travar as vendas. No ano passado o tribunal determinou que as vítimas devem receber tratamento médico gratuito e uma indemnização mínima de 300 mil rupias (cerca de 4.050 euros). Laxmi, que tinha 15 anos quando foi atacada por um homem de 32 anos por ter recusado a sua proposta de casamento, submeteu uma petição ao tribunal para proibir em definitivo a venda de ácido. Em 2014, recebeu um prémio de coragem – o International Women of Courage Award – das mãos de Michelle Obama. «Queremos trazer os sobreviventes de ataques com ácido para o mundo comum e esta campanha mostra que isso é possível», considera Alok Dixi, da Chhanv Foundation, em Nova Deli, que liderou a campanha para acabar com os ataques com ácido. «Mostra que até os sobreviventes podem ser vistos como normais», conclui.

6Vendas desaceleram na Giorgio Armani

A casa italiana de moda Giorgio Armani registou um abrandamento do crescimento em 2015 devido à estagnação na Europa e ao abrandamento da expansão na China – o volume de negócios cresceu apenas 3,7%, para 2,64 mil milhões de euros. O menor consumo na China, onde o crescimento económico abrandou, a recessão na Rússia provocada pela queda dos preços do petróleo e as ameaças à segurança em todo o mundo, que estão a afetar o turismo, puseram um travão no crescimento do sector do luxo. Armani não foi exceção – em 2014, a empresa tinha registado um crescimento de 16% das vendas. No final do desfile da coleção de homem para o outono-inverno 2016/2017 da linha Emporio Armani, Giorgio Armani, de 81 anos, afirmou aos jornalistas que a Europa tinha tido uma performance em 2015 em linha com a do ano anterior, enquanto o crescimento das vendas na China tinha abrandado. As vendas subiram ainda nos EUA, no Japão e no Médio Oriente.